De acordo com o ator Wagner Moura, “a forma como o passado do Brasil foi contada ao longo do tempo contribuiu para a falta de responsabilização por crimes cometidos durante a ditadura militar”.
Entenda-se como “crimes”, apenas os cometidos pelos militares, contra grupos de esquerda, inclusive terroristas.
Dois dos maiores escândalos da atualidade têm em comum o sobrenome Lewandowski entre os personagens.
No caso do INSS, a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (CEBAP), contrataram Enrique Lewandowski como advogado no processo que investiga a ladroagem contra velhinhos e pensionistas. O mesmo padrão se repete na bilionária fraude envolvendo o Banco Master.
O Master contratou o escritório da família Lewandowski, com o patriarca já na cadeira de ministro da Justiça, mediante R$ 250 mil mensais.
Enrique é filho de Lewandowski, que era ministro da Justiça na vigência do contrato. A Polícia Federal é subordinada ao titular do ministério.
Pedido de convocação de Enrique Lewandowski aguarda votação. Cita o “peso” e a “influência” de ser “filho do então ministro”.
Requerimento da deputada Bia Kicis (PL-DF) para quebrar o sigilo bancário de Enrique, mirando o INSS, pode trazer muito mais que isso.
Daniel Vorcaro, preso na operação que liquidou o Banco Master
Na próxima quinta-feira, vai ter uma atração máxima na CPI da Previdência, que examina aquele roubo, aquele desvio de R$ 6 bilhões de idosos da Previdência, aposentados e pensionistas. É um escândalo, uma crueldade. E o Vorcaro está envolvido nisso também. Então ele foi convocado, ele vai ter que estar lá, na semana da reabertura dos trabalhos, da volta das férias. Vai ser um interesse muito grande, porque a boca do Vorcaro pode ser fatal. Pode fazer mais mal, por exemplo, que as medidas do Trump, de tirar visto, de baixar a Magnitsky.
Se ele começa a falar, por exemplo, desse contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da família Moraes, ou contar alguma coisa sobre os investimentos lá no resort-cassino dos irmãos Toffoli. Isso porque os celulares dele ainda não foram abertos, que estão sob sigilo do ministro Toffoli. Estranho. Agora, o ministro pelo menos está sentindo a pressão, disse que terminadas as investigações, vão verificar se pode ir para as instâncias ordinárias. Não vai para as instâncias ordinárias no plural, não. Vai para a primeira instância, se for o caso. É uma só. Mas enfim. Então, quinta-feira que vem, Vorcaro, que tem esse grande poder de mostrar quem são os amiguinhos dele.
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Nadine Heredia e o avião da FAB
Uma juíza federal de Brasília, juíza da 5ª vara, está dando 15 dias para a União dar explicações por que que um avião da Força Aérea Brasileira, na véspera da prisão da condenada primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón, posou em Lima e resgatou a primeira-dama, a ex-primeira-dama do Peru. Saber por que foi dado o asilo para ela e quem foi que pagou o avião que foi lá, quem foi que ordenou. Inclusive, a condenação dela se deve a uma empresa brasileira que deu dinheiro, uma mochila cheia de dinheiro, a Odebrecht. Quem será que pediu para a Odebrecht dar dinheiro para ela, para fazer a campanha do marido dela? De quem será que o marido dela era amigo? Quem será que tinha compromisso?
Esse assunto foi levantado numa ação popular por um advogado do Mato Grosso do Sul, Daltro Feltrin. Interessante que ele entrou com a ação. A ação é de abril, estava na 14ª vara, mas ninguém deu bola, ninguém respondeu, provavelmente ninguém respondeu. Agora a juíza da 5ª vara teve que exigir explicações em 15 dias, para o comandante da aeronáutica, para o ministro da Justiça, Lewandowski, para o ministro Mauro Vieira, de Relações Exteriores, para esclarecer essa história.
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Vitórias contra o câncer e lesões medulares
E eu deixei para o fim as melhores notícias na área da saúde. Vejam só, um pesquisador, doutor Mariano Barbacid, ele é do Centro Nacional de Pesquisas do Câncer, da Espanha, anunciou vitória sobre o câncer de pâncreas, em tripliterapia, que teria eliminado esse câncer que é tão mortal. Só que em experiências pré-clínicas, ainda não aplicado em humanos. Aqui a ressalva, mas todo mundo está recebendo isso como uma grande notícia e uma notícia séria. Ele já é um homem conhecido por suas palestras em congressos de medicina na Suíça.
E aqui no Brasil, pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da doutora Tatiana Sampaio, com aplicação de injeções de uma proteína, polilaminina, em pessoas que, por acidentes, tiveram lesões na medula e perderam o movimento das pernas e dos braços. E com a aplicação da injeção, em caráter experimental, estão recuperando os movimentos. Consta que já foi aplicada em seis pessoas. É uma boa notícia. Uma brasileira. Tem gente já falando em Nobel de Medicina. Aí vai disputar com o espanhol.
Puxando a mais antiga memória lembro meu pai me levando à praia com um filho na corcunda e outro pelas mãos. Corríamos e mergulhávamos no mar tranquilo, de águas cristalinas. Os moradores da Avenida da Paz eram amigos, uma irmandade. De nossa infância ainda tenho gravado as retretas da Banda do Exército no coreto da Avenida. Concerto às quartas-feiras; nós meninos ficávamos calados ouvindo encantados com as músicas clássicas e populares, depois começava a algazarra. Todas as noites os adultos colocavam cadeiras na calçada para tomar fresca enquanto os meninos sentados no chão em torno de uma tia ouviam “Histórias de Trancoso” que aguçava nossa imaginação.
“Nos anos 1940 e 1950 a elite intelectual e econômica de Maceió descobriu a beleza da Avenida da Paz, que passou a ser moradia de comerciantes, industriais, intelectuais, políticos e barões que davam um tom eclético aos moradores. Mas os donos da praia eram os moleques, meninos seminus queimados de sol e sal (Histórias da Gente Brasileira – Mary Del Priore)”
Maceió era uma festa. Os moradores da Avenida da Paz faziam parte da elite econômica e social da cidade. Porém, nós jovens éramos democratas com nossas amizades, meninos maloqueiros, os donos da praia, podiam ser pretos, branco, pobre ou rico, moradores de todos os bairros. Nossa escala de valores era: jogar bem futebol, nadar até alto mar, contar histórias picantes, ser amigo, bem humorado e presepeiro. Gerson, negrinho, filho da lavadeira era admirado pela turma por sua destreza como goleiro e suas histórias safadas contadas com graça. Um líder.
No início da enseada da Avenida da Paz havia alguns trapiches. Uma espécie de cais fincados com palafitas de troncos grossos, estendendo-se mar adentro. Na extremidade, dentro do mar, havia um galpão de madeira, coberto com telhados de zinco, armazém de mercadorias. Quando a maré estava cheia, nós, maloqueiros da Avenida, nadávamos até o galpão, subíamos pelas palafitas ao telhado de zinco quente, onde havia uma deslumbrante vista da enseada da Avenida. De cima do zinco mergulhávamos ao mar, o corpo esticado, uma deliciosa caricia no peito, no ventre, até o impacto com a cabeça na água límpida e cristalina. Quando aparecia o vigia; todos pulavam, e nadando a molecada gritava uníssona: O galo canta… O macaco assobia… Banana de jegue… No cu do vigia! O vigia era um velhinho abusado, chegou a prender alguns dos campeões de salto ao mar, modalidade única no esporte mundial, praticado apenas pelos maloqueiros da praia da Avenida da Paz nos anos 50.
Pescávamos no Riacho Salgadinho. Empurrávamos uma jangada de tronco de bananeira para o meio do riacho jogávamos a tarrafa aberta que enchia de tainhas, também pescávamos siri com uma teteia. Nas margens e imediações do Salgadinho, por ser terra salobra, lama salgada, se prestava à vivência, ao “habitat” de caranguejos, o goiamum azulado. Com lata quadrada de óleo ou azeite, nós fabricávamos armadilhas para capturá-los. Armávamos a arapuca, com uma isca no buraco do caranguejo. Quando o bicho saía, beliscava a isca e fechava a arapuca. Uma vibração, uma felicidade, quando a gente via a lata com a tampa fechada e um baita goiamum preso. Cevava, engordava os caranguejos num gradeado. Dias depois nos deliciávamos com uma caranguejada, o caldo do gordo escorria pela boca.
À noite o calçadão da Avenida da Paz se transformava em palco e campo de jogos. Correr no “Roubar-Bandeira”. Dividia a calçada em dois campos, um para cada equipe de sete ou oito meninos (as), no final de cada campo fixava uma bandeira. O objetivo era entrar pelo campo adversário trazer a bandeira fincada para o nosso campo sem ser tocado pelo adversário. Quando alguém era tocado pelo adversário tinha que parar ficar imóvel até um amigo vir e tocar de novo, “soltar” o amigo. Ganhava quem trouxesse primeiro a bandeira do adversário pro seu campo. Jogo de astúcia e velocidade.
Havia outros jogos como ximbra (bola de gude). Pião, o vitorioso tinha direito de, com o próprio pião amarrado com a enfieira, tentar com a ponta quebrar o casco do pião adversário. Nosso paraíso não era apenas a praia. Nossos pais gostavam de passear nas lagoas. Embarcávamos numa enorme canoa navegando pelas lagoas até Coqueiro Seco. A meninada sentada no fundo, os mais velhos nos bancos de tábuas na proa e na popa. O canoeiro dava a direção, puxando e molhando a vela conforme a intensidade do vento. Vela enorme colorida em vários matizes marrom, como se fossem manchas. Nós ficávamos extasiados, embevecidos com a beleza da imensidão da lagoa cheia de ilhas, coqueirais e entrecortadas por canais naturais. Mergulhávamos a mão e deixávamos ser acariciada pela água. Tio Béu e Dr. Diegues cantavam emboladas e nós acompanhávamos: “Coqueiro Seco do outro lado da lagoa… Se atravessa de canoa… fazer feira no Pilar…” A moçada fazia o coro: “Espingarda, pá, pá, pá, pá, faca de ponta, tá, tá, tá”… A chegada da canoa era uma festa, não havia ancoradouro, era preciso ajudar as mulheres e crianças desembarcarem. Passávamos o dia naquele pequeno povoado, correndo, jogando bola, mergulhando nas águas limpas da lagoa.
No centro da cidade havia o Cine Arte (São Luiz) quase sempre assistíamos a matiné e descíamos caminhando à Avenida da Paz, passando junto ao Arcebispado tomávamos um divino suco de maracujá com pão doce.
À noite ficávamos nos bancos da Avenida ou saíamos à cata de namoradas, nas redondezas. Eram namoros à antiga, pegar na mão, às vezes um abraço mais quente. A turma de maloqueiros da Avenida dos anos 50 foi se dispersando no tempo e no espaço. Hoje é só memória e alguns retratos na parede.
O futebol na areia era o jogo o predileto. Começávamos jogando Zorra (Linha de Passe). Quando havia jogadores suficientes, dois “capitães” tiravam par ou ímpar e cada qual escolhia os jogadores alternadamente, as equipes se equilibravam, dividimos democraticamente os times. O campo era a areia da praia, as traves dois cocos em montículo de areia. Não havia camisa de time, nem juiz, nem falta, nem impedimento, a bola rolava, na hora do gol corria para o abraço. Geralmente havia empurrões e briga, fazíamos as pazes depois do jogo. Se o jogo era na parte da manhã, ao acabar, mergulhávamos no mar de água transparente, nadávamos até enxergar as casas pequeninhas, às vezes ajudávamos a puxar as redes dos pescadores, o arrastão. Quando a pelada era à tarde jogávamos até escurecer. Em época de Lua Cheia, só terminava a partida com o Gol da Lua, o primeiro gol depois da Lua aparecer. Meninos, maloqueiros românticos, estão acabando-se aos poucos como manda a natureza. Fica a saudade e um quadro na parede.
🚨Mais uma vergonha: Aparentemente etilizado, Lula é interrompido durante discurso onde não falava nada com nada e outra vez, faz o Brasil passar vergonha no exterior! pic.twitter.com/NClyxjer8S
Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
Se o final é normal pra que correr E se morrer é ruim mais é comum Se o caixão vai levar de um em um Se o dinheiro não pode socorrer… Eu só quero o bastante para comer Para viver para vestir e pra calçar Mesmo sendo pouquim se não faltar Eu só quero esse tanto todo dia Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
Todo homem podendo tem que ter Moradia, saúde e alimento Um pouquinho também de investimento Que um dia ele pode adoecer Necessita também de algum lazer Para o corpo cansado descansar Mas tem gente que pensa em enricar Não descansa de noite nem de dia Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
Pra que tanta ganância por poder Exibir a fortuna adquirida Se o que a gente ganhar durante a vida É preciso deixar quando morrer Se na cova não tem como caber E no caixão ninguém tem como levar Lá no céu não tem banco para guardar O que o morto juntou quando vivia Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
Sei que a vida da gente se encerra E muita gente se esquece com certeza E é por isso pensando na riqueza Que alguns loucos estão fazendo guerra O pior é que brigam pela terra Para depois nela mesma se enterrar Toda essa riqueza vai ficar E só o corpo é que vai para a terra fria Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
Pra que tanta ganância e ambição Se essa vida é bastante passageira Tudo finda num monte de poeira Na mortalha, na cova e no caixão Ninguém pode pedir prorrogação Quando o jogo da vida terminar A não ser uma vela pra queimar O destino é partir de mãos vazia Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
A ganância infeliz desenfreada Deixa o mundo sem paz e sem sossego Pois tem gente com mais de um emprego E muita gente morrendo sem ter nada Mas a vida da gente é emprestada E qualquer dia o seu dono vem buscar Qualquer vida que a morte carregar Ninguém pode tirar segunda via Pra que tanta ganância e correria Se ninguém veio aqui para ficar?
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UMA VIAGEM AO CÉU – Leandro Gomes de Barros
Uma vez eu era pobre vivia sempre atrasado botei um negócio bom porém vendi-o fiado um dia até emprestei o livro do apurado.
Dei a balança de esmola e fiz lenha do balcão desmanchei as prateleiras fiz delas um marquezão porém roubaram-me a cama fiquei dormindo no chão.
Estava pensando na vida como havia de passar não tinha mais um vintém nem jeito pra trabalhar o marinheiro da venda não queria mais fiar.
Pus a mão sobre a cabeça fiquei pensando na vida quando do lado do céu chegou uma alma perdida perguntou era o senhor que aí vendia bebida?