Arquivo diários:5 de julho de 2026
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
DEU NO X
PROMESSA CUMPRIDA
DEU NO JORNAL
NÃO É COM ÓRGÃOS E COMISSÕES QUE SE RACIONALIZA O GASTO PÚBLICO
Editorial Gazeta do Povo

Burocracia e máquina administrativa consome boa parte da arrecadação, prejudicando a oferta de serviços públicos
Em 20 de janeiro de 2012, a então presidente Dilma Rousseff editou um decreto que dava nova forma à Secretaria de Gestão Pública (SGP), vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Essa secretaria já havia existido com outros nomes e com estrutura e atribuições diferentes; a própria Dilma já havia criado, em 2011, um órgão similar com o nome de Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade (CGDC), vinculada diretamente ao Conselho de Governo, cujo objetivo central era focar suas ações na qualidade do gasto público e na eficiência administrativa.
O exemplo citado é um caso extremo de crença na burocracia para resolver um problema clássico da administração pública brasileira, mas a verdade é que todos os governos anteriores desde a redemocratização – Lula, Fernando Henrique, Collor e Sarney – também criaram algum órgão, programa ou grupo de trabalho com a missão de racionalizar e melhorar a eficiência do governo e a qualidade dos serviços e obras públicas. Depois de Dilma, os governos Temer e Bolsonaro também promoveram medidas similares, focadas em reduzir ou mudar órgãos, alterar funções e mudar algumas estruturas funcionais, ao lado de tentativas de reduzir ineficiências e aumentar a qualidade do governo. Era uma admissão, ainda que implícita, e vinda de governantes de matizes ideológicos diferentes, de que o Estado brasileiro entregava pouco ao cidadão em comparação com o que retirava dele em impostos.
Os resultados de tais esforços, porém, têm sido inexpressivos. O governo retira cerca de um terço de toda a renda nacional para oferecer serviços públicos como defesa, Justiça, segurança, educação, saúde e assistência social, além de investimentos em obras de infraestrutura física e social, tais como transportes, portos, aeroportos, energia, armazenagem, hospitais, escolas e equipamentos urbanos de uso coletivo. No entanto, com algumas poucas exceções resumidas a ilhas de excelência em algumas áreas, o retorno ao pagador de impostos brasileiro tem sido bastante pífio.
A baixa produtividade do gasto público, percebida quando se coteja a elevada carga tributária e os gastos em serviços e investimentos, tem como causa principal o fato de que, para cumprir as funções a cargo do governo, o setor estatal mantém uma gigantesca máquina envolvida nas tarefas de impor tributos, efetuar a arrecadação, operar a administração governamental e executar as obras e os serviços para os quais a sociedade paga os impostos. Quando a estrutura de governo é muito grande e cara demais, consumindo boa parte dos tributos pagos pela sociedade, os indicadores de eficiência e desempenho acabam revelando a baixa produtividade dos impostos, dando à população a convicção de que paga caro demais por obras e serviços de baixa qualidade.
Órgãos, leis, medidas administrativas e o modo de funcionamento do governo devem ser confrontados de forma permanente com sua organização, métodos de trabalho, fluxo de processos, racionalização de atividades e adoção de princípios de gestão científica na execução de atividades e projetos. Todos esses assuntos já fazem parte da rotina de empresas privadas por imposição da necessidade de enfrentar a concorrência e obter resultados positivos para crescer, investir, gerar empregos e pagar impostos. Como o governo não sofre as pressões típicas do mercado privado, a ineficiência se eterniza e isso, ao lado da alta corrupção, contribui para manter os índices de pobreza.
Outro ponto relevante a considerar é a necessária revisão sobre qual deve ser o papel do governo nas diversas áreas e setores, incluindo a questão da privatização de empresas estatais em áreas que o governo deve deixar a cargo da iniciativa privada. A revisão dos processos e a melhoria das funções e atos de governo devem ser constantes e ininterruptas, pois o gigantismo estatal brasileiro e alta carga de impostos já passaram do tamanho que pode ser considerado razoável.
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PERDEU A ARMA
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
CARTAS QUE ALERTAM E PREVINEM
Vivemos uma gigantesca crise social nos quatro cantos do mundo, afetando mais aquelas nações que se encontram recheadas de eleitores alienados, políticos patifes de todas as espécies, analfabéticos de nível superior, populistas disfarçados de democratas, governantes apadrinhando abertamente parentes e afilhados, um sistema educacional sem consistência humanística, uma classe média só desejando levar vantagem em tudo, além de canais televisivos que apenas exibem assaltos, feminicídios, novelostas e auditórios altamente ruminantes, para não falar de crendices recheadas de “se deus quiser” e “deus quis”, “sempre será” e “amanhã vai ser outro dia”, além de bets lotéricas engabeladoras que vitimam ainda mais as finanças dos todosfus.
Se eu fosse financeiramente abastados, enviaria para milhares de pessoas o último volume de uma coleção intitulada A CÓLERA DOS IMBECIS, editado em 2019, 423 p., elaborado por Olavo de Carvalho. um intelectual brasileiro conservador (1947-2022), que se autoproclamava filósofo e escritor, identificado como o principal ideólogo da nova direita brasileira e o “guru” do bolsonarismo. Seu pensamento era fortemente embasado no conservadorismo, no anticomunismo visceral, no liberalismo econômico e no catolicismo tradicional.
Apesar de ser um autodenominado reacionário, Olavo de Carvalho tinha um nível cultural bastante elevado e seus livros costumam conter recados e sugestões para os esquerdopatas de sempre, que se imaginam Donos Únicos da Verdade, fixados em ideologias há muitas e muitas décadas superadas, sem um mínimo de pós-modernidade.
Do seu livro último explicito, abaixo, algumas considerações dele, oportunas para sectários que não conseguem enxergar o panorama mundial como um todo. Ei-los, pedindo a vênia aos leitores amigos deste JBF sempre muito arretado de ótimo:
. “A luta de classe, no Brasil, não é entre operários e patrões. É entre o lumpenproletariat que Marx abominava e a maioria da população, especialmente a classe média, aí incluída uma boa parcela do operariado, senão ele todo.”
. “Como é possível que tantas pessoas, aparentemente racionais, amem e aplaudam os governos mais perversos e genocidas do mundo e se recusem a enxergar a liberdade e o respeito de que elas próprias desfrutam nas democracias ocidentais, ao mesmo tempo que continuam acreditando, com todas as evidências, que são moral e intelectualmente superiores aos que não seguem o seu exemplo.”
. “Houve uma época em que não se podia escrever sátira no Brasil porque tudo o que acontecia era satírico em si mesmo. Hoje tornou-se impossível escrevê-las porque tudo está passando rapidamente do ridículo ao deprimente, do deprimente ao aterrador.”
. “Pessoas normais podem superar seus erros porque apreciam a inteligência superior e desejam aprender com elas, ao passo que o imbecil genuíno não percebe superioridade nenhuma ou, quando a percebe, deseja achincalhá-lha ou exorcizá-la para libertar-se de toda obrigação de melhorar.”
. “A cultura pessoal é a condição primeira v e indispensável do julgamento objetivo. A incultura aprisiona as almas na subjetividade do grupo, a forma mais extrema do provincianismo mental.”
Tenhamos muito cuidado, neste ano eleitoral e de Copa do Mundo, com as fadigas que destroem sociedades democráticas: a Fadiga Civilizatória, a Fadiga da Criticidade, a Fadiga do Saber, a Fadiga do Pensar e a Fadiga da Resiliência Reestruturadora. Fadigas que hipnotizam os mais jovens, favorecem os demagogos, terminando por eleger mandatários que dão o dedo publicamente para quem deveria merecer o maior dos respeitos, a Gente Brasileira!!!
PENINHA - DICA MUSICAL
ALTAMIRO CARRILHO E SUA BANDINHA
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