DEU NO JORNAL
DEU NO X
E NADA ACONTECE… FICA POR ISSO MESMO…
DEU NO JORNAL
DEU NO ESTADÃO…
DEU NO X
CULPA DO MERCADO: QUASE 800 MILHÕES DE PESSOAS PASSANDO FOME
É verdade que no Brasil tem 735 milhões de pessoas passando fome? pic.twitter.com/gJZPdtIRsz
— MSP-Brasil (@mspbra) March 12, 2024
DEU NO JORNAL
O DIREITO DE FUGIR
O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) protocolou na Comissão de Segurança da Câmara requerimento de convocação de Ricardo Lewandowski (Justiça) para explicar a fuga dos detentos do presídio federal de Mossoró (RN).
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Sua Incelença, o sinhô ministro Lewan, irá depor na comissão e lá explicará que fugir é um direito básico dos oprimidos sociais.
Sobretudo numa prisão de segurança máxima.
Seguirá a orientação do seu chefe e do governo do qual é ministro.
Não precisava nem ir lá pra explicar o óbvio.
ALEXANDRE GARCIA
LULA ABRE A BOCA, A PETROBRAS PERDE VALOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): orientação a conselheiros da Petrobras contrariou equipe econômica
O presidente Lula deu uma entrevista nesta segunda-feira para o SBT. Quando o teor da entrevista foi divulgado, a bolsa, que estava subindo, com bons resultados das ações da Petrobras, despencou. O presidente Lula conseguiu mais uma vez derrubar a bolsa e o valor patrimonial da Petrobras. Já foram uns R$ 56 bilhões em valor de mercado. O que ele disse? Que a Petrobras não tem de pensar só nos acionistas, tem de pensar em investir.
Imaginem qualquer sociedade anônima neste mundo que resolva dizer “nós não temos de pensar só nos acionistas, não. Temos de pensar em investir”. Investir, por exemplo, em coisas como a Refinaria Abreu e Lima. Sabem quem dá o capital para a Petrobras? A ação. Isso no mercado primário, claro, mas o mercado secundário estimula o mercado primário quando vai pedir dinheiro para os acionistas. A União é acionista da Petrobras, mas ela é uma empresa de capital aberto, não é uma estatal em si que é autarquia. Com essa história de derrubar ações da Petrobras, Lula 3 está superando Dilma 2. Teve reunião com o presidente da Petrobras, com o ministro da Fazenda, sobre distribuição de dividendos, e aí “não, vamos investir”. Isso desestimula o mercado de ações que garante a capitalização das empresas.
E Lula ainda xinga o mercado por coisas que não têm nada a ver. “Será que eles não têm pena dessas meninas de 12 e 13 anos que vendem o corpo para comer? Será que o mercado não tem pena dos que dormem na sarjeta?” Não sei, eles comem gasolina, diesel, gás de cozinha? O gás de cozinha serve para esquentar a comida, pelo menos. E ele aparece com um número, 735 milhões de pessoas que não têm o que comer. Imagino que seja em todo o mundo, ele deve ter visto em algum lugar. Eu fico pensando se ele e o Biden não estão disputando uma corrida para ver quem ganha.
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Em Nova York tem Janja; em Washington, parlamentares brasileiros em defesa da liberdade de expressão
A primeira-dama Janja está representando o Brasil em uma reunião da ONU sobre mulheres, é a nossa nova política externa. Enquanto isso, em Washington estão 19 parlamentares que foram para lá dar entrevistas, para contar a situação do devido processo legal, do Estado Democrático de Direito, da censura e da liberdade de expressão aqui no Brasil.
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Deixar a Ferrogrão parada é coisa de quem detesta o Brasil
Há muito tempo está parada a Ferrogrão. Uma ferrovia de 933 quilômetros, que vai de Sinop – que eu vi nascer e hoje é uma exuberância de riqueza e produção – ao Porto de Mirituba (PA), para exportação. A ferrovia vai substituir alguns milhares de caminhões, deixando mais barato o transporte e mais competitiva a soja, o milho, o algodão, os produtos brasileiros daquela região. É do tempo da Dilma, mas está parada, porque o PSol entrou no Supremo e conseguiu uma liminar. Continua parada até agora, e vai continuar assim, porque dos 933 quilômetros há 53 que bordejam uma reserva indígena, e aí haveria obras.
Quem não preza a soberania do Brasil detesta rodovia e ferrovia. A conquista do Brasil foi feita primeiro com o pé do bandeirante, que ia buscar pedras preciosas; depois, com a pata do boi; depois, com as rodovias do Juscelino, entrando até Brasília; e, agora, com as ferrovias. Não existe país vazio, o vácuo vai ser ocupado. Quem tem de ocupar é a nação brasileira, e isso se faz primeiramente com rodovias e ferrovias.
DEU NO JORNAL
FESTÃO ASSUPREMADO
O festão de aniversário do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do STF, teve direito a show de cerca de 2 horas da baiana Daniela Mercury.
Finalmente um show da ativista sem vaias, nem boicote de público.
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Eu lamento demais não ter sido convidado pra esse banquete.
Se estivesse presente, eu também não iria vaiar, conforme consta na nota aí de cima.
Nada de boicote: daria forças a sua incelença com a minha buchodônica presença e aplaudiria com muito entusiasmo.
Encheria a pança com a suprema comida e entupiria o rabo de guaraná.
Já mandei mensagem protestando por ter sido esquecido.
E ofereci espaço para a divulgação da dupla nesta gazeta escrota, por uma verba bem pequena, um tiquinho só de dinheiro.
Qualquer pixuleco será muito bem vindo.
Estou aguardando um retorno positivo.
Uma linda dupla, um retrato perfeito deste país na atualidade
COMENTÁRIO DO LEITOR
INTELIGENCIABRAS
Comentário sobre a postagem “MINISTÉRIO DAS DECLARAÇÕES CRETINAS” É O MAIS PRODUTIVO DO GOVERNO LULA
Roque Nunes:
Guzzo, você entendeu apenas parte da declaração supostamente cretina.
A dinâmica será esta:
Lula vai fundar a Inteligenciabras, nomear um presidente, dez vices-presidentes, duzentos diretores, seiscentos superintendentes, mais de mil e quinhentos assessores, dois mil cientistas, todos ligados ao PT e seus satélites, óbvio, e depois de gastar uns cem bilhões de reais, quarenta anos de gastos, como o submarino nuclear, vão apresentar um soroban feito com folha de bananeira.
Esse é o moto por trás dessa declaração, aparentemente, estúpida.
DEU NO JORNAL
O DONO DA VALE
Editorial Gazeta do Povo

Conselho de Administração da Vale decidiu substituir o CEO Eduardo Bartolomeo, que se mantém no cargo até dezembro
No fim de fevereiro, o presidente Lula mostrou toda a sua contrariedade com o fato de o comando da mineradora Vale fazer aquilo que se espera de todo executivo: tomar as decisões de mercado que sejam consideradas as melhores para a empresa, e não aquelas que satisfazem caprichos alheios. “A Vale não pode pensar que ela é dona do Brasil”, disparou o petista, sem fazer muito esforço para disfarçar sua ambição: ser ele o dono da Vale. Não de forma explícita, já que a empresa tem capital aberto e a participação acionária do governo é indireta, por meio de um fundo de pensão; mas na prática, pressionando os membros do Conselho de Administração a fazer o que Lula quer.
E, depois de muito insistir, Lula conseguiu repetir o que já tinha feito em 2011: defenestrar um CEO da mineradora. Da primeira vez, a fritura de Roger Agnelli levou dois anos; agora, nem foi necessário tanto tempo para o Conselho de Administração definir que Eduardo Bartolomeo permanece no cargo apenas até dezembro deste ano. O engenheiro, que trabalhou na Vale entre 2004 e 2012, retornando em 2018 e assumindo a presidência em 2019, após o desastre de Brumadinho, conduzia a mineradora de forma técnica e discreta; em 2021, a Vale chegou a bater os US$ 100 bilhões em valor de mercado e chegou a deter, por algum tempo, o posto de empresa mais valiosa da América Latina.
Nada disso, obviamente, importava para Lula, que alimentou o sonho de substituir Bartolomeo por seu ex-ministro Guido Mantega, o pai da recessão de 2015-16. O nome acabou descartado, mas o presidente da República seguiu empenhado em remover o atual CEO. Após um empate em uma reunião extraordinária do Conselho de Administração em meados de fevereiro, na última sexta-feira o colegiado se dobrou a Lula, restando apenas dois conselheiros – de um total de 13 – contrários à saída de Bartolomeo. O mandato do atual CEO termina em maio, com a possibilidade de recondução, negada pelos conselheiros; o executivo permanecerá no posto até dezembro apenas porque dois meses seriam um período muito curto para escolher devidamente seu substituto.
A mineradora afirma que recorrerá a uma empresa de recursos humanos “de padrão internacional” para selecionar o novo CEO, em um processo que “deverá considerar os atributos e perfil necessários para a posição frente a estratégia e desafios futuros da companhia”. Mas esta é uma procura que desde já se revela prejudicada. Afinal, muitos executivos qualificados para o posto certamente pensarão duas vezes antes de assumir a Vale, sabendo que sua cabeça estará a prêmio assim que tomar decisões de mercado que desagradem o presidente Lula. O sucessor de Bartolomeo, para sobreviver, precisará alinhar a Vale ao “pensamento de desenvolvimento do governo brasileiro”, e não à estratégia que a empresa seguiria se estivesse totalmente livre da ingerência do Planalto.
O investidor puniu a Vale no primeiro pregão após o anúncio da troca de CEO com uma queda de pouco mais de 3% – o recuo nos preços internacionais do minério de ferro também colaborou para o desempenho ruim. Não chegou a ser um tombo tão forte quanto os 10% impostos à Petrobras no último dia 8, depois que Lula venceu outra queda de braço e reduziu drasticamente o pagamento de dividendos aos acionistas (dos quais o maior é o próprio governo), mas é sinal de que investidores do mercado de capitais seguem vendo com maus olhos as interferências do Planalto tanto nas empresas estatais quanto nas companhias privadas em que o governo detém algum grau de participação.
A disputa em torno do comando da Vale é mais um caso em que, quando Lula vence, o Brasil perde. Aqui, a grande prejudicada é a liberdade empresarial, que o petista quer submeter a seu próprio “pensamento de desenvolvimento”, pouco importando se tal pensamento efetivamente faz sentido ou se contribuirá para o crescimento da companhia, fazendo-a gerar renda e emprego. Só o que importa para Lula é mostrar quem manda, quem é o “dono”, colocando tudo a serviço de si mesmo, do seu partido e do seu projeto de poder.
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
PACTO DE JUSTIÇA (2003) – UM ÓTIMO FILME DE KEVIN COSTNER
Terceiro filme produzido e dirigido por Kevin Costner. Os demais foram o clássico “Dança com Lobos” (1990) e “O Mensageiro” (1997) que, durante as filmagens o ator Robert Duvall sofreu um acidente, caindo do cavalo em que montava e quebrando várias costelas devido à queda. O orçamento de “Pacto de Justiça” (ou Open Range),foi de US$ 26 milhões. Bilheteria 69 milhões.
No filme Denton Baxter (Michael Gambon) é um poderoso vaqueiro do Oeste americano que ameaça todos aqueles que podem tirar seu poder na cidade em que vive. Cansados desta situação, Charley Waite (Kevin Costner), Boss Spearman (Robert Duvall), Button (Diego Luna) e Mose Harrison (Abraham Benrubi) decidem enfrentá-lo. Porém em meio à batalha Charley acaba conhecendo Sue Barlow (Annette Bening), uma mulher que conquista seu coração. É a volta do diretor e ator a um de seus temas favoritos, o Velho Oeste, com uma abordagem peculiar sobre um assunto raríssima vezes abordado por produções anteriores.
Aliás, a capacidade de Kavin Costner de cavar assuntos diferentes dentro do gênero western para mergulhar neles merece ser aplaudida. Em Dança com Lobos, ele teve a coragem de envolver o espectador nos detalhes dos hábitos da vida dos americanos nativos ao inserir seu protagonista, John J. Dunbar, em um meio desconhecido, que ele vai desvelando diante de nossos olhos sem preconceito e sem rótulos.
Em Pacto de Justiça, o foco é o conflito entre dois tipos de cowboys: os chamados pejorativamente de “free grazers” (ou pastores livres) e os rancheiros. E antes que alguém venha aqui apontar que o conflito entre colonos e rancheiros é alvo de diversas obras do gênero, saliento logo: não há colonos que almejam viver da agricultura em Pacto de Justiça. O conflito é mesmo entre um grupo de homens, representado pelos personagens de Robert Duvall e Kevin Costner, que cuidam de seu gado no pastoreiro livre (o Open Range do título original), ou seja, em “terra de ninguém” e os rancheiros que têm terras próprias para o mesmo fim. Esse aspecto bem particular, até onde se sabe, jamais foi abordado em obras anteriores.
Mas Pacto de Justiça, não se enganem, também é uma típica história de vingança, daquelas em que os relutantes heróis são pacifistas, mas sabem que a violência é necessária em determinados momentos nesse Oeste Selvagem. Com isso, a fita ganha contornos mais familiares ao público em geral, permitindo que a segunda metade seja voltada exclusivamente para esse aspecto, com a transformação de Boss Spearman (Duvall) e principalmente Charley Waite (Costner) de vaqueiros em pistoleiros. Mas, até isso acontecer, a construção dos personagens é crível, graças a um roteiro cadenciado de Craig Storper, em seu único roteiro para o cinema até agora, baseado em romance do famoso escritor americano de faroestes Lauran Paine, de quem Costner sempre foi fã declarado.
De toda maneira, Kevin Costner mostra sua costumeira segurança na direção, transitando entre tomadas em plano aberto no primeiro terço da fita que, ao longo da narrativa, vão se fechando, como se entrássemos no inconsciente de Waite. O fotografia ficou ao encargo do então estreante (na direção de fotografia) James M. Muro, que depois viria a fazer Crash: No Limite. E o trabalho da dupla Costner/Muro ganha outros contornos quando o tiroteiro efetivamente começa. Nesse momento, vemos outra coisa muito rara em Westerns: a ausência completa de floreios. Ninguém é o “gatilho mais rápido do Oeste”, não há duelos no estilo clássico, não há beleza plástica alguma, pelo menos não em seu sentido tradicional. Trata-se de uma luta crua, feia mesmo, em que os tiros são mais aleatórios do que qualquer outra coisa e as mortes não são enfeitadas ou exageradas.
O resultado final é que “Pacto de Justiça” é um grande exemplar do gênero western que, infelizmente, apesar de ter sido elogiado pela crítica da época e um razoável sucesso de bilheteria, é normalmente uma obra esquecida nas prateleiras empoeiradas dos cinéfilos. Mas vale a pena (re) descobrir esse trabalho de Kevin Costner na direção voltando ao gênero que o consagrou.
PACTO DE JUSTIÇA TRAILER




