
“Saudades de Minha Terra” é uma música da autoria do mineiro Goiá, que foi gravada por cantores e duplas sertanejas.
Curto essa composição desde os anos 60, quando saí do nordeste e fui bater em Goiás, onde conheci e me apaixonei por este gênero da mais autêntica música brasileira.
A versão de “Saudades de Minha Terra” gravada pela dupla Belmonte e Amaraí é a minha predileta.
Pois bem.
Há algum tempo me mandaram um vídeo com uma paródia, uma versão debochada, bem humorada e genial do primeiro verso desta música.
A belíssima letra da versão original começa assim:
De que me adianta
Viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha, do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar
Pois no vídeo que me mandarem esse trecho aí de cima ficou desse jeito:
De que me adianta
Chegar nessa idade
Se o meu bilau não quer mais levantar
Adeus menininha, adeus mulherão
Tô ficando velho comecei brochar
Êita povo arteiro e criativo e que só a porra!!!
Pra alegrar este começo do final de semana, aí estão as duas interpretações.
Atentem pra beleza poética da versão original, com Belmonte e Amaraí, e a safadeza da versão debochada, apenas do primeiro verso, com um intérprete que eu não sei quem é.
Sophia Loren
No dia de hoje, 20 de setembro, uma grande artista completa 90 anos de idade.
Estou falando da italiana Sophia Loren, um dos maiores nomes do cinema mundial, que nasceu em Roma, no ano de 1934.
Uma ídola que curto desde a minha mocidade, quando assisti o filme “Duas Mulheres”, lançado em 1960.
Filme que lhe rendeu o Prêmio Oscar de Melhor Atriz.
Parabéns, lindona!!!
Você é uma criatura fantástica, um ícone do cinema mundial.
Quem quiser saber mais sobre esta artista extraordinária, dê uma olhada no Wikipédia clicando aqui.
Ontem eu estava fazendo minhas palavras cruzadas na Revista A Recreativa, a melhor que existe na praça, relaxando e exercitando a cuca, quando precisei fazer uma consulta.
Pra tirar uma dúvida sobre o significado de uma palavra
Fui lá no Dicionário inFormal e procurei “cueta”.
Encontrei não apenas o significado da palavra como, mais ainda, uma frase servindo de exemplo de como o termo poderia ser usado.
Vejam:
Quem não estiver acreditando, clique aqui e confira.
Aprenderam???
O JBF também é cultura!!!
José Honório é o nome de um inspirado poeta aqui do Recife.
Um amigo que já faz um bom tempo que não vejo e que publicou, em 1990, um livro de poesias que está aqui na minha estante e cujo título é Indecências.
Um volume composto apenas de motes e glosas, no estilo nordestino.
Uma dessas glosas foi publicada aqui no JBF, na coluna Repentes, Motes e Glosas, assinada pelo fubânico Pedro Malta.
É esta aqui:
Mote:
João Doido, cacete e rola
Tudo é nome do caralho
Glosa:
Peia, cipó, mandioca
Carabina, prego e talo
Estaca, pica, badalo
Sarrafo, pomba, biloca
Pinto, manjuba, piroca
Vergalhão, também mangalho
Linguiça, cajado, malho
Nervo, trabuco, bilola
João Doido, cacete e rola
Tudo é nome do caralho.
Como esta gazeta escrota é fonte da mais fina cultura literária e poética, então fiquem vocês sabendo que, aqui no Nordeste, rola é sinônimo de pajaraca, conhecida nacionalmente por caralho.
Essa conversa comprida todinha é só pra falar de um vídeo que me foi mandado por um amigo de Palmares, semana passada.
Um vídeo onde o talentoso e debochado cearense Falcão interpreta a música Lasque a Rola em Tonha, uma terna e romântica canção, que ele interpreta com sua bela e romântica voz.
Podes crer: voz bela e romântica que só a porra!
Lasque a rola!
Ou seja: meta, atoche, acunhe, enfie, soque, dane, empurre, arroche, bote tudo.
Lasque a rola!!!
Esta frase é da minha querida e saudosa amiga Amara Brotinho, personagem do meu livro O Romance da Besta Fubana e grande rapariga da zona de Palmares nos anos 50/60, tempos de minha infância e adolescência.
Era uma prostituta que ganhava a vida honestamente, dando duro e levando duro.
Já falei dela aqui no JBF, numa postagem de abril de 2022, onde apareço com ela numa foto.
É esta a frase que está guardada aqui nos meus arquivos:
“Pra adular macho melhor do que eu, só se for barbeiro, que raspa, alisa a ainda bota perfume.”