O Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, é considerado feriado nacional. No Brasil e em vários países do mundo, esse dia é dedicado aos trabalhadores, com a concessão de benesses reivindicadas, que visam melhorar a qualidade de vida dessa classe tão sofrida e necessitada.
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886, na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos).
No dia 1º de maio desse ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho. Nesse mesmo dia, ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.
Era um sábado e o clima em Chicago era de festa, segundo descreve o historiador James Green no livro “Death in the Haymarket”.
Anarquistas como August Spies conduziram marchas pacíficas naquele dia, em apoio à greve nacional que tinha como pauta central a redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas.
Além da diminuição da carga horária, os trabalhadores também exigiam descanso semanal remunerado e um período anual de férias, direitos trabalhistas que ainda não existiam na época.
Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Esse fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais.
No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.
Aqui no Brasil, existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes (12.º Presidente do Brasil – de 15 de novembro de 1922 a 15 de novembro de 1926.
Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Salário Mínimo.
O salário mínimo deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer). O que, na realidade, ainda está para acontecer.
Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
A violência que marcou os protestos daquela primavera teve início dois dias depois. Em um confronto entre grevistas e trabalhadores temporários contratados por uma fábrica para furar a greve, a polícia atirou contra a multidão deixando um morto e vários feridos.
Os organizadores das manifestações foram denominados Mártires de Chicago. No monumento erguido a eles, estava o seguinte epíteto:
“Um dia nosso silêncio será mais forte que as vozes que hoje vocês estrangulam”.
Imagem criada com IA exemplifica como nova camisa da seleção brasileira na cor vermelha poderá ser
“A camisa azul vai deixar de existir, e vai ter uma camisa vermelha! O que isso tem a ver com a história? Isso é uma ofensa sem tamanho à história do futebol brasileiro. Eu estou muitíssimo na bronca (…) Romário, tu não é senador? Faz um projeto de lei para proibir este crime contra a história da seleção brasileira!”, disse um indignado Galvão Bueno em seu programa esportivo, ao reagir à notícia, divulgada por um portal inglês, de que a segunda camisa da seleção brasileira para a Copa de 2026 não será mais a tradicional azul, mas sim vermelha – da cor do PT.
Mas há um porém: a camisa da seleção só será vermelha no ano que vem se nós, brasileiros, permitirmos. Considero impossível que a CBF mantenha essa decisão se um número suficiente de brasileiros se indignar nas redes sociais e na imprensa. A opinião e a pressão públicas são o melhor instrumento de controle social que temos para impedir esse verdadeiro crime contra a história da nossa seleção, como bem disse Galvão. Por isso, listo a seguir as 5 razões para a camisa da seleção NÃO ser vermelha – e a última a meu ver é decisiva.
1 – Não há vermelho na bandeira do Brasil
A primeira razão é a mais óbvia: não faz sentido uma camisa vermelha da seleção, pois o vermelho não está presente em nossa bandeira nacional e não possui nenhum significado histórico, social ou afetivo relevante que justifique sua escolha para algo tão simbólico quanto o uniforme da seleção. O povo brasileiro simplesmente não tem identificação com essa cor nesse contexto. Não é uma cor presente nos símbolos da união do nosso povo.
Vi algumas pessoas de esquerda afirmando, nas redes sociais, que o vermelho seria adequado porque é a cor da resina do pau-brasil, árvore que deu nome ao nosso país. Essa justificativa, no entanto, é fraca por vários motivos: primeiro, não representa nossos costumes, tradições e imaginário compartilhado. Além disso, essa não é uma informação amplamente conhecida pelos brasileiros — tampouco por estrangeiros — e só causaria confusão. Por fim, soa contraditório que a esquerda deseje, de repente, glorificar o passado colonial do Brasil dessa forma, já que a extração do pau-brasil foi justamente a primeira atividade econômica exploratória dos portugueses aqui.
2 – A camisa azul da seleção tem um significado especial
A razão de a segunda camisa da seleção ser azul não se limita ao fato de ser uma cor predominante da nossa bandeira: a cor carrega um significado simbólico, histórico, religioso e tradicional. Até 1958, o Brasil utilizava apenas a camisa amarela. Porém, ao chegar à final da Copa do Mundo daquele ano, contra a Suécia – que também usava amarelo – surgiu um impasse: a seleção não possuía uniforme reserva. A solução foi produzir camisas azuis, que a equipe associou ao manto de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Com essa camisa, o Brasil venceu a Suécia e conquistou seu primeiro título mundial, ao qual se seguiram outros quatro. Desde então, a camisa azul ficou conhecida como “manto sagrado”, em homenagem à santa. Assim, a segunda camisa é azul, portanto, por muito mais do que uma questão estética ou heráldica: ela representa fé, tradição e vitória. Substituí-la por uma camisa vermelha, sem história ou simbolismo equivalente, é desrespeitar o legado da seleção brasileira.
3 – A camisa vermelha viola o estatuto da CBF
O estatuto da CBF, no inciso III do artigo 13, é claro: os uniformes da seleção devem obrigatoriamente seguir as cores da bandeira da CBF – as mesmas da bandeira nacional: verde, amarelo, branco e azul. A única exceção prevista são uniformes comemorativos, o que não se aplica ao uniforme oficial da Copa de 2026. Portanto, para implementar a camisa vermelha, a CBF precisaria alterar seu próprio estatuto, o que demonstraria o caráter casuístico e oportunista da decisão – “coincidentemente” a cor do PT, em ano eleitoral, o que nos leva ao próximo tópico.
4 – A camisa vermelha acirra tensões sociais em ano eleitoral
Não parece mera coincidência que a decisão de lançar uma camisa vermelha ocorra justamente em 2026, ano de eleições presidenciais, com Lula já se colocando como candidato. A impressão é de que a CBF tenta agradar ou favorecer um segmento político específico – o PT, Lula, a esquerda em geral – que aprovou entusiasticamente a ideia.
Também não se pode descartar que a CBF esteja explorando a polarização política com fins comerciais. A esquerda, desde 2015, evita a camisa verde-amarela, que se tornou símbolo da direita e do bolsonarismo. Assim, ao adotar o vermelho, a CBF tenta vender camisas para os dois lados do espectro político.
O problema é que isso intensifica divisões políticas e sociais num momento delicado, podendo gerar conflitos entre brasileiros, justamente num evento que deveria promover união nacional. Sob qualquer perspectiva, é uma péssima escolha.
5 – A camisa vermelha fere o princípio da impessoalidade
Embora a CBF seja uma entidade privada, a Lei Pelé (Lei 9.615/98) reconhece seu papel de interesse público na organização do esporte nacional. Isso exige, no mínimo, respeito ao princípio da impessoalidade, previsto no artigo 37 da Constituição, que proíbe favorecimentos ou promoção pessoal ou privada, ainda que de partidos políticos, em instituições que desempenham funções públicas.
A camisa vermelha foi amplamente associada por brasileiros ao PT, a Lula e à esquerda — e não à identidade nacional ou aos símbolos do país. No Brasil de Lula em lua de mel com o STF, parece conveniente aos detentores do poder que a camisa da seleção adote o mesmo tom de vermelho dos bonés do MST, da bandeira da União Soviética ou da China comunista. A subversão de nossos símbolos nacionais, como a bandeira e a camisa da seleção, já é o próximo passo da guerra cultural.
Talvez seja isso que pensa Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, ex-filiado ao Partido Comunista, alguém de esquerda e que ocupa o cargo com apoio de Gilmar Mendes – ministro do STF, sócio do Instituto de Direito Público que tem parceria com a CBF em negócios milionários e que já é apontado por muitos como o verdadeiro comandante da entidade.
É errado usar uma organização de interesse público, que representa o Brasil, para promover um partido político, seus ideais ou suas cores. Mas cabe a nós, brasileiros que amamos este país, dizer não. Reafirmar em alto e bom som aquela frase entoada nas manifestações contra a corrupção, a favor da Lava Jato e pelo impeachment de Dilma em 2015 e 2016: “A nossa bandeira jamais será vermelha!”
O meu herói não se esconde Por detrás de um terno caro Vive calejando as mãos Com tamanho despreparo Semeando o pão da vida Sem direito e sem amparo
O meu herói vive triste Distante da realeza Onde a mosca da miséria Sobrevoa a sua mesa E o sol da desigualdade Queima o lombo da pobreza
Esse herói tão invisível Não está entre os políticos Sofre pelos hospitais Dando amor aos paralíticos Arriscando a própria vida Cuidando dos sifilíticos
Está na sala de aula Cuidando da educação Vive combatendo o crime Correndo atrás de ladrão Sendo guardião do povo Auxiliando a nação
Meu herói vive na estrada Transportando o alimento Enfrentando até a morte Tempestade, sol e vento Longe dos familiares Pra tirar o seu sustento
Meu herói acorda cedo Segue firme pra labuta Num busão abarrotado De benesse não desfruta Mesmo com tanto atropelo Na desanima na luta
Ele não vive escondido Nas mesas dos tribunais Condenando os inocentes Libertando marginais Vive limpando as sarjetas Sem ser visto nos jornais
Que houve roubo, ninguém questiona, ninguém duvida.
Tirar R$ 80,00 por mês da conta de uma pessoa que recebe salário mínimo é uma puta de uma sacanagem.
Teve um leitor aqui que, salvo engano, fez um comentário dizendo que foi roubado também.
O problema é saber quem estava se beneficiando disso.
O dinheiro foi debitado da conta e entregue a associação que, juridicamente, são empresas sem fins lucrativos, portanto, não podem distribuir lucros, logo, todo resultado obtido por essas empresas deve ser reinvestido.
O negócio é olhar as despesas, a movimentação financeira, os eventuais ressarcimentos dos diretores.
É bom ressalvar que nem todos os diretores de associações são remunerados por ela.
Algumas vezes, o presidente, o vice, o conselheiro fiscal, mas os demais às vezes não são.
Seria bom que os estatutos sociais fossem devidamente analisados e também os balanços e a movimentação financeira.
Esses valores não transitaram em dinheiro, foram via conta corrente. Então, é fácil pegar.
Já tem alguns anos que lá na minha querida Palmares me fizeram uma homagem, colocando meu nome no batente da escada da Biblioteca Municipal, junto com os nomes de outros escritores da terra.
Me botaram lá em cima, puxando a fila!
Pois aconteceu que na semana passada, dois leitores, dois fãs, dois cabras arretados, tiraram uma foto dando destaque ao nome deste modesto escriba e postaram nas redes.
Um em cima, outro embaixo e eu no meio.
Levei um arrocho arretado dos meus jovens conterrâneos, mas me senti muito bem!!!