A história trará a verdade.
🚨GRAVE – Alexandre Garcia critica a terrível PEC da Segurança de Lula, que a maioria dos governadores não está aceitando
“Me dá arrepios. Eu conheço a história das polícias, das polícias da cortina de ferro, da Rússia, da Alemanha de H1tler, polícia bolivariana. Perigoso isso!” pic.twitter.com/uYqUfBFKbo
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) November 1, 2024
– Não case com Rebeca, você vai ser o maior corno do Estado.
Plínio ouviu esse conselho várias vezes depois que anunciou e convidou os amigos para casamento no ano novo.
Verdade seja dita, em seus 25 aninhos, Rebeca, morena dos lábios grossos, expirava sensualidade por todos os poros, tinha um requebro provocativo, os homens davam em cima da jovem, ela não rejeitou. Em resumo, Rebeca gosta de homem, nunca escondeu. Certa festa de batizado, ela foi apresentada ao pacato Plínio, 43 anos, celibatário por convicção. Ele achava o casamento muito complicado. Gostava de garota de programa. Dizia ele que pagava o sossego, o descompromisso.
Rebeca entusiasmou-se com aquele coroa calmo de uma beleza máscula, queixo quadrado, olhos sonhadores. Encantada, conversou alegre, divertida puxando risadas com Plínio, um convicto religioso. Marcaram encontro, ele interessado no traseiro maravilhoso, tiveram conversas agradáveis, inconsequentes. Quem podia com o feitiço e encantamento de Rebeca? Na primeira oportunidade estavam aos beijos nas esquinas, até que chegou a hora da onça beber água, uma noitada no motel. Plínio transformou-se. Não conhecia as variações e possiblidades em torno do tema, Rebeca ensinou tudo, sábia de nascença.
Plínio ficou acostumado, já não podia viver sem os carinhos da jovem, pediu Rebeca em casamento. Sem ligar as advertências, o casamento foi celebrado na Igreja de Santa Rita, no Farol. O casal viveu tranquilo, Plínio dedicou-se ao trabalho, professor universitário, cultura fecunda adquirida nos livros. O tempo passou normalmente, Plínio satisfeito com a esposa, um o vulcão na cama. Rebeca, ao contrário, não se acostumou com a vida de casada, tinha saudades de sua vida solta na boemia, fez força para ficar em casa sossegada, mas foi difícil se conter. Não havia completado dois anos de casados ela já dava umas fugidas, cada vez mais constantes, foi relaxando, quando Plínio descobriu, já era o maior corno do Estado. Decepcionado, expulsou Rebeca de casa. Chorona, ela pedia perdão. Em um mês vendeu a casa, teve que dividir a grana com Rebeca. Prometeu nunca mais casar. Porém, vez em quando vinham lembranças de Rebeca.
Passeando no Shopping encontrou sua prima, Eunice, quarentona, desquitada, enfermeira, independente, com uma filha jovem. Os dois se deram bem, começaram a sair. Um ano de encontros, marcaram compromisso. Plínio quebrou a jura, pela segunda vez casou-se na Igreja de Bebedouro.
Ao conhecer Joana, filha de Eunice, 20 anos, ele teve um sentimento estranho, os lábios da moça, sua pele morena, seu sorriso debochado lembrava Rebeca. Veio-lhe um sentimento de atração e lembranças dos feitos de Rebeca na cama. Evitava encarar, conversar com a enteada. Certa noite ela perguntou-lhe com malícia.
– Porquê você me evita? Não gosta de mim? Sou uma mulher adulta, não sou criança.
Plínio continuou equidistante de Joana, ao retornar à sua casa numa noite de calor em que Eunice estava de plantão, encontrou a enteada sentada à mesa, estudando, vestia apenas calcinha e uma blusa transparente. O sangue de Plínio ferveu nas veias, entrou rapidamente no seu quarto, logo a porta se abriu, era Joana com todo esplendor, sem blusa, olhou-o nos olhos, estendeu-lhe os braços.
O ex celibatário tornou-se bígamo de mãe e filha. Eunice, calada, melhorou sua vida, faz que não sabe. Plínio enche a enteada de presentes, já deu até um carro. Nas horas íntimas, muitas vezes chama a enteada de Rebeca.
Mais conversas, novamente de Portugal, em livro que estou escrevendo (título da coluna).
LIVRARIA BERTRAND, Rua Garrett, Lisboa, fundada em 1732, mais antiga livraria do mundo (segundo o Guiness Book). Na montra (vitrine), livro sobre Fernando Pessoa. Pedi, à vendedora, apontando
‒ Por favor, queria esse livro.
E ela, depois de consultar o computador,
‒ Escusas, não temos.
‒ O exemplar está na montra.
‒ Pois sim, mas na casa não há mais.
– Então, qual o sentido de exibir?
– Não sei.
‒ Basta abrir a montra e me vender.
‒ Isso não posso fazer.
MANUEL BANDEIRA, poeta, da ABL. Nunca lançou um livro em Portugal. Nem mesmo seu Poesia, editado por lá, mereceu isso. Talvez por ter prefácio de Henrique Galvão, um feroz opositor de Salazar. O fato que nos interessa foi contado por confrade na ABL. Segundo ele tudo se deu, numa livraria carioca, em fila para autógrafos. Chega jovem português e põe o livro, que acabara de comprar, na sua frente. Sem saber de quem se tratava, para a dedicatória, nosso poeta perguntou
– Por favor, que nome ponho?
– Manuel Bandeira, ora essa.
Homessa, poderia dizer, lembrando expressão muito frequente nos diálogos de Eça de Queiroz.
MANUEL FONSECA, editor. Em seu O pequeno livro dos grandes insultos lembra uma boa coleção dos que se dizem na terrinha. Seguem dois exemplos
‒ O Camões era zarolho,
Mas ilustre português:
Via mais só com um olho
Do que nós com todos três.
‒ A cagar fiz um cigarro,
A cagar o acendi,
A cagar o fumei todo,
A fumar caguei para ti.
MAURÍCIO MENA BARRETO, cirurgião plástico. No Hospital da Luz (Lisboa) encontra com a biomédica Margarida Ruela e, querendo ter seu número de celular, pergunta
‒ Pode me dar seu telemóvel?
A senhora, depois de grande hesitação, afinal lhe entregou o aparelho.
ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA, da Universidade de Brown (Estados Unidos). Na ilha Terceira (Açores), esporte preferido são as touradas de corda. Uma grande festa, 250 por ano, em ilha com apenas 70 mil habitantes. Visitando familiares, Onésimo encontrou amigo com perna e braço quebrados, e a explicação que recebeu dele foi cômica
– Vi o touro correr para mim; mas, como eu ‘tava c’os copos, vi dois touros. Fui esconder-me atrás de uma árvore. Mas, bêbado como eu ‘tava, vi duas árvores. A minha pouca sorte foi eu esconder-me atrás da árvore falsa e vir contra mim o touro verdadeiro.
* * *
Adriano Moreira lhe disse que era nome de rua em São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe (Golfo da Guiné, costa ocidental da África Central). O menor país de língua portuguesa. Muito apropriada, essa homenagem, por ter sido ministro do Ultramar e presidente da Academia Internacional de Cultura (nos tempos de Salazar). Depois da independência do país foi conferir se ainda estava lá seu nome, e viu
– Rua Ex-Doutor Adriano Moreira.
O que lembra história que se conta de placa que a Prefeitura de São Paulo teria posto, no local, quando trocou nome da “marginal” do Rio Tietê para “avenida”
‒ Avenida Otaviano Alves de Lima (ex-marginal).
PROPAGANDA. Em velho jornal português
‒ Seu marido bate-lhe? E não pode com a força dele? Pois então tome Farinha de Fava ou de Favacau d’A Mariazinha… e verá como cria forças para até o atirar pela janela fora!…
Fava, cada quilo ……………………… 4$00
Favacau, cada quilo …………………. 6$00
Peça o catálogo geral, com todas as indicações A Mariazinha, Rua Barros Queiroz, 26 e 28.
SERGINHO, filho. Numa farmácia, à Rua da Escola Politécnica,
‒ Que horas vocês fecham?
‒ Nunca. Veja, na placa, “Farmácia 24 horas”.
‒ E qual a razão do cadeado?
‒ Que cadeado?
‒ Esse (apontou), pendurado na porta de entrada.
‒ Alguém deve ter posto aí, vamos investigar,
Só que até hoje estão no mesmo lugar, depois de anos, a placa das “24 horas” e o tal cadeado.
SÉRGIO GODINHO, compositor e cantor (uma espécie de Chico Buarque de Portugal). Lá, os como ele são conhecidos como Cantores de Intervenção. Só para lembrar, uma das coisas boas na culinária de Pernambuco são as tanajuras ‒ formigas pretas, de bunda grande, que depois de volumosas chuvas fazem seus últimos voos e caem mortas no chão. As estradas ficam cheias de gente, catando para jantar. O grande Zé Cláudio, num aniversário que fiz em 2013, até ofertou quadro que pintou com o desenho delas no ar, mais essa quadrinha
‒ Muitas felicidades
Muitos anos de ventura
Sapotis e coca-colas
Farinha com tanajura.
Encontro com Sérgio nas Correntes d’Escrias (à Póvoa do Varzim), mais antigo festival literário de Portugal e o cumprimento dizendo
‒ Lembra que nos encontramos pela última vez no Recife, em jantar na nossa casa?
‒ Inesquecível porque, pela primeira vez na vida, comi formiga.
Faltou só dizer se gostou. Mas deve, por ser uma iguaria.
ZÉ LIVREIRO, alfarrabista. Escreveu livro, Confissões de um Livreiro (inspirado em Crónicas de um livreiro, de Martin Lathan), em que conta histórias curiosas da profissão. Como quando, certo dia, apareceu cliente pedindo
‒ Quero o livro daquela senhora que ganhou o Prêmio Nobel.
‒ Quem?
‒ Sara Mago.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Não consigo entender, porque o artigo 53 da Constituição não foi revogado, não houve nenhuma PEC para alterá-lo, e mesmo assim o STF decide contra o que diz a Constituição. O artigo 53 diz que deputados e senadores são invioláveis por quaisquer palavras. Podem dizer o que quiser, porque são invioláveis; está escrito na Constituição. Mas dois senadores – Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Jorge Kajuru (PSB-GO) – entraram no Supremo com uma ação por calúnia, injúria e difamação contra Gayer porque ele os chamou de “vagabundos”, o que nem chega a ser calúnia, injúria e difamação, está mais para interjeição.
O Supremo aceitou a denúncia e Gayer virou réu na primeira turma. Nem todos votaram ainda, mas o resultado já está definido, com quatro votos de cinco. O relator é o ministro Alexandre de Moraes; além dele, já votaram por aceitar a denúncia Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. É uma briga goiana e agora está no Supremo. Moraes já tinha mandado a Polícia Federal na casa de Gayer por outras questões, e agora o converte em réu. É uma resposta que fica parecida com vingança.
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Lula quer vingança contra manifestantes do 8 de janeiro
Lula, em entrevista à Rádio Itatiaia, expressa um enorme ódio contra os manifestantes do 8 de janeiro, dizendo que não tem anistia, que eles têm de ficar na cadeia. Parece vingança. Isso que Lula passou pela cadeia, já sabe o que é ficar preso. Isso que a esquerda já foi anistiada por outros crimes bem mais diretos, como jogar bomba, sequestrar avião, sequestrar e matar pessoas, assaltar banco. Este é o Brasil em que estamos vivendo.
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Plano de Lula para segurança pública é centralizador
O presidente tentou convencer senadores sobre seu plano de segurança pública, mas acho que não vai dar certo. Ele quer ficar com o poder sobre as polícias e sobre as penitenciárias estaduais. O governador já passa o ano inteiro, o mandato inteiro, de pires na mão pedindo dinheiro para o governo federal, que centraliza tudo. Agora quer centralizar também as diretrizes de segurança pública.
Olhem só a transformação: segurança pública ficaria nas mãos do ministro da Justiça, sairia das mãos dos secretários de Segurança. A orientação seria do presidente da República, e não dos governadores. A Polícia Rodoviária Federal cuidaria das estradas, das ruas, dos rios e dos trilhos. Seria uma polícia ostensiva. Já a Polícia Federal seria polícia de “pronta resposta”. Isso me dá urticária, porque eu conheço história e sei como isso de “polícia de pronta resposta” acaba virando polícia política. Foi assim na Alemanha Oriental, na União Soviética, é na Venezuela, no Irã, no Iraque. Eu duvido que isso seja aceito pelos governadores, que têm influência sobre as bancadas.
Insultado por representantes da ditadura venezuelana, o presidente Lula (PT) agora virou alvo de ameaças do regime de Nicolás Maduro.
A página da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) no Instagram passou a divulgar um cartaz, espalhado em todo o país, em tom ameaçador contra o mandatário brasileiro. “El que se meta con Venezuela – se seca”, diz a o cartaz em espanhol da polícia na ditadura Maduro equivalente à Polícia Federal brasileira. Algo como “quem mexe com a Venezuela se ferra”.
O cartaz da polícia política do ditador mostra foto de Lula com o rosto escurecido à frente de uma bandeira brasileira desfigurada.
“Nossa pátria é independente, livre e soberana. Não aceitamos chantagens de ninguém, não somos colônia de ninguém”, diz o cartaz.
A provocação venezuelana incluiu algo que parece um pedaço de carne ou presunto desidratado: “somos destinados a vencer”, avisa.
O cartaz foi feito no dia em que o embaixador foi convocado e ataques foram endereçados a Lula e Celso Amorim, notório bajulador de Maduro.
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Excelente notícia para começar a sexta-feira, véspera do final de semana.
O coice do ditador tirano da Venezuela foi uma tacada do cacete no descondenado banânico.
Tomara que ele responda!
Uma troca de tapas entre essa parelha repulsiva vai levantar o astral da banda decente da nossa sofrida América do Sul.
Vamos torcer pra que os dois expoentes da canhotice calhorda, a brasileira e a venezuelana, cheguem ao próximo ano trocando muitos tabefes e insultos.
Toninho era um homem de quarenta anos, boêmio, poeta, namorador e escritor. Vivia apaixonado…Separado da mulher, tinha desistido de se amarrar novamente. Gostava de paixões violentas e aventuras amorosas complicadas.
Mulher casada safada, se fosse bonita e gostosa, era com ele mesmo. Bonitão e insinuante, era também devorador de livros. Um intelectual.
Nas suas andanças pelas portas dos comes e bebes dos bares da vida, conheceu Rosalinda, quando ela e o marido saboreavam um opíparo almoço, em um dos melhores restaurantes da cidade.
A mulher, loura, nova e bonita, dona de um corpo escultural, cravou-lhe os olhos verdes, e Toninho se sentiu fortemente atraído por ela. Flertaram descaradamente, e o marido, almoçando de cabeça baixa, nem ao menos percebeu a troca de olhares entre os dois. Em certo momento, aproveitando a ida do marido da beldade ao banheiro, o conquistador Toninho arranjou um jeito de passar pela mesa do casal. Discretamente, entregou à mulher o seu cartão de apresentação, com telefone e endereço. Ela o guardou imediatamente.
No dia seguinte, Rosalinda lhe telefonou e os dois combinaram um encontro. Tornaram-se amantes fervorosos, passando a frequentar motéis, sempre durante o dia, no horário em que o marido se encontrava no seu consultório.
O tempo passou, e o romance se estendeu por meses.
Muito coquete, Rosalinda traía o marido, desde o início de sua vida de casada. Ele, muito ingênuo, vivia para o trabalho. O homem levava mais chifres do que pano de toureiro. Suspeitava da traição da mulher, mas não queria acreditar, pois a amava loucamente. Era o chamado corno “cuscuz” (abafado).
Os amigos já haviam tentado alertá-lo para os boatos maldosos que circulavam na cidade, sobre a suposta infidelidade da sua mulher, mas ele cortava o assunto, dizendo que isso tudo era inveja, por causa da beleza dela. Não se cansava de dizer que ela era uma santa.
O casal não tinha filhos, pois a mulher dizia que, por enquanto, não queria deformar seu belo corpo.
Num certo dia, o marido viajou para um congresso da área odontológica, em Fortaleza (CE). Avisou à esposa que somente estaria de volta no domingo pela manhã.
Feliz da vida, Rosalinda deu o sinal verde para que, no sábado, o namorado viesse encontrá-la em seu próprio apartamento. A farra foi grande. Foi um início de tarde maravilhoso, e tinha tudo para ser inesquecível. Os dois amantes não se cansavam de trocar carinhos, e o encontro prometia superar os anteriores. O sabor do fruto proibido contribuiu para isso. Afinal, eles usavam a própria cama onde Rosalinda e o esposo dormiam.
Mas a vida apronta grandes surpresas…
O marido de Rosalinda, sem “aviso prévio”, e pensando em agradá-la, antecipou sua volta para o sábado.
Quando menos esperavam, os amantes, quase exaustos da maratona amorosa, foram surpreendidos pelo barulho do carro do dono da casa entrando na garagem.
Apavorados, pularam da cama. Toninho vestiu a cueca, agarrou a calça e a camisa nos braços, e pulou a janela do quarto, correndo para o apartamento do vizinho, seu velho e conhecido amigo. Como era sábado, a rua estava deserta. Por sorte, o amigo ouviu sua voz e mandou que entrasse. Dentro do apartamento do vizinho, Toninho terminou de se vestir e, bastante nervoso, já se preparava para ir embora, quando pôs no rosto os óculos que trazia nas mãos. Notou, então, que aqueles óculos não eram os seus. Estava sem enxergar absolutamente nada, pois usava um grau muito mais forte´, chamado “fundo de garrafa”.
A ficha, então, caiu!!! Ele trocara seus óculos pelos óculos do marido da amante!!!
Apelou, então, para o amigo, e insistiu para que ele fosse ao apartamento do dentista traído, efetuar a troca. Velho conhecedor das peripécias amorosas do poeta, mesmo vendo a sua aflição, o amigo recusou-se a atendê-lo. Naquela hora, isso seria coisa de louco! Seria humanamente impossível!!!
Rindo muito, disse para o poeta que ele criasse juízo. Não aprovava suas loucuras, nem iria arriscar sua vida, se envolvendo num caso sórdido e leviano.
De repente, o dentista traído bateu na janela do vizinho, trazendo nas mãos os óculos do poeta e pedindo pelo amor de Deus que ele devolvesse os seus. Tinha percebido que o traidor, seminu, entrara no apartamento do vizinho, carregado de pertences, e com certeza havia, por equívoco, deixado os seus óculos “fundo de garrafa” e levado os dele.”