DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

JOÃO PARAIBANO, UM MESTRE DO REPENTE

Poeta cantador João Pereira da Luz (1952-2014), o João Paraibano

* * *

HABEAS POETA

Doutor, eu sei que eu errei,
Por dois fatos: dama e porre
Por amor se mata e morre
Eu não morri, nem matei
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe
Depois de apanhar na face,
Bati na flor do meu ramo
Me prenderam porque amo,
Quanto mais se odiasse.

Poeta mesmo ofendido
Ainda oferece afeto
Faz pena dormir no teto
Da morada do bandido
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua
Sem ver o sol, nem a lua,
Deixando um espaço aceso,
Pra que um poeta preso
Com tanto ladrão na rua?

Sei que não sou marginal,
Mas por ciúmes de alguém
Bebi pra fazer o bem,
Acabei fazendo o mal
Eu tendo casa, quintal,
Portão, cortina e janela
Deixei pra dormir na cela
Com minha cabeça lesa
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem tá carregando ela.

Poeta é como passarinho
Que quando está na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudades do ninho,
Do calor do filhotinho,
Do fruto da imensidade
Se come, deixa a metade
Da ração que o dono bota
Se canta esquece uma nota
Da canção da liberdade.

Doutor, se eu perder meu nome
Não vejo mais quem me empreste,
A minha mulher não veste,
A minha filha não come,
A minha fama se some
Para nunca mais voltar
Não querendo lhe comprar,
Pois humildemente lhe peço
Por favor, rasgue o processo
Deixe o poeta cantar!

* * *

Eu nasci no Sertão e me criei
Escutando o xexéu de manhãzinha
O Nordeste me deu quando eu não tinha
E Jesus me atendeu quando chamei
Poesia foi quadro que plantei
Nas paredes do meu interior
O espelho da mente é refletor
Onde eu vejo Jesus quando me deito
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino poeta e cantador.

*

Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.

*

Terreno ruim não dá fruto,
Por mais que a gente cultive,
No seu céu eu nunca fui,
Sua estrela eu nunca tive,
Que o espinho não se hospeda,
Na mansão que a rosa vive.

*

A juventude não dá
Direito a segunda via
Jesus pintou meus cabelos
No final da boemia
Mas na hora de pintar
Esqueceu de perguntar
Qual era a cor que eu queria.

*

Toda a noite quando deito
Um pesadelo me abraça
Meu cabelo que era preto
Está da cor de fumaça
Ficou branco após os trinta
Eu não quis gastar com tinta
O tempo pintou de graça.

*

Coruja dá gargalhada
Na casa que não tem dono
A borboleta azulada
Da cor de um papel carbono
Faz ventilador das asas
Pra rosa pegar no sono.

*

Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.

*

A cantoria transcende
Um panorama mais lindo
Poeta é a voz do povo
Que está lhe assistindo
Que quer dizer, mas não pode
Tudo o que está sentindo.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O CARNAVAL

Alguns estudiosos entendem o Carnaval como uma festa cristã, pois sua origem, na forma como entendemos a festa atualmente, tem relação direta com o jejum quaresmal.

Durante a Idade Média, as festas de Carnaval consistiam, principalmente, em bailes ao ar livre, nas praças públicas, e de serenatas feitas pelas pessoas mais importantes da cidade.

Os mascarados usavam uma espécie de capuz com duas orelhas bem compridas, que tinham em cada ponta um guiso.

Nem sempre os músicos se saíam bem nessas serenatas, pois se de algumas casas recebiam dinheiro e víveres, de outras, como nas dos comerciantes e pessoas ricas e avarentas, recebiam lixo, água suja e até estopa em chamas. Em represália, os músicos atiravam pedras nas casas, onde eram mal recebidos, sendo, por sua vez revidados, estabelecendo-se, assim, violentos combates.

Como acontecia quase sempre, resultarem vários feridos, a polícia proibiu essas festas. Também os mascarados e blocos grotescos terminavam quase sempre em pauladas, com grande alegria dos espectadores.

Até bem pouco tempo, o Carnaval de Nice (França) era muito afamado, pelos cortejos e carros artisticamente enfeitados. Os desenhos e “maquetes” para esses préstimos eram obras de dois pintores: pai e filho de nome Mossa, pouco conhecidos. Em 1874, Mossa teve a ideia de preparar um cortejo humorístico que tivesse, numa carroça, uma figura que seria proclamada como o rei do Carnaval.

Esta inovação foi muito aplaudida, tanto que nos anos seguintes foram muitos os imitadores, mas nenhum a suplantou.

Nas grandes oficinas de Mossa, quatro ou cinco meses antes do Carnaval, era intenso o trabalho e havia mais de sessenta pessoas trabalhando na confecção dos carros carnavalescos. As figuras eram feitas de papelão ou de armação de arame e depois vestidas. As cabeças eram verdadeiras obras de arte.

Os povos antigos do Oriente costumavam usar máscaras nas cerimônias. Na fabricação dessas máscaras, eles empregavam os materiais mais diversos.

No Museu de Londres ainda se encontra uma máscara feita de mosaico e malaquita, que foi usada pelos grandes sacerdotes. A malaquita é um carbonato básico de cobre que contém também cromo, cálcio e zinco e se forma em áreas de oxidação superficial em depósitos do mineral. Os egípcios faziam as máscaras de lâminas de ouro, de vidro, de uma espécie de cera, cujo segredo de fabricação possuíam, e até de madeira. Essas máscaras de madeira, porém, só serviam para cobrir os rostos das múmias.

Entre os gregos e romanos as máscaras tiveram utilidade menos fúnebre. Durante o espetáculo, cada ator aparecia com uma máscara que caracterizava seu papel na cena. Para cada idade, cada ramo social , desde o rei, o herói ou o escravo, havia uma máscara diferente, de modo que qualquer pessoa, por menos inteligente que fosse, que assistisse a um espetáculo, logo reconhecia em cada ator o personagem que representava.

Em Veneza, o Dooge – o supremo magistrado – oferecia, durante as festas do Carnaval, grandes bailes no Palácio do Governo. A “Ridotta” (assim se chamava a festa), reunia toda a nobreza veneziana.

Damas e Cavalheiros ostentavam luxuosas fantasias e exibiam caríssimas joias. Nos jardins, muito bem iluminados por lanternas de cores, também se dançava.

Os mascarados se disfarçavam com meias-máscaras de veludo preto, que tiveram sua origem na cidade de Veneza, e assim, irreconhecíveis, podiam fazer brincadeiras espirituosas e interessantes, sem correr o risco de serem descobertos.

Durante o baile, os criados percorriam os salões e jardins com bandejas cheias de guloseimas de toda espécie. Porém, algumas dessas gulodices eram recheadas com substâncias amargas, picantes ou então bem azedas, e aqueles que as recebiam faziam caretas, que muito divertiam os outros convivas. Mas, havia alguns que engoliam depressa o doce, sem dar a perceber aos outros o logro em que haviam caído, enquanto seus companheiros esperavam atentamente o menor sinal de repugnância, para estourarem em gostosas gargalhadas.

Repisando, o Carnaval teve sua origem na Antiguidade, onde se celebravam os deuses, e quando se permitia uma alteração na ordem social.

Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir.

Embora seja conhecido como o país do Carnaval, o Brasil não é o único a comemorá-lo de forma intensa.

Cidades como Veneza (Itália), Nice (França), Nova Orleans (EUA), Ilhas Canárias (Espanha), Oruro (Bolívia) e Barranquilla (Colômbia), também celebram a festa de forma bem animada.

Na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração. Igualmente havia uma celebração, no templo do deus Marduk, quando o rei era agredido e humilhado, confirmando a sua inferioridade diante da figura divina.

Já na Grécia Antiga, havia festas para se comemorar a chegada da primavera onde estava permitido que toda população, sem distinção de nascimento, participasse do evento. Celebração semelhante ocorria no Império Romano, na Saturnália, quando as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber.

Com a ascensão do Cristianismo, as festas pagãs ganharam novos significados. Assim, o Carnaval tornou-se a oportunidade dos fiéis despedirem-se de se alimentarem de carne. Inclusive, a palavra carnaval vem do latim carnis levale, que significa “retirar a carne”.

Para a Igreja Católica, o Carnaval antecede a Quaresma, o período de quarenta dias antes da Páscoa, onde se recorda o momento no qual Jesus esteve no deserto e foi tentado pelo demônio. O carnaval de Veneza se caracterizava pelos bailes e trajes ricamente elaborados.

Desde o início da sua comemoração, no Carnaval, as pessoas podiam esconder ou trocar de identidade.

Assim, tinham maior liberdade para se divertir, ao mesmo tempo que podiam adquirir características ou funções diferentes do que eram verdadeiramente: pobres podiam ser ricos, homens podiam ser mulheres, entre outros.

Em Veneza, Máscaras de Carnaval eram usadas pelos nobres, para esconder sua identidade e para que desfrutassem da festa junto ao povo, na clandestinidade.

Esta é a origem do uso da máscara, que é uma característica marcante desta celebração.

No Brasil, o Carnaval surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses. Este consistia numa brincadeira quando as pessoas atiravam água, farinha, ovos e tinta uma nas outras.

Por sua parte, os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre muitos outros ritmos musicais.

No começo do século XX, com o objetivo de civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida. Por isso, as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e buquês de flores.

Com a popularização dos automóveis, as famílias mais abastadas do Rio de Janeiro, Salvador ou Recife, saíam com os carros e jogavam confetes e serpentinas nos passantes.

Esta tradição se manteve até a década de 30, quando se registrou o fim da fabricação dos automóveis descapotáveis e também pelo barateamento dos veículos que permitiam as classes populares entrarem na festa.

O Carnaval de rua era animado pelas marchinhas, um gênero musical parecido com as marchas militares, porém mais rápidas e com letras de duplo sentido. Desta maneira, criticam a sociedade, a classe política e a situação do país de maneira geral.

Considera-se que a primeira marchinha de Carnaval tenha sido “Ò Abre Alas”, escrita em 1899 pela compositora carioca Chiquinha Gonzaga.

Surgem os “ranchos”, as “sociedades carnavalescas” e os “cordões”, agrupações de foliões que saíam pelas ruas da cidade tocando as marchinhas e fazendo todos dançarem.

Com a popularização do rádio, as marchinhas caíram no gosto popular. Vários cantores registraram estas composições, mas cabe destacar os nomes de Carmem Miranda e Francisco Alves como os maiores intérpretes do gênero.

Na década de 60, a marchinha deu lugar ao samba-enredo das escolas de samba.

Começaram a surgir as escolas de samba. A primeira agremiação que surgiu no Rio de Janeiro se chamava “Deixa Falar”, hoje “Estácio de Sá”, em 1928. A origem do nome “escola” se dá ao fato de que os fundadores da “Deixa Falar” estavam num bar em frente a uma escola.

Hoje em dia, elas recebem o nome oficial de “Grêmio Recreativo Escola de Samba”, pois têm o compromisso de difundir a cultura na comunidade onde estão inseridas.

O Carnaval de rua no Rio de Janeiro sofreu um golpe com a construção do “Sambódromo”, que confinava os desfiles a este espaço. A festa passou a ser transmitida pela TV e os ingressos ficaram cada vez mais caros.

Os desfiles das escolas de samba, no Rio de Janeiro, acontecem na marquês de Sapucaí e terminam na Praça da Apoteose.

O Carnaval de rua sobrevivia nos subúrbios com grupos como o “Cacique de Ramos”, no centro da cidade, através de blocos como o “Cordão do Bola Preta” e os “Carmelitas”. Na Zona Sul carioca, havia a “Banda de Ipanema” e mesmo o “Imprensa que eu Gamo”, formado por profissionais da comunicação.

Parecia que a festa carioca mais popular estaria destinada aos turistas, mas um grupo de teatro amador, o Boitatá, ressurgiu com o costume de arrastar os foliões pela rua. Atualmente, quase 500 blocos desfilam pelas ruas cariocas.

Por ser um país de dimensões continentais, cada região do Brasil comemora o Carnaval de uma maneira diferente.

Duas capitais nordestinas, Salvador e Recife, destacam-se pela beleza de sua festa, a diversidade cultural e musical.

Em Salvador, os trios elétricos fazem a alegria dos foliões. Sua origem está ligada às batalhas de flores e aos corsos.

O primeiro trio elétrico foi inventado pelos músicos Dodô e Osmar, em 1950, quando utilizaram amplificação elétrica para seus instrumentos musicais. A partir daí, os demais carros fizeram o mesmo.

Dodô e Osmar animaram o carnaval baiano em 1952.

Se no Rio de Janeiro as marchinhas deram a tônica da festa, na Bahia o samba, a batucada, o axé, a timbalada e os grandes grupos de percussão como os “Filhos de Gandhi” são a marca da festa baiana.

A festa carnavalesca da capital de Pernambuco e da cidade de Olinda é animada pelo frevo. Igualmente, os recifenses utilizam os bonecos gigantes nos seus desfiles.

Estes bonecos vieram da Europa, pois em países como a Espanha, são confeccionados enormes figuras de reis, rainha e da corte, que passeiam pela cidade em certas festas religiosas.

A cada ano, as agremiações lançam novos rostos como jogadores de futebol, atores, personalidades que faleceram, heróis dos quadrinhos, etc.

Igualmente, os bonecos são usados para fazer crítica social e é comum ver políticos retratados por estes artistas.

Ao longo dos anos, o carnaval brasileiro se reinventou, adaptando-se aos tempos modernos sem perder sua essência.

Desfiles de escolas de samba, blocos de rua, bailes de máscaras e festas populares são apenas algumas das formas pelas quais essa festividade se manifesta Brasil afora.

Cada região do país imprime sua marca peculiar no carnaval, refletindo as múltiplas facetas de uma nação tão vasta e diversificada.

Pescando lirismo na grande obra “Lira de Poti” – Versos – 1949, do grande poeta Norte-riograndense ANTÔNIO SOARES (1847 a 1947), da Academia Norte-riograndense de Letras, trago o soneto “Carnaval” (1949)

CARNAVAL – Antônio Soares – 1949

Carnaval! Pelas praças e avenidas,
Sons de clarins e tilintar de guizos;
Verbos galantes, frases atrevidas,
Na confusão dos gestos e dos risos.

Carnaval! Pensamentos indecisos,
Intenções e palavras mal contidas;
Lábios em festa e corações incisos,
Olhos contentes e almas doloridas.

Carnaval! Sob a máscara esquisita,
Quantas vezes, cruel, barbaramente,
Um mundo de misérias não se agita!

Carnaval! Uns instantes de ventura
Trocados, muita vez, levianamente,
Por uma vida inteira de amargura!

RODRIGO CONSTANTINO

BRASIL LULISTA RESOLVE “PEITAR” TRUMP

Segundo a CNN Brasil, o Itamaraty consultou Alexandre de Moraes antes da nota patética contra os Estados Unidos. Na mesma nota, o Itamaraty fala em “divisão entre poderes” e evitar a politização da Justiça! Ainda segundo a CNN, o governo decidiu adotar o estilo “bateu, levou” com Donald Trump após crítica a Moraes. Seria isso uma confissão de que Moraes faz parte do governo Lula? O Brasil lulista virou uma total piada de mau gosto. 

O abuso de poder do STF foi longe demais no Brasil, mas os ministros acharam que poderiam ultrapassar nossas fronteiras e impor medidas a cidadãos americanos por meio de empresas americanas. “Alexandre de Moraes determina bloqueio de perfis bolsonaristas no Twitter a nível internacional”, diz manchete do Globo em 2020. “Facebook cumpre ordem de Moraes e faz bloqueio global de contas de bolsonaristas”, comunica a CNN no mesmo ano.

Moraes pensou que sua jurisdição era planetária, chegou a incluir Elon Musk num inquérito e congelou ativos de uma empresa sua sem qualquer relação com a plataforma X, o antigo Twitter. Tudo isso terá graves consequências para o ministro e potencialmente seus cúmplices supremos. O Comitê Judiciário da Câmara dos EUA intimou as Big Techs para que relatem casos de “censura” contra empresas americanas.

As “ordens secretas” do ministro Alexandre de Moraes são citadas na intimação. Empresas intimadas: Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Rumble, TikTok e X. Poderiam acrescentar o Patreon. Em meu inquérito, Alexandre de Moraes determina que a empresa americana, sem operação direta no Brasil, entregue nomes de meus apoiadores e cancele minha conta, sob multa de cem mil reais caso contrário. O Patreon ignorou Moraes, mas temos as provas do que ele tentou fazer.

Aquilo que começou, segundo a Globo, porta-voz informal do regime, como uma “piada” vem ganhando ares mais sérios e sombrios. Como ninguém solta a mão de ninguém ali, por enquanto, o comunista Flávio Dino “brincou” que Moraes pode visitar o Maranhão em vez dos Estados Unidos. O ministro está prestes a ter seu visto revogado, após aprovação de medida na CCJ do Congresso americano. 

Militantes esquerdistas disfarçados de jornalistas dizem que o ministro não tem agenda no país e não faz questão de viajar, sendo que está convidado para evento da Lide em Nova York. Parece episódio do Chaves, que diria: “Eu nem quero ir mesmo”. Mas não é “apenas” ficar impedido de passear por Nova York ou Miami: é o risco de se tornar um pária mundial por meio do Magnitsky Act.

Em reportagem da Gazeta do Povo, Gabriel de Arruda Castro explica a origem da lei e como ela vem sendo utilizada pelo governo americano para punir quem abusa dos direitos humanos e persegue cidadãos inocentes. Já existem congressistas pressionando Trump para que adote esta punição contra Moraes, e Elon Musk considerou “interessante” esse caminho após uma postagem de Paulo Figueiredo.

O governo Trump não está de brincadeira e colocou a liberdade do Brasil como uma de suas prioridades. Moraes e seus cúmplices compraram uma briga grande demais, que não podem vencer, ao menos não sem destruir de vez qualquer aparência de democracia em nosso país.

DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

A GRANDE SURPRESA: O CARNAVAL DE RUA VOLTOU! VIVA MACEIÓ!

Nos anos 40/50/60, o carnaval de rua de Maceió iniciava 15 dias antes com a Maratona Carnavalesca na Rua do Comércio, tendo uma orquestra de frevo em cada esquina e o corso rolando. Toda noite o Centro da cidade lotava de foliões e apreciadores de carnaval que ficavam assistindo da calçada o povo dançar e se esbaldar.

No domingo anterior ao carnaval era vez do Banho de Mar à Fantasia pela manhã na Avenida da Paz. Com concurso de Blocos de Frevo, de Troças, de Escolas de Samba. A multidão atulhava a Avenida com fantasias de papel, depois mergulhava no mar.

De repente, a cerca de 15 ou 20 anos, o carnaval de rua de Maceió desapareceu. Os moradores da cidade começaram a procurar a folia em outros locais, como Recife, Salvador, deixando um vazio na cidade.

CARNAVAL É ECONOMIA CRIATIVA. CARNAVAL É LUCRATIVO.

A abrangência da economia criativa, que tem como matérias primas a inteligência e a criatividade humanas, recursos que, se bem trabalhados, tendem ao infinito. Sendo assim, com possibilidades praticamente ilimitadas, a economia criativa pode ser considerada revolucionária.

O carnaval constitui-se numa das mais conhecidas expressões culturais do Brasil, pode ser visto como uma síntese da economia criativa, uma vez que nas suas diversas formas de manifestação explora de forma extraordinária a inteligência e a criatividade do brasileiro.

Nessas diferentes formas de manifestação carnavalesca estão presentes diversos atores da economia criativa. Poe exemplo: Na música, desempenham papel fundamental os compositores, os puxadores de blocos, os instrumentista. Passando para os quesitos artes visuais, artes cênicas e dança, assistimos, ano após ano, um show de criatividade e bom gosto de designers, coreógrafos, estilistas, figurinistas, roteiristas, costureiros, maquiadores, artesãos, bailarinos e passistas.

Na retaguarda de papel relevante na preparação e execução dos serviços, estão os publicitários, os decoradores, os gráficos, os profissionais de rádio e TV, os chefs de cozinha e uma enorme gama de colaboradores da cadeia turística, envolvendo os segmentos de transporte, hospedagem, alimentação e entretenimento. Beneficiando-se do fluxo de turistas que acorrem às principais localidades com atrações carnavalescas. Na cadeia da Economia Criativa ainda tem o pessoal de apoio: ambulantes, taxistas, costureiras, restaurantes, bares, pousadas, hotéis, montadores, etc…

PREJUÍZO DA CIDADE DE MACEIÓ POR NÃO TER CARNAVAL ORGANIZADO

Maceió está perdendo dinheiro e muito dinheiro em não ter carnaval durante os dias de Carnaval. Nos quatro dias de carnaval viajam 200 mil maceioenses em busca de folia para várias cidades. Se cada um maceioense que viaja, gastar R$ 1.000,00 durante o carnaval. São R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões) que deixam de circular em Maceió durante o carnaval. Carnaval é renda e emprego.

BLOCO DA NÊGA FULÔ

O Bloco da Nêga Fulô foi criado em 2016 por um grupo de foliões de diversos bairros e classes sociais que não conformado com o esvaziamento da cidade, para incentivar o Carnaval de Rua e abrir um espaço para o povo se extravasar O Bloco da Nêga Fulô desfila todos os domingos de carnaval, com muito entusiasmo, com foliões de todos os bairros da cidade, aberto, sem corda, gratuitamente para toda população, mostrando a viabilidade do carnaval de rua em nossa cidade. Esse ano de 2025 o desfile terá início ás 14:30 nos 7 Coqueiros até o Alagoinha, domingo, 2 de março.

O CARNAVAL VOLTOU

De repente, hoje (27 fev), aconteceu uma surpresa maravilhosa: a Prefeitura de Maceió anunciou e divulgou a programação do Carnaval no bairro histórico de Jaraguá. Uma programação de tirar o fôlego iniciando com o Baile Municipal na sexta (28) e todas as noites uma excelente programação carnavalesca. Uma vitória para o maceioense: a volta o carnaval de rua, a maior manifestação cultural, espontânea do brasileiro, a alegria fugaz que se chama carnaval. Os velhos carnavalescos agradecem à Prefeitura. Vamos todos à Jaraguá levando filhos e netos, afinal, depois de tanto tempo, temos novamente a alegria de um Carnaval!!!