Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração.
Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.
Depois, Lula deixou vazar sua “irritação” e que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.
Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.
Ao assumir seu terceiro mandato, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.
Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato.
Afinal, Lula não esquece. Ama guardar rancor.
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A expresssão “Ama guardar rancor”, que fecha esta nota aí de cima, resume tudo.
Não é preciso dizer mais nada.
O rancor é parte integrante do caráter do Descondenado que governa este nosso país surrealista.
Se não a vejo e o espírito a afigura, Cresce este meu desejo de hora em hora… Cuido dizer-lhe o amor que me tortura, O amor que a exalta e a pede e a chama e a implora.
Cuido contar-lhe o mal, pedir-lhe a cura… Abrir-lhe o incerto coração que chora, Mostrar-lhe o fundo intacto de ternura, Agora embravecida e mansa agora…
E é num arroubo em que a alma desfalece De sonhá-la prendada e casta e clara, Que eu, em minha miséria, absorto a aguardo…
Mas ela chega, e toda me parece Tão acima de mim… tão linda e rara… Que hesito, balbucio e me acobardo.
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, Recife-PE (1886-1968)
🚨 CONFIRA: Pela segunda vez em fórum internacional, Lula atribui a si a criação do PIX para “impulsionar o comércio regional”. pic.twitter.com/Q04DQdqGvq
Graças à Gazeta do Povo, eu fiquei sabendo o significado na linguagem indígena de Tayayá. Significa terra da abundância. Que nome bem escolhido para aquele resort-cassino dos irmãos Toffoli. É uma reportagem turística, mostrando todos os encantos do lugar, lá no município de Ribeirão Claro, à margem do lago da represa de Chavantes. Na sede do município, o fórum tem o nome do pai do ministro Dias Toffoli, Fórum Luiz Toffoli, desde 2018. O ministro Dias Toffoli é cidadão honorário do município de Ribeirão Claro, dado pela Câmara de Vereadores. Eu acho que foram muito omissos, muito mal agradecidos, porque os reais donos, que eram donos do resort-cassino, são os donos da empresa, da pessoa jurídica, Mari DT – Marília Dias Toffoli – é José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli. Eu não entendi por que deram homenagem para o ministro.
Bom, e o ex-ministro do Supremo, ex-conselheiro do Master, ex-advogado do Master, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não está só. Lula sabia que ele tinha um contrato de R$ 6 milhões, recebeu R$ 5 milhões do Master. A ministra Gleisi Hoffmann revelou isso, que Lula sabia, e ele contou, quando foi escolhido ministro. Prometeu que ia se desvencilhar dos contratos, o que fez, realmente fez, deixou para o filho ou para os filhos. O pessoal pensa que está no mundo da fantasia e que as pessoas vão acreditar.
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Centro abandona Lula
Bom, falemos de eleições neste ano. Com o olho na eleição, certamente, ele já disse que quer ser candidato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que acabou com a bandidagem em Goiás, deixou o União Brasil, agradeceu o União Brasil, mas deixou o União Brasil e foi para o PSD, do Gilberto Kassab, que dizem que é a grande raposa política. Kassab, que inclusive estava lá ligado ao Tarcísio, em São Paulo. E nesse PSD, eu nem sabia que estava o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que vão decidir quem vai ser o candidato em abril.
Aí eu pensei: “Puxa, vai embrulhar?” Parece que não, porque Lula estava apostando em ter apoio do PSD, porque o Lula precisa do centro. A esquerda sozinha não tem voto. Se a gente considerar a Câmara dos Deputados, a esquerda tem 25%, 1/4. Não chega a 1/3 da Câmara. Lula, para aprovar alguma coisa, precisa dos votos do Centrão, do PSD. Então, a ida do Caiado para lá é uma garantia de que o PSD não vai ficar do lado do Lula. E, se houver segundo turno, é a união da direita, como está querendo o André Ventura lá em Portugal, como aconteceu em Honduras, como aconteceu no Chile. O Kast assume agora, no mês de março.
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Reprovação bate recorde
E a coisa não está bem para o Lula, porque as pesquisas mostram cada vez mais desaprovação e cada vez menos aprovação. Na pesquisa anterior estava 39% de aprovação e 50% de reprovação. Agora, 57% de reprovação do governo Lula e só 34% de aprovação, já no ano eleitoral. E é a economia que está mostrando isso. As pessoas sentem com todos os favores, com o dinheiro, o seu dinheiro, o meu dinheiro, dos nossos impostos, que Lula está fazendo bondades com o nosso dinheiro. É uma coisa estranha, porque a lei eleitoral diz que a compra de voto é crime eleitoral.
Agora saiu a Selic, está confirmado, continua, 15% a taxa básica de juros, porque o Banco Central está vendo que há pressão inflacionária, que é desequilíbrio das contas públicas, cada vez mais dívida pública, cada vez mais juros. O governo tem que pagar, senão não vai ter dinheiro, porque gasta demais e investe de menos em serviços públicos que deveriam ser entregues a troco dos impostos, mas os impostos estão sendo usados para propaganda. O governo que precisa de propaganda é porque não tem bons serviços públicos.
A mídia brasileira adora se definir como “imprensa livre”. Livre de quê? Do povo. Porque do poder econômico, político e institucional, ela é profundamente dependente. Não morde a mão que banca.
Lambe.
1. Seleção de Idignação
A mídia não mente o tempo todo. Ela faz algo mais eficaz: seleciona. Escândalo de uns vira: manchete, plantão e editorial indignado. Escândalos de outros viram nota discreta, rodapé e “contextualização”. Isso não é jornalismo. É curadoria ideológica disfarçada de neutralidade. Orwell pisaria duro: “O que não é noticiado simplesmente deixa de existir.”
2. O Jornalismo de Comunicado
A mídia brasileira abandonou a investigação e abraçou o release. Reproduz: notas oficiais, decisões judiciais, falas de autoridade sem perguntar por quê?, para quem? e a quem interessa, pois questionar dá trabalho, enfrentar poder dá processo e processo não paga anúncio. Millôr não teria piedade: “Aqui, a imprensa é livre desde que não use a liberdade.”
3. O Medo de Parecer Radical
Nada apavora mais a mídia brasileira do que ser chamada de “radical”. Então ela se equilibra eternamente no centro frouxo porque relativiza abusos, suaviza injustiças, normaliza absurdos, tudo vira “polêmica”, tudo vira “narrativa” e tudo vira “os dois lados”… Até quando só há um lado errado.
4. O Povo Como Plateia; Não Como Sujeito
O cidadão não é fonte. É audiência. Pois serve para clicar, compartilhar, consumir indignação pré-fabricada. Mas nunca para pautar de verdade. A mídia fala sobre o povo. Raramente fala com o povo. E quase nunca fala a partir do povo.
Conclusão da Mídia
A mídia brasileira não é vilã de novela. É pior: é coadjuvante confortável, porque ela não cria o sistema; ela o normaliza; Não decide os rumos, mas aplaude os atalhos; Não governa, mas, ensina a aceitar. E um povo que aprende a aceitar tudo não precisa ser reprimido. Basta ser informado do jeito certo.
Fechamento Final (Sem Desculpas)
Elite política, Judiciário e mídia formam no Brasil um triângulo perfeito de autoproteção: Um decide sem ouvir; outro legitima sem explicar e o terceiro narra sem questionar. E o cidadão? Paga. Espera. E ainda pede desculpa por desconfiar. Mas quando a lucidez chega — quando o discurso falha — quando a toga perde o brilho — quando a manchete não convence — o sistema não desmorona com barulho. Ele apodrece em silêncio. E isso, meus caros, é o começo do fim de qualquer farsa bem-sucedida.