DEU NO JORNAL

INFLAÇÃO LÁ, INFLAÇÃO CÁ

Enquanto a inflação por aqui no Brasil dispara, pressiona a Selic e o dólar, na vizinha Argentina do libertário Javier Milei a história é outra.

Em um ano de governo, o índice caiu de 25,5% para 2,4%.

* * *

Fiquei curioso…

Qual é mesmo a posição política do argentino Milei?

É parecida com a do brasileiro Lula?

Tô por fora…

Peço ajuda aos bem informados leitores desta gazeta.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

RODRIGO CONSTANTINO

MILEI ACABA COM DÉFICIT FISCAL E CORTA IMPOSTOS

Chefe da Força Aérea da Argentina é demitido por Milei devido ao “uso indevido de aeronaves”

O presidente da Argentina, Javier Milei

Em apenas um ano, Javier Milei já conseguiu feitos incríveis na Argentina, como levar a inflação para patamares mais civilizados. Mas o libertário quer mais, muito mais. E por isso que sua popularidade segue alta: os argentinos, mesmo sofrendo os custos imediatos dos ajustes, entenderam que o único caminho para a prosperidade é a liberdade e a responsabilidade fiscal.

Milei anunciou que vai cortar 90% dos impostos federais e devolver a competência para as províncias, cada qual com autonomia para definir seus impostos e ver quem mais atrai investimentos. Federalismo na veia! Descentralização e concorrência entre as províncias, criando o incentivo adequado para que sejam responsáveis, já que o cidadão pode “votar com os pés”.

O presidente argentino anunciou também que, pela primeira vez em 123 anos, não há déficit na Argentina. Ele acabou com a emissão de moeda que, um ano atrás, era de 13% do PIB. A economista liberal Renata Barreto comemorou:

Muitos não entendem o quanto isso significa para a Argentina nos próximos anos e como ajudará enormemente na queda da inflação e da pobreza. Olham apenas que no primeiro ano houve ajuste fiscal, que inicialmente piorou o índice de pobreza, mas que agora já está reduzindo para níveis menores do que sob Alberto Fernandez e a tendência agora é diminuir com mais velocidade. Consertar um país cheio de artificialismos e problemas não é fácil e os efeitos demoram pra aparecer, a diferença é que quando eles aparecem são DURADOUROS e SUSTENTÁVEIS, totalmente diferente do populismo típico da América Latina.

Exatamente. O caminho escolhido pela Argentina com Milei é o de estancar a sangria fiscal, acabar com o populismo e permitir um ambiente de liberdade para quem cria riquezas, tudo isso num contexto de estabilidade fiscal.

É o oposto do que vem fazendo o PT no Brasil, uma vez mais. Gastos públicos em alta, dívida chegando perto de dez trilhões de reais, rombos crescentes e um pacote fiscal patético para enganar trouxa – ou tentar. Pela reação do mercado, ninguém caiu no truque barato. E o povo mais pobre é quem vai pagar o pato…

DEU NO JORNAL

O FUTURO NEBULOSO DA SÍRIA E DO ORIENTE MÉDIO

Editorial Gazeta do Povo

Queda de Assad na Síria

Rebelde sírio na cidade de Homs celebra o fim da ditadura de Bashar al-Assad

De forma surpreendente, uma ofensiva veloz conseguiu o que mais de dez anos de guerra civil tinham falhado em obter: a queda do ditador Bashar al-Assad, que governava a Síria com mão de ferro desde 2000, tendo herdado o poder após a morte de seu pai, Hafez al-Assad, cujo governo durou quase três décadas. A deposição de um violador contumaz de direitos humanos, capaz até mesmo de usar armas químicas contra a própria população, é um alívio para boa parte da população síria; no entanto, também há boas razões para receio, já que os responsáveis pela derrubada do ditador – agora refugiado na Rússia, ao que tudo indica – não têm fama de serem melhores que o antigo mandatário.

A coalizão rebelde liderada pelos jihadistas da Organização pela Libertação do Levante (HTS, na sigla em árabe) se aproveitou do enfraquecimento dos principais fiadores da manutenção de Assad no poder: a Rússia, ocupada com a invasão da Ucrânia; o Hezbollah, fustigado severamente por Israel; e o Irã, que também se vê às voltas com os israelenses após a recente troca de ataques diretos entre ambos os países. Alguns desses antigos aliados, sentindo a mudança dos ventos, já ensaiam o discurso de que não eram tão chegados a Assad – é o caso do próprio Irã e dos terroristas do Hamas.

Na terça-feira, os vitoriosos escolheram um político, Mohamed al-Bashir, como novo primeiro-ministro da Síria, encarregado de montar um governo provisório que deve durar até março de 2025. Até então, Bashir chefiava a administração da província de Idlib, que já estava sob controle do HTS havia algum tempo. Em Idlib, o grupo tentou mostrar uma face tolerante, sem perseguições às minorias cristã e alauíta (uma vertente do islamismo à qual pertence o ex-ditador Assad). Mas é neste momento, em que o HTS chega ao poder em nível nacional, é que o mundo saberá se a tolerância era real ou se não passava de mera fachada para angariar simpatia a um grupo que é considerado terrorista por países do Ocidente e também do mundo árabe, que já teve ligações com a al-Qaeda e que tem um histórico de brutalidade.

Sem definição sobre o futuro da Síria, e cientes de que o único vencedor claro até agora é a Turquia de Recep Tayyip Erdoğan, que apoiou o HTS (em um péssimo sinal para a minoria curda em ambos os países), os demais países do Oriente Médio se movimentam. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou a queda de Assad, mas por via das dúvidas tem agido para consolidar a posição israelense nas Colinas de Golã e destruir o que sobrou da capacidade militar síria, inclusive arsenais de armas químicas, para evitar que elas fiquem nas mãos de um futuro governo igualmente hostil a Israel e talvez mais inconsequente que o de Assad. O Irã já estava acelerando seu programa nuclear desde que Israel intensificou suas contraofensivas dirigidas a Teerã e a seus aliados Hamas e Hezbollah; caso os aiatolás percebam que estão cada vez mais isolados, é possível que eles resolvam correr ainda mais em busca de sua bomba atômica, com potencial de desestabilização da região muito maior que qualquer desfecho possível na Síria.

O estabelecimento de uma democracia digna do nome na Síria é uma esperança remota, especialmente em uma região onde tais regimes são tão raros; um desfecho mais provável estaria no extremo oposto: a implantação de um regime terrorista, com direito a “acerto de contas” com a minoria alauíta e perseguição de outras minorias étnicas e religiosas, como curdos e cristãos, resultando em novos banhos de sangue. As possibilidades intermediárias vão de um regime-fantoche da Turquia ao estabelecimento de uma “autocracia eleitoral”, que realiza eleições como mera formalidade para a manutenção de um grupo que, na prática, governa ditatorialmente. Nenhum desses cenários mais plausíveis, no entanto, trará as tão necessárias paz e estabilidade nem aos sírios extenuados após 13 anos de guerra, nem ao Oriente Médio como um todo.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ESPERANDO A PICANHA

Coitado de quem espera pela promessa de “churrasco e cervejinha”:

O preço do grupo “alimentação e bebidas” foi o que mais subiu em novembro, diz o IBGE.

Só o preço das carnes subiu mais de 8%.

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Se foi o IBGE do PT quem disse, então o percentual do aumento de preço deve ter sido pelo menos o dobro.

Bom, o fato é que tá subindo tudo.

Até o tamanho da pajaraca pra enfiar no furico do consumidor.

Que deveria ser enfiada apenas no furico de quem fez o L.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

POR QUE A DECEPÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO COM O GOVERNO LULA?

Guilherme Fiuza

A reprovação do governo Lula (PT) entre os agentes do mercado financeiro aumentou e alcançou os 90%

Depois do recorde cambial, com o dólar batendo pela primeira vez a marca dos 6 reais, veio a pesquisa indicando que hoje 90% do mercado financeiro reprovam o governo Lula. Vêm de todo lado os sinais de decepção e perda de confiança na condução da economia pela administração petista. A grande dúvida que se coloca é: de onde veio a confiança perdida?

Em outras palavras: você só pode se decepcionar com algo que você anteriormente valorizava. Alguém consegue explicar a existência de expectativas positivas em 2022 para uma política macroeconômica do PT? Não é uma explicação fácil de se dar, mas aqui vão algumas hipóteses:

1. O mercado teve um surto de amnésia e apagou mentalmente tudo que aconteceu entre 2005 e 2015;

2. Alguém espalhou por aí uma carteira de identidade do Fernando Haddad com a foto do Paulo Guedes;

3. Com a passagem do tempo, o pessoal passou a achar que o caso das pedaladas que derrubou o governo petista foi um acidente ciclístico;

4. A maior recessão da história, no período Dilma Rousseff, foi provocada pelas mudanças climáticas;

5. A decisão inaugural do atual governo de banir o teto de gastos foi tomada num momento em que o mercado estava tirando uma soneca, que ninguém é de ferro;

6. Talvez em algum novo manual que tenha circulado clandestinamente por aí, o aparelhamento do Estado, o inchaço da máquina pública e a voracidade tributária tenham sido descritos como fundamentos para o enriquecimento do país;

7. Como Edmar Bacha, Pérsio Arida e outros economistas do Plano Real declararam voto em Lula em 2022, muita gente deve ter achado que o PT não ia apitar na Fazenda;

8. Como esses economistas consagrados, que domaram a inflação brasileira, não voltaram a público para dizer que a equipe econômica empossada em 2023 não tinha nenhum defensor dos valores que eles defendem, o mercado pode ter achado que Haddad, Mercadante, Pochmann e cia passaram por uma transfusão de personalidade e agora iam fazer tudo certinho conforme os ditames da responsabilidade fiscal;

9. Alguém pode ter espalhado alguma dessas novas dietas transformadoras, indicando que sangria de estatais faz bem para a saúde do contribuinte;

10. O amor não tem preço.