Sou eu um Zé nordestino Cheio de birra e pantim Comedor de rapadura Com fava quente e “toicim” Sou versos de Fabião Sou Elino Julião Nas unhas do guaxinim
Sou nordestino, não nego Sou Arlindo, sou João Bá Genaro, sou camarão Sou o coroné caruá Eu sou pife de taboca Nas mãos de Zabé da loca Tocando em Taperoá
Eu sou cavalo marinho Sou matuto campesino Sou o reflexo de Valença Num espelho cristalino Vaqueiro e festa de gado Eu sou o barro amassado Pelas mãos de Vitalino
Sou do torrão nordestino Água bebida em cumbuca Sou humor de Ludugero Eu sou ferrão de mutuca Novena no mês de maio Eu sou feira de mangaio Pelos dedos de Sivuca
Sou da terra nordestina Sou raiz de marmeleiro Sou rama de jitirana Sou xique-xique e facheiro Fuba de milho e coalhada Eu sou madeira talhada Nas mãos de Chico Santeiro
Filha de Fernandinho Beira-Mar é eleita vereadora em Duque de Caxias.
A filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, Fernanda Costa, ficou entre os dez vereadores mais votados de Duque de Caxias, cidade na Baixada do Rio de Janeiro.
A vereadora responde em liberdade a uma condenação, de maio de 2023, pelo crime de organização criminosa.
Costa, segundo a sentença, atuava tanto na transmissão de ordens de seu pai, passadas através de cartas, a comparsas, quanto na lavagem de dinheiro do tráfico.
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Muito bem!
Palmas que ela merece.
Ficou entre os 10 mais votados.
Parabéns para o eleitorado fluminense, que se tornou legendário pelo rigor na hora de votar, sobretudo na escolha de excelentes governadores.
O pai da nova vereadora será um magnífico assessor nos trabalhos legislativos do município.
Ex-presidente Jair Bolsonaro impulsionou candidaturas do PL em várias regiões do país
Além do fato constatado por todos, de que quem ganhou essas eleições foi a direita e a centro-direita, fazendo mais prefeitos, mais vereadores e tendo mais votos, Jair Bolsonaro também saiu vencedor. Mesmo inelegível, sem participar da eleição, ele avançou até no Nordeste. Em Teresina (PI), por exemplo, um reduto petista, o candidato do PT não ganhou nem com o apoio de Lula e de Wellington Dias, ex-governador e ministro de Lula. Quem venceu foi o candidato apoiado por Ciro Nogueira (PP), que foi ministro de Bolsonaro.
Aliás, o PT não elegeu ninguém em primeiro turno nas capitais. Foi ao segundo turno em quatro das 26 capitais, provavelmente sem chance em nenhuma delas, principalmente em Porto Alegre, onde só houve segundo turno porque o atual prefeito ficou só um pouco abaixo dos 50% dos votos. Era bem o momento de pedir recontagem, se houvesse o comprovante do voto – assim como aconteceu em São Paulo, onde os três primeiros ficaram mais ou menos empatados, indo para o segundo turno Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol).
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Filhos de Bolsonaro se elegeram; quem abandonou o ex-presidente fracassou
Os partidos de centro e direita fizeram quase três vezes mais prefeituras, mais vereadores e mais votos. O campeão de votos foi o PL; de prefeituras, o PSD, de Gilberto Kassab, que é secretário de Tarcísio de Freitas em São Paulo; e o campeão de vereadores foi o MDB. Esses foram os partidos que mostraram mais força. É claro que temos de fazer uma ressalva: em geral, no Brasil, quem puxa mais o voto para prefeito e vereador é o candidato, é sua força pessoal. A força de Bolsonaro foi tanta que agora todos os filhos estão na política: o jovem Jair Renan foi o vereador mais votado de Balneário Camboriú (SC). Bastou dizer “filho de Bolsonaro”. Enquanto isso, uma pessoa que ficou com fama de ter traído Bolsonaro, Joice Hasselmann, foi candidata a vereadora em São Paulo e teve apenas 1.669 votos. Em 2018, candidata a deputada federal apoiada por Bolsonaro, ela teve mais de 1 milhão de votos. Que diferença!
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Em Curitiba e Goiânia, segundo turno terá apenas direita e centro-direita
A surpresa em Curitiba foi Cristina Graeml. Sem nenhum apoio, sem estrutura, sem nada, assim como Pablo Marçal, terminou praticamente empatada com o primeiro colocado. E os dois têm mais ou menos a mesma cor ideológica. Vai ser complicado lá, porque Cristina Graeml apoia Bolsonaro, ele gosta dela, mas o adversário dela, Eduardo Pimentel, tem um vice que é do partido de Bolsonaro, o PL. Goiânia está com o mesmo problema – ou dilema, eu diria. De um lado, Ronaldo Caiado; do outro, Bolsonaro. O segundo turno lá tem um candidato de Bolsonaro, do PL, e o candidato de Caiado, Sandro Mabel, do União Brasil. Não deixa de ser uma divisão, e a esquerda muitas vezes tira partido quando a direita, o centro, os conservadores se dividem.
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Ministro de Lula minimiza, mas resultado terá reflexos em 2026, sim
O ministro das Relações Institucionais de Lula, Alexandre Padilha, tentou separar esse resultado de eleição presidencial futura e passada. Nós ficamos sem entender. Se a centro-direita tem tanto voto a mais que a esquerda, se todo mundo sabe que a nação brasileira é conservadora, como foi que Lula ganhou? Isso vai, sim, influenciar a eleição de 2026, tanto presidencial quanto para governadores, deputados e dois terços do Senado. É um resultado eloquente, embora ainda precisemos do comprovante do voto para garantir, e de menos intervenção na campanha eleitoral, que precisa de mais laissez-faire, mais liberdade de expressão.
Entre todas das prefeituras (253) vencidas pelo PT na eleição do último domingo, 20% estão na Bahia (50), o segundo estado mais violento do Brasil, segundo o Atlas da Violência do Ipea.
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Não entendi essa nota aí de cima…
O PT é um partido pacífico, pacato, quieto e manso.