CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PHILIPPE GUSMÃO – RIO DE JANEIRO-RJ

Amigo Berto (permita-me chamá-lo assim),

Os leitores do Jornal da Besta Fubana estão em todo lugar, veja só.

Não que você não saiba, pois afinal quando essa gazeta sai do ar, mesmo que por pouco tempo e sempre por motivos alheios à sua vontade, a gritaria é enorme!

Eu, por exemplo, acompanho o JBF desde sempre!

Lá pelos idos de 2014 ou 2015 (não me recordo bem agora) li uma das Crônicas Cheias de Graça, escrita pelo Carlos Eduardo Carvalho dos Santos, um dos seus fantásticos colunistas.

Era um texto sobre o Banco do Brasil dos velhos tempos, que falava sobre a Agência Centro, lá do Recife Antigo.

Nele, o Carlos Eduardo rememorava algumas passagens muito interessantes.

Escrevi-lhe então um comentário elogioso, perguntando se ele havia conhecido o meu sogro, já falecido, o Renato Machado Maia.

A rápida resposta não tardou e, ao recebê-la, uma grande emoção tomou conta de mim. Não apenas ele conhecera o Renato, como também havia trabalhado com ele, funcionário um pouco mais antigo do que o Carlos Eduardo no BB.

Travei então amizade com o seu colunista. E acredite: amizade virtual até hoje, pois ainda não tive a chance de o encontrar pessoalmente o que, se Deus quiser, não tardará a acontecer.

A Regina, minha esposa, comigo na foto que publicou em 17 de março último, é a filha do meu querido e inesquecível sogro Renato, o colega do Carlos Eduardo, dos tempos do Banco do Brasil!

Veja como esse mundo é pequeno! Quem diria que através de uma crônica escrita para o JBF, eu fosse localizar e me tornar amigo (mesmo que virtual, por enquanto), de um colega do meu sogro?

Aliás, ter conhecido a sua gazeta e me tornado leitor frequente, vem me proporcionando recompensas memoráveis.

Você não deve se lembrar, pois lida com dezenas e mesmo centenas de pessoas todos os dias. Mas, além de ser seu fã (assim como também fã do Carlos Eduardo e de vários outros colunistas do JBF), guardo com carinho um exemplar devidamente lido e relido d’O Romance da Besta Fubana, que me ofertou, com dedicatória!

Tenho-o “perturbado” algumas vezes durante todos esses anos, com consultas sobre variados assuntos ou sobre conteúdo publicado na gazeta, muitas delas atendidas diretamente por você, ou gentilmente repassadas para a Aline, sua esposa, que nunca falhou em me responder com rapidez e precisão.

Transmita a ela os meus cumprimentos!

Para você, o meu fraterno abraço e os melhores agradecimentos.

R. Meu caro amigo Philippe, saiba que é um privilégio editar uma página que tem um leitor do seu quilate.

Sua mensagem me deixou muito feliz e encheu de alegria o meu dia.

De fato, o nosso jornal é um ponto de encontro de pessoas dos mais diversos recantos deste nosso Brasil e também do exterior.

Uma esquina muito buliçosa e animada.

Carlos Eduardo, além de colaborador do JBF, é uma figura especial e com quem mantenho sempre contato.

A coluna dele é publicada aos sábados.

É ótimos termos um amigo comum como este talentoso cronista, que enriquece a nossa página semanalmente com histórias muito interessantes.

Aline agradece a referência que você fez ao nome dele e mandou dizer que continuará sempre à disposição.

Um grande abraço pra você e pra sua esposa Regina!

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

NÍSIA TRINDADE ESTÁ DESCOBRINDO QUE O MINISTÉRIO É MAIS COMPLICADO DO QUE A FIOCRUZ

Nísia Trindade está descobrindo que o ministério é mais complicado do que a Fiocruz

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, está descobrindo que o ministério não é a Fiocruz. Na Fiocruz, ela administrou durante muito tempo como administradora absoluta, só que agora no ministério é preciso conversar e receber deputados e senadores, resolver o problema da dengue, da morte dos yanomamis, dos hospitais do Rio de Janeiro, de notas sobre aborto que saem sem o conhecimento dela. Não está fácil. O presidente Lula chamou a atenção dela durante a primeira reunião ministerial deste ano e, por sorte, lá estava participando da reunião ministerial a primeira-dama Janja, que a consolou quando ela achou que ia se desatar num choro.

Mas não é a Fiocruz. É mais acima. Ela disse, por exemplo, que a morte de yanomamis, no primeiro ano Lula, que foi 20 mortes a mais que no último ano do governo Bolsonaro, foi porque no último ano do governo Bolsonaro não registraram todas as mortes. Eu não sei de onde é que ela tirou isso. Também disse que dengue é por causa das mudanças climáticas. Todo mundo sabe que dengue é por causa do lixo que não é recolhido, da água parada, que fica virando criatório de mosquito. E aí ela tem nas mãos dela um recorde de casos de dengue no Brasil. Um milhão e 800 mil casos, com 560… acho que é 561 mortes. Problema sério.

* * *

Gilmar Mendes

Gilmar Mendes tem estado em Portugal com frequência e dá entrevistas para a televisão portuguesa. Eu vi hoje uma entrevista de meses atrás em que ele disse que o 8 de janeiro não tem característica de golpe. O que foi, foi uma baderna, um quebra-quebra, como tantos que já aconteceram em Brasília. No entanto, agora ele está dizendo diferente, disse que os depoimentos que apareceram, foram divulgados, que são um sinal de que nós nos livramos da máquina da ditadura. Eu acho que não.

Totalitarismo, ditadura, tirania ocorre sempre que não se respeita a Constituição, principalmente nos direitos e garantias dos deputados e senadores, que são invioláveis por quaisquer palavras, e das pessoas que podem se expressar livremente, sem qualquer censura, é o que diz a Constituição. Então, são questões aí… Aliás, é estranho, né? Cada vez que o ministro do Supremo dá entrevista – o que não devia fazer, pois juiz não fica dando entrevista, o juiz fala nos altos – acaba havendo contradição ou até antecipação de voto de sentença, o que é proibido para a magistratura. Fica estranho isso. Mas enfim, esse é um novo país que a gente está vendo aí de politização do judiciário.

Essa é a reclamação da Faria Lima, dizendo que estão trancando investimentos, que estão com medo de investir. Investidores estrangeiros idem, por causa da insegurança jurídica.

Segundo eles, para a Faria Lima – está publicado na Oeste, na Gazeta do Povo – o problema é a politização do judiciário, politização de juízes, expressando suas opiniões. Todo mundo tem direito de expressar a opinião, menos o juiz, que tem que ter isenção. A justiça é cega, não está vendo, está apenas pesando os dois lados, o lado da lei e o outro lado, ou os dois lados que vieram pedir justiça em casos cíveis. Enfim, esse é o Brasil de hoje.

* * *

Imprensa x redes sociais

E só para lembrar, na minha profissão, a gente dizia, lá atrás – eu tenho 52, 53 anos de jornalismo – que a imprensa, o jornalismo, era o quarto poder. E agora a gente está vendo muito claramente que o quarto poder, que eram os meios de comunicação institucionais, cederam esse poder para as redes sociais, para o povo diretamente. O povo fala através das redes sociais.

Eu tenho dito que as redes sociais são o antídoto para a mentira. Há mentira dentro da rede social, só que a mentira é desmentida cinco minutos depois. Ela não fica como nos meios tradicionais que simplesmente se pereniza porque o desmentido não aparece. Então é isso.

COMENTÁRIO DO LEITOR

UMA VEZ LIXO, SEMPRE LIXO

Comentário sobre a postagem A BRILHANTE DEFESA DA MILITANTE DE REDAÇÃO

João Francisco:

“O casal Bolsonaro está sapateando”. Ora, e não teriam razão o casal de estarem indignados com a narrativa pueril que foi feita com a ajuda desta jornalista Natuza?

A chamada diz: “Guerra dos móveis: governo encontra itens “desaparecidos””.

Uma vez lixo, sempre lixo. A Grobo diz que há uma guerra dos móveis; o que houve, repito foi uma narrativa pueril dando a entender pela reportagem e explicitada pelo Boquirroto de que Bolsonaro roubou os móveis pertencentes ao Palácio do Alvorada.

Segundo, “desaparecidos”? Nunca estiveram; dado que o Casal Bolsonaro trouxe móveis próprios do RJ para se acomodarem, os originais foram devidamente guardados e catalogados em local próprio para depois retornarem.

Mas o Casal Esbanja queria lacrar duas vezes; incriminando os Bolsonaros e depois comprando móveis de luxo para poderem usufruir do bom e do melhor.

Isso é ridiculamente infantil, porém reflete quem são os atuais ocupantes do Alvorada.

DEU NO JORNAL

UM ANO NA GAVETA

Na próxima semana completa um ano que o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu o inquérito envolvendo escandalosa compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste ao custo de R$ 48 milhões.

Desde então, nunca mais se teve notícia da falcatrua.

A investigação envolve figuras conhecidas do PT, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que à época dos fatos governava a Bahia e, como presidente do grupo, fez o pagamento milionário por aparelhos que nunca foram entregues.

Criada dez meses antes da falcatrua, a empresa de produtos de maconha HempCare levou a bolada milionária do Consórcio Nordeste.

O escândalo é ainda mais antigo do que sua permanência no gavetão no STF: a compra dos respiradores fantasmas é datada de abril de 2020.

O contrato passou longe da midiática CPI da Pandemia, tampouco teve no STF a celeridade de casos como os que envolvem cartão de vacina.

O caso tem digitais de Flávio Dino, à época governador do Maranhão, do ex-ministro petista Carlos Gabas e de um sobrinho de Eduardo Suplicy.

* * *

Semana que vem completa um ano que o inquérito esta guardadinho na suprema gaveta.

Inquérito sobre uma compra escandalosa e que envolve figurões de alto nível do PT.

Deve ser por conta do excesso de trabalho de suas incelenças.

Ou então o motivo pode ser o…

Ah… Deixa pra lá.

Vocês que tirem suas conclusões.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEPOIMENTO INCOMPREENSÍVEL

É mesmo difícil explicar o inexplicável, certamente por isso foi tachado de “incompreensível” o depoimento de um representante da Polícia Federal no Senado sobre a prisão de um jornalista português que chegava a São Paulo para cobrir o ato gigante pró-Bolsonaro na Avenida Paulista.

* * *

Saudades…

Saudades do tempo em que a nossa Federal era um órgão sério.

Enfim, num governo petralha, comandado pelo maior mentiroso da história deste país, acontecem coisas inimagináveis feito esta.