🚨 CONFIRA: Pela segunda vez em fórum internacional, Lula atribui a si a criação do PIX para “impulsionar o comércio regional”. pic.twitter.com/Q04DQdqGvq
— Boletim Verde e Amarelo (@boletimbr) January 28, 2026
🚨 CONFIRA: Pela segunda vez em fórum internacional, Lula atribui a si a criação do PIX para “impulsionar o comércio regional”. pic.twitter.com/Q04DQdqGvq
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Graças à Gazeta do Povo, eu fiquei sabendo o significado na linguagem indígena de Tayayá. Significa terra da abundância. Que nome bem escolhido para aquele resort-cassino dos irmãos Toffoli. É uma reportagem turística, mostrando todos os encantos do lugar, lá no município de Ribeirão Claro, à margem do lago da represa de Chavantes. Na sede do município, o fórum tem o nome do pai do ministro Dias Toffoli, Fórum Luiz Toffoli, desde 2018. O ministro Dias Toffoli é cidadão honorário do município de Ribeirão Claro, dado pela Câmara de Vereadores. Eu acho que foram muito omissos, muito mal agradecidos, porque os reais donos, que eram donos do resort-cassino, são os donos da empresa, da pessoa jurídica, Mari DT – Marília Dias Toffoli – é José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli. Eu não entendi por que deram homenagem para o ministro.
Bom, e o ex-ministro do Supremo, ex-conselheiro do Master, ex-advogado do Master, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não está só. Lula sabia que ele tinha um contrato de R$ 6 milhões, recebeu R$ 5 milhões do Master. A ministra Gleisi Hoffmann revelou isso, que Lula sabia, e ele contou, quando foi escolhido ministro. Prometeu que ia se desvencilhar dos contratos, o que fez, realmente fez, deixou para o filho ou para os filhos. O pessoal pensa que está no mundo da fantasia e que as pessoas vão acreditar.
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Centro abandona Lula
Bom, falemos de eleições neste ano. Com o olho na eleição, certamente, ele já disse que quer ser candidato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que acabou com a bandidagem em Goiás, deixou o União Brasil, agradeceu o União Brasil, mas deixou o União Brasil e foi para o PSD, do Gilberto Kassab, que dizem que é a grande raposa política. Kassab, que inclusive estava lá ligado ao Tarcísio, em São Paulo. E nesse PSD, eu nem sabia que estava o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que vão decidir quem vai ser o candidato em abril.
Aí eu pensei: “Puxa, vai embrulhar?” Parece que não, porque Lula estava apostando em ter apoio do PSD, porque o Lula precisa do centro. A esquerda sozinha não tem voto. Se a gente considerar a Câmara dos Deputados, a esquerda tem 25%, 1/4. Não chega a 1/3 da Câmara. Lula, para aprovar alguma coisa, precisa dos votos do Centrão, do PSD. Então, a ida do Caiado para lá é uma garantia de que o PSD não vai ficar do lado do Lula. E, se houver segundo turno, é a união da direita, como está querendo o André Ventura lá em Portugal, como aconteceu em Honduras, como aconteceu no Chile. O Kast assume agora, no mês de março.
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Reprovação bate recorde
E a coisa não está bem para o Lula, porque as pesquisas mostram cada vez mais desaprovação e cada vez menos aprovação. Na pesquisa anterior estava 39% de aprovação e 50% de reprovação. Agora, 57% de reprovação do governo Lula e só 34% de aprovação, já no ano eleitoral. E é a economia que está mostrando isso. As pessoas sentem com todos os favores, com o dinheiro, o seu dinheiro, o meu dinheiro, dos nossos impostos, que Lula está fazendo bondades com o nosso dinheiro. É uma coisa estranha, porque a lei eleitoral diz que a compra de voto é crime eleitoral.
Agora saiu a Selic, está confirmado, continua, 15% a taxa básica de juros, porque o Banco Central está vendo que há pressão inflacionária, que é desequilíbrio das contas públicas, cada vez mais dívida pública, cada vez mais juros. O governo tem que pagar, senão não vai ter dinheiro, porque gasta demais e investe de menos em serviços públicos que deveriam ser entregues a troco dos impostos, mas os impostos estão sendo usados para propaganda. O governo que precisa de propaganda é porque não tem bons serviços públicos.
Em viagem pelo Japão, o senador Sérgio Moro (União-PR) comparou o “STF japonês” com o tupiniquim.
E lembrou que por lá os ministros são submetidos a avaliação pública: “aqui, a corrupção não é tolerada”.
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No Japão, a corrupção é investigada detalhadamente, com olhos bem miúdos e penetrantes.
E punida com rigor.
Bem diferente da nossa esculachada republiqueta banânica.
A mídia brasileira adora se definir como “imprensa livre”. Livre de quê? Do povo. Porque do poder econômico, político e institucional, ela é profundamente dependente. Não morde a mão que banca.
Lambe.
1. Seleção de Idignação
A mídia não mente o tempo todo. Ela faz algo mais eficaz: seleciona. Escândalo de uns vira: manchete, plantão e editorial indignado. Escândalos de outros viram nota discreta, rodapé e “contextualização”. Isso não é jornalismo. É curadoria ideológica disfarçada de neutralidade. Orwell pisaria duro: “O que não é noticiado simplesmente deixa de existir.”
2. O Jornalismo de Comunicado
A mídia brasileira abandonou a investigação e abraçou o release. Reproduz: notas oficiais, decisões judiciais, falas de autoridade sem perguntar por quê?, para quem? e a quem interessa, pois questionar dá trabalho, enfrentar poder dá processo e processo não paga anúncio. Millôr não teria piedade: “Aqui, a imprensa é livre desde que não use a liberdade.”
3. O Medo de Parecer Radical
Nada apavora mais a mídia brasileira do que ser chamada de “radical”. Então ela se equilibra eternamente no centro frouxo porque relativiza abusos, suaviza injustiças, normaliza absurdos, tudo vira “polêmica”, tudo vira “narrativa” e tudo vira “os dois lados”… Até quando só há um lado errado.
4. O Povo Como Plateia; Não Como Sujeito
O cidadão não é fonte. É audiência. Pois serve para clicar, compartilhar, consumir indignação pré-fabricada. Mas nunca para pautar de verdade. A mídia fala sobre o povo. Raramente fala com o povo. E quase nunca fala a partir do povo.
Conclusão da Mídia
A mídia brasileira não é vilã de novela. É pior: é coadjuvante confortável, porque ela não cria o sistema; ela o normaliza; Não decide os rumos, mas aplaude os atalhos; Não governa, mas, ensina a aceitar. E um povo que aprende a aceitar tudo não precisa ser reprimido. Basta ser informado do jeito certo.
Fechamento Final (Sem Desculpas)
Elite política, Judiciário e mídia formam no Brasil um triângulo perfeito de autoproteção: Um decide sem ouvir; outro legitima sem explicar e o terceiro narra sem questionar. E o cidadão? Paga. Espera. E ainda pede desculpa por desconfiar. Mas quando a lucidez chega — quando o discurso falha — quando a toga perde o brilho — quando a manchete não convence — o sistema não desmorona com barulho. Ele apodrece em silêncio. E isso, meus caros, é o começo do fim de qualquer farsa bem-sucedida.
Editorial Gazeta do Povo

Agência vinculada ao Ministério da Justiça, comandada por Ricardo Lewandowski, ficará responsável por fiscalizar conteúdos
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pode legitimamente se orgulhar de um feito raro: poucos empresários no Brasil conseguiram construir uma rede de relações tão ampla e tão bem posicionada no coração do poder. Sua teia de influência não alcançou apenas setores do Judiciário, incluindo o STF – como defendemos antes, Dias Toffoli, relator do inquérito contra o Master no STF, já deveria ter sido alvo de impeachment por sua relação pessoal com o banco. Também o Palácio do Planalto e figuras centrais do Partido dos Trabalhadores mantinham vínculos diretos com Vorcaro, entre eles o próprio presidente Lula, que dias atrás condenava em público os “sem-vergonha” envolvidos em golpes financeiros.
Os registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) são claros: Vorcaro esteve no Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Mais grave, porém, foi a reunião reservada ocorrida em dezembro de 2024, quando o banqueiro encontrou-se com o presidente da República justamente em meio a uma crise de liquidez do Banco Master. O encontro, mantido fora dos registros oficiais, contou ainda com a presença de Gabriel Galípolo, então indicado à presidência do Banco Central. Segundo relatos, Lula teria aconselhado Vorcaro a não vender o banco. Não se trata de detalhe irrelevante: trata-se de uma conversa privada entre o chefe de Estado, um futuro regulador e o controlador de uma instituição financeira em dificuldades.
Além de bem relacionado, Vorcaro revelou-se um empregador generoso. Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, foi contratado como “consultor” do banco por um salário nababesco de R$ 1 milhão mensais, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Mais do que aconselhamento técnico, tudo indica que Mantega funcionava como ponte política, responsável por facilitar o trânsito do banqueiro nos corredores do Planalto e aproximá-lo do presidente.
O petista Jaques Wagner também esteve por trás de outra contratação relevante do Master: a do escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, pouco antes de sua nomeação para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Do início de 2023 a agosto de 2025, período em que Lewandowski ocupou o cargo no governo Lula, seu escritório teria recebido R$ 250 mil mensais do Master. Ainda que a versão oficial tente blindar o ex-ministro, fontes indicam que sua associação ao escândalo foi determinante para sua saída do governo, no início de janeiro.
Diante da gravidade dos fatos, a resposta do governo, como de praxe, foi minimizar e desviar o foco. A ministra Gleisi Hoffmann tentou naturalizar o encontro entre Lula e Vorcaro, alegando que o presidente “recebe muita gente” e que reuniões desse tipo seriam da “natureza do cargo”. Não são. Não há normalidade institucional em encontros fora da agenda com empresários em crise financeira, conseguidos graças a influências compradas a peso de ouro. Vorcaro construiu deliberadamente uma rede de proteção, contratando figuras próximas ao centro do poder, não apenas para obter aconselhamento, mas para garantir acesso, influência e blindagem política. Até onde, de fato, vão seus tentáculos, ainda não se sabe.
O aspecto mais perturbador desse episódio, porém, é sua progressiva normalização. O país parece ter se acostumado à ideia de que autoridades da República mantenham relações reservadas com empresários envolvidos em escândalos, como se isso não configurasse conflito ético relevante. Mais inquietante ainda é constatar que ministros de Estado e integrantes do Judiciário não vejam problema no fato de escritórios de familiares próximos – esposas, filhos – receberem valores vultosos de empresas sob suspeita ou tenham parentes envolvidos em negócios com o banco que investigam.
Ainda que tais relações possam, em tese, ser formalmente defensáveis sob o prisma estritamente legal, elas estão muito longe de atender ao mínimo exigido por uma ética republicana. A República não se sustenta apenas pela legalidade fria dos contratos, mas pela aparência de probidade, pela separação inequívoca entre interesse público e conveniência privada e pela obrigação moral de evitar qualquer situação que comprometa a confiança da sociedade nas instituições. A pergunta central não é apenas se algo é permitido – é se é aceitável em uma democracia madura. E, à luz dos fatos, das relações de Daniel Vorcaro e do Banco Master com as altas esferas do poder de Brasília, a resposta é inequívoca: não é.
Será preciso esclarecer, com rigor e transparência, até onde efetivamente se estendem as relações de Daniel Vorcaro dentro dos poderes da República. O que já veio à tona é suficientemente grave para afastar qualquer tentativa de relativização, mas também é insuficiente para encerrar o assunto. Justamente por isso, o caso não pode ser empurrado para o arquivo morto da indignação episódica, tampouco dissolvido na rotina cínica de escândalos sucessivos que o país se acostumou a assistir.
Quando fatos dessa natureza surgem, o dever das instituições não é proteger reputações, mas iluminar as zonas cinzentas do poder. Abafar o tema, tratá-lo como desgaste passageiro ou apostar no esquecimento coletivo equivale a admitir que a promiscuidade entre interesses privados e funções públicas é um traço estrutural da vida republicana brasileira – e essa é uma concessão que não se pode fazer.