A região Nordeste ocupa aproximadamente 1,55 milhão de km², cerca de 18% da área territorial brasileira, distribuídos por seus nove estados, sendo o estado da Bahia o que tem maior extensão territorial, enquanto Sergipe é o menor. Segundo o Censo Demográfico de 2022, o Nordeste reunia 54.658.515 habitantes, o equivalente a cerca de 26,9% da população nacional, com densidade demográfica próxima de 35 habitantes por km². Trata-se de uma região de contrastes marcantes entre grandes centros urbanos, zonas costeiras, áreas de agricultura irrigada e extensas porções do semiárido.
A importância política da região também se expressa em seu eleitorado: em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral contabilizou 43.529.845 eleitores nordestinos, ou seja, aproximadamente, 27% do eleitorado brasileiro. A Bahia é o maior colégio eleitoral da região, com 11.321.005 pessoas aptas a votar. O Nordeste tem, portanto, peso decisivo na escolha do presidente da República e na composição de parte expressiva da representação política nacional.
A economia nordestina é diversificada, e não se resume à agropecuária. Comércio, serviços, administração pública, turismo, construção civil, agricultura e indústria possuem importância distinta entre estados e municípios. Existem polos industriais na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, além de cadeias agroindustriais e de energia. Apesar dessa diversidade produtiva, persistem profundas diferenças de renda em relação às regiões mais desenvolvidas economicamente. A PNAD Contínua do IBGE apurou, para 2025, rendimento médio mensal real domiciliar per capita de R$ 1.470 no Nordeste, frente a R$ 2.669 no Sudeste. Assim, o rendimento nordestino correspondia a 55,1% do sudestino, isto é, inversamente, o rendimento do Sudeste era aproximadamente 1,82 vez o nordestino. A região Nordeste apresentava o menor rendimento médio dentre as cinco grandes regiões. Cabe uma ressalva: esses valores se referem à série de rendimento real domiciliar e não devem ser confundidos com PIB per capita.
O mercado de trabalho também revela desigualdades. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação do Nordeste ficou em 7,1%, acima da taxa nacional de 5,1% do mesmo período, embora tenha alcançado o menor patamar da série regional iniciada em 2012, segundo análise da Fundação Getúlio Vargas com dados do IBGE. Em 2025, Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%) estavam entre as unidades federativas com maior desocupação média anual do país. Além disso, a informalidade e a subutilização da força de trabalho continuaram relevantes, sobretudo em estados de menor renda.
Na educação, os desafios são igualmente expressivos. Em 2025, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais no Nordeste foi de 10,6%, contra 4,9% no Brasil e, aproximadamente 4,8 milhões de pessoas analfabetas viviam na região. Em 2024, os dados mostravam os seguintes estados com suas respectivas taxas de analfabetismo: Alagoas (14,2%), Piauí (13,8%), Pernambuco (12,7%), Ceará (11,8%) e Maranhão (11,2%), para ficar apenas com estes cinco. Embora tenha havido redução do analfabetismo nas últimas décadas, a distância regional permanece elevada.
O desenvolvimento humano reflete esse quadro. Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano, com dados de 2021, o Maranhão registrava IDHM de 0,676, o menor do país, enquanto o Ceará alcançava 0,734, o maior entre os estados nordestinos, ocupando a 12ª posição nacional. A comparação indica que a região não é homogênea: o desempenho relativo dos estados difere, embora todos compartilhem problemas históricos de desigualdade de oportunidades, infraestrutura e qualidade dos serviços públicos.
A pobreza constitui outra dimensão decisiva. Segundo indicadores divulgados pelo IBGE, a proporção de pessoas em situação de pobreza no Nordeste, pela linha internacional de US$ 6,85 por pessoa/dia utilizada no levantamento, recuou de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024. É uma melhora expressiva, mas significa que aproximadamente quatro em cada dez moradores ainda estavam abaixo dessa linha naquele ano.
Apesar desse conjunto de indicadores preocupantes, desde 2002, o Partido dos Trabalhadores obtém maioria dos votos válidos do Nordeste nas disputas presidenciais de segundo turno. Esse comportamento em todas as campanhas presidenciais, a partir do primeiro governo de Lula. O fato é que melhorias na renda, redução do analfabetismo, queda recente da pobreza e expansão de mecanismos de proteção social, observados de formas pontuais, não foram suficientes para retirar a região de patamares desfavoráveis. O Bolsa Família e outras transferências de renda têm papel importante na proteção imediata de famílias vulneráveis, mas não substitui a necessidade de investimentos permanentes em capital humano, infraestrutura, dinamismo produtivo e oportunidades de trabalho de melhor qualidade.
É igualmente necessário reconhecer que a situação socioeconômica nordestina resulta de processos históricos anteriores a 2002 e de responsabilidades compartilhadas entre União, estados, municípios e, de forma, mais acanhado, o setor privado. Pode ser até irresponsabilidade, aqui, afirmar que associação temporal entre sucessivas vitórias eleitorais do PT e a persistência de déficits sociais sejam a causa das desigualdades, porque isso precisaria de uma avaliação mais robusta envolvendo comparação de políticas públicas, recursos aplicados, mudanças nos indicadores e contrafactuais plausíveis ao longo do tempo.
Ainda assim, a persistência das disparidades justifica uma reflexão crítica: após mais de duas décadas de apoio presidencial majoritário ao PT, os resultados sociais, apesar dos avanços, ainda não produziram convergência suficiente com as regiões de maior renda e escolaridade. O debate público precisa, portanto, ir além da repetição de promessas e examinar metas verificáveis, produtividade do gasto público, qualidade da educação, geração de empregos formais e capacidade efetiva de reduzir a dependência de transferências por meio do aumento da renda do trabalho.
Na minha modesta concepção, duas coisas: a primeira é que vi uma frase de alguém que associava a região ao “escravo que ama os grilhões”; a segunda: por que não se dá uma chance de experimentar algo diferente?
De onde vim e o que enfrentei para chegar onde estou, somente com a proteção divina.
Sede de água. Fome de comida. Enxada no ombro. Foice. Fogo de lenha. E, uma vez e outras muito mais, espiando a “criação” morrer de sede e de fome.
Reafirmo pela enésima vez: “não sou Bolsonarista”.
O que sou é brasileiro e contrário a tudo que muitos tornam coisa banal.
Sou radicalmente avesso ao homossexualismo masculino ou feminino. Mas sei, também, que o homossexualismo é coisa antiga. Desde o Império Romano.
Mas, os dias difíceis que enfrentamos (eu e mais seis irmãos) é uma etapa vencida. Vencida por que Deus tomou nossa frente e fez de cada um de nós, um Davi com pedra e funda na mão.
Hoje, vendo a alegria esfuziante de tantos jovens com a vitória burlada e por isso imoral, de Lula, não sei se a dor que dói voltou com mais força. Mais força que a sede de água e a fome de comida.
Dói. Dói muito.
E, o que mais me dói, é olhar para o horizonte diferente de 1950, 53, 54 e perceber a quantidade de pessoas felizes com o que aconteceu, está acontecendo e ainda vai acontecer e constatar que nada mudou.
Dói. Dói muito!
E muitas dessas pessoas são jovens. Jovens desvirtuados, enganados e sem qualquer previsão de futuro. Muitos entregues às drogas ou ao homossexualismo. Ao bezerro de ouro. Não esperaram a descida de Moisés.
Dói. Dói muito!
Dói porque sou humano e essa situação não poderia me alegrar!
Daniel Vorcaro disse à PF e à PGR ter dado R$ 40 milhões em dinheiro vivo ao ministro de Lula Alexandre Silveira (Minas e Energia) para campanhas de 2022 e 2024.
Dinalva Conceição Oliveira Teixeira nasceu em 16/5/1945, em Castro Alves, BA. Estudante e guerrilheira, integrante da Guerrilha do Araguaia, criada pelo PC do B – Partido Comunista do Brasil, durante a ditadura militar no Brasil.
Filha de Elza Conceição Bastos e Viriato Augusto de Oliveira, teve os primeiros estudos numa escola rural e mudou-se para Salvador, onde concluiu o ensino fundamental no Instituto de Educação Isaías Alves e o ensino médio no Colégio Estadual da Bahia. Estudou e se formou em Geologia na UFBA-Universidade Federal da Bahia, em 1968.
Enquanto estudou na UFBA, morava na Casa do Estudante e participava ativamente do movimento estudantil na condição de representante da Residência Universitária Feminina. Em 1969 casou-se com seu colega de turma Antonio Carlos Monteiro -codinome Antonio da Dina- e encabeçaram uma chapa para disputar a diretoria da União dos Estudantes da Bahia-UEB. Não foram eleitos, mas se mostravam como liderança destacada no movimento estudantil.
Devido a perseguição das forças da repreensão, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde, como militantes, foram realizar trabalho social nas favelas cariocas. Em maio de 1970 foram viver na região do Araguaia, afim de participar da luta armada rural contra a ditadura militar. 2 anos após separou-se do marido e passou a viver com o jornalista e militante Gilberto Olímpío Maria, falecido em fins de 1973 durante um ataque ao acampamento da Comissão Militar da Guerrilha.
Como professora e parteira, ficou conhecida entre as pessoas humildes da região nos anos de preparação da guerrilha, entre 1970 e 1972. Montou também um negócio de venda de cigarros e bebidas chamado “Tabacaria da Dina”. Ficou famosa devido a sua capacidade militar como exímia atiradora, preparo físico, espírito de liderança e personalidade decidida. Foi a única mulher a ser vice-comandante de um destacamento da guerrilha.
Os militares priorizaram sua prisão no intuito de destruir o mito criado entre o povo do Araguaia para desmoralizar a guerrilha. Sobreviveu ao ataque à comissão militar da guerrilha no Natal de 1973, que matou cinco guerrilheiros, incluindo o comandante geral Maurício Grabois, e embrenhou-se na selva com outros companheiros e desapareceu até junho de 1974, quando foi presa, bastante debilitada.
Levada à base militar em Xambioá, onde permaneceu presa e foi torturada sem prestar qualquer informação aos militares do serviço de inteligência do exército, CIEx, que sempre quiseram prendê-la viva. Foi levada para uma mata próxima, onde foi executada a tiros em julho de 1974. Em seguida foi dada como desaparecida política, devido ao fato de seu corpo nunca ter sido encontrado.
Dinalva foi homenageada com 3 ruas levando seu nome em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Em Castro Alves, BA, sua cidade natal foi homenageada com uma avenida que leva seu nome. Sua vida e história foram registradas no livro As Dinas do Araguaia: Protagonismo Feminino na Luta conta a Ditadura Militar, do historiador Ary Albuquerque Cavalcanti Fº, publicado pela Saga Editora, em 2024.
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Clique aqui para ver o vídeo Portagonismo feminino na luta contra a ditadura militar.
Morreu com a mesma idade Que o Mestre Dominguinhos.
Mote deste colunista
A morte de um guerreiro Entristeceu o País Foi morar com seu Luiz Oswaldinho, o sanfoneiro Era uma grande companheiro Teve diversos padrinhos Junto a outros garotinhos Curtiu sua mocidade Morreu com a mesma idade Que o Mestre Dominginhos.
Poeta Nascimento
Lá no palco do Infinito, Entre estrelas de neon, Outro rei do acordeon Chega pra fazer bonito. Com Luiz Gonzaga inscrito, Entre sanfonas e pinhos, Palmas, abraços, carinhos, Chega Oswaldo à eternidade, Morreu com a mesma idade Que o Mestre Dominguinhos.
Melchior SEZEFREDO Machado
Foi de Pedro Sertanejo O filho mais dedicado Uma fera no teclado Do lendário “realejo”. Tirou do fole o lampejo Dos forrós, sambas, chorinhos, Sendo, então, nestes caminhos A grande celebridade. Morreu com a mesma idade Que o Mestre Dominguinhos.