DEU NO JORNAL

AVUANDO PELO MUNDO

Taxadd viaja de novo, agora aos EUA e México, na sexta (2).

Diz que vai atrás de investimentos.

Ficará flanando até quarta (7), chega na quinta e, como petista não é de ferro, expediente garantido só na segunda (12).

* * *

Taxadd tá no gunverno certo.

Esbanjanjando e avuando pelos ares.

E a gente pagando tudo.

A economia que se dane!

RODRIGO CONSTANTINO

VERGONHA BRASILEIRA NO FUNERAL DO PAPA

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Velório de Sua Santidade o Papa Francisco

A comitiva brasileira na despedida do papa Francisco foi uma vergonha mundial em todos os aspectos. O primeiro deles, que mais chamou a atenção, foi seu próprio tamanho: vinte pessoas! Mais do que o dobro da Argentina, país de origem do papa. Coisa jeca, cafona, de terceiro mundo. E bem na linha do que tem sido a postura de Lula e Janja, o casal que parece promover um tour mundo afora com o dinheiro dos outros.

Janja aparece, mais de uma vez, sorridente, como se estivesse num evento social agradável, e não no funeral do maior líder religioso do planeta. Aliás, Dilma resolveu matar as saudades de quem ao menos curtia suas gafes e disse que o papa era uma pessoa “religiosa”. Imagina só se não fosse!

Só para colocar as coisas em perspectiva, nos Estados Unidos a imprensa pegou muito no pé de Donald Trump por ele ter usado um terno azul, em vez de preto. Tudo bem que havia mais líderes de azul; isso não importou para uma mídia obcecada em achar “falhas” no comportamento do presidente. Imagina se Trump fosse realmente sem noção a ponto de levar um séquito para o funeral do papa Francisco…

O repórter Renato Souza ainda deu um jeito de “passar pano”, numa postagem com mais de oito mil curtidas: “O Brasil tem a maior população católica do mundo (mais de 100 milhões). Ir no velório do Papa, líder máximo da Igreja Católica, não é só um direito dos representantes brasileiros, é um dever junto aos eleitores. O presidente brasileiro ainda representou a América Latina inteira”.

Ora, primeiro resta entender por que o Brasil representaria a América Latina inteira. Em segundo lugar, os Estados Unidos possuem cerca de 70 milhões de católicos. A ordem de grandeza é similar, e em hipótese alguma justifica a gritante diferença numérica. A maior potência do planeta enviou apenas seu presidente e sua esposa, a primeira-dama, absolutamente discreta.

Por fim, uma nota sobre a “canonização” do papa pela esquerda. Vários petistas estão enchendo Francisco de elogio, como um “papa inclusivo” e tudo mais. Francisco foi um papa que focou mais na caridade, e em política sempre teve visão mais “progressista”. Mas é necessário lembrar que, em termos dogmáticos, era obviamente um católico. Ou seja, alguém para quem aborto é monstruosidade e homossexualidade é pecado.

“As mulheres têm direito à vida, à sua vida e à vida dos seus filhos. No entanto, aborto é assassinato, se mata um ser humano e os médicos que fazem isso são, me permitam a palavra, sicários. E não se pode discutir sobre isso”, afirmou o papa Francisco. Morto, ele não pode repetir mais essas coisas, que deixou registradas inúmeras vezes. Seus novos fãs, hipócritas, fingem que ele era praticamente um abortista agora, para disfarçar que, no fundo, o comunismo continua incompatível com o catolicismo.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

AVERMEIANDO O PAÍS

A mudança na cor da Seleção debocha da máxima conservadora de que “a bandeira do Brasil jamais será vermelha”.

Parece que é esse o plano, a começar pelo enterro da camisa mais respeitada do futebol mundial.

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Em tempos de gunverno lulo-petralha tudo é possível.

Tudo mesmo.

Até esse absurdo: a seleção brasileira de camisa vermelha!

É pra lascar!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

CAPITÃO PHILLIPS (2013) – UMA OBRA-PRIMA DE SUSPENSE EM ALTO MAR

Capa do lançamento em Blu-ray do filme

Esse suspense começa de maneira curiosa. O capitão Richard Phillips (interpretado magistralmente por Tom Hanks), está se preparando para mais uma viagem em alto mar, e conversa com sua esposa, a atriz Catherine Keener, sobre o estado do mundo. O diálogo é bastante genérico, com frases do tipo “Os tempos não estão fáceis” e “As coisas não são mais como antigamente”. Depois ele informa a esposa – como se ela já não soubesse – que o filho do casal precisa estudar, tomar um rumo na vida. Esta sequência meio artificial serve para apresentar a característica central do protagonista: a prudência. O Capitão Phillips é um homem calmo, sensato, que reflete antes de agir.

Ele deve enfrentar outro capitão, somaliano, com personalidade contrária à sua. Muse Barkhad Abdi, com interpretação impecável, é um homem impulsivo, inexperiente, mas muito determinado. Sua apresentação é igualmente sucinta (ele esfaqueia um colega após uma brincadeira banal). O roteiro não faz questão de esconder o encontro iminente entre os dois, incluindo desde os primeiros minutos informações sobre o grande número de ataques piratas na região por onde deve passar Phillips, e depois abandonando o americano para revelar Muse e sua pequena equipe se preparando para o ataque. Esta é uma primeira boa surpresa de Capitão Phillips: o filme não adota apenas o olhar do herói, vendo seus inimigos do exterior, como na maioria das tramas de guerra. O roteiro dá espaço aos dois capitães, enxergando o mundo pelos olhos de cada um.

Tendo dirigido outra obra com fonte e temática semelhantes – Voo United 93 – o diretor Paul Greengrass consegue também reunir sua qualidade de diretor de ação que fez toda a diferença em A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne para envolver o espectador de tal maneira que os 134 minutos de projeção passam em um piscar de olhos. Mas é claro que ele jamais poderia ter feito o que fez em Capitão Phillips não fosse a impressionante atuação de Tom Hanks, que volta a comprovar que é um dos melhores atores vivos da atualidade.

Abordando paralelamente os preparativos do capitão do título (Tom Hanks) e dos piratas somalis para zarpar, vemos a convergência da ação acontecer já com menos de 30 minutos de filme. Nesse tempo, Greengrass estabelece a personalidade detalhista do capitão e o respeito que sua tripulação tem por ele ao mesmo tempo e que trabalha a construção dos piratas, o porquê de eles fazerem o que fazem e como é a distribuição de poder entre eles. Entendemos as motivações dos dois lados e o roteiro de Billy Ray (Jogos Vorazes, Plano de Voo) tenta não julgar as ações de ninguém, apenas expor.

Quando finalmente os dois lados se unem, em espetacular sequência de pirataria moderna que esclarece como uma pequena lancha caindo aos pedaços pode abordar um gigantesco navio cargueiro em pleno mar aberto, Greengrass aperta na tensão. Usando desde planos abertos durante o ataque até close-ups nas cenas mais tensas, o diretor e Barry Ackroyd, o diretor de fotografia responsável também por Voo United 93 e Guerra ao Terror, mantêm uma câmera nervosa, observadora, que muitas vezes olha para onde os personagens olham também, dando-nos pouco aviso do que veremos em seguida. Com isso, eles efetivamente conseguem contrapor o capitão e sua tripulação imediata (os demais se escondem) e os quatro piratas que tomam o navio e criam um jogo emocionante de frieza e desespero, alívio e dor, razão e emoção.

Ao usar câmeras que se aproximam dos atores, o diretor não dá espaço para o espectador, que se vê jogado em pleno calor do momento, sem saber muito bem o que fazer exatamente como o capitão Phillips deve ter se sentido. Além disso, ao imprimir um tom documental à projeção, Greengrass empresta enorme grau de veracidade ao que vemos. Não fosse a presença de Tom Hanks ali, um desavisado poderia achar que está realmente vendo um documentário ou, até mesmo, em alguns trechos, uma notícia de telejornal.

Outro grande acerto do diretor foi escolher um filme fortemente granulado, novamente para dar impressão de gravação com câmera amadora, mas sem o usual “tremelique” que costumamos ver em outras fitas que tentam passar a mesma sensação. A câmera é tensa, mas não sacode como as ondas do mar que cercam o paquidérmico navio.

E, no meio disso tudo, vemos Tom Hanks passar de um capitão rotineiramente preocupado para um homem que faz de tudo para salvar sua tripulação e que, depois, tem que fazer de tudo para sobreviver. Mas suas ações não são “maiores que a vida” ou típicas de um filme de ação, mesmo de algumas biografias que volta e meia vemos por aí. O lado humano, pé no chão (acho que “no convés” seria mais apropriado) do capitão Phillips transparece facilmente pelas ações de Hanks. Ele é seguro de si, mas seu medo está poucos milímetros abaixo de sua pele. Ele age muito mais com palavras do que com o corpo, tentando manter os piratas razoavelmente dentro de controle.

Na medida em que a tensão aumenta, Hanks vai se despindo da frieza forçada pela situação e se entrega quase que totalmente ao desespero e sua atuação no dénouement é assombrosa, angustiante de verdade. Novamente, se não fosse ele ali na tela, um ator tão conhecido, um desavisado poderia facilmente acreditar que está vendo um documentário.

Mas o interessante é que sua “oposição”, o pirata Muse, vivido por Barkhad Abdi, ele próprio um somali que fugiu com sua família para o Iêmen e, depois, para os EUA, é igualmente fantástico. Logo tomando o posto de “capitão”, Muse, líder do grupo, passa a ter que lidar tanto com seus prisioneiros gringos como com seu colega Bilal (Barkhad Abdirahman), extremamente tenso e violento. Esse frágil equilíbrio de forças e toda a situação que se estabelece extraem de Abdi uma atuação excepcional e crível. Na verdade, ele faz o único pirata que não é unidimensional, criando camadas e camadas de complexidade para seu Muse.

E não vejam essa “unidimensionalidade” como um ponto negativo em Capitão Phillips. Não é. O foco, como o título deixa mais do que claro, é o capitão. É o show de Tom Hanks. Greengrass não se interessa em dividir a atenção do público entre muitos personagens com profundidade. É só mesmo Phillips de um lado e Muse de outro. Nem mesmo quando os soldados de elite americanos entram na narrativa, o foco muda. Eles são também rasos, verdadeiros peões dentro do esquema maior do diretor.

E esse enquadramento funciona muito bem, pois o investimento emocional do público no destino de Phillips é a pedra de toque da fita e o que faz a narrativa ser impulsionada. Se nosso engajamento com o personagem não funcionar logo de início, o filme falhará. E Greengrass emprega todos os seus esforços de contador de história para que isso aconteça, usando não só a câmera da maneira como descrevi acima, mas trabalhando junto com Christopher Rouse (companheiro de Greengrass nos dois Bourne, Voo United 93 e Zona Verde) para fazer uma montagem elétrica, mas nunca confusa, com cortes bruscos, mas claros e que só nos desnorteiam quando efetivamente têm esse objetivo (especialmente nas cenas finais no barco de escape).

Mas seria leviano de minha parte não destacar o assustador trabalho de Henry Jackman na trilha sonora. Compositor ainda de pouca relevância, tendo trabalhado nos recentes G.I. Joe: Retaliação, É o Fim e no vindouro Capitão América 2, Jackman executa uma obra que, inserida em momentos cirúrgicos da fita, cria nervosismo, tensão e muito desespero. É um dos melhores usos de música em filme esse ano, lado a lado a Gravidade, de Cuarón.

Todas essas peças perfeitamente encaixadas na estrutura narrativa que Greengrass meticulosamente constrói, arremessa-nos sem dó na tensão por que passa o capitão Phillips. Sofremos o que ele sofre por pouco mais de duas horas e essa é a prova cabal da qualidade do trabalho da produção. É a realidade sendo mais real do que a ficção.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X