PROMOÇÕES E EVENTOS

É HOJE! – BLOCO NA RUA EM RECIFE

QUEM TEM COOLER TEM MEDO ANO V

E o dia da alegria em Boa Viagem, aqui no Recife, está chegando!

Dia 31 de janeiro, sábado, o bloco Quem tem Cooler tem Medo volta às ruas para contagiar os foliões.

No seu Ano V, o bloco promete não deixar ninguém parado, com música a partir de 12 horas, indo até às 20 horas.

A festa começa às 12 horas, no bar O Amarelinho, na Rua Jack Ayres, 210, com o DJ Rafael Sales botando “pra ferver”!

Às 14:15h, a Orquestra de Frevo Levino Ferreira passa a comandar a festa, juntamente com os Passistas Dançantes do Passo.

Às 15 horas, a orquestra e os passistas começam o desfile, carregando uma multidão de foliões do Quem tem Cooler tem Medo.

O percurso compreende as ruas Jack Ayres, Professor Júlio Ferreira de Melo, Dhalia, Francisco da Cunha e Faustino Porto, retornado pela Professor Júlio Ferreira de Melo, voltando ao Amarelinho para a continuação da apresentação.

Às 16:30 horas, é a vez do Bateria Povoada não deixar ninguém parado com muita batucada. O grupo fez sua primeira apresentação no bloco em 2025 e foi um sucesso! vai repetir a dose em um show programado para 1:30 de duração.

Para continuar a festa, o DJ Rafael Sales retorna para animar ainda mais os foliões presentes.

Garanta sua camisa por apenas 80,00, com direito a 4 latas da cerveja Petra.

Se junte ao mar laranja que vai percorrer as ruas de Boa Viagem, com muita música e muita alegria!

Contato pelo Whatsapp: (81) 99784-3333 e (81) 99212-8182.

Desfile do ano de 2020:

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

INCONSTÂNCIA – Florbela Espanca

Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer…
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando…

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há de partir também… nem eu sei quando…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO JORNAL

A VOLTA DO BANDO

Velhos companheiros do PT envolvidos nos maiores escândalos de corrupção que sacudiram os governos Lula e Dilma planejam retornar a Brasília, por meio do voto popular, nas eleições de 2026.

Pré-candidatos a deputado federal, José Dirceu (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Delúbio Soares (PT-GO) e André Vargas (PT-PR) cumpriram parte das penas em regime fechado após investigações nos casos do Mensalão e da Lava Jato, mas acabaram beneficiados por indultos ou pela anulação dos processos da operação contra os desvios na Petrobras.

O retorno dos nomes dos antigos companheiros tem o apoio do presidente Lula (PT), que conta com a eleição dos petistas e de aliados de esquerda para ocupar o Congresso, na briga com a direita pela maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

Para isso, o PT deve recorrer a líderes históricos do partido, que tiveram protagonismo nas gestões passadas, apesar dos emblemáticos casos de corrupção.

* * *

Gostei da palavra “emblemáticos”, que está no último parágrafo dessa nota aí de cima, se referindo à ladroagem petêlha.

Lindo adjetivo.

Define com perfeição a safadeza da quadrilha.

E o Descondenado dando apoio e feliz da vida com a volta dos comparsas do bando.

Que alegria!!!

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

ACONTECEU EM CURITIBA

No centro de Curitiba, na esquina das ruas Emiliano Perneta e Voluntários da Pátria, encontra-se o majestoso e centenário prédio do Instituto de Educação do Paraná. Nele, minha mãe e minhas duas tias estudaram e se formaram professoras. Após formar-se, minha tia mais velha lecionou lá por vinte e cinco anos.

Naquele tempo, quase todo colégio tinha um coral, e havia até uma certa rivalidade entre os colégios mais importantes. No Instituto de Educação, minha tia acumulava as aulas com o cargo de assistente da maestrina do coral.

Um certo dia, já no final da tarde, minha tia foi procurada pela diretora, que lhe disse, aflita: Morreu o Bento Mossurunga!

Bento Mossurunga era um maestro e compositor paranaense, autor do hino do estado e famoso professor de música. O coral do Instituto devia prestar sua última homenagem, disse a diretora.

Em uma época onde ter telefone em casa era privilégio dos mais ricos, minha tia e a maestrina do coral demoraram algum tempo até localizar seis alunas integrantes do coral e “convocá-las” para a missão. As duas professoras usaram seus automóveis particulares (o da minha tia era um Fuscão vermelho) para apanhar as alunas em casa.

Já era noite quando chegaram às capelas mortuárias do Cemitério Municipal. As alunas vestiram os uniformes do coral e receberam as instruções das duas professoras para portar-se com discrição e respeito. Entraram no recinto do velório, a maestrina na frente, de cara muito séria, cumprimentando os presentes com leves acenos de cabeça, as alunas em fila atrás dela de cabeça baixa. Alinharam-se junto a uma parede e começaram a cantar a música mais triste que encontraram no repertório do coral. O burburinho da sala rapidamente cessou, todos escutando e tentando adivinhar quem eram aquelas moças que chegaram sem falar com ninguém.

Terminada a música, a maestrina virou-se e caminhou lentamente até o caixão no meio da sala, na atitude tradicional dos velórios. Mas ao olhar para o falecido, deu um pulo para trás e fez uma careta de susto. Caminhou até minha tia, que estava junto das alunas, e cochichou em seu ouvido: “O Bento Mossurunga tinha barba?”

“Não tinha barba e não tinha cabelo”, respondeu minha tia.

“Mas esse defunto é barbudo e cabeludo”, disse a maestrina, começando a rir.

Minha tia sabia que sua colega, quando ria, não parava mais. Rapidamente abraçou-a como se a consolasse, enquanto tapava sua boca com a mão. Ao mesmo tempo, olhou para as alunas e balançou a cabeça na direção da saída.

As alunas se retiraram em fila, com a mesma atitude séria e circunspecta com que entraram. Atrás, minha tia praticamente agarrando a maestrina que já começava a se sacudir de tanto tentar rir mesmo com a boca tampada.

Já na rua, após o ataque de riso terminar, e constatando que haviam cantado para o defunto errado, o consenso foi que não havia mais clima para outra homenagem. Todas entraram nos automóveis e rumaram para casa.

Bento Mossurunga foi enterrado sem a homenagem.

Por outro lado, em alguma família curitibana existe a história do velório de um antepassado em que, ninguém sabe de onde, umas moças apareceram, cantaram e foram embora sem falar com ninguém.

***

P.S. Em qualquer dicionário de português, consta que o feminino de “maestro” é “maestrina”. Recentemente, porém, a onda politicamente correta decretou que o termo é machista e preconceituoso e deve ser substituído por “maestra”. Eu, naturalmente, recuso-me a endossar tal tolice, e me pergunto: será que o mesmo raciocínio se aplica ao uso de “heroína” como feminino de “herói”? Deveríamos então usar “heroa”?

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

O GRANDE MUDO

Cadete Solânio Paes, da Academia Militar

Jornalista iniciante em 1952, eu me inebriava com os artigos do jornalista David Nasser, na revista “O Cruzeiro”, principalmente por sua arte literária em saber concluir seus artigos com referências ao título, modelo que venho adotando, nestas crônicas, sempre que possível.

De uma das reportagens publicadas pelo magistral escritor, destaco uma intitulada: “O Grande Mudo”, referindo-se ao Exército Brasileiro, em época, bem semelhante à que sofremos no momento atual.

David Nasser

Segundo notas da socióloga Letícia Moraes, no início dos anos 60, houve um endurecimento político no Brasil, baseado num aparato repressivo construído, com o objetivo de cercear e punir idéias políticas.

Isto quer nos parecer uma fase idêntica à situação atual.

Sendo cronista político verdadeiramente genial e destemido, David Nasser, então diretor da revista “O Cruzeiro”, debateu-se ativamente para a deposição do presidente esquerdista João Belchior Marques Goulart, em sintonia com o pensamento da respeitável imprensa da época.

A parte mais importante da campanha de David Nasser, contra a introdução do comunismo no Brasil, foram os argumentos de vários artigos, alertando os líderes das classes sociais, trabalhadoras, empresariais, o povo e o Exército, para um posicionamento enérgico diante da situação, que poderíamos enfrentar.

A Campanha se concentrava no argumento de que só a intervenção militar seria capaz de depor o governo João Goulart, impedindo a chegada do “perigo comunista” e preservando as liberdades democráticas.

A batalha de David Nasser resultou na “Marcha da Família pela Liberdade”, movimento que invadiu as ruas e levantou o brio dos brasileiros, contando com o apoio de nossas Forças Armadas, para nos devolver a democracia.

Nossos dias revelam algo semelhante, quando sofremos a ditadura já instalada pelo judiciário, cargos públicos e universidades aparelhados, além um péssimo governo, fraco Congresso, associação a grupos de narcotraficantes e a corrupção generalizada. Mas, surge agora, a salvação!

Deputado Nikolas Ferreira

O jovem deputado federal Nikolas Ferreira, sem a motivação de partidarismos, gritando por uma anistia ampla dos presos políticos, liderou uma caminhada por mais de 240 km, gritando: “Acorda Brasil!”, concentrando mais de 1 milhão de pessoas na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

E diante de tantas irregularidades os mais antigos brasileiros constatam que nosso glorioso Exército de Caxias, continua se comportando, diante de todo esse descalabro, como um grande mudo.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

ARRECADAÇÃO RECORDE NÃO SALVA CONTAS DO GOVERNO

Editorial Gazeta do Povo

O Brasil atravessa um momento de profunda contradição fiscal: enquanto a arrecadação federal atinge patamares recordes, o equilíbrio das contas públicas parece cada vez mais distante. Nas últimas três décadas, a arrecadação federal cresceu a uma média de 4,6% ao ano, superando significativamente o avanço médio de 3,3% do PIB no mesmo período. Esse fenômeno revela uma faceta perversa da nossa economia: a União consome uma parcela cada vez maior das riquezas geradas, sem que isso se traduza em estabilidade ou investimentos produtivos.

Esse fenômeno decorre de um modelo institucional conhecido como “spend and tax”: gasta-se sem controle e, para sustentar esse padrão, recorre-se continuamente ao aumento de receitas. A rigidez do orçamento brasileiro, composto majoritariamente por despesas obrigatórias e indexadas, empurra o governo para uma busca permanente por novas fontes de arrecadação. O resultado é um ciclo vicioso no qual o Estado cresce, mas o equilíbrio fiscal jamais chega.

A estratégia atual usada pelo governo Lula para sustentar o arcabouço fiscal confirma essa distorção. A aposta recai quase exclusivamente sobre o aumento da arrecadação. Em 2025, impostos e outras receitas da União bateram o recorde, chegando a R$ 2,89 trilhões, maior resultado já registrado na história do país. Ainda assim, o governo continua registrando déficits e recorre a manobras contábeis – como a exclusão de despesas com precatórios, saúde e educação das regras fiscais – para aparentar cumprimento das metas, numa tentativa descarada de maquiagem fiscal.

As consequências são diretas e já estão dadas. A deterioração da credibilidade fiscal reflete-se em juros elevados, com a Selic em 15%, e em uma trajetória preocupante da dívida pública, que pode alcançar 117,7% do PIB em 2035. Obviamente, esse quadro não é responsabilidade exclusiva do Executivo. Também o Congresso Nacional tem seu quinhão de irresponsabilidade, ao ampliar sua ocupação sobre o orçamento por meio de emendas parlamentares infinitas, que hoje consomem entre 20% e 30% dos recursos livres da União – proporção muito superior à média dos países da OCDE. O resultado é a fragmentação do gasto público e a corrosão do planejamento orçamentário.

A questão é que o Estado brasileiro, com seus Três Poderes, passou a operar como se fosse um fim em si mesmo, sustentando privilégios, supersalários e uma máquina pública que remunera seus quadros em patamares superiores aos da iniciativa privada. E o peso desse aparato recai integralmente sobre a sociedade produtiva.

Há um limite natural para esse modelo. A resistência dos contribuintes, a fuga de capitais e a perda de produtividade são sinais evidentes de que a sociedade já não suporta o avanço contínuo da carga tributária. O aumento desproporcional da arrecadação não resolveu o problema fiscal – apenas exauriu o setor produtivo e comprometeu o futuro. Sem um ajuste estrutural que enfrente o núcleo do problema – o crescimento automático das despesas obrigatórias e a incapacidade do Estado de produzir superávits primários efetivos – o país seguirá preso ao ciclo de déficits, juros elevados e baixo crescimento.

Negar a crise fiscal ou desqualificar o debate sobre controle de gastos não altera os fatos. Os dados são claros: o caminho adotado fracassou. Persistir nele é adiar o enfrentamento do inevitável e ampliar o custo que recairá sobre as próximas gerações.

PENINHA - DICA MUSICAL