XICO COM X, BIZERRA COM I

DA SÉRIE ‘DECÁLOGOS DESCARTÁVEIS DE TÃO BOBOS QUE SÃO’

DECÁLOGO 5: MÉDICOS, LOUCOS E AFINS

1. TOOTH BRIDGE, na juventude, esteve em dúvida entre engenharia e odontologia: optou por ser dentista, especializando-se em Pontes.

2. FRANKLIN DELGADO se encantava muito mais com o interior que com as aparências: era considerado um excelente endoscopista.

3. ANTOINE YEUX, oftalmologista, recomendou um colírio diet ao seu cliente que tinha olho gordo. Desacreditado, ninguém levava em conta seus pontos de vista.

4. ANNE STOPLING TONGUETIET, fonoaudióloga e ativista política, tinha a língua presa. Tivesse-a solta, ela é que estaria presa.

5. TEREZA LOMBARD, fisioterapeuta, ficava feliz quando alguém massageava-lhe o ego …

6. ARISTIDES DUNLOP seguiu a tradição familiar, vocacionada para a área de pneus: O irmão, dono de uma borracharia; ele, pneumologista.

7. JOSEH CADÁ VER CHIOL, Legista: não gostava do trabalho, mas tinha que, pela sobrevivência, carregar os ossos do ofício.

8. SEPOR STENT, Cardiologista, nunca se apaixonou. Era um homem sem coração …

9. FERDINAND MORFIN, Anestesista mal sucedido, incapaz de curar a dor que a namorada sentiu ao final do namoro.

10. ANDREAS DECEIVE COLLINS, Médico intensivista, nunca enganou um desenganado. Contava-lhes sempre a verdade …

MAIS 4, DE LAMBUJA:

11. O’REIL GARGANT, Otorrino, avesso aos banhos, nunca deu ouvidos aos mestres e tornou-se um médico mal falado e mal cheiroso.

12. RESWELL SIGMUND foi um psiquiatra fracassado: impaciente, não tinha paciência com seus pacientes.

13. MANCH NAPELL, dermatologista, contagiou-se com a alergia de uma cliente e sentiu na própria pele as agruras da micose.

14. MARIE LEGUM VERDUR, endocrinologista: quando casou ficou na dúvida sobre qual regime de casamento assumir.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

UMA FARSA ELEITORAL SEM OBSERVADORES, MAS VISÍVEL AOS OLHOS DE TODOS

Editorial Gazeta do Povo

O ditador Nicolás Maduro segura um cartão eleitoral durante o seu programa de TV.

O ditador Nicolás Maduro segura um cartão eleitoral durante o seu programa de TV

O Acordo de Barbados não passava de uma ficção destinada a convencer o Ocidente democrático a retirar as sanções contra o regime ditatorial bolivariano que comanda a Venezuela, em troca de uma promessa que Nicolás Maduro jamais pensou em cumprir: a de realizar eleições limpas e livres. A última demonstração de que todo o ceticismo demonstrado quando da assinatura do acordo era justificado veio na última terça-feira, quando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), dominado pelo chavismo – como todas as demais instituições do país –, cancelou, a pedido do parlamento, o convite para que a União Europeia enviasse uma missão de observação da farsa eleitoral marcada para 28 de julho.

A participação de observadores da União Europeia era um item explicitamente mencionado no texto do acordo, que também citava a União Africana, a União Inter-americana de Organizações Eleitorais, a ONG norte-americana Carter Center, e um painel de especialistas das Nações Unidas. Para passar por cima do que fora acertado com a oposição e a comunidade internacional, o presidente da CNE, Elvis Amoroso, alegou “práticas neocolonialistas e intervencionistas contra a Venezuela”, em referência às sanções que, segundo o chavismo, traria “incalculável dano financeiro (…) ao povo, afetando a saúde de crianças e idosos”. No entanto, todas as sanções europeias se dirigem apenas a indivíduos ligados à ditadura chavista; nem mesmo empresas estatais como a PDVSA são alvo das medidas.

“Desconvidar” os europeus nem de longe é a primeira, nem a mais grave violação do Acordo de Barbados cometida pela ditadura de Nicolás Maduro. O primeiríssimo item do texto, que previa “o direito de cada ator político a escolher livremente seu candidato à eleição presidencial, de acordo com seus mecanismos internos”, já havia se tornado letra morta desde que foi mantida a arbitrária inabilitação de María Corina Machado, vencedora incontestável das primárias da oposição democrática. A CNE chegou ao ponto de impedir que a substituta de Machado, Corina Yoris, registrasse sua candidatura, ainda que não houvesse nenhum impedimento legal contra ela. Ao fim, a Plataforma da Unidade Democrática conseguiu registrar o nome de Edmundo González Urrutia, mas àquela altura o recado já estava dado: Maduro só aceitaria na cédula os nomes daqueles que ele quisesse deixar “concorrer”.

Urrutia chegou a aparecer em uma pesquisa de intenção de voto com 40 pontos de vantagem sobre Maduro, mas a oposição sabe com quem está lidando. María Corina Machado afirmou, em maio, que a derrota do chavismo era garantida se as eleições fossem limpas, mas que o processo está “cheio de armadilhas”. A oposição política e a imprensa independente continuam a ser perseguidas ferozmente, enquanto Maduro apresenta uma cédula de votação em que sua foto aparece incríveis 13 vezes, uma delas para cada partido político que faz parte de sua coligação. Não há como acreditar em eleições limpas nestas condições, e é isso que os chavistas querem esconder dos observadores da União Europeia.

A última impostura de Maduro precisa servir para acordar quem ainda não percebeu o caráter do venezuelano e provocar reações à altura. Os Estados Unidos demoraram demais para retomar as sanções sobre o setor petrolífero venezuelano, e quando o fizeram, em abril, ainda deixaram várias brechas para que empresas possam seguir operando na Venezuela. Já o Brasil de Lula não perde a chance de passar vergonha internacional quando se trata de Nicolás Maduro. O Itamaraty, sempre tão veloz para emitir notas sobre outros temas, ainda não pronunciou uma única palavra sobre a nova violação do Acordo de Barbados. Mas, a julgar pela nota mais recente, de março, afirmando esperar que “o pleito anunciado para 28 de julho constitua um passo firme para que a vida política se normalize e a democracia se fortaleça na Venezuela”, não há como esperar nada diferente. Afinal, Lula é aliado incondicional de Maduro, e não haverá de deixar seus diplomatas afirmarem a verdade sobre o regime de Caracas, uma ditadura cruel que promove simulacros de eleição apenas para tentar legitimar seu poder.

PENINHA - DICA MUSICAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AS FLORES ESTÃO CHORANDO – Miguel Jansen Filho

Os lilases murcharam . . . As roseiras,
Ao castigo do outono, estão despidas . . .
Hão de viver assim horas inteiras,
Mergulhadas nas sombras esquecidas . . .

Outrora foram elas mensageiras
Das alegres paisagens coloridas . . .
Hoje ostentam nas hastes agoureiras.
A tristeza das rosas fenecidas . . .

Desce a noite orvalhada sobre os mirtos,
A secura das plantas abrandando
Na frouxidão letal dos cravos hirtos!

Enquanto o orvalho se transforma em bolhas
Que pelos ramos murchos vão rolando
Como se fossem lágrimas das folhas! . . .

Miguel Jansen Filho, Monteiro-PB, (1925-1994)

DEU NO JORNAL

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

GLOSAS

Meu mundo é mal-assombrado
Pelas lendas do Sertão.

O Poeta Felipe Amaral criou o mote acima e escreveu a décima:

Rasga-mortalha que voa
No escuro do firmamento,
À noite, um canto agourento,
Por cima da casa, entoa.
Triste daquela pessoa
Que escuta a sua canção,
Que dá até a impressão
Que a ave arranha o telhado.
Meu mundo é mal-assombrado
Pelas lendas do Sertão.

O poeta Chico Potengy escreveu sobre o mesmo mote, e me enviou por WhatsApp a seguinte obra:

Nos tempos da meninice
Vivendo noutro lugar
Ouvia o povo contar
Tudo o que era crendice
Para mim, uma tolice
Estórias de assombração
Mas jamais eu abri mão
De um causo bem contado
“Meu mundo é mal-assombrado
Pelas lendas do Sertão.”

Eu recebendo os dois trabalhos acima, devolvi a Chico os seguintes versos meus:

Naquela curva fechada
De branco toda vestida
Perdeu precoce a vida
A noiva recém casada.
À noite na mesma estrada
Seu vulto na escuridão
É visto dando com a mão
Num aceno desesperado
“Meu mundo é mal-assombrado
Pelas lendas do Sertão”.

DEU NO JORNAL

MANDOU PRO EVENTO ERRADO

Carta que Lula enviou aos organizadores da Marcha para Jesus nem mesmo foi lida no palco do evento.

Na edição do ano passado, a simples menção ao nome do petista impulsionou saraivada de vaias.

* * *

O Descondenado enviou a carta pro evento errado.

Se tivesse enviada à Marcha para o Diabo, certamente ele seria aplaudido pelos satanistas.

Com muito entusiasmo.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X