DEU NO X

DEU NO JORNAL

MAIS UM “INOCENTE” DA LAVA JATO

Deltan Dallagnol lembrou que Domingos Brazão, apontado na delação de Ronnie Lessa como mandante do assassinato de Marielle Franco, foi preso pela Lava Jato em 2017, mas foi solto.

A morte ocorreu em 2018.

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Essa nossa republiqueta banânica não é para amadores.

É cada uma de cair o queixo.

Ou cair o furico da bunda.

PQP!!!

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

AGORA QUE O CASO MARIELLE ACABOU, DEVIAM DESCOBRIR QUEM MANDOU MATAR BOLSONARO

Vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018

Vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018

Primeiro assunto de hoje: a arrecadação federal do ano passado. Foi inferior à do ano anterior. Segundo os próprios dados oficiais, corrigido da inflação, menos 12 centésimos por cento, ou 0,12%. E o governo atual só pensa em arrecadar, não pensa em cortar, em cortar a despesa. A continuar assim, o déficit vai ser maior ainda. Já foi um déficit gigantesco, de duzentos e trinta e tantos bilhões. Se não cortar, não adianta. Querer tirar da nação dinheiro para sustentar um Estado inchado, um Estado gastador, quando deveria ser um Estado com uma gordura suficiente para lhe dar agilidade, para prestar bons serviços públicos.

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Cassação

Outro assunto é a cassação, pela terceira vez, do mandato do governador de Roraima, Antônio Denarium. Interessante que o nome dele não é esse, né? Ele é de Anápolis. Ele foi para Roraima pelo Bamerindus, depois ele saiu, deixou de trabalhar em banco, mas pôs uma imobiliária, uma corretora, se não me engano, de nome Denarium, que quer dizer dinheiro. Aí acabou pegando o apelido e ele usou como força política. A cassação, por parte do Tribunal Regional Eleitoral, pega ele e o vice, só que eles continuam no cargo porque não transitou em julgado ainda no TSE.

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Brazão

E a grande questão é em outro tribunal, o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Como é que esse tribunal tem como conselheiro, e botou de volta no tribunal, alguém preso, acusado de corrupção, como esse senhor Domingos Brazão, ex-deputado estadual do MDB, que fez campanha para a Dilma junto com Eduardo Cunha. Foi conselheiro do Tribunal de Contas, omitindo muita coisa do Sérgio Cabral. Depois a justiça apurou, esteve preso pela Lava Jato e foi reintegrado no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro em março do ano passado.

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Marielle

E agora o Rony Lessa, segundo o noticiário, no curso da deleção premiada, entregou finalmente quem mandou matar Marielle Franco. Foi ele mesmo, o Rony Lessa. O outro que já está preso pilotou o carro e tem um terceiro que deu as informações sobre o paradeiro da vereadora. Com isso encerra a questão. Depois de seis anos de muita fofoca.

Eu acho, por exemplo, que Bolsonaro está com uma grande oportunidade de beneficiar obras sociais da mulher dele, Michele, com ações na justiça em indenização em crimes contra a honra. Porque ainda ontem, anteontem, eu vi pessoas que supostamente deveriam ser sérias, porque tem longa carreira jornalística, dizendo que Bolsonaro estava tremendo, porque o Rony Lessa vai dizer quem foi que mandou matar. O que é isso? É uma insinuação muito clara, muito explícita. E é crime contra a honra, sem dúvida. Pode aproveitar essa oportunidade.

Agora eu fico boquiaberto como no Rio de Janeiro um sujeito desse vai para o Tribunal de Contas é preso e volta para o Tribunal de Contas. Ele estava envolvido com milícia da zona oeste, acusações de falsidade de toda a ordem e estava lá sobrevivendo. E ainda parece que mandou matar por vingança contra o Freixo, porque Marielle trabalhou 10 anos para o Marcelo Freixo, quando era do PSOL, e o Marcelo Freixo presidiu uma CPI em que citou esse senhor Brazão na CPI das milícias.

Mas, enfim, é como disse ontem o senador Magno Malta. “Agora vamos ver se descobrem quem mandou matar Bolsonaro. Quem mandou a faca de Adélio Bispo entrar na barriga de Bolsonaro? Quem inventou um álibi para Adélio Bispo na Câmara dos Deputados? Quem mandou os advogados de Jatinho aparecerem lá imediatamente em Juiz de Fora? Quem pagou a pensão de Juiz de Fora, arranjou os celulares para Adélio Bispo? Quem, quem, quem?” Agora que não tem mais a Marielle, a gente podia ir atrás disso, como sugere o senador Magno Malta.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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O NOVO VELHO PROTECIONISMO

Editorial Gazeta do Povo

Alckmin e Lula, que tomarão posse em 1 de janeiro

O presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Em sua incansável busca por retomar políticas atrasadas e que no passado se mostraram desastrosas para a economia brasileira, o governo petista acaba de anunciar, com toda pompa e circunstância, a chamada “Nova Indústria Brasil” (NIB), que de nova não tem nada, ao contrário. A proposta apenas resgata o papel do Estado como indutor do desenvolvimento industrial – algo já experimentado nas gestões petistas anteriores e que nunca se mostrou eficaz.

Supostamente com o objetivo oficial de “estimular o desenvolvimento produtivo e tecnológico, ampliar a competitividade da indústria brasileira, nortear o investimento, promover melhores empregos e impulsionar a presença qualificada do país no mercado internacional”, a NIB é, basicamente, um grande pacote protecionista. Ao menos por enquanto, não há previsão de nenhuma ação concreta para resolver os graves entraves ao empreendedorismo nacional, o que seria indispensável numa política pública realmente séria e compromissada com o setor produtivo.

O plano prevê a disponibilização recursos não reembolsáveis, ações regulatórias e de propriedade intelectual, além de uma política de obras e compras governamentais que priorizam empresas nacionais – mesmo quando apresentarem maior custo se comparado a empresas estrangeiras. Empresas brasileiras também terão linhas de crédito com condições mais favoráveis que as do mercado para que possam assumir obras do Novo PAC, outro programa ressuscitado de governos petistas anteriores, e que ficou conhecido pela quantidade de obras atrasadas ou inacabadas e irregularidades nos projetos.

Ora, tais medidas passam longe de oferecer um real e duradouro incentivo à indústria nacional. Se protecionismo fosse a solução, o Brasil já teria de ser referência em relação à qualidade de seus automóveis, uma vez que o setor automotivo há décadas é um dos campeões quando se trata de benesses governamentais, ou de informática, alvo de medidas protecionistas desde a década de 1990.

Os reais problemas do setor produtivo se referem a questões bem conhecidas como a precariedade na infraestrutura de transportes, armazenagem, energia, portos e aeroportos, falta de liberdade econômica, a elevada carga tributária, o ambiente jurídico lento e instável, a legislação trabalhista complicada, a burocracia sufocante, a baixa produtividade, o precário incentivo à inovação, e a instabilidade macroeconômica, quase sempre causada pela adoção de políticas econômicas equivocadas. Para resolver esses gargalos é que o Estado deveria trabalhar.

Mas o lulopetismo opta pelo caminho mais fácil, conveniente e pernicioso, adotando mais subsídios e protecionismo, que só ajudam a manter o setor estagnado e dependente da boa vontade governamental, além de estimular a ineficiência, a baixa produtividade e os preços mais altos. Seria ingenuidade acreditar que uma empresa vá investir em inovação, buscando produzir mais, melhor e com menor preço, quando sabe que sua fatia no mercado já está garantida e que, mesmo vendendo mais caro que uma empresa estrangeira, o governo sempre estará disposto a comprar sua produção. A Nova Indústria Brasil nada tem de nova; é mais do mesmo atraso que vem sendo a tônica do governo Lula 3.

PENINHA - DICA MUSICAL