DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

IRÃ EXECUTA MANIFESTANTES, TRUMP PROMETE SANÇÕES, E BRASIL AINDA QUER APROXIMAÇÃO

irã protestos

Mural com mensagem patriótica em Teerã, capital do Irã

Vamos ver como vai funcionar essa nova tarifa imposta por Donald Trump para quem tiver relações comerciais e econômicas com o Irã, que está matando gente e prometeu enforcar o primeiro já nesta quarta-feira. O Brasil tem relações econômicas com o Irã e, alguns dias atrás, os dois chanceleres se encontraram e trocaram uma nota dizendo que têm de se aproximar ainda mais nas suas relações. É um péssimo momento para o governo brasileiro estreitar relações com a república teocrática islâmica do Irã, bem quando ela está matando manifestantes. A tarifa de 25% será aplicada nas importações americanas de países que tiverem relações econômicas com o Irã. O Brasil vende para o Irã milho, soja e açúcar. E compra do Irã ureia, uva seca e pistache. Provavelmente eu tenho comido pistache iraniano, embora prefira o turco.

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Política externa de Lula é movida a emoção ideológica

Falando em política externa brasileira, neste sábado haverá um grande encontro em Assunção. Lula não vai; estarão os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña (que recebeu de Lula a presidência rotativa do Mercosul); e do Uruguai, Yamandu Orsi. Os ministros de Relações Exteriores dos países do Mercosul vão assinar a parte do bloco no acordo econômico com a União Europeia. O acordo ainda precisa de aprovação no Parlamento Europeu e nos Legislativos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Lula não vai, e a imprensa argentina está dizendo que ele ficou enojado, incomodado com uma publicação de Milei, que botou na internet um discurso saudando a captura de Nicolás Maduro, mas entremeando imagens de Lula com Maduro. O brasileiro, que está incomodado com a prisão de Maduro, não gostou e não vai para não se encontrar com o Milei – que no dia seguinte, domingo, já voa para Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial.

Nossa política externa está sendo feita na base das emoções ideológicas. Tenho saudade do pragmatismo responsável que pontuou o Brasil por tanto tempo. O Brasil reatou com a China; foi o primeiro a reconhecer o governo socialista de Angola, sem nenhum problema; rompeu um acordo militar com os Estados Unidos, sem nenhum problema também – tudo em nome dos interesses brasileiros.

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O que um navio-hospital chinês está fazendo no Rio?

Um navio-hospital da marinha chinesa está atracado no píer da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, desde o dia 8, e fica até quinta-feira. Segundo o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, estava prestando assistência médica à população. Uma nota do consulado diz que se trata de um intercâmbio de conhecimentos, treinamentos conjuntos e atividades culturais. Mas o Conselho Regional de Medicina, de qualquer maneira, pediu esclarecimentos à Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. No momento em que fiz a gravação, ainda não havia resposta ou esclarecimento do Ministério da Saúde.

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Advogado-geral da Petrobras será novo ministro da Justiça

O substituto de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública será o advogado-geral da Petrobras, o baiano Wellington Cézar Lima e Silva. Ele trabalhou rapidamente no Ministério da Justiça durante o governo Dilma, tem o apoio da bancada baiana do PT, de Jaques Wagner e Rui Costa, e provavelmente deve tomar posse logo. Eu não sei que experiência ele tem em segurança pública – o nome é Ministério da Justiça, mas não tem quase nada a ver com a Justiça; deveria se chamar Ministério do Interior, mas, como Ministério da Justiça é o nome mais antigo, tradicional, acabou ficando. Na verdade, é mais um Ministério da Segurança Pública – ainda que, pela Constituição, segurança pública seja atribuição dos estados.

DEU NO JORNAL

ESFOLANDO O PAGADOR DE IMPOSTOS

Sob o comando de Fernando Taxxad Haddad desde o início do atual governo, o Ministério da Fazenda tem atormentado a Receita Federal com metas mensais da arrecadação, atribuídas a Lula (PT), esfolando cada vez mais o pagador de impostos.

Isso tem gerado ruídos, pressão excessiva e contratempos ao trabalho técnico da Receita, que, não por acaso, trocou o comando da assessoria de comunicação, em Brasília, e outra vez sem recorrer a profissionais da área, especialistas no assunto.

A mudança ocorre em meio a uma crise de credibilidade da Receita, agravada por dezenas de aumento de tributos no governo Lula.

Internamente, servidores de áreas técnicas como tributação, aduana e fiscalização têm criticado a comunicação confusa do órgão.

Agora, o auditor-fiscal Daniel Belmiro assumiu no lugar do analista-tributário Daniel Alencar no comando da Comunicação da Receita.

As decisões sobre criação de impostos e aumento de alíquotas estariam sendo divulgadas de maneira que dificulta a compreensão da “tunga”.

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Fernando Taxxad cumpre ao pé da letra a filosofofança arrecadatório do gunverno lulo-petralha.

Conforme diz a nota aí de cima, ele está esfolado cada vez mais o pagador de impostos.

São dezenas de aumentos de tributos.

Isso mesmo: dezenas

E tudo indica que o arroxo vai ser maior neste ano eleitoroso de 2026.

DEU NO X

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

LUTE COMO UMA MULHER

O tempo do Sim Senhor
É coisa de antigamente
Mas o homem inda mata
A mulher impunemente
Ante o olhar da justiça
Que é lerda e complacente.

Matam mulher a varejo
E também no atacado
E quem vê televisão
Sempre fica revoltado
A notícia é recorrente
Não é fato inesperado.

Se nossa justiça é fraca
A mulher deve ser forte
Se defender com astúcia
Para se livrar da morte
Faça como fez Dalila
A força do homem corte.

Sedutora a Salomé
Revestida de poder
A cabeça de João
Não demorou receber
Em conluio com a mãe
Fez Batista padecer.

Com a história da cobra
Eva engabelou Adão
A mulher astuciosa
Traz o parceiro na mão
E cadê a esperteza
Na atual situação?

Pra punir chegou Pandora
Preservando a esperança
Deixando para a mulher
O legado da mudança
Ou a mulher vai à luta
Ou nas mãos dos homens dança.

Temos que imitar Lilith,
Ganhar asas pra voar
Recusar submissão
Ter astúcia pra lutar
Pois perder o paraíso
É liberdade ganhar.

Use a manha da mulher
Pra poder se defender
A força que tem o homem
Você não pode conter
Seja mulher ardilosa
Para tentar não morrer.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

JOGO SUJO

Editorial Gazeta do Povo

Em 8 de janeiro, o presidente Lula cumpriu uma promessa feita no mês anterior: vetou integralmente o projeto de lei da dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional. Em 18 de dezembro, um dia depois de o Senado aprovar o texto e enviá-lo para sanção presidencial, Lula falou sobre o assunto em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. “O Congresso tem o direito de fazer as coisas, eu tenho o meu direito de vetar, depois eles têm o direito de derrubar o meu veto ou não. É assim que é o jogo”, afirmou. De fato, é assim mesmo que o jogo funciona. Mas quem disse que o petismo joga limpo?

Na versão petista do “jogo”, mais cedo ou mais tarde o juiz é convocado para jogar junto. Sempre que o PT e a esquerda perdem no Congresso em assuntos que consideram importantes, buscam o “tapetão” do Supremo Tribunal Federal para reverter o resultado (seja diretamente, seja por meio de suas entidades-satélites, como outros partidos aliados), mostrando que não têm o menor respeito pelo correto processo legislativo. Esse modus operandi independe de o petismo estar no governo ou na oposição, mas o passado recente, neste terceiro mandato de Lula, tem sido especialmente pródigo em situações como estas.

Em 2016, no governo Michel Temer, a Lei das Estatais foi aprovada, bloqueando nomeações políticas; seis anos depois, poucos dias antes de Lula subir a rampa do Planalto, o PCdoB acionou o STF para derrubar os trechos da lei que impediriam o petista de nomear dirigentes partidários ou sindicais. No ano passado, Lula e Fernando Haddad tentaram elevar as alíquotas do IOF de forma irregular, dando fins arrecadatórios a um imposto com finalidade regulatória; quando o Congresso aprovou um decreto legislativo anulando o reajuste, a Advocacia-Geral da União buscou o Supremo.

Outros dois casos envolvem diretamente a derrubada de vetos presidenciais. Em 2023, o Congresso prorrogou a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia; Lula vetou a prorrogação, e os parlamentares derrubaram o veto – em 2024, a AGU correu para o Supremo. Também em 2023, o Congresso aprovou uma lei estabelecendo 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição, como o marco temporal para a demarcação de terras indígenas; Lula também vetou a lei, e sofreu uma derrota avassaladora na sessão do Congresso que analisou o veto; imediatamente, os governistas buscaram o Supremo. Onde foi parar “o direito de derrubar o meu veto ou não”?

Em todos esses casos, o petismo saiu vitorioso, total ou parcialmente – por exemplo, no caso da Lei das Estatais, o plenário do STF restaurou o trecho da lei derrubado liminarmente por Ricardo Lewandowski, mas manteve as nomeações contra legem feitas por Lula durante a vigência da liminar. E Lula sabe que pode contar com a parceria do STF para conseguir reverter suas derrotas no Congresso. Em dezembro de 2023, comentando a derrubada de seu veto à lei do marco temporal, Lula fez o seguinte comentário durante um evento em Dubai: “é só olhar a geopolítica do Congresso Nacional que vocês sabiam que a única chance que a gente tinha era o que foi votado na suprema corte”. O que vale para o marco temporal – no fim do ano passado, o STF de fato derrubou a lei aprovada pelo Legislativo – vale para qualquer outra plataforma que interesse ao petismo, mas que a esquerda não tem número para fazer prevalecer na Câmara e no Senado.

E isso inclui a dosimetria. Ainda há um longo caminho para que o Congresso analise o veto anunciado em 8 de janeiro, mas quem duvida que, se deputados e senadores derrubarem este veto, a AGU, o PT ou algum outro partido da esquerda estará batendo às portas do Supremo no minuto seguinte, pedindo que os ministros impeçam o recálculo das penas dos brasileiros condenados em processos viciados? E quem duvida que a maioria dos integrantes do Supremo será simpática a esse pedido, empenhada que está em usar os manifestantes de 8 de janeiro de 2023 como troféus da “defesa da democracia”?

Lula disse, ainda no primeiro mês do terceiro mandato, que tinha “pedido aos meus colegas líderes do partido que é preciso parar de judicializar a política (…) A gente perde uma coisa no Congresso Nacional e, ao invés de a gente aceitar a regra do jogo democrático de que a maioria vence e a minoria cumpre aquilo que foi aprovado, a gente recorre a uma outra instância para ver se a gente consegue ganhar”. Já àquela época, só os ingênuos acreditaram. Três anos depois, quando Lula repete o discurso depois de tudo o que fez desde que assumiu a Presidência, acreditar que o petista respeitará o “jogo” já nem é mais questão de ingenuidade, mas de negação patológica da realidade.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RAIMUNDO GORÓ – NATAL-RN

Lula como o timoneiro
Navegou mares de lama
Sem piedade do drama
Do sofrer do brasileiro
Roubou o pais inteiro
Fomentou o mensalão
Criou o aposentão
Roubando o aposentado
PT é barco afundado
No mar da corrupção.

Com desfalque e com propina
Mantém os seus cofres cheios
No escândalo dos correios
O caixa dois predomina
Quando o chefe determina
Tem que “cumprir a missão”
Sem falar no petrolão
Outro roubo deslavado
PT é barco afundado
No mar da corrupção

Sua trupe de bandidos
Foi presa na lava jato
Haja roubo e haja rato
No barco dos corrompidos
Alguns dos arrependidos
Praticaram delação
Outro por retaliação
Com medo ficou calado
PT é barco afundado
No mar da corrupção

A palavra honestidade
Não consta nos seus anais
Com pedaladas fiscais
Dilma fez improbidade
Castigou sem piedade
Galopando a inflação
Ao povo desta nação
Deixou um triste legado
PT é barco afundado
No mar da corrupção

Num sistema escandaloso
Matou, corrompeu juízes
Provocando cicatrizes
De um modo inescrupuloso
Com diálogo cabuloso
Faz acordo com ladrão
A mando de um charlatão
Assassinou o estado
PT é barco afundado
No mar da corrupção

PENINHA - DICA MUSICAL

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