RODRIGO CONSTANTINO

MUSARANHOS: O CURIOSO NOME DO GRUPO DE WHATSAPP DO LULINHA E SUA TURMA

O filho do presidente participava de um grupo de WhatsApp com nome peculiar e revelador

A revista Veja divulgou mensagens da lobista Roberta Luchsinger altamente comprometedoras. Nelas, a “amiga” de Lulinha fala que quer ganhar cem milhões de reais somente naquele ano, diz que o presidente Lula lhe ofereceu o cargo que quisesse no governo e garantiu que ela, Lulinha e Fernando Bittar eram “irmãos” e que aquilo que um dissesse, valia pelos três. Lulinha, porém, só entrava em campo quando era realmente necessário, segundo ela.

São relatos fulminantes, que colocam o próprio Lula no centro dos esquemas liderados por seu filho. Lulinha é reincidente no tráfico de influência: no começo do primeiro mandato de seu pai, ele abandonou o trabalho no zoológico, que lhe rendia seiscentos reais, para se tornar sócio da Gamecorp, empresa de jogos que vendeu por cinco milhões para a Telemar (Oi). A empresa de telefonia aportou outros dez milhões no negócio depois, e finalmente conseguiu o que desejava: comprar a Brasil Telecom após seu pai, o então presidente, alterar a Lei Geral de Telecomunicações que impedia essa transação.

O “Ronaldinho” da família só é um fenômeno nos negócios quando seu pai está no poder. Estranho, não? Agora ficamos sabendo pela Malu Gaspar que a casa usada por Lulinha em Brasília foi alugada pelo dentista que disse à Lava Jato morar no sítio de Atibaia, aquele que era do “Fefe”, como Roberta chama Bittar, mas que tinha pedalinhos com os nomes dos netos de Lula. De acordo com a imobiliária, a lobista Roberta negociou o aluguel, mas passou o contrato para o amigo do filho de Lula. Tudo em casa, portanto!

Para alcançar os cem milhões almejados, Roberta estava atuando com Lulinha e Bittar no Ministério da Saúde, de olho num contrato de mais de seiscentos milhões, dos quais o trio de lobistas ficaria com 20%. A ideia era dispensar a licitação para vender produtos de canabidiol, extraído da planta da maconha. Não é a primeira vez que petistas se metem com a cannabis.

O caso “Hemp” do Consórcio Nordeste refere-se à contratação, em 2020, da empresa Hempcare (originalmente voltada para produtos à base de cannabis) para a compra de 300 respiradores pulmonares por R$ 48,7 milhões durante a pandemia de COVID-19. Os equipamentos nunca foram entregues e o dinheiro não foi recuperado, gerando investigações da Polícia Federal e do TCU. Um dos petistas envolvidos disse que não sabia falar inglês, por isso não estranhou uma empresa chamada Hempcare, criada há meses, operar a compra de tantos respiradores.

A Hempcare não tinha nenhuma experiência anterior no comércio ou fabricação de equipamentos médicos. O Consórcio Nordeste repassou os valores de forma antecipada, mas os fornecedores internacionais não cumpriram os acordos e o montante sumiu em repasses. Ou seja, um claro esquema de corrupção.

O nome do grupo de WhatsApp de Lulinha, Roberta e Bittar não poderia ser mais apropriado: Musaranhos. São mamíferos que medem cerca de 10 cm (alguns não ultrapassam 2,5 cm) e pesam cerca 15 gramas. Contudo, apesar do pequeno porte, são capazes de atacar, matar e devorar animais que têm o dobro do seu tamanho.

Comem o equivalente ao seu peso de três em três horas. Algumas espécies praticamente não dormem para não deixar de se alimentar. Por causa do metabolismo acelerado, muito tempo sem comida pode significar a morte. Seu coração bate 1200 vezes por minuto, quase doze vezes mais rápido que o do ser humano.

Quando é atacado por um inimigo, solta um odor igual ao dos cangambás. Suas glândulas salivares contêm um veneno tão forte quanto de certas serpentes. Em suma, musaranho é uma espécie de rato minúsculo, extremamente guloso, fedido feito gambá e venenoso como uma cobra. Não poderia haver nome mais adequado para o grupo que tramava esquema multimilionário no Ministério da Saúde, não é mesmo?

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CRISE NO VAREJO

Já algum tempo temos acompanhado notícias complicadas em relação a sustentabilidade do varejo no Brasil. No início do governo Lula, Luiza Trajano – fervorosa eleitora – foi às redes de televisão pedir que os clientes comprassem na Magazine Luiza porque o “velho carnê” estava de volta. Acho que todos se lembram das vendas através de um carnê de pagamentos das lojas de departamento. Mas, o que estava por trás disso era os sintomas de uma crise que já se desenhava naquela época.

Luiza sabia do endividamento, crescente, das famílias, das restrições ao crédito bancário – só o empréstimo consignado tinha, relativo, fôlego –, do comprometimento das pessoas com cartão de crédito, visto que a maioria possui mais de um cartão e estes estavam no limite, dentre outros fatores. Com isso, a venda através do carnê da loja, tinha por objetivo atingir o cliente com restrições no mercado financeiro. Para ela era simples, vender através de CDCI – Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência, ou seja, o volume de vendas seria repassado pelos bancos para o Magazine Luiza, que assumia a responsabilidade pela liquidação do crédito.

Passa o tempo e a gente vê outras grandes empresas do setor varejista entrarem em colapso. O Grupo Mateus, com sede no estado do Maranhão, espalhado por vários estados nordestinos, anunciou o encerramento de suas atividades em diversas localidades, com redução de 6 mil empregos. O grupo alega que o encerramento se deu devido a reestruturação financeira e que as lojas fechadas não traziam o retorno financeiro desejado.

As Lojas Americanas passaram por um problema sério de fraude envolvendo mais de R$ 20 bilhões. Contabilmente, os empréstimos bancários não apareciam no passivo da empresa, então gerava-se um resultado contábil positivo. Até que contrataram um CEO que percebeu tudo isso e desistiu do cargo. As Lojas Americanas entraram em Regime Judicial e, dizem, está conseguindo equalizar o seu caixa.

Em meio a tanto desgraça, vem o anúncio do encerramento das atividades das Casas Bahia. Os sinais econômicos já apontavam que haveria problemas e algo assim era esperado, o que foi surpresa foi o anúncio do encerramento das atividades, ou seja, os gestores perceberam que solicitar um regime judicial com projeto de recuperação econômica, seria mais dispendioso do que, simplesmente, encerrar. Demitiram os funcionários e para surpresa de muitos, a justiça do trabalho mandou recontratar.

Quando você procura entender o que há por trás de tudo isso, os argumentos são aqueles percebidos por Luiza Trajano já em 2023. Juros altos que restringem o acesso ao crédito, que encarecem o capital de giro das empresas, que oneram substancialmente as contas correntes garantidas. Vai perceber que o endividamento das famílias continua sendo algo em níveis absurdos, só não vai encontrar uma palavra do governo sobre a responsabilidade de tudo isso. Até vai: para o governo, a culpa é dos empresários, ávidos de lucros.

Há um problema fiscal de intensa gravidade cujas efeitos começam a aparecer de maneira mais clara sobre a atividade econômica e, particularmente, sobre setores que dependem diretamente da renda disponível das famílias. O comércio varejista é um bom termômetro desse processo.

Os números mais recentes do IBGE mostram uma economia que encontra dificuldades para transformar crescimento nominal em expansão consistente do consumo. Em abril de 2026, o volume de vendas do comércio varejista caiu 1,5% em relação ao mês anterior. Em maio, houve variação positiva de apenas 0,1%. Mais importante ainda: no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio, o crescimento foi de somente 1,4%. No varejo ampliado, que incorpora veículos, material de construção e outras atividades, a expansão em 12 meses foi praticamente nula: 0,1%.

Os números setoriais ajudam a compreender melhor o problema. Em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação recuaram 4,1%, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico caíram 2,6%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também apresentaram redução de 0,5%. Ou seja, não se trata apenas da decisão de adiar a compra de um automóvel ou de um bem de maior valor. Há sinais de dificuldades também em segmentos diretamente relacionados ao consumo cotidiano.

Naturalmente, seria exagerado afirmar que esses números caracterizam, isoladamente, uma recessão. Não caracterizam. O próprio varejo acumula crescimento de 1,7% nos cinco primeiros meses de 2026. O problema está na trajetória: depois de crescer 0,5% em março, o comércio recuou fortemente em abril e praticamente ficou parado em maio. A média móvel trimestral, que ajuda a eliminar oscilações pontuais, ficou negativa em 0,2%.

É justamente nesse ambiente que a situação fiscal assume maior importância. Em junho de 2026, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões, acima dos R$ 44,2 bilhões observados no mesmo mês de 2025. No mês anterior, maio, o déficit havia alcançado R$ 53,3 bilhões, também superior aos R$ 40,2 bilhões registrados um ano antes. Chama a atenção que, em junho, comparativamente ao mesmo mês de 2025, a receita líquida tenha aumentado 10,3% em termos reais, enquanto a despesa cresceu 9,0%. Portanto, mesmo diante de crescimento expressivo da arrecadação, permanece enorme dificuldade para produzir equilíbrio entre receitas e despesas.

Esse quadro cria um dilema conhecido. Para financiar gastos crescentes, o governo necessita de mais arrecadação, mais endividamento ou redução de despesas. A elevação da carga sobre empresas e consumidores, entretanto, pode retirar recursos justamente de uma economia que já apresenta sinais de baixo dinamismo no comércio. O aumento do endividamento, por outro lado, amplia as preocupações com a sustentabilidade fiscal.

Não existe almoço grátis. O Estado pode gastar mais durante algum tempo, pode ampliar benefícios e pode até sustentar determinados setores por meio de incentivos. No longo prazo, porém, alguém precisa financiar essa conta. Quando o crescimento econômico não acompanha o crescimento das despesas, a disputa pelos recursos disponíveis torna-se cada vez maior.

É aí que o debate eleitoral deveria abandonar os slogans e entrar no terreno dos números. Mais importante do que saber quem promete gastar mais é saber quem consegue explicar de onde virão os recursos, quais despesas serão prioritárias e, principalmente, como criar condições para que a economia volte a crescer de maneira sustentável.

Um país não resolve seus problemas fiscais simplesmente aumentando impostos, assim como não desenvolve seu comércio apenas estimulando artificialmente o consumo. Empresas precisam de previsibilidade, consumidores precisam de renda e confiança, e o governo precisa demonstrar capacidade de administrar seus gastos. Sem esses três elementos, crescimento econômico vira promessa eleitoral, enquanto déficit, juros e baixo investimento permanecem como realidade depois que as urnas são fechadas.

DEU NO JORNAL

BALEIADA

Carlos Bolsonaro (PL-SC) comparou o caso de Lulinha, cada vez mais imerso no triângulo com a lobista Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, com o do pai, que teve até inquérito por se aproximar de baleia.

* * *

Carlos Bolsonaro está muito errado na sua avaliação.

Se aproximar de baleia é uma atitude muito perigosa para o funcionamento da república e a estabilidade de nossas instituições.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A BODEGA E OS PESOS DO TOINHO

A bodega do Toinho o “10graçado”

Antônio Carlos, conhecido como Toinho, era um bodegueiro antigo que teve como exemplo os dois homens que foram crucificados ao lado de Jesus Cristo. Aprendeu tudo, seguiu tudo e não tinha compaixão. Roubava pobres, ricos e remediados.

Não era, nem pretendia ser “político”. Bodegueiro era a mesma coisa de ser político, com a vantagem de não precisar enganar ninguém pedindo votos. Dizia abertamente que, “quem come do meu pirão, apanha do meu cinturão”. Haja vista que vendia fiado e sabia para quem vendia. Agia assim, porque fora enganado várias vezes.

Para quem implorava alguma venda fiado, mostrava uma placa feita por encomenda, que tinha orgulho de exibirr aos pretendentes das compras, que dizia: “Toinho, o 10graçado.”

A balança manipulada por Toinho

Toinho vendia fiado. Tinha uma “caderneta do fiado”, onde anotava os valores e onde também fazia sua politicagem. Anotava sempre valores a mais. Sabia pelas reações de fregueses, quando o “camarada” recebia dinheiro do salário.

E, sabia porque, quando o freguês recebia dinheiro, falava diferente e prepotentemente. Quando não tinha dinheiro e precisava comprar falava diferente. A forma de falar era outra. Humilde. Quase pedindo pelo amor de Deus.

Mas Toinho não “metia a mão nos valores anotados na caderneta do fiado” e tampouco aquela não era a única forma de levar vantagem na comercialização dos seus produtos. O segredo era os pesos. Peso de 1 Kg para vender e peso de 5 Kg para comprar o que revendia.

Toinho, ardilosamente, mantinha entre a balança e o seu corpo quando vendia ou comprava, uma fileira de pesos com uso e tonalidades diferentes.

Quando comprava alguma mercadoria, Toinho usava o peso normal de 5 Kg, sem falcatrua. Quando vendia, usava o peso de 1 Kg com uma chumbada removível, que ele retirava. Na realidade, o peso de 1 Kg para vender, pesava apenas 900 gramas. Quer dizer: Toinho comprava 5 Kg e vendia apenas 4,5 Kg.

Pesos usados por Toinho da Bodega – o 10graçado

As mercadorias de antigamente vendidas nas bodegas, não tinham “prazo de validade” e nunca se teve notícia que, alguma comida com “gorgulho” tivesse sido a causa-mortis de alguém.

Ali, na bodega – do Toinho e dos outros bodegueiros – se vendia de tudo. Creolina, gás para lamparina, sabão em barra inteira e em meia barra. Uma banda de pão, manteiga em retalho, fumo de rolo, colorau, pimenta do reio, banha de porco, anil, carvão em lata pequena e grande, banha de coco e até a famosa “píula do mato”. Era assim que se falava, em vez de “pílula do mato”.

Arroz, feijão, farinha eram vendidos à granel. Retiradas de um saco de 60 Kg, que o bodegueiro esquecia de fechar. Todas as mercadorias retiradas dos sacos com uma concha de alumínio ou com uma metade de cabaça.

Concha

Alguns itens como banha de porco e manteiga (as embalagens eram de latas grandes – e as embalagens pequenas, de 1 Kg ou 500 gramas, eram de manteigas especiais e fora do alcance de quem comprava fiado) a retalho.

Esses produtos eram vendidos acondicionados em papel de embrulho que, normalmente, ficava sobre o balão e também era usado para enrolar toucinho salgado e tripas de boi ou de porco.

Papel de embrulho

A bodega era o único estabelecimento comercial que não precisava do político. Ao contrário. O político era quem fazia uso da bodega, às vezes, até avalizando algumas compras de alimentos para os eleitores. Mas, esses, os bodegueiros, os políticos nunca enganavam – funcionavam como perfeitos cabos eleitorais.

DEU NO X

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

CLIMA NORTISTA

Passando uns meses em Porto Velho, pude sentir o peso do clima do Norte.

41 graus (à sombra).

Daí surgiu o mote:

Êita! Saudade danada
Da brisa de Tambaú!

Mote de Wellington Vicente

O calor aqui é mato,
Estou quase derretendo,
Tá quente não, tá fervendo,
O tempo todo me hidrato.
Eu acho o sol muito ingrato,
Castigando pra chuchu;
Tô vendo até urubu
Pingando pela calçada.
Êita! Saudade danada
Da brisa de Tambaú!

Ronaldo Barbosa

Passei aqui muitos anos
Mas na época eu era moço
Possuía o couro grosso
Semelhante ao dos ciganos
Sinto que já trago danos
Por manobrar Urutu
Topar jararacuçu
Tocaiar onça pintada
Êita! Saudade danada
Da brisa de Tambaú.

Wellington Vicente

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Maria Bonita

Maria Gomes de Oliveira nasceu em Santo Antônio da Glória, atual Glória, BA, em 8/3/1911, no povoado de Malhada da Caiçara, atualmente no município de Paulo Afonso. Cangaceira e companheira de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, foi a primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros.

Filha de Maria Joaquina Conceição e José Filipe Gomes de Oliveira, foi a segunda filha de uma família de 12 irmãos, casada com o primo num matrimônio arrumado pelas famílias. Um relacionamento conflituoso que durou pouco, decorrente do ciúme do marido boêmio. Em 1930, numa das andanças de Lampião na região, se encontraram e passaram a viver juntos. Sua incorporação ao bando ensejou o acolhimento de outras mulheres entre os cangaceiros e mudou os métodos e estratégias de combate, visando salvaguardar as mulheres.

Quando engravidavam, os filhos eram doados à parentes próximos. Ela mesma teve uma filha, que cresceu em Jeremoabo e foi criada pelo padrinho. Na história consta que ela era tão vaidosa quanto Lampião. Usavam o mesmo perfume francês, andava com vestidos de seda, portava moedas de prata, joias caras, broches, botas de cano curto e enfeites de ouro decoravam seus cabelos. Traída constantemente, tinha crises de ciúmes do companheiro e alguns relatos afirmam que ela teve um caso com um comerciante, João Maria de Carvalho, para se vingar das traições sofridas.

Nem a família nem o bando de Lampião a tratavam por Maria Bonita, apelido que só se difundiu após sua morte. Há algumas versões sobre a origem desse nome. Uma delas diz tratar-se de uma invenção dos repórteres dos jornais do Rio de Janeiro, possivelmente inspirados no filme Maria Bonita, lançado em 1937 e baseado na obra de mesmo nome de Afrânio Peixoto, de 1921. Outra, que teria sido dado por soldados que se impressionaram com a beleza da cangaceira.

Em 28/7/1938, os cangaceiros estavam acampados num local conhecido como Grota do Angico, no então município de Porto da Folha, SE, quando o bando foi atacado de surpresa pela polícia alagoana, conhecida como Volante. 11 cangaceiros foram mortos e degolados. Maria, tentando fugir, foi baleada 2 vezes e logo em seguida foi decapitada viva.

Na história do cangaço, ficou tão conhecida quanto seu companheiro lampião. Vale citar 2 livros expondo sua trajetória de vida e sua importância no bando: Maria Bonita – A Rainha do Cangaço, de João de Souza Lima, lançado em 2022 pela Editora Oxente e Maria Bonita: sexo e violência e mulheres no cangaço, de Adriana Negreiro, lançado em 2018 pela Ed. Objetiva. Conta também com 2 cinebiografias: Lampião e Maria Bonita, uma minissérie da TV Globo, de Aguinaldo Silva e Doc Comparato, exibida em 1982 e o filme Maria Bonita, rainha do cangaço, dirigido por Miguel Borges, em 1968. Na cidade de Paulo Afonso, BA, o município onde nasceu, o prefeito restaurou sua casa e instalou o “Museu Casa de Maria Bonita”, em 2006.

DEU NO JORNAL

TUDO NOS CONFORMES

Opositores estão indignados com o procurador geral da República (PGR), acusado de “engajamento” na defesa de Lulinha, filho de Lula (PT), investigado por tráfico de influência e corrupção.

Paulo Gonet tentou retirar a relatoria de André Mendonça, ministro do STF que não se submete a Lula, e depois tentou levar o processo à 1ª instância.

“Absurdo”, protesta o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), lembrando que, nomeado por Lula, Gonet se opôs à transferência para a 1ª instância de cidadãos comuns acusados nos atos de 8 de Janeiro.

Gonet se esforça para tirar do STF dois dos três inquéritos contra Lulinha relatados por Mendonça.

Para van Hattem, é até ridículo a PGR mudar de posição sobre 1ª instância quando o investigado é o filho do presidente da República.

* * *

Não há novidade alguma.

Tá tudo dentro dos conformes.

Esta nossa republiqueta banânica é um beco sem saída.