DEU NO X
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
NÃO ME AVEXE NÃO!
De poeta e de louca
Eu tenho minha quantia
Tem horas que jogo pedra
Noutras faço poesia
Quando chega o aperreio
Que fico de saco cheio
Minha razão avaria.
Não sou mulher de motim
De bando também não sou
Penso com minha cabeça
Seguir magote não vou
Não sou mulher melindrada
O papel da vitimada
Minha garra dispensou.
Não compro briga dos outros
Pra ficar em evidência
Por favor não me acumule
Tenho pouca paciência
Pois quando o caso é comigo
Não meto nenhum amigo
Tomo logo providência
Nunca gostei de cobranças
Não cobro amor a ninguém
E para ser bem sincera
Nem amizade também
Sentimento é conquistado
Jamais será fabricado
Só se dá quando se tem.
DEU NO JORNAL
NOVA CRISE ENTRE LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO
Editorial Gazeta do Povo

Deputados aprovaram paralisação de ação contra Ramagem pela suposta tentativa de golpe de Estado, mas STF derrubou parcialmente resolução da Câmara
Após anos e anos observando o Supremo Tribunal Federal avançar sobre prerrogativas dos parlamentares, e endossando cada abuso cometido, a Câmara dos Deputados pareceu ter acordado no caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). O ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), eleito para a Câmara em 2022, havia se tornado réu por decisão do STF nos processos relacionados ao 8 de janeiro e à suposta conspiração para um golpe de Estado que impedisse a posse do presidente Lula. A maioria significativa dos deputados, no entanto, votou pela suspensão da ação penal, decisão que a Primeira Turma do STF respondeu derrubando a resolução da Câmara.
Em março, o STF havia tornado Ramagem réu por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Em 7 de maio, com o apoio de 315 deputados (mais que o necessário até mesmo para aprovar uma emenda à Constituição), a Câmara aprovou uma resolução que suspendia todo o processo penal contra Ramagem, o que ainda beneficiaria outros réus como o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Durante a discussão, o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) afirmou que a culpa era da Procuradoria-Geral da República, que listou Ramagem na mesma denúncia de todos os outros investigados, em vez de apresentar uma denúncia separada.
O artigo 53 da Constituição, no entanto, não dá margem para uma suspensão “no atacado”. Quando afirma, no parágrafo 3.º, que “recebida a denúncia contra o senador ou deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação”, a Carta Magna estava dando aos parlamentares a possibilidade de suspender a ação movida apenas contra seus pares, sem referência a outros denunciados ou réus. No fim, foi o que a Primeira Turma acabou decidindo, em resposta à resolução da Câmara: que ela beneficiaria apenas Ramagem, e não os demais envolvidos; e que ficariam suspensas apenas as acusações referentes ao 8 de janeiro (dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado), permanecendo as demais, pois os supostos crimes teriam ocorrido antes da diplomação.
Esta é uma corda que está sendo esticada dos dois lados. A Câmara, por um lado, foi além do que a Constituição efetivamente lhe permitia: suspender a ação penal contra um de seus membros (e não contra todo o grupo de denunciados), e apenas pelos crimes cometidos após a diplomação (e não por todos os crimes que lhe foram imputados). O STF, por sua vez, ao pretender julgar Ramagem por supostos crimes ocorridos quando ele não era parlamentar – e, portanto, ainda não tinha conquistado prerrogativa de foro –, demonstra mais uma vez que segue disposto a desprezar completamente o princípio do juiz natural, já que tal julgamento deveria estar ocorrendo, por exemplo, na primeira instância da Justiça Federal em Brasília. Com todos os envolvidos na controvérsia exagerando a seu favor, o resultado não poderia ser outro além de um impasse institucional.
O único desfecho aceitável em um caso desses seria aquele em que todos os poderes praticassem uma saudável autocontenção e se limitassem a atuar da forma que a Constituição lhes permite, sem esticar o texto constitucional para contemplar suas idiossincrasias. Isso incluiria, é claro, o respeito a várias garantias democráticas – seja de parlamentares, seja de cidadãos sem prerrogativa de foro – que têm sido sistematicamente violadas. Mas, a essa altura, esperar algo assim do STF seria pura ingenuidade, e a Câmara, que dormiu um longo sono da razão desde a prisão de Daniel Silveira, parece ter acordado disposta a revidar na mesma moeda, quando poderia ter evitado muitos arbítrios se tivesse defendido desde o início as prerrogativas de seus membros. Agora, com deputados tendo suas imunidades violadas, sendo processados até mesmo por discursos feitos na tribuna, pode ser tarde demais.
PENINHA - DICA MUSICAL
CAVALEIROS DO FORRÓ
COMENTÁRIO DO LEITOR
TEMPOS ESTRANHOS
Comentário sobre a postagem E LEVANDO SÓ ROUPAS
Jose Alves Ferreira:
Olá!
Vivemos em absurdo tão grande, que ficou moda a mulher do presidente viajar antes para o destino do marido, não se sabe o por que!
É uma doideira tão grande, tão sem sentido que só podemos imaginar que não se suportam mais, que é uma forma de turismo pago às nossas custas (isso é certeza), que é o tal de quem nunca comeu melado, quando come se lambuza etc…
O fato é que que custa – e muito aos vassalos daqui de baixo – bancar esses passeios e, quem sabe o que mais vem na bagagem.
Enfim, vivemos tempos estranhos, onde até opinar sobre essas coisas pode render processo….
inté!
DEU NO JORNAL
O QUE ACONTECEU COM O GLOBO???
RODRIGO CONSTANTINO
TRUMP E O AJUSTE DE ROTA DO OCIDENTE

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da China, Xi Jinping: países chegaram a acordo temporário em guerra comercial
Boa parte da mídia insiste em ver Donald Trump apenas como um fanfarrão, um populista ou um maluco. Sua guerra tarifária assustou os mercados, economistas liberais e os defensores da “ordem mundial” pós-guerra. O que muitos falham em notar é que Trump veio mesmo chacoalhar essa “ordem”, pois ela precisava de uma grande reforma. Trump é disruptivo para poder reequilibrar as forças geopolíticas e sanar problemas insustentáveis da economia americana.
Um ótimo resumo disso foi publicado pela conta The Long View no X, com o título “The Great Rebalancing: Why Everything Feels Like It’s Breaking – and Why Thats the Point”. Ele começa com uma frase de Ayn Rand na epígrafe: “Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”. O modelo pós-guerra tinha muitas inconsistências, e Trump simboliza uma correção de rumo, não o colapso desse sistema.
De forma simplificada, esse modelo foi calcado em mão de obra barata, crédito ilimitado, todos delegando aos americanos os investimentos em defesa, e transferência das indústrias para a Ásia. Esse modelo não é sustentável e isso ficou ainda mais claro na pandemia. Não quer dizer que é preciso abolir a globalização, as cadeias globais produtivas interligadas, tampouco cada país buscar sua autossuficiência em tudo, mas, sim, corrigir excessos, que é o que Trump propõe.
A queda da indústria, as dívidas crescentes (e impagáveis), o descaso militar, a dependência energética de países hostis, a imigração desenfreada, a fragmentação doméstica e a enorme dependência de adversários geopolíticos colocaram Estados Unidos e Europa numa rota de colapso. Se nada for feito, aí sim poderemos ter uma decadência sem precedentes.
Muitos liberais ignoraram esses efeitos por focar apenas no aspecto econômico: China mandando produtos baratos para a Amazon, enquanto se fortalecia com uma política externa agressiva e os americanos acumulavam dívidas de dezenas de trilhões. Alguns democratas tinham esperança de que permitir a China na OMC faria com que a abertura política se seguisse da econômica, mas a China segue uma perigosa ditadura comunista, e ignora as regras da OMC. É um engodo! O autor argumenta:
O Grande Reequilíbrio não é um retorno ao nacionalismo ou o fim da globalização. É a sua maturação — um esforço para alinhar valores com resiliência e estratégia com sustentabilidade. O que vem a seguir pode ser mais confuso e lento, mas será mais honesto. E pode, com o tempo, provar ser mais estável.
O Ocidente precisa se lembrar do custo de sua relativa segurança, do preço da liberdade. Ajustes, como os feitos por Trump, são sempre tensos, ainda que necessários. Esses países terão de investir mais em energia “suja”, ofendendo uma elite que colocou o ambientalismo como novo Deus, um luxo de mimados; terão de controlar melhor suas fronteiras, pois a resposta inevitável do povo a esta invasão islâmica (não há outro termo) será votar mais e mais na direita nacionalista; terão de fazer reformas para conter a hipertrofia estatal; terão de usar parte dos recursos escassos para investir em sua defesa, sem depender totalmente dos americanos.
Se esse for o resultado das estratégias de Trump, teremos um mundo melhor, mais seguro e sustentável à frente. Resta saber se a Europa vai conseguir reverter seu atual curso de colapso a tempo de evitar o pior.
DEU NO X
DEBI & LOIDE
ALEXANDRE GARCIA
AVE, PAPA LEÃO!

O Papa Leão XIV saúda fiéis durante audiência com representantes da imprensa na Sala Paulo VI, no Vaticano
Em 1961, o vice-presidente João Goulart voou para a China e, quando voltou, o Brasil era outro. O presidente havia renunciado e ele só tomou posse em outro regime, parlamentar, ficando como chefe de Estado, enquanto havia um chefe de governo. Lula voou para Moscou e foi para a China e, quando voltar, o Brasil também será outro.
Sessenta e quatro anos depois, e a história parece se repetir em alguns aspectos. Enquanto voava, a embaixada argentina em Caracas, com a custódia da bandeira brasileira, era alvo de uma exitosa operação que retirava de lá refugiados do regime de Maduro. No Brasil, ampliava-se o escândalo da Previdência, com cada vez mais envolvidos. E aprofundavam-se o entrechoque entre Legislativo e Judiciário, mostrando uma corda esticada prestes a arrebentar.
Lula, mais por desconhecimento que por ideologia — esta privativa de Celso Amorim —, em Moscou, jungiu o Brasil ao eixo político de Putin e, em Beijing, juntou o Brasil ao eixo econômico da China. Uniu-se ao grupo antiamericano e anti-Ocidente, ao qual de fato já se havia agregado ao reconhecer, por omissão, o golpe eleitoral de Maduro e, por afinidade, as ditaduras de Cuba e da Nicarágua. Pouco antes da viagem rumo aos antiocidentais, Lula ainda mandou resgatar a corrupta primeira-dama do Peru, para que ela não revelasse o que foi feito para que a Odebrecht enchesse mochilas de dinheiro para a campanha de seu marido, Ollanta.
Supostamente, quem votou em Lula para este terceiro mandato o conhece amplamente, depois de oito anos de presidência, com mensalão e Lava Jato. Ou é alienado dos fatos ou é fiel seguidor da ideologia que Lula representa, embora ele só tenha fisiologia. Uma fidelidade dogmática, questão de fé quase religiosa. Qualquer eleitor poderia saber que se repetiria no terceiro mandato o que já havia acontecido no primeiro e no segundo. Assim como o escorpião não resiste ao próprio instinto e pica o sapo na travessia do rio, Lula também não contraria sua natureza. Além de chamados a pagar todos os gastos do Estado que não se traduzem em bons serviços públicos, os brasileiros são atraídos para o eixo Moscou-Beijing.
* * *
Esperança que vem do Vaticano
Adaptando-se a esse eixo, por aqui se tenta calar as redes sociais, última voz da origem do poder. A desesperança é tanta que se espera por salvador em Washington. Agora surge um reforço, no Vaticano. O novo Papa, na sua primeira fala num auditório, diz que jornalistas presos desafiam a consciência das nações e da comunidade internacional, e que todos estamos convocados para defender o precioso valor da liberdade de expressão. Parecia estar falando para o Brasil, mas há outras deformações no mundo que também prendem, perseguem jornalistas e tentam censurar a nova voz do povo, que são as redes sociais. Agora habemus papam que defende a liberdade de expressão. Ave, Leão XIV!
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Eu disse aqui no JBF desde o dia dos acontecimentos que havia muitos furos na narrativa do 8/1.
Este do vídeo era auxiliar direto do Alê e fala que tem provas da maracutaia.
Uma hora a casa vai cair
Tagliaferro abrindo a boca ??? Hum… Isso vai dar merda e vai feder muito. Sabe tudo do dia 8 de janeiro 2023 antes das 14 horas cerca de 150 pessoas já estavam dentro dos prédios públicos e entraram por trás e filmaram a grande massa dos patriotas chegando e fugiram por rapaz… pic.twitter.com/jerqZYtwgj
— Fátima Pessoa 🇧🇷💯🇧🇷 (@FtimaPesso2719) May 12, 2025
