DEU NO JORNAL

VERGONHA NO ISTRANJÊRO

Lula (PT) se prestou ao papel de porta-voz de Vladimir Putin, ao afirmar no Canadá que o G7, grupo de países mais ricos do mundo, “nem deveria existir mais”.

Como a declaração de Lula não repercutiu, o próprio russo se posicionou nos mesmos termos, indicando um jogo combinado.

Putin está chateado porque já não é aceito em reuniões do G7 desde que invadiu a Ucrânia, há mais de três anos.

E Lula se irritou por ter sido convidado apenas para a “reunião ampliada” do grupo.

O brasileiro também tentou posar para foto com o presidente dos EUA, Donald Trump, mas foi solenemente ignorado.

Além dos sete países mais ricos, o Canadá convidou outros seis países como “observadores”.

O Brasil ficou de fora.

Lula e dirigentes de outros países menos relevantes foram convidados para a “reunião ampliada” do G7, só com assento garantido na platéia.

* * *

Quer dizer que o descondenado tentou tirar foto com Trumpão e foi solenemente ignorado???

Putz…

Tá escrito no último parágrafo dessa nota aí de cima: “Lula e dirigentes de outros países menos relevantes”.

Estamos num time de baixíssima categoria, sem relevância.

A que ponto chegamos neste período luleiro petralhoso…

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DEU NO X

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

O SÁBIO CÃO E O SÃO JOÃO

O portão permanecia aberto, mas o cachorro teimoso não se atrevia a sair. O trânsito era intenso e Tupã, esse o seu nome, tinha medo dos automóveis malucos que não respeitavam os cães. Isto e sua fidelidade a Zé o impediam de sair. Mas era junho e ele já estava nervoso com o foguetório que assolou sua rua naquele período, agoniando animais, velhos e até crianças não acostumadas com tanta zoada nos ares.

Mas era São João e as bombas faziam parte da festa, tanto quanto as fogueiras e as comidas de milho. Falta faziam os silenciosos peidos de véia e traques de massa dos meus São Joões antigos. Não bastasse a zoada toda, eis que surge, não se sabe de onde, uma música da mais reles qualidade, de abjeta categoria, interpretada por autodenominados universitários que nunca tiveram assentadas suas bundas numa Universidade e por Sertanejos que sequer suspeitam para que lado fica o Sertão.

Foi demais. Muita zoada para ouvidos tão sensíveis. Tupã não resistiu, aproveitou o portão aberto e, aí sim, saiu. Desviou dos automóveis malucos e foi-se esconder num lugar longe, sem bombas e sem música ruim. Sábio Tupã. Não à toa o cachorro é considerado o mais inteligente dos animais. Mais, até, que alguns humanos que soltam bombas e sujam os ouvidos com o que há de pior na ‘trilha sonora’ do São João de hoje. Nessa noite Zé não dormiu, com aquele barulho todo e, principalmente, com saudade de Tupã, seu fiel cão.

HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

APELO DE UM CONVOCADO À GUERRA

Imploro em nome da paz
Não quero ser assassino
Matar nunca fui capaz
Nem tive instinto ferino
Tire de mim esse carma
Nunca peguei numa arma
Como posso ir numa guerra?
Ter que pegar num fuzil
Ferir quem não me feriu
Espalhar ódio na terra

Para ferir ser humano
Confesso não tenho alma
Como posso causar dano?
Sendo uma pessoa calma
Junto a outros combatentes
Ter que matar inocentes
Provocar destruição
Jogar bomba nas aldeias
Destroçar casas alheias
A bordo de um avião

O que farei nos conflitos?
Cheio de seres perversos
Com seus poderes malditos
De maldades submersos
Ser vítima de mãos vorazes
Nas chamas dos camicases
Morrer sem pedir socorro
Ter que deixar meus filhinhos
Sofrer por homens mesquinhos
Entrincheirado num morro

Como um soldado guerreiro
Não quero subir em pódio
Ter fama de fuzileiro
Combater ódio com o ódio
Matar por causa banal
Ser um herdeiro do mal
Destruir sonhos e lares
Ser porta-voz da injustiça
Como arauto da cobiça
Derramar sangue nos mares

Será justo eu aceitar
Esse pedido tirano?
Alguém querer me jogar
Neste antro desumano?
Matar, chacinar crianças
Liquidar as esperanças
De um mundo já degradado
Botar fogo nos canhões
Amedrontar as nações
Lançando o fogo cruzado

Se me forçarem a lutar
Jogarei as armas fora
Sem temer em deserdar
Tiro a farda e vou embora
Dispensarei as medalhas
Fugirei sã das batalhas
Porém de cabeça erguida
Se a guerra nada constrói
Deserdarei como herói
Sem ter a honra ferida

Livrai-me dessa má sorte
Chega desse pesadelo
Prefiro as dores da morte
Clamo fazendo esse apelo
Podem gritar com alarde
Me chamarem de covarde
Meu pedido aqui se encerra
Não quero essa violência
Ferir minha consciência
Como assassino de guerra

Do livro Uma lua, um café e um batente

PENINHA - DICA MUSICAL