A cheia de 2010 do Rio Una acabou com muita coisa lá em Palmares.
Destruiu inclusive o prédio do meu querido Ginásio Municipal Agamenon Magalhães, na Praça da Luz, onde fiz os cursos Primário e Ginasial.

Lágrimas me vieram aos olhos quando passei por lá há algum tempo e vi apenas o terreno vazio, sem o prédio do Ginásio.
Outro ponto que ficou devastado foi o Restaurante Besta Fubana, do meu amigo e leitor Amauri.
Além de excelente comida e cachaça, vendia também meus livros.
E as paredes eram decoradas com cartazes, fotos e cópias de matérias da imprensa sobre O Romance da Besta Fubana.
Um acervo bem interessante. Uma tocante homenagem de um conterrâneo à obra literária deste modesto ficcionista.
Esta semana, futucando nossos arquivos, Aline descobriu a foto que está aí embaixo.
A saudade me bateu nos peitos.
Nela aparece o meu amigo e leitor Paulo Carvalho, que foi a Palmares conhecer o cenário onde se passa toda minha obra, posando ao lado do Amauri, o empresário e meu conterrâneo que criou o Restaurante Besta Fubana.

Me contaram que, nas procissões do Dia 8 de Dezembro, as beatas que acompanhavam o andor se benziam e saiam da calçada quando passavam em frente ao restaurante, esconjurando a Besta Fubana…
E, por fim, para fechar a postagem, uma foto 2006, feita no interior do Restaurante Besta Fubana.
Já lá se vão 16 anos…

Apareço com Aline do lado direito da foto.
À esquerda está o casal Natanael, meu amigo e meu personagem, e Amara Brotinho, as duas principais figuras d’O Romance da Besta Fubana.
Eles formam o casal que domina o enredo do livro do começo até o fim.
Ambos já se encantaram.
Amara Brotinho era a prostituta mais famosa de Palmares nos meus tempos de criança.
Uma grande figura humana, que também cantava e dançava no Pastoril do Velho Rabeca.
Natan era um grande artista, que fez a capa da primeira edição do meu livro de crônicas A Prisão de São Benedito, publicada em 1982.
Esta que está a seguir:

Ele é também autor das ilustrações d’O Romance da Besta Fubana, que são partes integrantes do enredo do livro.
Descanse em paz, meu querido casal de amigos!
Eu, na qualidade de cinéfilo, viciado na telona, ia amar ver o Romance da Besta Fubana transformado em filme. Com certeza, seria um sucesso.
A grande cineasta brasileira Tizuka Yamasaki se apaixonou pelo livro e tentou transformá-lo em filme. Mas não conseguiu concretizar o projeto. Depois eu conto essa história na minha coluna.
Brigadão pela força, querida amiga. Fiquei ancho que só a peste!
Um xêro!!!
Eita !!! Arre égua.
Acho que a “Cebollitta” deveria ir morar no semi-arido nordestino para irrigar o solo seco daquelas paragens. Aquilo iria virar mar rapidinho…
Agora, falando sério, como é gostoso quando o editor-chefe viaja ao seu passado; quanta história, meu Deus.
Poderia o cabra palmarense, sempre que tiver um tempinho, perdê-lo conosco nos contando um tiquinho de si…
Berto muito me faz lembrar o meu saudoso Nelson, pois há em ambos a maestria dos contadores de “causos e acausos”, um dom comum a poucos.
Definitivamente há “uma gente” que deveria ser proibida de morrer…
É um privilégio de um amigo talentoso feito você, seu cabra. Um grande abraço!
Sou filho de Palmares mas não concordo com a destruição do Mercado onde a Besta Fubana fornecia leite para os revolucionários
Pois é, Edvaldo. Eu sinto uma falta danada daquele mercado. Toda vez que vou a Palmares, me dá uma saudade enorme daquele prédio fantástico.
Com a inspiração que você carrega ao lado, os resultados só podem ser os que você bem colhe nos campos da cultura e bem viver.
Avoá!
Grande Arael!! Você é um cabra arretado. Abraços.
Fez por merecer. Parabéns!
Brigadão, meu caro. Você é um amigo muito especial. Abraços.
Papa Berto,
O privilégio de ser amigo de um caba foito você, conhecido no mundo inteiro pelo Romance da Besta Fubana, é uma prerrogativa divina.
O casal estava lindo nesse dia no Restaurante Besta Fubana, com Dona Aline fazendo a propaganda da Colgante.
Abraçaço no dois.
Agora você me deixou curioso pra saber que danado é “Colgante”…
Creio que ele quis dizer “creme dental COLGATE – Palmolive
Marcos André Cavalcanti já tirou a dúvida.
Pode tirar o “N” para não macular o creme dental.
Dona Aline não merece esse descuido. Kkkkkkk!
Brigadão, Marcos.
KKKKKKKKKKKKKK
Arretado essa sua saudade, do Ginásio Municipal, e dobar da Besta Fubana.e os dois personagens do seu excelente Romance da Besta Fubana. Conheci Amara Brotinho e visitei ela várias vezes com você. E você como sempre com a sua generosidade, ajudava, e ela ficava muito grata pela ajuda, que chegava na hora exata.
É isso mesmo…
Eu já tinha até esquecido.
A gente esteve com ela quando Amara já estava nas últimas e na maior precisão.
Abraços, meu caro amigo.
Parabéns pela belíssima e emocionante postagem, querido Editor Luiz Berto.
Nada como olhar pelo retrovisor do tempo e recordar os momentos felizes, quando ainda se continua produzindo histórias e ajudando pessoas na caminhada da vida.
Você tem um anjo da guarda ao seu lado, que é Aline, sua alma gêmea!
A foto de 2006, feita no interior do Restaurante Besta Fubana, em Palmares, é uma relíquia!!!.Lindíssima!
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Muita saúde, alegria e Paz para você, Aline e João!,
Abraços!
É um privilégio ter uma amiga tão talentosa e inspirada.
Gratíssimo pela força, minha querida.
Abraços e um bom domingo.
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Obrigada, querido Luiz Berto!
Abraços e um bom domingo para vocês também!
Ainda não fomos totalmente capaz de aquilatar (talvez nem o próprio), a grandeza que é interagir diariamente (dioturnamente?) Com o escritor/editor (autor premiado nacional e internacionalmente) Luiz Berto, simbolo do que há de melhor no campo literário e de cultivar simpatias e amizades. Não há como separar criador e criatura -livros e JBF, estão fundidos num único espaço.
A ficha ainda vai cair.
Esse sua tacada de dizer que sou “símbolo do que há de melhor no campo literário” me deixou ancho que só a peste.
Chega arreganhei os dentes de alegria.
Brigadão pelo exagero, meu caro amigo!!!