ALEXANDRE GARCIA

LULA ACHA QUE VAI MELHORAR SEU GOVERNO DANDO PODER A UM MARQUETEIRO

Lula no programa eleitoral da campanha de 2022; seu marqueteiro vai assumir a Secretaria de Comunicação

O sonho da casa própria, financiado pela Caixa Econômica Federal, está mais caro. O juro, que era TR mais 9,10%, agora é TR mais 11,12%. A verdade é essa, está mais caro. A justificativa é que a taxa básica de juros está mais alta porque a obrigação do Banco Central é controlar o crédito e a moeda. E a moeda está se desvalorizando. Seria uma medida antidólar e inflação. Inflação que está batendo perto de 5%, a inflação oficial.

Os preços a gente vê aí subindo 10%, quando não mais. Além disso, a arrecadação continua subindo. O governo está cobrando cada vez mais, arrecadando cada vez mais. Neste ano, só até novembro, a arrecadação subiu, descontada a inflação, 10%. Subiu realmente 10%. Nós pagamos em trilhões, 2 trilhões, R$ 391 bilhões. Aí a gente se pergunta, estamos tendo qualidade de serviços públicos na mesma proporção? Não, não, ao contrário.

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Propaganda

O presidente Lula está reclamando que isso é falta de comunicação do governo. Não, é propaganda, ele adora propaganda. Só que ele não está vendendo nada. Ele é prestador de serviço público e não precisaria de propaganda, basta prestar bons serviços públicos. Imagina se serviço de saúde fosse ótimo, serviço de ensino fosse excelente, de saneamento básico fosse maravilhoso, se não tivesse ponte caindo, se tivessem sido cumpridas as promessas para o Rio Grande do Sul depois da devastação com as enchentes, se tivesse excelente serviço de legisladores atentos aos reclamos do povo, justiça funcionando maravilhosamente, todo mundo cumprindo a Constituição, aí valeria a pena pagar dois trilhões e tanto de imposto. Mas ele acha que é preciso propaganda, vai botar um publicitário, vai tirar o Paulo Pimenta da Secretaria de Comunicação. Confiou tanto no Paulo Pimenta que o tornou o ministro especial para resolver a devastação do Rio Grande do Sul. Ele volta para a Câmara dos Deputados, para onde ele foi mandado pelos eleitores dele do Rio Grande do Sul.

Eu não sei a troco de quê o sujeito recebe um mandato e não cumpre esse mandato, vai fazer outra coisa. Não é só o Paulo Pimenta, não. São todos os que viraram ministros e eram deputados ou senadores. Meu Deus, senador é nomeado pelo eleitor para representar o Estado, depois ele faz uma banana para o eleitor? Que história é essa? Devia perder o mandato no momento que aceita ser empregado do presidente da república e não empregado dos seus eleitores. Devia perder o mandato, porque ele está traindo os seus eleitores. Não é isso?

Bom, aí vai lá um publicitário, um marqueteiro chamado Sidônio Palmeira. Vai tentar vender um produto ruim.

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Facebook

E tem uma boa notícia para o pessoal do Facebook e do Instagram. O chefão da Meta, o Mark Zuckerberg, está anunciando que não vai ter mais verificadores de fato, pois cometem muitos erros e tem tendência política. Não. E vai trabalhar para não haver mais censura em tribunais secretos da América Latina, ele disse. Foi ele que disse. Aqui no Brasil não deve ter, porque aqui a Constituição proíbe a censura, portanto nenhum tribunal ousaria censurar alguma coisa se está proibido pela Constituição. Segundo o artigo 220 é vedado todo e qualquer tipo de censura. Ainda diz lá, artística, política e intelectual.

Mas ele disse que há tribunais secretos que retiram conteúdo, que mandam retirar conteúdo das redes sociais e que ele não vai mais cumprir isso. E que vai ter o apoio do governo Trump. E que ele agradece o apoio do governo Trump, e que vai trabalhar com o governo Trump para tirar a censura dos países que querem censurar. Diz que não fez isso antes porque não teve o apoio de Washington, da Casa Branca, porque esse tipo de ação só com o apoio da Casa Branca, tanto que o próprio Elon Musk recuou, pagou as multas lá, etc., porque não tinha o apoio da Casa Branca. Agora ele vai fazer parte da Casa Branca, a partir do dia 20.

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O FIM DA ERA JUSTIN TRUDEAU NO CANADÁ

Editorial Gazeta do Povo

Justin Trudeau enfrentou uma profunda crise política no Canadá nos últimos tempos

O governante mais woke entre os principais líderes mundiais está de saída. Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, anunciou na segunda-feira que deixará a liderança do Partido Liberal, ao qual pertence; assim que seus correligionários escolherem um substituto, Trudeau também renunciará ao cargo de primeiro-ministro, na tentativa de dar a seu partido uma chance de evitar uma derrota fragorosa para os conservadores, os atuais favoritos para a eleição parlamentar de outubro deste ano. Por mais que o “progressismo” radical de Trudeau não esteja entre as causas da enorme queda de sua popularidade e das pressões por sua saída, a mudança traz a perspectiva de um certo ar fresco em uma das economias mais desenvolvidas do mundo.

Trudeau assumiu a liderança do Partido Liberal em 2013, ainda na oposição, e dois anos depois chegou ao governo, acabando com nove anos de maioria conservadora sob Stephen Harper. Desde então, Justin Trudeau transformou o Canadá em um paraíso “progressista”: o uso recreativo da maconha foi legalizado em 2018; dois anos antes, em 2016, o país havia instituído um programa de suicídio assistido, que com o tempo foi ganhando critérios bastante frouxos – até mesmo dificuldades financeiras ou “problemas de sociabilidade” eram aceitos como razões para entrar no Medical Assistance in Dying (MAiD). Embora o aborto já fosse legal no Canadá desde 2018, Justin Trudeau reforçou a disponibilidade de serviços de aborto e tentou perseguir organizações pró-vida que ofereciam às gestantes o que ele chamava de “aconselhamento desonesto”.

No Canadá de Justin Trudeau, pais preocupados com a ideologia de gênero se viram ameaçados de perder o pátrio poder caso não aceitassem a “identidade” escolhida pelos filhos. E o governo se encarregou de fomentar a hostilidade da sociedade em relação à religião, a ponto de Trudeau ter afirmado, em 2021, que a onda de incêndios criminosos em igrejas, apesar de “inaceitável e errada”, também era “compreensível” – os ataques ocorreram após a descoberta de sepulturas coletivas em antigas escolas para indígenas operadas por igrejas cristãs, embora investigações posteriores tenham descartado qualquer indício de abuso ou violência contra crianças.

O país também foi um dos que adotaram lockdowns e políticas restritivas (como “passaportes de vacina”) mais severas durante a pandemia de Covid, o que levou a um protesto massivo de caminhoneiros em 2022. O governo respondeu com medidas de exceção que incluíram o congelamento das contas bancárias de manifestantes. Em 2024, Trudeau ainda tentou aprovar um projeto de lei que traria enorme risco à liberdade de expressão no país, instituído a repressão estatal ao “discurso de ódio”, mas o projeto não seguiu adiante.

Apesar de todo esse histórico, o fim da era Trudeau está relacionado à velha frase cunhada pelo marqueteiro James Carville para a campanha vitoriosa de Bill Clinton em 1992, nos Estados Unidos: “É a economia, idiota!”. O custo de vida está subindo, e está cada vez mais difícil garantir uma moradia e adquirir bens de consumo. Além disso, os canadenses percebem uma queda de qualidade em serviços públicos. Parte disso está ligada ao enorme fluxo migratório ocorrido ao longo do governo de Trudeau. O Canadá tradicionalmente é um país que depende de imigrantes para manter a vitalidade de sua economia, mas as políticas mais flexíveis do atual primeiro-ministro elevaram a pressão sobre os serviços públicos e a demanda por moradia, jogando os preços para cima. A crise política e as pressões pela renúncia se acentuaram em dezembro, quando a vice-premiê e ministra das Finanças, Chrystia Freeland, pediu demissão.

A não ser que um novo líder dos liberais consiga reverter a espiral de impopularidade, o próximo primeiro-ministro do Canadá deve ser Pierre Poilievre, atual líder do Partido Conservador. Ciente de que não foram os temas morais que levaram à queda de Trudeau, Poilievre está priorizando as questões econômicas, como o acesso à habitação, o controle do gasto público e a política tributária. O conservador já afirmou que não pretende mudar a legislação sobre aborto, mas gostaria de incentivar a adoção como alternativa a mães que não desejam ter seus filhos – o próprio Poilievre foi adotado; sua mãe biológica era uma estudante de 16 anos. Se por um lado o aborto é tema mais consolidado no Canadá, por outro um futuro governo conservador ainda pode fazer muito: o estrago causado pela guinada radical instituída por Justin Trudeau desde 2015 foi tanto que, se Poilievre conseguir apenas reverter as medidas mais recentes, tirando o país da vanguarda do desrespeito à vida humana e à família, já terá dado uma enorme contribuição.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

HORROR

Alexandre de Moraes (STF) levou quase um ano, mas finalmente soltou um morador de rua, preso após o 8 de janeiro de 2023.

O homem foi a um acampamento de manifestantes pedir comida e acabou no xadrez.

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Não vou comentar.

Vou apenas repetir o último parágrafo da notícia:

O homem foi a um acampamento de manifestantes pedir comida e acabou no xadrez.