PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

COITADO! QUE EM UM TEMPO CHORO E RIO – Camões

Coitado! que em um tempo choro e rio
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du’a cousa confio e desconfio.

Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.

Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;

Queria que visto fosse e invisível;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!

Luís Vaz de Camões, Portugal, (1524-1580)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA RODA DE GLOSAS

Mote desta colunista:

Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Quando sinto que a tristeza
Se avizinha do meu peito
Na danada dou meu jeito
Pra isso tenho destreza
Busco no canto a leveza
Para os males espantar
Quem quiser pode chegar
Que esse canto é de união
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Dalinha Catunda

Eu voltei a ser criança
Brincando pela varanda
Numa roda de ciranda
Gostei daquela festança
Entrei de cara na dança
Comecei rodopiar
Formamos um belo par
Dando volta no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Araquém Vasconcelos

Peguei na mão de Ritinha
Que pegou na de Alcinete
Lindicassia, bem coquete,
Segurou a de Dalinha
Enxerida entrou Bastinha
Seguiram a requebrar
Sempre a rodar,a rodar
No ritmo da emoção:
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Bastinha Job

Na ciranda desta vida
Volta e meia sempre dou
Se as amigas vêm, eu vou
Se não vêm, fico sentida
Se Maria Aparecida
Ou de Lourdes me chamar
Largo tudo e vou dançar
Pra tristeza eu digo não
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Creusa Meira

O zabumba toma a guia
Dá balanço o chocalho
Já se ouve um farfalho
Vai subindo uma agonia
O salão se contagia
Todos querem rebolar
E o desejo de dançar
Tem a força de um vulcão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Giovanni Arruda

Vou brincar nesta ciranda
Abra a roda por favor
Vou girando como for
Meus passos só Deus comanda
Pus nos cabelos lavanda
Quando o vento arrepiar
Cirandeiros vêm cheirar
Com grande satisfação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Dulce Esteves

Deixe a rotina de lado
Saia de dentro de casa
Se divirta, extravasa,
Vá prum forró arrochado
Requebre bem apertado
Dance a noite sem parar
Com molejo a peneirar
Dando voltas no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Joabnascimento

Nas noites alvissareiras
Nas festas de São João,
Eu fazia agitação
Dançava nas brincadeiras
Salão cheio de bandeiras
O sanfoneiro a tocar
Fazendo casais rodar
Em geral a animação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Jairo Vasconcelos

Agradecer cada dia
A alegria de viver
E fazer por merecer
Saúde, paz e harmonia
Bom mesmo é a euforia
Rime se quiser rimar
Cante se quiser cantar
Diga não a solidão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Francisco De Assis Sousa

Pesquisei nossa Ciranda.
É na Cantiga de Roda,
Que ela nunca cai de moda.
É cantiga que sempre anda
Nos festejos de varanda.
Em rodas para dançar,
Em festejo popular.
Na roda, uns vêm outros vão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Rosário Pinto

Pra quem gosta de ciranda
E dançar na luz da lua
Vem ser meu e serei tua
No toque de qualquer banda
Pois é a gente quem manda
A poeira levantar
Vamos ver o sol raiar
No batuque do coração
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Vânia Freitas

Em tempos de pandemia,
Só mesmo fazendo festa.
A jogada agora é esta:
Em casa, ter alegria,
Cantar e fazer poesia,
Um Studio improvisar,
Uma live organizar,
Numa bela animação,
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Chica Emídio

A ciranda move a vida
a vida gera cultura,
é alegria segura
é brincadeira aguerrida.
A cadência é divertida
quem tá fora quer entrar,
com garra pisotear
com desmedida paixão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Fátima Correia

DEU NO JORNAL

O ATAQUE DO TCU À CREDIBILIDADE DO BANCO CENTRAL

Editorial Gazeta do Povo

Quando examinaram a documentação do Banco Master, perceberam as bilionárias irregularidades do banco de Daniel Vorcaro e decidiram vetar a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), em setembro do ano passado, e liquidar extrajudicialmente o Master, dois meses depois, os técnicos do Banco Central certamente sabiam que estavam mexendo em um enorme vespeiro. Mas teriam eles esperado uma ofensiva tão brutal e uma tentativa tão escancarada de minar sua credibilidade, como a que vem sendo levada adiante por algumas das principais instituições da República? Depois do Supremo Tribunal Federal, é a vez de o Tribunal de Contas da União ameaçar a autonomia do Banco Central, conquistada a duras penas.

O ministro do TCU Jhonatan de Jesus, médico e ex-deputado federal ligado ao Centrão, iniciou sua campanha de ataque à credibilidade do Banco Central pouco antes do Natal, quando deu 72 horas para o BC se explicar sobre a liquidação do Master – no despacho inicial (ou seja, antes mesmo que houvesse qualquer resposta do BC), o ministro já manifestava juízo de valor ao falar em “precipitação na adoção da medida extrema de liquidação”, já deixando subentendido para onde gostaria de conduzir o caso todo. As explicações, assinadas pelos diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução; seu mandato terminou em 31 de dezembro), foram enviadas logo depois do recesso natalino, e nelas o BC explicava em detalhes o tamanho e as circunstâncias da crise de liquidez do Master.

Não bastou. Como o Banco Central alegou que certos documentos embasando a liquidação do Master não constavam da resposta por serem sigilosos, com acesso restrito e consulta presencial apenas dentro da sede do BC, Jhonatan de Jesus reagiu. Em vez de simplesmente pedir, então, permissão para que os técnicos do TCU pudessem ir ao prédio do BC consultar a papelada, o ministro ordenou algo inédito: uma inspeção urgente no Banco Central, e cujo resultado poderia levar até mesmo a uma reversão da decisão que liquidou o Master, ou ao menos impedir a venda de ativos do banco de Vorcaro, providência comum em casos de liquidação.

Os bancos liquidados pelo BC se contam às dezenas: foram 40 nas últimas três décadas, e alguns deles ligados a figuras poderosas, como ex-ministros e ex-governadores. Mesmo assim, jamais ocorreu algo parecido com o que Jhonatan de Jesus resolveu fazer no caso da liquidação do Master, mesmo antes de o Congresso aprovar a autonomia do Banco Central, em 2021. E a razão é muito simples: o Tribunal de Contas da União não tem competência para investigar o Banco Central desta forma. Não há absolutamente nada nos artigos 70 a 75 da Constituição que dê ao TCU o poder de realizar esse tipo de inspeção, muito menos de anular uma decisão como a que o Banco Central tomou de forma técnica, tamanhas as encrencas em que Vorcaro meteu o Master com suas práticas. Em outras palavras, não há nenhuma explicação decente que justifique a decisão do ministro – o que há são outros tipos de explicação, que remetem ao ótimo relacionamento que Vorcaro mantinha com os altos círculos do poder em Brasília.

A ilegalidade da inspeção do TCU é tão flagrante que, em um país normal, bastaria ao Banco Central procurar a Justiça, que protegeria a autonomia do BC desse tipo de ingerência. Mas o Brasil não é um país normal. O Brasil é o país onde um ministro do Supremo Tribunal Federal lança sigilo quase absoluto sobre as investigações do Master e ordena uma acareação ilógica, com a presença de um diretor do BC (que o ministro tenha recuado disso na véspera é o de menos, pois só o fez diante da enorme repercussão negativa), tudo isso depois de pegar uma carona em um jatinho com o advogado de um dos sócios de Vorcaro. O Brasil é o país onde o escritório da mulher de outro ministro do STF tem um contrato multimilionário para defender o Master, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões que eram considerados prioridade absoluta pelo banqueiro. Nessas circunstâncias, como confiar que o Supremo faria valer a lei e colocaria Jhonatan de Jesus em seu lugar? O BC recorreu primeiro ao próprio TCU, mas uma corte de contas que já demonstrou seu pendor político no passado, ao perseguir Deltan Dallagnol, desperta tanta confiança quanto o STF de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Por motivos que podemos considerar, sem medo, como inconfessáveis, muita gente em Brasília está bastante empenhada em salvar o Banco Master e Daniel Vorcaro, nem que para isso tenha de desferir um golpe mortal na autonomia do Banco Central, minando a credibilidade do setor técnico da autarquia. As duas principais instituições que avaliam a solidez dos sistemas bancários nacionais, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, estão em alerta, e as pressões sobre o BC podem aparecer em um relatório que embasa a percepção de investidores estrangeiros sobre o Brasil e sobre os riscos de investir no país. É esse tipo de estrago que pessoas como Jonathan de Jesus estão dispostas a fazer, sabe-se lá por que obscuras razões.

PENINHA - DICA MUSICAL

RODRIGO CONSTANTINO

A INDIFERENÇA MATA A DEMOCRACIA

venezuela nicolas maduro brasilia

Venezuelano comemora com o filho em Brasília, após a prisão de Nicolás Maduro

Participei hoje cedo de uma entrevista com Gabriel Orozco, missionário da Venezuela que conseguiu fugir para o Brasil em 2021. Ele atravessou a fronteira pela mata, acompanhado da mulher e dos três filhos pequenos, enquanto um “coiote” os ajudava e apontava para os maiores perigos da travessia. Deixou pai e irmãos para trás, na miséria, sentindo que havia falhado em sua luta pela liberdade.

Quando Hugo Chávez assumiu o poder, Gabriel tinha apenas 9 anos. “Roubaram minha adolescência”, diz. Ele cresceu com um regime opressor socialista, e sua vida inteira adulta, até 2021, foi sob o regime tirânico de Maduro. Seu pai foi da Colômbia para a Venezuela há 40 anos, e criou uma grande construtora. Ela foi destruída pelo regime.

Com o projeto deliberado de destruir a iniciativa privada para gerar dependência do Estado, o governo da Venezuela se recusava a vender insumos para a empresa, pois o pai de Gabriel não era ligado ao partido socialista no poder. A miséria atingiu a todos: cerca de 8 milhões de venezuelanos buscaram o exílio em outros países, e os que ficaram passam fome, milhões usufruindo de uma só refeição por dia.

Perguntei a Gabriel quais as lições que nós, brasileiros, podemos extrair dessa tragédia toda na Venezuela. Ele respondeu: a indiferença. Muitos venezuelanos não foram votar lá atrás, pois consideravam todos os políticos iguais. Entre Chávez e Caprilles, muitos não ligavam qual seria o governante. Alguns cristãos repetiam que a política era o ambiente do diabo.

Houve traição de muitos da “direita” também, que depois se mostraram aliados do chavismo. Enquanto isso, com o povo desarmado e a oposição perseguida e desmobilizada, a ditadura foi avançando. Milhares de presos políticos passaram por tortura, jornalistas foram presos e as instituições foram aparelhadas.

Gabriel conclui que nada mais poderia ser feito de dentro do país, sem ajuda internacional. Enquanto gente de fora acusa Trump de “imperialista”, Gabriel e os demais venezuelanos enxergam o presidente americano como uma esperança para restaurar a democracia na Venezuela.

Ele sabe que não será fácil nem de imediato, pois a presidente interina, Delcy Rodriguez, é parte da estrutura chavista com seu irmão Jorge, com os ministros Cabello e Padrino. Trump, municiado por análises da CIA, concluiu que era preciso trabalhar num primeiro momento com esses criminosos para manter a ordem, mas espera-se que a pressão americana seja suficiente para uma transição de regime.

O futuro da Venezuela é incerto, mas é do interesse americano não permitir que a China siga explorando seu petróleo. E como Gabriel disse, os venezuelanos não se importam com o petróleo ou o diamante: eles pensam em suas famílias, na fome, na liberdade. Por isso enxergam em Trump uma chance para resgatar a democracia e a prosperidade perdidas com os socialistas.

Sobre o Brasil, Gabriel foi claro: pensem bem em quem votar este ano, pois essa escolha pode fazer toda a diferença no futuro. Pode ser a diferença entre a opressão na miséria e a prosperidade na liberdade. Socialistas sempre produzem um quadro de opressão e miséria. Depois é tarde demais.

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A CAPTURA DE MADURO, A GRITARIA DA ESQUERDA E OS “ISENTÕES”

José Fucs

maduro argentina

O ditador destituído da Venezuela, Nicolás Maduro, sendo transferido para o tribunal federal em Nova York, onde enfrenta julgamento por crimes ligados ao narcotráfico

Diante da operação promovida na Venezuela pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que levou à captura do ditador Nicolás Maduro e a seu posterior traslado para um prisão federal em Nova York, a gritaria da esquerda contra a ação americana revela muito sobre as ideias e os valores defendidos pelo grupo.

Enquanto milhões de venezuelanos celebravam a queda do tirano bolivariano, em meio a mensagens de júbilo de líderes da direita e defensores das liberdades em todo o mundo, inclusive no Brasil, representantes da esquerda, como Lula, o PT e sua tropa de choque, que apoiaram Maduro até o fim, saíram da toca para manifestar sua “indignação” e seu “repúdio” à ação de Trump.

Como num jogral bem ensaiado, eles afirmaram que a operação era “inaceitável”, alegando que o presidente “estadunidense”, como gostam de dizer, violou o “direito internacional”, a “soberania” da Venezuela e o princípio da “autodeterminação dos povos”. Não faltaram, porém, as reações mais estapafúrdias à iniciativa de Trump, refletindo de forma emblemática o espírito da militância esquerdista.

Em represália ao “ataque” americano, uma jornalista chegou a defender, por exemplo, um boicote à Copa do Mundo nos EUA, agora em junho.

Ironizando a reação do grupo, um meme em que um camelô oferecia a manifestantes pró-Maduro com keffiyehs uma bandeira da Venezuela, em troca de uma bandeira da Palestina, viralizou nas redes sociais.

Para essa turma, pouco importa que Maduro tivesse acabado com a democracia no país e estivesse à frente de um regime que só se mantinha às custas de fraudes eleitorais, do aparelhamento do Judiciário e de assassinatos, prisões arbitrárias e tortura de opositores. Nem que ele tivesse ligações com o narcotráfico e houvesse transformado a Venezuela numa cabeça de ponte para a China, a Rússia, o Irã e organizações terroristas como o Hezbollah ampliarem sua influência na América Latina.

Tampouco importa que cerca de oito milhões de venezuelanos ou 20% da população tenham se espalhado pelo mundo em duas décadas, no maior êxodo de que se tem notícia desde a Segundo Guerra Mundial, para fugir da repressão, da miséria e da fome predominantes no país. Nada disso, para eles, parece suficiente para justificar a ação armada promovida por Trump contra Maduro.

Agora, é preciso admitir que, apesar de sua visão sinistra dos acontecimentos, a esquerda pelo menos assume seus pendores claramente. Ninguém pode alegar que não sabe de que lado eles estão. Pior, bem pior, são os dissimulados, aqueles que afirmam “ah, eu não gostava do Maduro, mas acho errado o que o Trump fez; não é dessa forma que se resolvem as coisas”.

Trata-se de um balaio que reúne os “isentões” e o pessoal da social-democracia, do “socialismo democrático” e do que mais se possa chamar de centro-esquerda no Brasil. É gente como o governador gaúcho, Eduardo Leite, um ex-tucano (existe isso?) que migrou para o PSD, tido como opção preferencial do grupo para disputar as eleições presidenciais deste ano; o deputado Aécio Neves, presidente do PSDB; e a deputada Tabata Amaral, do PSB, entre tantos outros da mesma estirpe.

Eles repetem a ladainha da esquerda lulopetista contra Trump, mas, para posar de virtuosos, de “reserva moral da nação”, procuram dizer também que a queda de Maduro deveria se dar democraticamente, como se ele estivesse lá por livre escolha da população e como se fosse possível derrubar ditaduras sanguinárias e regimes autocráticos pelas regras do jogo democrático ou com paus e pedras.

É provável que, se dependesse dessa galera, os aliados teriam ido negociar a paz com Hitler com um buquê de flores à mão, promovido convescotes diplomáticos com Sadam Hussein, para convencê-lo a deixar o poder no Iraque voluntariamente, e convidado os terroristas do Hamas para uma confraternização em Israel, após os atentados realizados ao país em 7 de outubro de 2023.

Ironicamente, muitos de seus representantes são os mesmos que, por ódio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, passaram pano para as arbitrariedades do ministro Alexandre de Moraes e de alguns de seus colegas do STF (Supremo Tribunal Federal),e que agora, com ele fora do jogo eleitoral, defendem de cara lavada a “volta do país à normalidade” e o respeito aos códigos legais e à Constituição.

Por sua inércia e talvez até por conivência, eles são responsáveis, em boa medida, pela ascensão da extrema-esquerda na região, hoje já em franco refluxo, e por boa parte das mazelas que afligem a América Latina e sua população.

Embora tentem se apresentar como força política independente, na hora h sempre acabam sendo tigrões com a direita e se unindo à esquerda, como aconteceu em 2022 e mesmo em 2018, quando se aliaram ao PT para tentar derrotar Bolsonaro. E como aconteceu agora, no caso da Venezuela, com as críticas à ação de Trump contra Maduro. É difícil imaginar hoje que, até alguns anos atrás, essa turma era considerada “de direita” ou mesmo de centro-direita. Coisas do Brasil.

DEU NO JORNAL

DIFERENÇA DOS ZISTADOS ZUNIDOS

Ao contrário do Brasil, onde audiência de custódia é como porta giratória que libera criminosos presos, os Estados Unidos mantiveram a prisão de Nicolás Maduro.

A próxima audiência do ditador será dia 17 março.

* * *

Tá certíssima a expressão “porta giratória”, pra se referir à tal audiência de custódia da republiqueta banânica.

A bandidadem sai se rindo-se com a cara mais lisa do mundo!