Anteontem, domingo, 24 de novembro, meu querido amigo Jessier Quirino, grande nome de cultura nordestina e colunista desta gazeta, tomou posse como o novo integrante da Academia de Letras de Campina Grande, a cidade paraibana onde ele nasceu.
Pais, cuidem dos seus filhos nas escolas. O que já desvendamos há tempos e negavam hoje se escancara aos olhos de todos. Por isso querem calar a voz da internet. pic.twitter.com/tGDv3XgmsB
Frigoríficos decidiram suspender entrega de carnes às redes Carrefour, Atacadão e Sam’s Club
O ministro da Agricultura do Brasil informou que o tal boicote dos produtores brasileiros ao Carrefour inclui também a carne de frango. Não é muita coisa, mas é simbólico, porque os franceses disseram que não comprariam mais carne brasileira por falta de qualidade sanitária, o que é uma grande mentira. É protecionismo: eles não sabem o que fazer, pressionados que estão pelos agricultores franceses, que não têm a mesma produtividade da agricultura, da pecuária e da avicultura brasileira, e estão até jogando estrume em repartições públicas.
O Carrefour está pagando caro por esse anúncio de boicote à carne brasileira – não só brasileira, mas de todo o Mercosul. O Brasil está respondendo, como eu já mostrei, com federações de hotéis e restaurantes deixando de comprar nas lojas do Carrefour e nas outras duas marcas que pertencem à rede, com mais de 500 lojas pelo país.
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Escândalo da venda de sentenças está cada vez maior
A história da venda de sentenças está crescendo. Um juiz não tem de ser apenas isento no tratamento de um processo; deve estar acima de qualquer suspeita. E a suspeita recai sobre um grande número de juízes e desembargadores de São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão. São exatamente 23 magistrados, sendo 16 desembargadores e sete juízes. Seis já estão usando tornozeleira, um está preso. Há quatro servidores do Superior Tribunal de Justiça envolvidos, e deve haver mais gente, porque essas coisas não se resolvem diretamente no tribunal ou no fórum, e sim em algum escritório de advocacia ligado a determinado magistrado, para ele não ter linha direta com o recebimento da vantagem por uma sentença favorável.
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Excessos do Supremo estão nos maiores jornais do Brasil e dos EUA
Um dos principais jornais do país, O Estado de S.Paulo, no seu principal editorial de segunda-feira, afirmou que Alexandre de Moraes não pode seguir atuando como vítima, delegado, promotor e juiz ao mesmo tempo, e deveria declarar-se impedido. O pior de tudo é que isso já saiu no New York Times deste domingo. Uma reportagem mostrou que o Supremo desmontou a Lava Jato, a maior operação anticorrupção do mundo. Saiu foto de Dias Toffoli dizendo que ele trabalhava para o PT e para Lula, e agora ajudou a soltar a Lula, deixando-o ficha limpa e permitindo que ele fosse candidato. Mesmo condenado em três instâncias, Lula foi descondenado. Nove juízes em três instâncias confirmaram a sentença. Mas inverteu-se tudo isso: em vez de punirem os corruptores, foram punidos o juiz Sergio Moro e o promotor Deltan Dallagnol. Isso apesar das pessoas que devolveram o dinheiro roubado, que confirmaram tudo em depoimento. Mas está anulado, e está lá no New York Times a anulação das provas e das condenações.
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STF tem maioria para manter símbolos religiosos em prédios públicos
Já há maioria no Supremo para manter imagens religiosas em repartições públicas de todos os poderes, de todos os níveis. O Ministério Público queria proibir as imagens sob a alegação de que a Constituição diz que o Estado é laico. Estado laico significa que o Estado não tem religião. Mas o relator, Cristiano Zanin, disse que se trata de símbolos da tradição cristã brasileira, que tais símbolos estão ornando e lembrando essas tradições nas repartições. Ou seja, a tentativa do MP será arquivada.
Está cada vez mais difícil para a turma que odeia o bilionário Elon Musk: logo estarão na fila por um celular Tesla Model PI.
Este sim, será rival do iPhone: terá acesso à rede de satélites Starink, de internet rápida e de qualidade em qualquer lugar do mundo e carregamento de energia solar.
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Eu não acho que os odiadores de Elon Musk logo “estarão na fila” pra comprar celular Tesla Model PI.
Henry Fonda, Claudia Cardinale, Sergio Leone, Charles Bronson e Jason Robars no set de filmagem da obra-prima Era Uma Vez no Oeste
Nascido em Roma, Itália, em 03 de janeiro de 1929 e encantado em Roma, Itália, em 30 de abril de 1989, Sergio Leone teve uma carreira curta, mas extremamente profícua, legando-nos uma filmografia invejável que, dentre outras qualidades, revelou grandes artistas, como o desconhecido ator americano Clint Eastwood e o maestro italiano Ennio Morricone, que devem sua vitoriosa carreira a Leone que, basicamente consolidou, sozinho, uma subcategoria cinematográfica batizada carinhosamente de spaghetti western.
Filho de Vincenzo Leone, um dos pioneiros do cinema e de Edvige Valcarenghi, atriz do cinema mudo, Sergio Leone nasceu no seio da Sétima Arte e ainda teve a oportunidade de estudar na escola, durante um tempo, com ninguém menos do que Ennio Morricone com quem faria uma inesquecível parceria. Assim, já com 18 anos, o futuro diretor de “Era Uma Vez no Oeste” começou a trabalhar com cinema, largando a faculdade de Direito e se tornando assistente do lendário Vittorio de Sica quando este filmava o clássico “Ladrões de Bicicletas”, em 1948. Melhor professor ele não poderia ter!
Sua carreira na Cinecittà, famoso estúdio italiano, lar de nomes como o do mestre Federico Fellini e então centro das atenções das produções audiovisuais épicas americanas, o levou a trabalhar em produções do gênero “espada e sandálias”, como “Quo Vadis” e “Ben-Hur,” tendo inclusive a oportunidade de escrever alguns roteiros menores. Em 1959, durante o final das filmagens de “Os Últimos Dias de Pompéia”, Mario Bonnard, o diretor, ficou doente e Sergio Leone teve a oportunidade, com trinta anos, de sentar na cadeira de diretor, apesar de nunca ter recebido créditos na tela pelo trabalho.
Em 1964 o genial diretor Sergio Leone transpôs o clássico de Akira Kurosawa, Yojimbo, para o oeste selvagem e lançou, com “Por Um Punhado de Dólares,” primeiro filme da consagrada Trilogia dos Dólares, os fundamentos do subgênero spaghetti western. Leone, na direção, Clint Eastwood, um ator americano na época de segunda e cuja popularidade devia-se apenas a um enlatado de TV, a série da CBS Rawhide, e a trilha de Ennio Morricone. Com Leone, o western spaghetti virou ópera, porque ele adorava os planos próximos, na cara dos atores. Para criar tensão, estendia a duração da cena e utilizava a música como personagem suspense.
Seu personagem marcante é o “Homem sem Nome”, nem de longe um herói. No geral, um caçador de recompensas. Foi assim que Clint Eastwood atravessou “Por Um Punhado de Dólares”, “Por Uns Dólares a Mais” e “Três Homens em Conflito”, virando astro consagrado. Em 1968, com a obra-prima “Era Uma Vez no Oeste”, Leone fez a súmula do seu spaghetti western.
Na década seguinte, em 1971, Sergio Leone dirigiu o filme mais político e violento de sua carreira e o menos compreendido pela crítica e público, situado na fase mais brutal da Revolução Mexicana: “Quando Explode a Vingança”, que ele queria apenas produzir, mas acabou dirigindo por se desentender com o então diretor Peter Bogdanovich. Em seguida, ele partiu apenas para a carreira de produtor, ocasionalmente voltando à direção parcial, especificamente em duas direções não tendo seu nome creditado: “Meu Nome é Ninguém” e “Trinitty e Seus Companheiros.”
Somente treze anos depois de dirigir seu último filme completo, Sergio Leone encerraria sua carreira cinematográfica em 1984, com uma das melhores obras de gângster já produzida na história do cinema – “Era Uma Vez na América” – e isso depois de recusar a direção de nada menos do que “O Poderoso Chefão.” Acontece que “Era Uma Vez na América,” que originalmente tinha quatro horas de duração, foi selvagemente cortado pelo estúdio e, além disso, foi mal recebido pelo público. Isso deixou Leone desgostoso, o que acabou afastando-o de Hollywood.
Um ataque cardíaco, em 1989, levou esse genial diretor provavelmente para uma planície desértica, cercada de homens barbados de olhos azuis penetrantes, tipo o matador de ERA UMA VEZ NO OESTE, mulheres lindas, poeira e música de fundo com vozes e gaitas. Um lugar que certamente ele ajudou a criar e onde sempre se sentiu muito bem!