DEU NO JORNAL

LULA FAZ DO BRASIL UM CAPACHO DA CHINA

Editorial Gazeta do Povo

Lula na China

O presidente Lula e o ditador chinês Xi Jinping, durante visita do brasileiro a Pequim

Que um presidente brasileiro visite os maiores parceiros comerciais do país em busca de novas oportunidades de negócio e do aprofundamento das relações comerciais é algo natural – as divergências políticas não impediram, por exemplo, que Jair Bolsonaro também tivesse visitado a China durante seu mandato, como Lula acaba de fazer. A diferença, no entanto, surge quando o petista abandona completamente o “pragmatismo responsável” que tradicionalmente marcou a postura brasileira diante da comunidade internacional, para abraçar um antiamericanismo de DCE e antagonizar outro dos maiores parceiros comerciais do Brasil em nome de ideologias ultrapassadas.

O governo anunciou a assinatura de acordos que resultariam em US$ 27 bilhões em investimentos chineses no Brasil, em áreas como tecnologia, comunicação, saúde e energias limpas. O petista ainda afirmou que a China concordou em ampliar a abertura de seu mercado a produtos agropecuários brasileiros. Já o projeto de uma megaferrovia que ligue os oceanos Atlântico e Pacífico, criando um enorme corredor comercial, não avançou tanto quanto o governo gostaria. Até aí, trata-se de parte do jogo internacional, em que os países negociam entre si em busca de maiores vantagens para seus produtos e serviços.

Mas o verborrágico Lula não conseguiu se conter, e mais uma vez aproveitou a oportunidade para provocar os Estados Unidos e Donald Trump, quando deveria estar trabalhando em um acordo para superar o impasse criado pelas tarifas impostas em abril pelos EUA às importações de itens brasileiros. O petista até demonstrou uma prudência mínima ao evitar a defesa de meios de pagamento que contornem o dólar como moeda predominante no comércio internacional; mas, de resto, desfiou seu antiamericanismo habitual.

“Não me conformo com a chamada taxação que o presidente dos Estados Unidos tentou impor ao planeta Terra do dia para a noite”, disse Lula, acrescentando que “as últimas decisões anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos de taxação de comércio com todos os países do mundo de forma unilateral jogam por terra a grande ideia do livre comércio”. O petista falava como se o Brasil – e, mais especificamente, a esquerda brasileira – fosse um baluarte do livre comércio mundial, e não um país bastante protecionista, que tem alíquotas pesadas de impostos sobre importações e recorre a políticas como exigências mínimas de conteúdo nacional em sua indústria naval. Assim fica fácil dizer que “o Brasil não tem medo de competir” com os EUA, como fez Lula na China.

Mas antes o risco estivesse apenas nas bravatas antiamericanas do presidente da República. Sua aproximação com ditaduras como China e Rússia, movida por convicções ideológicas e não por pragmatismo comercial, tem tudo para deixar o Brasil isolado na comunidade internacional e para cercear ainda mais a liberdade dos brasileiros. Lula elogiou o carniceiro Mao Tse-tung, que tomou o poder na China à força em 1949 e cujas políticas mataram de fome dezenas de milhões de chineses. E ainda afirmou ter perguntado “ao companheiro Xi Jinping se era possível enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para discutir a questão digital” – ou seja: Lula quer contar com a expertise da nação que tem o maior mecanismo de censura e controle social do mundo para tentar repetir a dose no Brasil.

Depois do vexame de juntar-se a ditadores em Moscou para celebrar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, enquanto todo o mundo livre festejava em outro lugar, Lula volta da China com algumas dezenas de bilhões de dólares em promessas de investimento, sim, mas traz na bagagem um outro saldo, bem mais negativo. Os laços ideológicos cada vez mais estreitos com um regime totalitário, que não hesita em controlar todos os aspectos da vida de seus cidadãos, enquanto as democracias ocidentais são desprezadas – independentemente do que se pense a respeito dos mandatários de plantão nesses países –, apontam para um futuro no qual o Brasil, outrora respeitado por sua postura no cenário internacional, se tornará um mero subalterno da China e de seus colegas valentões.

PENINHA - DICA MUSICAL

RODRIGO CONSTANTINO

EX-DIRETOR DO FBI QUER ELIMINAR TRUMP

O ex-diretor do FBI, James Comey, publicou no Instagram uma imagem com os números “8647” escritos na areia com conchas. Todos sabem que, nos Estados Unidos, “86” quer dizer “eliminar”, “se livrar”, “acabar”, enquanto “47” é, obviamente, Donald Trump, o quadragésimo sétimo presidente do país.

A postagem teve enorme repercussão. Donald Trump Jr., filho do presidente, reproduziu–a, afirmando que o ex-diretor do FBI quer seu pai morto. O senador Ted Cruz foi na mesma linha, como vários outros políticos e influenciadores da direita. Todos ficaram chocados com um ex-diretor do FBI pedindo abertamente pelo assassinato de Trump.

Vivek Ramaswamy fez um paralelo: “Considere se o diretor do FBI de Trump tivesse publicado a mesma coisa sobre um democrata proeminente e pergunte-se o que a mídia mainstream estaria dizendo sobre isso. Sim, ele apagou o post — mas o duplo padrão é o aspecto mais gritante.”

Após a enorme repercussão negativa, Comey apagou a mensagem com uma desculpa esfarrapada, alegando que era uma “mensagem política” e que não se deu conta de que algumas pessoas associariam aqueles números com violência. E concluiu: “Nunca me passou pela cabeça, mas eu me oponho à violência de qualquer tipo, então retirei o post”. Lembrando: ele foi diretor do FBI!

Se você perguntar ao Grok, ele responde: “Em inglês americano, ’86’ é um termo de gíria que significa se livrar, cancelar ou remover algo ou alguém, frequentemente usado em restaurantes para indicar que um item não está mais disponível (por exemplo, ’86 a sopa’). Também pode significar rejeitar ou expulsar, como expulsar alguém de um bar”. Fingir ignorância não cola!

Eis o nível dos burocratas que aparelharam as instituições republicanas durante os governos democratas. Eis o duplo padrão da velha imprensa, que faz vista grossa a esse tipo de mensagem absurda, pois o alvo é Trump — e, contra um “fascista”, deve ser legítimo clamar por violência para retirá-lo à força. É muito perigoso quando a oposição vai por esse caminho, até porque não custa lembrar que Trump sofreu ao menos dois atentados contra sua vida!

A esquerda tenta monopolizar as virtudes e cria, assim, o conceito de “violência do bem”, justificando meios totalmente condenáveis porque seus fins seriam nobres. É por isso que todo debate sério e maduro deve ser sobre os meios. Se isso acontecer, como deveria numa democracia séria, aí a esquerda fica desamparada e sem argumentos. Afinal, sua mensagem se resume basicamente a isto: Trump é mau e é preciso eliminá-lo, custe o que custar.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

SEXTAFEIROU !

Nesta sexta-feira iniciamos a segunda quinzena do mês de maio.

Mais uns dias e estaremos em junho, festejando o São João!!!

O tempo passa ligeirinho, ligeirinho.

Chupicleide, secretária de redação do JBF, está relinchando de alegria porque já acertou com seu macho que hoje vai tomar umas bicadas no bar da Gata Parida, situado no Buraco da Velha, um gostoso recanto de beira de praia localizado na zona sul aqui do Recife.

A inxirida já pediu um adiantamento de salário, por conta das doações feitas nos últimos dias pelos nossos queridos leitores.

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Obrigada, meus queridos. Um xêro pra todos vocês!!!

Gratíssimo a todos os fubânicos que ajudam a manter esta gazeta escrota avuando pelos ares!!!

Vai voltar tudo em dobro pra vocês!!!

E pra fechar a postagem, vamos embelezar a nossa sexta-feira com o saudoso Altamiro Carrilho, tocando a bela música Flor Amorosa

Abraços e um excelente final de semana pra toda a comunidade fubânica!!!

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

CPI SEM POEIRA, SEM SUSTO E SEM VERDADE

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz prestou esclarecimentos informações sobre fraudes relacionadas a descontos não autorizados por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

O ex-deputado, que agora virou ministro da Previdência — porque era o braço direito do ministro que foi demitido, o Lupi —, e certamente sabia de tudo, tal como o Lupi, o Volney Queiroz, foi depor na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Lá, foi perguntado se ele é contra ou a favor de uma CPI. E ele disse que é a favor, desde que não atrapalhe, ressalvou ele.

Bom, CPI pode atrapalhar se for aquele horror do circo da CPI da Covid. Aí, atrapalhou. Não vou acusá-los de nada, mas imaginem as pessoas que estavam ouvindo e acreditavam naqueles que diziam que não tinha tratamento e que a vacina era milagrosa.

Eu viajei. Vim de Portugal. Fiquei praticamente nove horas dentro de um avião. E, sempre que viajo um tempo muito longo dentro de um avião, ou fico em meio de multidões, um dia antes — na hora do almoço — o meu almoço é acompanhado por três (por causa do peso) três comprimidos de ivermectina. Isso me garante. Mas era proibido falar nisso. E a CPI queria punir quem falasse isso.

Mas agora tem uma CPI que é pra esclarecer. É tanta coisa que aparece, tanta coisa horrorosa, é tanto engate pra lá e cacho pra cá: é a mulher do fulano, a secretária do beltrano… Está parecendo com as coisas que vinham sendo descobertas na Lava Jato.

Aliás, hoje eu vi que já tem uma denúncia no TCU, no Clebrás, de contratação que era pra ser feita por pregão digital — e houve uma mudança lá, misteriosa, e contrataram direto. Mas, enfim, isso aumentou tudo. Em 2023, assim, deu um salto essa história da Previdência.

E insistem: “Ah, começou com Bolsonaro”. Sim, mas encontrou o seu verdadeiro ninho no governo Lula. Óbvio. Essa é uma prática que vem de longe, desde o dia em que Roberto Jefferson denunciou o mensalão usando os Correios. As estatais são usadas para isso — como usaram a Petrobras no Petrolão.

Bom, mas já é alguma coisa. Isso constrange Alcolumbre. Se o próprio ministro da Previdência está dizendo que é a favor de uma CPI, Alcolumbre tem nas mãos um pedido de CPI assinado por 36 senadores e 223 deputados.

Por que é Alcolumbre? Porque ele é o presidente do Congresso. E essa é uma CPI mista, que junta Câmara e Senado — que formam o Congresso.

Até o líder do PT, não sei se por constrangimento ou não, ficou encolhido. Disse que é a favor de uma CPI: senador Rogério Carvalho, de Sergipe. Eles têm que posar dizendo: “nós vamos provar que começou com Bolsonaro”. Vão descobrir que começou há muito tempo.

* * *

Ministro de eventos e cadeiras vazias

E tem outra coisa aí. Nessa altura em que vocês estão lendo meu texto, o Lula já voltou de Montevidéu, dando carona para o Guilherme Boulos e conversando com ele para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Vai ficar ministro da Casa, junto com o Gabinete Civil, com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional. É um dos ministros importantes lá dentro. E por quê? Porque Lula quer Boulos como organizador de eventos dos quais participe Lula.

Ele acha que o outro, que está saindo, foi um fracasso naquele Dia do Trabalho do ano passado. Que, não, foi ridículo.

Lula viu a realidade. Ele, no Dia do Trabalho, com todos os sindicatos mobilizados, ônibus de graça, sanduíche de graça, suco de graça… não leva 2% do que Bolsonaro espontaneamente leva ao aparecer em algum lugar — sem anunciar.