Ao final do primeiro ano de Lula 3, o País vê a retomada de métodos e de personagens que jogou no lixo, de corruptos confessos a condenados por ladroagem. E o poder político e econômico volta às mãos de sempre.
Os irmãos Joesley e Wesley Batista retornam ao poder obtendo incríveis decisões judiciais e até frequentando eventos com forte presença de ministros de cortes superiores.
José Seripieri Filho, ex-Qualicorp, também com passagem pela prisão, é outro retorno bem significativo.
Delator na Lava Jato, Seripieri retorna à ribalta em grande estilo, por meio da compra bilionária do plano de saúde Amil.
O novo controlador pagará R$ 11 bilhões pela Amil à UHG (United Health Group), prometendo “mudar pra melhor a saúde suplementar no Brasil.”
Lula não parece incomodado com a volta, à sua sombra, de quem, como no seu caso, até cumpriu pena por corrupção e lavagem de dinheiro.
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O Ladrão Descondenado não só não parece incomodado como, mais ainda, deve estar nadando de felicidade com o retorno ao palco desse bando de gente imunda.
Tudo nos conformes.
Numa zorra chamada “governo Lula” todo tipo de absurdo é possívvel e realizável.
A mãe de Jéssica, Inês Oliveira, depôs ontem, num inquérito aberto pela Polícia Civil de Araguari, Minas Gerais, sobre a morte da menina, diante da pressão de um site de fofocas. Dona Inês, desesperada, chorosa, confirmou que a filha recorreu a uma super dose de remédios contra a depressão, esses de tarja preta. Isso a levou à morte. Não aguentou a pressão das redes sociais, embora tenha apelado. O dono lá do tal site de fofoca fez pouco, disse que a hora de redação do Enem já tinha acabado. A mãe fez um apelo dramático, falando das dificuldades da filha com depressão e Jéssica foi embora. O delegado está apurando, vai ouvir outras pessoas para saber se houve indução, se ela foi induzida a fazer isso, porque aí é crime.
Por enquanto, seria crime contra a honra que depende da queixa da própria família. Todo mundo estranhou que, em seguida, Lula assinou um decreto criando Política Nacional de Cibersegurança e um Comitê Nacional de Cibersegurança. Diz que é para garantir a liberdade de expressão e prevenir incidentes e ataques cibernéticos, em particular, a infraestruturas críticas e a serviços à sociedade. Infraestrutura crítica seria, por exemplo, fornecimento de eletricidade, de água, serviço telefônico, de internet. E serviços à sociedade seria metrô, aeroportos, transportes públicos urbanos. Por exemplo, aqui em Brasília, houve um ataque, durante muito tempo, à bilhetagem eletrônica do serviço público de transporte. Anteontem, uma juíza decretou a prisão de um analista do Ministério Público da capital do país, do Distrito Federal, Suedeney dos Santos, que está foragido. Ele ajudava essa quadrilha a fazer um desvio de R$ 1 bilhão na bilhetagem eletrônica. Foi descoberto na Operação Old West, da Polícia Civil de Brasília. O sujeito levou de propina para ajudar a quadrilha R$ 140 mil que eram depositados na conta da mãe dele. Imaginem só.
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Cegueira
Outra irresponsabilidade, meu Deus do céu. Festa de fim de ano, tem mais de 100 pessoas que já procuraram a emergência do hospital do Rio de Janeiro, o Souza Aguiar. As pessoas estão ficando cegas por causa de uma pasta que é usada para fazer tranças no cabelo, penteado, sei lá o quê. Aí a pessoa molha o cabelo, ou na chuva ou no mar, escorre e pega no olho. Aí pegando no olho, diz que provoca lesões na córnea. Começa a arder, começa a inchar, lá pelas tantas a pessoa não enxerga mais. Pode provocar cegueira temporária, foram lá para a emergência do Souza Aguiar. Como é que alguém põe no mercado, consegue pôr no mercado um negócio desses? E fica aqui a prevenção, né? É uma pasta que parece um gel usado para penteado. Aí, eu disse “que saudade que eu fico da brilhantina glostora”, né? Pois é.
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Dengue
Queria falar também sobre o recorde de dengue no Brasil este ano. Até agora já foram 1.079 mortes. Isso é resultado da falta de saneamento. Eu sempre falo aqui que estão gastando dinheiro para fazer propaganda eleitoral, dando 4 bilhões e 900 milhões para partidos políticos fazerem campanha eleitoral – esse dinheiro devia sair dos filiados dos partidos políticos – enquanto está faltando para o saneamento. Vejam só, o Norte tem só 20% de esgoto tratado, o Nordeste tem 35% e o Sul tem 82%. Aí vocês vão ver, as doenças decorrentes da falta de saneamento. São sete vezes mais nos estados do Norte do que nos estados do Sul. Cinco vezes mais nos estados do Nordeste que nos estados do Sul. Dengue é uma delas. Dengue, diarreia, chikungunha, zika, quistossomose. E pega criancinha que na primeira infância estão desenvolvendo o cérebro.
Sede do PSOL é assaltada e dirigente, revoltado, pede mais policiamento.
Ué, a vítima da sociedade apenas socializou bens do partido. É um absurdo chamar a polícia!
Mais amor, por favor. Empatia 😂🤣 pic.twitter.com/DNGLM8O7FA
Lula e Janja abanam para Alckmin na partida para Havana
Neste ano, o Presidente do Brasil visitou 26 países e ficou 62 dias fora. No balanço, essa política externa viajante parece ter gerado mais desgaste que ganhos. Em Buenos Aires, em entrevista à Rádio Mitre, Bolsonaro ironizou as viagens internacionais de Lula, dizendo que quando voltar a ser presidente vai nomeá-lo ministro do Turismo. O pior é Lula ter que engolir isso, em razão da opção feita por países onde o autoritarismo abafou a democracia e por objetivos no mínimo polêmicos, que não são aprovados pela maioria do público brasileiro e nem sequer são compreendidos pelo seu próprio público. E sem resultados práticos: o investimento estrangeiro em setores produtivos no Brasil caiu 40% até setembro.
Com dois meses de governo, Lula já criava tensão com o mais tradicional parceiro do Brasil, os Estados Unidos, ao autorizar que dois navios de guerra iranianos – uma fragata e um porta-helicópteros – fossem acolhidos no porto do Rio de Janeiro. Os americanos, reconhecendo a soberania brasileira, recomendaram que não os acolhesse, pois se trata de navios que facilitam o terrorismo e já tiveram sanções da ONU. Lula os recebeu às vésperas da visita oficial a Washington. O Irã é parte do “eixo do mal”, segundo o governo americano. Lula também defende abertamente os regimes de Cuba, Nicarágua e Venezuela.
Em maio, em Brasília, tentou limpar a imagem de Maduro na reunião de Presidentes Sul-Americanos. Falou em democracia relativa e até em Maduro defensor dos direitos humanos, irritando profundamente o socialista do Chile, Gabriel Boric. Um mês antes, havia sugerido que a Ucrânia cedesse a Crimeia para acabar com a guerra. Por meia dúzia de vezes defendeu uma governança global para cuidar da Amazônia, arrepiando os nacionalistas brasileiros. E, provocando arrepios também nos que prezam a representação popular, por algumas vezes argumentou que é preciso uma ordem supranacional para cuidar de certos assuntos, principalmente do clima, porque os acordos e tratados têm sido anulados pelos congressos nacionais. É a ideia da Nova Ordem Mundial.
Depois do ataque terrorista do Hamas, o governo brasileiro mostrou a mesma hesitação que agora demonstra ante as ameaças de Maduro contra a Guiana. Fica fácil perceber que o presidente não consegue esconder suas simpatias. E o mundo, principalmente a Europa, percebe que o Brasil tem um presidente que não condena agressores. E o acordo Mercosul-União Europeia foi pelo ralo. Aliás, o Mercosul, pelo jeito, vai estagnar. Lula mandou marqueteiros para impedir a vitória de Milei, coisa que o vencedor não vai esquecer. E não terá amigos do peito no Paraguai, Uruguai e Argentina. A vizinhança toda certamente esperava uma ação decisiva de Lula para impedir as fanfarronices de Maduro, mas o que se vê é uma reação pastosa, sem assumir a responsabilidade de quem tem crédito com o vizinho belicoso.
Os áulicos anunciaram aos quatro ventos que Lula poderia mediar o conflito Rússia-Ucrânia e encontrar a paz; que poderia mediar a liberação dos reféns do Hamas, e resolver a questão Israel-Palestina. Tudo geograficamente longe dos brasileiros e fácil de esquecer sem cobrar. Restaria a fama de ser o pacificador potencial. Agora a questão está aqui, ao lado do Brasil, e Lula em vez de ir pessoalmente a São Vicente tentar alguma coisa, manda Celso Amorim, como observador. O Brasil vai ficar olhando, observando a oportunidade passar. Viajando. Nem a conta das viagens compensou e fica no ar a cobrança da mediação brasileira, na expectativa criada pela propaganda. Em 2007, o Rei Juan Carlos perguntou a Chavez ¿Por qué no te callas? Quando será que Lula vai perguntar a Maduro ¿Por que no paras?