DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

LULA CRITICA SALÁRIO MÍNIMO, MAS SE ESQUECE DOS IMPOSTOS

Ao criticar salário mínimo, Lula se esqueceu de mencionar impacto dos impostos na vida dos brasileiros

Ao criticar salário mínimo, Lula se esqueceu de mencionar impacto dos impostos na vida dos brasileiros

O presidente Lula fez um discurso criticando o tamanho do salário mínimo, dizendo que é muito baixo. Salário mínimo, só para a gente lembrar, é R$ 1.621. O problema não é o salário mínimo baixo, é a quantidade de imposto que a gente paga para o governo.

Eu fiz uma conta aqui e descobri que, para um trabalhador que ganha o salário mínimo, o governo ganha mais do que ele nessa operação. Querem ver uma coisa? O empregador que paga R$ 1.621 para um assalariado, ele, na verdade, está pagando R$ 2.740.

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Impostos ultrapassam valor do mínimo

É o cálculo que se faz assim, redondo. Paga aquilo e mais os encargos. Aí o empregado recebe líquido R$ 1.450, já deixa um pouco para o Estado brasileiro. Não recebe integral R$ 1.621. E aí ele faz as compras com esse dinheiro, ele vai fazer compras. Aí ele paga só de imposto uns R$ 500.

Se a gente somar tudo o que vai para o Estado brasileiro, que o patrão pagou, que foi descontado do operário e que o operário pagou de imposto embutido naquilo que ele comprou, dá uns R$ 1.800. O Estado brasileiro recebe R$ 1.800 de um salário mínimo pago de R$ 1.621, teoricamente.

Então, é o tamanho do imposto que atrapalha. Agora, o Estado faz o quê com esse imposto? Está prestando grandes serviços públicos, segurança pública, saúde pública, ensino público, justiça? Fica a pergunta no ar, você pode responder.

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Master desaba como uma bomba sobre o TCU e o STF

Há uma crise muito grande hoje nas instituições brasileiras por causa do Master. O Master está desabando em cima do Tribunal de Contas da União e do Supremo. Está desabando como uma bomba.

A gente ainda descobre que o INSS está suspendendo 254 mil contratos de consignados, porque está desconfiado que tem R$ 2 bilhões envolvidos com o Master. Aliás, a CPI que está tratando disso está sob sigilo imposto por Toffoli e ninguém pode saber quem se comunica pelo telefone celular com Daniel Vorcaro.

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Todos querem ir para Dubai

Fez dois anos agora o contrato do Master com o escritório de advocacia da família de Moraes. Agora se sabe porque tanta vontade de ir para Dubai. O Vorcaro, quando foi preso, estava embarcando para Dubai. Depois, o Zettel, o cunhado dele, foi preso embarcando para Dubai, agora, semana passada, foi preso. Foi solto por Toffoli.

Por que Dubai? Agora a gente descobre. Tem um tal de BTA lá, que é do português Humberto Coelho, que já esteve envolvido lá com o escândalo do Banco Espírito Santo, Eu sei que o Banco Espírito Santo era muito amigo do PT, pelo menos em 2003, 2004. Eu sei por testemunho pessoal. Depois faliu, mas aí o sujeito foi para Dubai. E esse é contato do Vorcaro lá.

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Toffoli tolhe investigações

A gente vê, pela manchete de O Globo de sábado, que o Banco Estatal do Distrito Federal, o BRB, está bem envolvido. A manchete principal, na primeira página: fundos suspeitos inflaram capital do BRB antes da compra do Master. Subtítulo: recursos do REAG vieram de contas de investidores, de investigadas do PCC.

E as decisões de Toffoli tolhendo o trabalho de investigação da Polícia Federal. Todas essas decisões de lacrar as provas, de impor sigilo, de diminuir os prazos para fazer oitivas da Polícia Federal, são muito eloquentes. A gente não precisa de mais nada para perceber. Falam por si.

É só a gente procurar a resposta. Por que tanto empenho do ministro Toffoli? O TCU faz a mesma coisa. A ação do TCU foi uma ação como se o Banco Central fosse culpado da liquidação do Master, e não a solução.

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Promiscuidade pega as instituições

Então, eles próprios, o Jonathan, o Vital do Rêgo, no TCU, o Moraes, o Toffoli, no Supremo, é que estão fazendo uma ação deletéria de que falava Fux, quando era presidente do Supremo, misturando as coisas. É a promiscuidade. É um negócio muito sério que pega as instituições.

Não seria o caso, já que é um ano eleitoral, de o TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, liderar uma campanha dizendo para o eleitor: “não vote em ladrão, em corrupto, em mentiroso”. Não é?

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O SINO – Rogaciano Leite

Seis horas… Somente o sino
Lá da torre da Matriz
Canta enganando a si mesmo
Para pensar que é feliz;
Mas… quem sabe no seu canto
O sino triste o que diz?!

Ah! Talvez o sino cante
Porque sente nesse instante
Alguma recordação…
Às vezes a gente canta
Porque não suporta tanta
Saudade no coração.

Delém… Delém… São palavras
Que ele arranca das entranhas
Provando às cousas estranhas
Quem também sabe falar…
O que seria do sino
Se por sorte fosse mudo

E na alma guardasse tudo
Que às vezes o faz cantar?!

Ah! O pobre sino canta
Mas nunca diz à garganta
O que o coração lhe diz…
Do mesmo modo que o sino,
Eu engano meu destino
Dizendo que sou feliz!

Almanaque de História: Quem é Rogaciano Leite.

Rogaciano Bezerra Leite, São José do Egito-PE, (1920-1969)

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

QUE CONTINUEM “GREATS”

Comentário sobre a postagem THANKS, TRUMP

Nonato:

Na minha opinião, houve um certo entusiasmo ideológico inicial sobrepujado pelo pragmatismo ante a realidade.

O que não significa, em absoluto, que o Trump e sua equipe não estejam muitíssimos mais experientes e cientes que no governo Trump anterior.

Cientes da realidade estão implementando, aos poucos, aquilo a que se propuseram.

Não se desconhece a força do deep state mas, na minha opinião, ocorre um despertar e não estou falando do movimento some.

É flagrante que muitas pessoas, antes omissas, antes alheias ao universo político, estão percebendo o buraco que o mundo seguia.

Se tais despertos serão multiplicadores dos valores judaico-cristãos que serviram de fundamento a cultura do ocidente e vem sendo erodidos de longa data, só o tempo dirá.

Sobre essa questão de fortes e fracos, onu (minúscula, mesmo) não se pode esquecer que, há mais de 100 anos, os Estados Unidos são o fiel da balança em todo evento relevante do mundo.

Dito isso, torço para que os Estados Unidos continuem, por muitos anos, greats!

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

O LAVRADOR DE PALAVRAS

… e o homem um dia resolveu plantar palavras: cavou fundo a fenda, escolheu bem as sementes, viu-as germinar e depois regou as letras, adubando-as com vírgulas, pontos, circunflexas interrogações. Viu nascer sua planta: parido estava o livro, a florescer, vingado.

Colheu parágrafos tantos e os sorveu, regando páginas por ele mesmo plantadas. Não satisfeito, deu-as ao leitor, recomendando as lêsse como se bebe um bom vinho, lenta e pausadamente, acariciando cada linha, abraçando cada parágrafo, cheirando cada caule, respirando cada flor.

Depois, o merecido descanso, da mão, do homem. Pronta, restou sua obra, igual a ele próprio: jardim cheio de flores, de algumas exclamações e de muitas reticências … até o ponto final. Alguns enxergaram espinhos. Eles, os há. É da natureza da natureza. E dos livros. Nem só de leveza eles vivem, livros e natureza.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A FALÁCIA DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

Roberto Motta

A violência dos narcotraficantes do Rio de Janeiro não para de fazer vítimas fatais

A busca por uma solução definitiva para certas questões é uma armadilha cognitiva e, muitas vezes, ideológica. Ela serve para justificar medidas estatais de engenharia social cujo único efeito é piorar os problemas.

Não existe solução para o problema das drogas.

O tráfico de substâncias entorpecentes existe em todos os países, inclusive naqueles que legalizaram algumas drogas, como a maconha. No dia 27 de abril de 2019 o jornal The New York Times – que não é conhecido exatamente por suas posições conservadoras – publicou uma reportagem cujo título foi “‘Piorando em vez de melhorar: tráfico de maconha cresce na Califórnia apesar da legalização”.

Segundo a matéria, mesmo depois da legalização da droga, a polícia da Califórnia continuava descobrindo plantações ilegais e combatendo a venda irregular – ou seja, o tráfico – realizado por “centenas de serviços de entrega e lojas de maconha ilegais”, algumas delas registradas como igrejas. O próprio governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou que as plantações ilegais “estão aumentando, e não diminuindo”.

A legalização da maconha na Califórnia foi o maior experimento – palavra usada pelo autor da matéria – desse tipo já realizado nos Estados Unidos. Os resultados são descritos pelo jornal: “os policiais dizem que o mercado ilegal ainda está prosperando e em algumas áreas até se expandiu”. “Mercado ilegal” de drogas é outro termo para tráfico. Mas a legalização não deveria justamente acabar com o tráfico? O que houve?

O xerife do Condado de Mendocino responde: “Há muito dinheiro a ser ganho no mercado negro”. A legalização, diz ele, “não diminuiu o trabalho dos policiais”. Lá se vai outro argumento da legalização: aquele que afirma que o crime irá diminuir. O que aconteceu na Califórnia foi o contrário.

O relato da Califórnia não é um caso isolado. Quando o governo canadense anunciou a decisão de legalizar a maconha, uma de suas principais motivações era reduzir o mercado ilegal. Mas, segundo o Statistics Canada, cerca de 75% dos usuários ainda compram maconha de traficantes.

Como diz uma matéria da revista The Atlantic Magazine, de janeiro de 2019:

O fim da proibição da maconha não acabou com os crimes do tráfico

A legalização da maconha deveria diminuir o crime, mas a realidade é mais complicada.

Converse com as autoridades do Triângulo Esmeralda da Califórnia, no entanto, e surge uma história diferente. Estima-se que a região, que inclui os condados de Humboldt, Mendocino e Trinity, produza 60% da maconha dos EUA.

Ben Filippini, vice-xerife de Humboldt, me disse que, desde a aprovação da maconha medicinal na Califórnia, em 1996, o crime violento em sua jurisdição aumentou: “As pessoas estão sendo baleadas por causa desta planta. Tudo o que a legalização fez aqui foi criar um refúgio seguro para os criminosos”.

Quando perguntei ao subxerife do condado de Trinity, Christopher Compton, o que aconteceu desde que uma iniciativa de 2016 legalizou a maconha no estado, ele disse: “Não vimos nenhuma queda no crime. Na verdade, vimos um aumento grande e constante”. O subxerife de Mendocino, Matthew Kendall, concorda: “Estamos vendo mais roubos e mais violência armada”[…]a Califórnia pode ter legalizado a maconha, mas nem todos os produtores querem ser legalizados[…]alguns insistem que cumprir os regulamentos é muito caro. Outros estão sonegando impostos.

Prestem atenção nessa frase: nem todos os produtores querem ser legalizados. Imagine alguém que se envolve com um mercado ilegal, extremamente lucrativo e movido a violência armada. A última coisa que esse tipo de pessoa quer é legalização, que significa submissão a leis, regulamentos e fiscalização. Isso deveria ser evidente.

Não há “solução” para o problema das drogas, muito menos através da “legalização” ou “descriminalização”. Drogas devem ser tratadas com uma combinação permanente de educação e repressão.

A educação é para informar ao público – em especial os jovens – que droga é uma coisa ruim, cujo resultado é sempre a redução do ser humano a um farrapo físico e moral. A repressão é para impedir que o narcotráfico faça novas vítimas, e contamine e corrompa as instituições da sociedade.

No Brasil, existem mercados ilegais de cigarros contrabandeados, combustíveis desviados, remédios falsificados, celulares roubados, bebidas clandestinas e autopeças adulteradas. Mas ainda existe quem acredite que a legalização vai transformar o ecossistema internacional do narcotráfico – composto pelos criminosos mais violentos, ousados e bem armados – em uma indústria obediente, submissa às regulamentações estatais e pagadora de impostos.

“Se o produto fosse oferecido de forma regulada em estabelecimentos legalizados não haveria mais crime” – esse é o sonho da turma da legalização. Mas quem vai subir entrar na comunidade para fechar os estabelecimentos ilegais? O fiscal do ICMS ou o fiscal da Anvisa? Quem vai entregar a notificação e a multa ao dono da boca de fumo?

Se hoje, quando as drogas são ilegais e o tráfico é crime, já é quase impossível controlar os traficantes, como será feito o controle quando a venda de drogas for permitida? O simples uso da palavra legalização não transformará traficantes em homens de negócio e os soldados do tráfico em empregados de carteira assinada.

O Brasil tem 16.886 quilômetros de fronteira, e perde apenas para Rússia, China e França em número de países vizinhos. Temos fronteira com Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela. Alguns desses países estão entre os maiores produtores de drogas do mundo. O tamanho da fronteira torna impossível uma proteção efetiva.

Um dos maiores mercados consumidores de drogas está do outro lado do oceano Atlântico – a Europa. Somos a rota natural de passagem. Os carregamentos de droga atravessam o território nacional em direção aos portos brasileiros, principalmente pelas regiões sudeste e nordeste, deixando um rastro de corrupção e violência desmedida.

O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de cocaína. O comércio ilegal de entorpecentes é controlado por algumas das organizações criminosas mais bem financiadas e agressivas do mundo, que operam na América Latina em associação com organizações políticas extremistas e governos corruptos.

Mas, ainda assim, os proponentes da liberação têm a firme convicção de que toda essa indústria de destruição e morte vai desaparecer em pouco tempo, descapitalizada e desarmada, quando as drogas forem comercializadas legalmente.