Mesmo entre jornalistas mais alinhados ao Planalto, foi geral o comentário da “síndrome do papagaio” da primeira-dama Janja que se aboletou na foto do anúncio de Ricardo Lewandowski na Justiça.
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Esbanjanja tanto gasta quanto se amostra.
Mas é tudo dentro dos conformes:
O papel desastrado que ela desempenha na presidência está de acordo com o impressionante e desastroso papel ridículo do Ladrão Descondenado.
Os dois formam uma parelha banânica na medida certa.
No ciclo atual, seca em regiões produtoras de soja no Mato Grosso pode reduzir a safra no estado em 20% ou mais
A previsão do IBGE para a safra de grãos deste ano, com base na área plantada, é muito significativa. A safra vai cair em quase 9 milhões de toneladas na comparação com o ano passado. O que isso significa? Desestímulo ao setor mais dinâmico e mais importante do país nessa época, o setor que nos permite comprar produtos importados, inclusive remédios e automóveis, já que o agro exporta e nos dá divisas para importar. As importações, aliás, despencaram nesse ano de 2023, o que significa um tremor na atividade econômica. As importações de fertilizantes, por exemplo, movimentam o agro; elas também mostram a sanidade da indústria, quando se importam máquinas novas e tecnologia para ampliar a produtividade e a produção.
Essa queda na safra de grãos, de 8,9 milhões de toneladas a menos segundo o IBGE, é algo que eu nunca vi. E eu cubro agricultura desde que entrei no Jornal do Brasil, em 1971. No segundo ano já ganhei um prêmio, por reportar o escoamento da soja do Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, para o Porto de Rio Grande, justamente para a exportação.
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Inflação dentro do limite é mérito do Banco Central, e não do governo Um outro dado do IBGE divulgado agora foi o da inflação. O limite máximo de tolerância era de 4,75%, o IPCA ficou em 4,62%, acima da meta, que era de 3,25%, mas dentro do limite. Isso se deve ao guardião da moeda e do crédito, que é o Banco Central, agora independente do governo federal. É o governo federal que provoca pressões para a inflação: quando gasta mais do que arrecada, vai acontecer algo, que é puxar os preços para cima. O governo está tomando muito dinheiro emprestado no mercado, a dívida pública está crescendo muito e o governo é obrigado a pagar juros para atrair quem compre papéis do governo, e isso pressiona os juros para cima.
Agora o governo, que não quer conceder a desoneração para 17 dos setores que mais empregam e veio com essa medida provisória que não tem o menor futuro, está falando em taxar compras no exterior acima de US$ 50. Ao mesmo tempo, abre concurso para mais de 6 mil novos funcionários públicos, cria mais ministérios, tudo isso é mais gasto. Eu fico pensando: esse pessoal que virou agente do Estado, operador do Estado, parece que mora no Estado também. Eles não moram na nação. A nação é o país real, é o país dos cidadãos, dos eleitores e dos pagadores de impostos, que se organizaram e formaram um Estado para prestar serviços públicos de Justiça, de segurança pública, de saneamento, de educação e saúde para quem precisa.
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Mais uma condenação da Lava Jato anulada
Para encerrar, não custa lembrar que mais um teve a condenação anulada. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, estava condenado a 24 anos, não era pouco. O ministro Edson Fachin anulou a condenação por “CEP errado”, alegou que não podia ser na Justiça Federal do Paraná. Aconteceu isso com Antonio Palocci, aconteceu com Lula. O interessante é a nota do advogado de Vaccari. Ele diz que “a decisão de Fachin restabelece a legalidade de um processo viciado desde o início e eivado de incontáveis ilegalidades e abusos, o qual propiciou imensas injustiças, todas irreparáveis aos acusados, os quais foram condenados injustamente”. Agora pensem bem: a que situações nós poderíamos aplicar essa descrição? Podemos ficar selecionando e colando essa frase em inúmeros casos presentes.
A história do “ri-ri”, zíper, fecho-éclair ou simplesmente “fecho”, começou em 1893 na Exposição Mundial de Chicago, nos EUA, onde este objeto deslizante, usado para fechar e abrir roupas, foi apresentado pela primeira vez. Tratava-se de uma versão primitiva do objeto, com minúsculos ganchos e argolas, desenvolvida pelo engenheiro americano Whitcomb Judson. Cansado de abrir e fechar todos os dias os cordões dos seus sapatos, ele teve a ideia de criar um artefato rudimentar, composto de ganchos e furos. Porém, esse tipo de zíper não era muito eficiente: não fechava com facilidade e se abria em horas impróprias.
A peça utilitária ficou conhecida como fecho-éclair, palavra vinda do francês Éclair, que significa relâmpago, e se refere ao nome da sociedade detentora do registro da marca — a Éclair Prestil SN. Em Portugal e no Brasil adotou-se a expressão “fecho-éclair”. Este nome predomina no Rio, ao contrário de São Paulo onde prevalece “zíper”.
A primeira participação deste utilitário na indústria do vestuário aconteceu durante a I Guerra Mundial, quando os uniformes dos soldados norte- americanos foram confeccionados com fecho-éclair nas calças.
Na II Guerra, o fecho-éclair foi usado em sacos de dormir, uniformes, malas e sacolas para transportar mortos.
O americanoWhitcomb L. Judson, em 1891, inventou o primeiro protótipo de fecho com ‘dentadura incluída’. O sueco Gideon Sundback pegou a idéia em 1913, e desenvolveu.
O fecho-éclair tem dentes plásticos ou metálicos, pelos quais corre o cursor, que tem aberturas em forma de um «Y». Pela parte de cima passam os dois trilhos separados, lado a lado, e dentro do cursor os dentes dos trilhos se engancham, para saírem por uma saída só, juntos, pelo lado oposto pelo qual entraram.
No Brasil, o maior fabricante desse objeto que ri, ao qual as costureiras do interior nordestino passaram a chamar de “ri-ri”, foi a YKK, (Yoshida Brasileira Indústria e Comércio), com sede no Japão e atuando em 44 países. Os outros fabricantes são: Linhas Correntes e Metalúrgica Ultra.
O fecho-éclair atual é um conjunto, que resulta de equipamentos modernos e matérias-primas mais resistentes e mais variadas, como os metais que compõe seus ganchos, que podem ser dourados, niquelados ou de plástico.
No interior nordestino, antigamente, os fechos de saias e vestidos eram chamados de “ri-ri”. Fecho-eclair e zíper é como eram chamados no Rio de Janeiro e São Paulo. Era um utilitário, usado apenas em confecções femininas. Toda saia ou vestido tinha um “ri-ri”, costurado numa fenda lateral ou nas costas, que variava de 20 a 35 centímetros. Tinha a finalidade de facilitar o vestimento da peça, na passagem pela cabeça. O nome está ligado ao som, provocado pelo seu fechamento ou abertura, quando as duas carreiras de dentinhos de metal deslizam sobre os trilhos que o compõem.
Antigamente, a braguilha (ou barguilha) das calças de homens eram abotoadas, ou seja, fechadas com botões. Somente com a moda de calças Jeans (Faroeste, Lee etc), feitas de tecidos bastante pesados, os botões foram substituídos pelo “ri-ri”, chamado agora, oficialmente de fecho-eclair ou zíper.
Enquanto as calças e bermudas com braguilha (ou barguilha) abotoadas nunca causaram danos físicos ao homem, o zíper lhe tem causado muitos “acidentes”. Já houve casos do homem ficar preso ao zíper, pela pele do membro sexual, no momento de vestir ou tirar a calça ou bermuda. Em alguns casos, houve até necessidade de socorro médico, e de pequena cirurgia, onde um pouco da pele precisou ser cortada.
Por preconceito, o “ri-ri”, zíper ou fecho-eclair demorou muito a ser aceito pelo homem, em suas calças e bermudas. O homem achava que aquilo era artefato para roupa de mulher. Mas terminou cedendo, uma vez que o modelo abotoado saiu de linha.
Até então, o vestuário, tanto masculino como feminino só usava botões e colchetes.
A calça LEE fez, na década de 5O, a união do zíper com jeans, quando lançou a calça jeans feminina.
Na década de 70, o zíper, finalmente, triunfou no setor do vestuário, entrando em contato com a alta costura.
André Courrèges , estilista francês (1923 – 2016), foi considerado um marco na trajetória desse fecho. Foi ele o primeiro a usá-lo como adorno em suas coleções. Nesse mesmo período, a necessidade de renovação da moda para atender as exigências de um público jovem cada vez mais comprador, fez do zíper o parceiro ideal das roupas, confeccionados em materiais plásticos e de cores vibrantes. Além da moda plástica e geométrica de Pierre Cardin, Rabanne e Mary Quant, este utilitário esteve também a serviço do vestuário dos Hippies e dos Astronautas, e de lá para cá, esteve sempre presente na maioria dos produtos confeccionados, quer no mundo da moda, quer no mundo dos produtos utilitários.
Atualmente, o zíper acompanha a moda. Algumas vezes está fechando, outras vezes está somente adornando os produtos lançados pela moda.
O zíper entrou no mundo da moda em 1935, pelas mãos da estilista Elza Schiaparelli.
Nesse período, o vestuário, tanto masculino como o feminino usava botões e colchetes.
A calça LEE fez, na década de 5O, a união do zíper com jeans, quando lançou a calça jeans feminina.
Na década de 70, o zíper, finalmente, triunfou no setor do vestuário, entrando em contato com a alta costura.
Atualmente, o ri-ri (zíper ou fecho-éclair) acompanha a moda. Algumas vezes está fechando, outras vezes está abrindo, mas sempre adornando os produtos em lançamento.
O “ri-ri” atual (zíper ou fecho-éclair) é um conjunto, que resulta de equipamentos modernos e matérias-primas mais resistentes, variadas e bonitas, com os metais que compõe seus ganchos em cor dourada, niquelados ou de plástico, servindo de bonitos adornos na confecção de roupas.
No interior nordestino, antigamente, os fechos de saias e vestidos eram chamados de “ri-ri”, porque as duas tirinhas com quadradinhos de metal ou plástico, ao se juntarem, lembravam um sorriso. A palavra pegou e o objeto tornou-se conhecido pelas costureiras, com esse nome. Por isso, a palavra “ri-ri” predomina até hoje, entre as pessoas mais antigas, no interior nordestino.
Toda saia ou vestido tinha um “ri-ri”, de lado ou na parte de trás, num comprimento de 20 a 35 centimetros, com a finalidade de facilitar o vestimento da peça, na passagem pela cabeça.
Dona Lia, minha saudosa mãe, costurava muito e muitas vezes eu, ainda menina, ia ao armarinho de Seu Zé Cirilo, em Nova-Cruz (RN), comprar “ri-ri”, retrós, carretel de linha, agulha de máquina e de mão, botões, conforme ela anotava numa folha de papel. O nome “ri-ri” nunca faltava.
A partir da moda de calças Jeans (Faroeste, Lee etc), feitas com tecido bastante pesado, os botões das braguilhas (ou barguilhas) de calças masculinas foram substituídos definitivamente pelos “ri-ris”, que passaram oficialmente a ser chamados de “zíper” ou “fecho-eclair”.
O zíper atual é um conjunto, que resulta de equipamentos modernos e matérias-primas mais resistentes, variadas e bonitas, com os metais que compõe seus ganchos, em cor dourada, niquelados ou de plástico, servindo de bonitos adornos na confecção de roupas.
No interior nordestino, antigamente, os fechos de saias e vestidos eram chamados de “ri-ri”, porque as duas tirinhas com quadradinhos de metal ou plástico, ao se juntarem, lembravam um sorriso. A palavra “ri-ri”, no interior nordestino pegou e o objeto tornou-se conhecido pelas costureiras, com esse nome. A palavra “ri-ri”, portanto, faz sentido. Zíper e fecho-eclair não eram palavras conhecidas no interior nordestino. Eram palavras de capital. Por isso, “ri-ri” predomina até hoje, na linguagem das pessoas antigas.
Toda saia ou vestido tinha um “ri-ri”, de lado ou na parte de trás, num comprimento de 20 a 35 centímetros, com a finalidade de facilitar o vestimento da peça, na passagem pela cabeça.
Tempos depois, as braguilhas (ou barguilhas) de calças e bermudas masculinas, que antes eram fechadas com botões, passaram a ser fechadas com “ri-ri”, a partir da moda de calças Jeans (Faroeste, Lee etc), tecido bastante pesado.
E os botões das braguilhas (ou barguilhas) de calças masculinas foram substituídos definitivamente pelos “ri-ris”, que passaram oficialmente a ser chamados de “zíper” ou “fecho-eclair”, nomes já usados nas capitais.
Entretanto, no interior nordestino, esse invento permanecerá sempre com o nome de “ri-ri”. Quando em Nova-Cruz, alguém se refere a ele como zíper ou fecho-éclair, já se sabe que é gente de fora, com outros hábitos e costumes.