DEU NO JORNAL

COM DUAS MÃOS

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) avaliou o cenário que o país atravessa, com juros altos, inflação e menos comida na mesa dos brasileiros.

“Lula dá com uma mão e tira com duas”.

* * *

E usa as duas mãos pra tirar com muita gula e competência.

Mesmo faltando um dedo numa delas.

DEU NO JORNAL

NOTÍCIA TRISTE…

É alta a reprovação de Lula em Santa Catarina.

Pesquisa Futura Apex (BR-01917/2026) mostra que, no Estado, o petista perde para Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

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Coitadinho do Descondenado…

Chega faz pena uma notícia assim.

Dá vontade da gente chorar…

Xiuf, xiuf, snif, snif…

DEU NO JORNAL

ENCONTRO APAVORANTE

O presidente Lula (PT) estava com pânico de ser humilhado pelo americano Donald Trump, com quem se encontrou ontem (7).

Para evitar qualquer aperto, a delegação brasileira pediu à Casa Branca para barrar a imprensa, que havia sido convidada para participar dos primeiros trinta minutos da reunião.

Também foi cancelada a coletiva conjunta de Lula e Trump, após o encontro, e o petista preferiu um ato solo, na Embaixada do Brasil em Washington, para poder definir sozinho o resultado.

O governo brasileiro alegou que a coletiva conjunta foi cancelada porque o encontro se alongou. Mas não explicou por que Lula chegou atrasado.

“Visita estranha de Lula”, descreveu o jornalista espanhol David Alandete. “Carregada de tensão por causa de Bolsonaro, tarifas, Cuba…”

John Roberts (Fox News) disse que virou piada a proibição da imprensa, mas fez sentido, já que a relação Lula-Trump é “bastante conturbada”.

* * *

A palavra pânico, usada nesta nota aí de cima, é um resumo perfeito.

O descondenado não obrou nas calças porque usou fraldas geriátricas como medida de prevenção.

Ele pediu que a imprensa fosse barrada pra que os jornalistas não sentissem o fedor.

Escapou.

DEU NO JORNAL

NOVO DESENROLA É PALIATIVO ELEITOREIRO QUE MANTÉM INCENTIVO AO CONSUMO

Editorial Gazeta do Povo

editorial lula desenrola

Lula discursa durante lançamento do Novo Desenrola Brasil, em 4 de maio

Em um exemplo da célebre definição de insanidade – fazer a mesma coisa várias vezes, esperando resultados diferentes –, o governo Lula lançou, no início desta semana, uma segunda edição do seu programa de renegociação de dívidas, o Novo Desenrola Brasil. A iniciativa tem versões específicas para famílias, para produtores rurais, para estudantes com parcelas atrasadas do Fies, para aposentados e para empresários. Permitirá o uso de parte do FGTS (R$ 1 mil ou 20% do saldo, o que for maior), e bloqueará o CPF do devedor nos sites de apostas, as “bets”. A constatação óbvia é a de que se trata de um plano eleitoreiro, lançado para tentar aliviar a situação de Lula nas pesquisas de intenção de voto. A pergunta óbvia é: por que o primeiro Desenrola não funcionou?

Em 2023, 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53 bilhões em dívidas. No entanto, segundo dados do Banco Central, cada real renegociado naquela ocasião gerou R$ 1,15 em novas dívidas. O que aconteceu? No melhor estilo “a culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”, no lançamento do novo Desenrola o governo responsabilizou as bets (que, é verdade, introduziram um novo elemento no endividamento dos brasileiros, vendendo o sonho da fortuna com pouco ou nenhum esforço) e até o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas nenhuma frase é tão emblemática quando a do ministro da Fazenda, Dario Durigan: “A expectativa de uma redução de juros se frustrou por várias razões e a gente foi percebendo um incremento da taxa de juros, o que onerou as famílias na contramão do que o primeiro Desenrola havia preparado”.

A Selic até caiu logo após o lançamento do Desenrola original: era de 13,75% ao ano e chegou a 10,50% em meados de 2024, mas logo disparou até 15% em junho de 2025, patamar em que se manteve até pouco tempo atrás. Mas que “várias razões” explicam a frustração da expectativa na redução dos juros? O ministro não disse, até porque acabaria se complicando muito caso quisesse ser honesto, e seria facilmente desmentido caso quisesse seguir o tradicional roteiro dos governos petistas de jamais admitir seus erros. Muito mais simples, portanto, deixar tudo no ar, e permitir que o Banco Central, cujos diretores definem a Selic, seja demonizado nas narrativas da esquerda.

A Selic alta nada mais é que a consequência da irresponsabilidade fiscal do governo, que tem batido recordes de arrecadação, e mesmo assim não consegue equilibrar suas contas, pois não controla seus gastos. Para impedir que a política fiscal expansionista cause (ainda mais) inflação, que pune especialmente os mais pobres, o BC adota uma política monetária contracionista – ou seja, juros altos. Se isso não está suficientemente explícito na comunicação do Copom após cada reunião, isso se deve apenas ao linguajar bastante polido dos comunicados e das atas. Por mais que haja incertezas externas, de tarifaços a guerras, a origem dos nossos juros altos está no Palácio do Planalto e em sua estratégia de incentivar o consumo para manter a economia aquecida.

No discurso que fez ao assinar a MP do Desenrola, Lula não deixou dúvidas: o objetivo é continuar induzindo o consumo – substituindo o endividamento antigo pelo endividamento novo. “A dívida tem de ser feita de acordo com o tamanho do passo que as nossas pernas podem dar. Se isso acontecer, todo mundo vai poder comprar mais, o comércio vai vender, as empresas vão produzir, o povo vai ficar mais feliz e sem nenhuma dívida para pagar”, afirmou. E, para isso, nada melhor que um programa que induz ao risco moral.

O Desenrola, no fim das contas, padece dos mesmos problemas que os clássicos Refis e os programas de renegociação de dívidas de estados e municípios: quando se sabe que, mais cedo ou mais tarde, o governo lançará um novo programa para ajudar os endividados, que estímulo há para alguém aderir agora, ou seguir pagando no futuro o que for pactuado agora? E mais: quando se sabe que um devedor pode ter até 90% de sua dívida perdoada, que incentivo um brasileiro tem para quitar fielmente as parcelas de um financiamento ou um carnê, em vez de dar o calote também ele e aguardar um próximo Desenrola?

A tão necessária educação financeira para que o brasileiro aprenda a economizar e perceba que dívidas podem até ser necessárias para a aquisição de um bem mais caro, mas jamais para bancar as despesas do dia a dia, é substituída por soluções fáceis que continuam a estimular os mesmos comportamentos que dão origem aos recordes atuais de endividamento e inadimplência. Os bancos (que receberão valores que poderiam dar como perdidos) e o governo (se conseguir arrancar algum dividendo eleitoral) são os únicos reais ganhadores com o Desenrola; já a população poderá até aproveitar o alívio temporário, mas, sem os juros mais baixos – que dependem de uma guinada no comportamento do governo – e sem a informação sobre como cuidar melhor de seu dinheiro, corre o risco de estar muito cedo de volta ao buraco.

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NA CABEÇA

Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) falou sobre a escolha de Jorge Messias e não de Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Disse que não manda na cabeça do presidente.

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Ninguém manda na cabeça dele.

E nem o botão de dar descarga funciona por lá.

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NEM COR, NEM CAUSA

Editorial Gazeta do Povo

Durante um evento institucional em 1.º de maio, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, escancarou o que vê como uma divisão na corte que preside, entre “azuis”, que atuam em nome de “interesses”, e “vermelhos”, que agem movidos por “causas”. “Nós, vermelhos, temos causa. Não temos interesse. E que fique bem claro isso, para quem fica divulgando isso aqui no país. Nós temos uma causa. E eles que se incomodem com a nossa causa. Porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso”, afirmou.

Diante da repercussão bastante negativa da declaração, Vieira de Mello Filho tentou desviar o foco. Afirmou que não era o autor da dicotomia, atribuída ao colega Ives Gandra da Silva Filho – com quem discutiu na última segunda-feira –, e se disse “cor de rosa (…) misturando azul com vermelho”. Mas a essa altura o estrago já estava feito, e expôs um vício cada vez mais frequente dentro do Poder Judiciário brasileiro, e que tem causado inúmeros danos à credibilidade da Justiça e à democracia como um todo: a transformação da magistratura em veículo para avançar causas as mais diversas.

É natural que as pessoas tenham suas causas e opiniões, e quem está na magistratura não é diferente. No entanto, a partir do momento em que foi investido no cargo, o juiz não tem o direito de usar o posto conquistado para fazer prevalecer as próprias causas e opiniões. Quem deseja fazê-lo pode optar pela advocacia, pela política, pela militância em ONGs, até mesmo por uma carreira no Ministério Público – e aqui fazemos uma ressalva, pois têm sido numerosos os casos recentes em que membros do MP abusaram de seu poder em prol das causas que consideram corretas. A magistratura tem outra natureza: o juiz decide controvérsias guiado pela Constituição e pelas leis, não pelas próprias convicções. Quem as coloca acima da lei compromete a imparcialidade necessária ao Judiciário.

Temos visto, com enorme preocupação, o dano causado por quem deveria dar o exemplo, estando em tribunais superiores, mas resolveu fazer da toga uma alavanca para promover suas causas favoritas: do abortismo à “derrota do bolsonarismo”, passando pelo laxismo penal, pela oposição ao homeschooling pela liberação das drogas. Até mesmo uma concepção muito peculiar da “defesa da democracia” – não a autêntica defesa da democracia, sem aspas, que faz parte, sim, do trabalho do Judiciário; falamos de sua deturpação recente – foi instrumentalizada e, de maneira totalmente contraditória, invocada para abolir garantias democráticas fundamentais como o devido processo legal, a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar.

Goste ou não o presidente do TST, seu colega Gandra Filho colocou o dedo na ferida, e o fez de maneira respeitosa, sem insultar os colegas – a não ser que a mera escolha de uma cor já baste para alguém se sentir ofendido –, notando apenas que a divergência existe e tem consequências profundas sobre a Justiça do Trabalho. O presidente do TST, aliás, acabou apenas confirmando o que Gandra Filho havia dito. E, de fato, é notório que a Justiça do Trabalho tem se caracterizado por decisões que frequentemente contrariam diametralmente a legislação – especialmente as modificações introduzidas pela reforma trabalhista de 2017 – e a jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal. Juízes inconformados com a reforma chegaram a propor abertamente a resistência às novas leis em encontro da Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), falando em “Estado de exceção” e escancarando sua visão do empregador como explorador por natureza, sempre disposto a sugar inescrupulosamente o funcionário, sempre errado, sempre merecedor de condenação – moral e judicial.

Essa visão do empregador acaba se refletindo, ainda que indiretamente, na fala do presidente do TST, pois ainda mais preocupante que o fato de Vieira de Mello Filho ter reconhecido de fato a divisão e se colocado entre os “vermelhos” é o maniqueísmo com que trata os que discordam dele. Afinal, uma coisa é afirmar que há no TST “legalistas” (os que julgam de acordo com o que está na lei) e “ativistas” (aqueles que colocam a própria convicção acima do texto legal), como fez Gandra Filho; outra coisa, completamente diferente, é afirmar que os que não julgam por afinidade com “causas” só podem estar movidos por “interesses” – o que por si só já denota alguma motivação escusa – e pelo desprezo ao trabalhador vulnerável. Uma dicotomia prepotente que, convenhamos, também não é novidade nas cortes superiores, que já teve ministros “iluministas” que se julgavam os portadores da sabedoria, em uma missão de civilizar os ignaros que tinham convicções diferentes.

Nem azul, nem vermelho, nem cor de rosa, nem verde e amarelo – magistrados não têm cor, nem causa, quando exercem sua função. Entender e aplicar esse princípio básico é o primeiro passo para o Judiciário sair da crise de confiança em que se meteu, crise essa atestada por pesquisas recentes de opinião. Quando bem exercida, a magistratura presta um serviço inestimável à nação. Mas o juiz parcial, o juiz militante, o juiz disposto a “empurrar a história” para o lado que considera correto abusa desse papel fundamental. E o juiz que, ainda por cima, se orgulha disso enquanto desqualifica todos os que discordam das suas “causas” consegue apenas rebaixar a si mesmo e toda a classe a que pertence.

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ENDIVIDAMENTO DOS BRASILEIROS ENFORCA O GOVERNO LULA

Guilherme Macalossi

Em Desenrola 2.0, governo Lula aposta em renegociação de dívidas com bloqueio de CPF em casas de apostas.

Em Desenrola 2.0, governo Lula aposta em renegociação de dívidas com bloqueio de CPF em casas de apostas

O Desenrola 2.0 é um monumento à bola de neve do endividamento como política induzida pelo governo. Os brasileiros foram instados a consumir despudoradamente porque Lula desejava manter a economia aquecida durante todo seu mandato e vender a pauta eleitoreira do “Brasil pujante”. Emprego, renda e consumo articulados como slogans de campanha. Uma receita política que deu certo em 2006, mas que parece não se repetir vinte anos depois. O cidadão comum, mesmo empregado, está no limite, com sua renda mensal dissolvida em contas que vão se sobrepondo, aniquilando qualquer percepção residual de bonança.

É importante ressaltar que a primeira edição do programa Desenrola não foi pensada com o fito de resolver o problema financeiro que, na época, já engolfava 73% da população em 2023. O propósito era mascarar uma camada profunda de dívidas com uma repactuação de contas que serviria para que as pessoas fossem lançadas ao mercado para comprar e se endividar novamente. Há uma coletânea de frases de Lula incentivando que os brasileiros consumissem mais.

Já no discurso de posse, o presidente sinalizou qual seria a toada de sua política. ”A roda da economia vai voltar a girar e o consumo popular terá papel central neste processo”, disse. Em julho do mesmo ano, em uma entrevista a jornalistas, falou especificamente do Desenrola, que iria, em suas palavras “libertar milhões de brasileiros que vão poder voltar ao consumo livremente, alegre, sorrindo, podendo comprar aquela coisinha que ele sonha comprar”.

Veio o Desenrola, e, na sequência, o crédito consignado descontado na folha de pagamento. Ao invés de diminuir, o número de pessoas que contrataram passivos impagáveis aumentou ainda mais. Como um pato submetido à gavagem, a economia brasileira engoliu crédito goela abaixo até que explodisse na forma de um endividamento ainda mais avassalador. O foie gras indigesto servido pelo PT não cabe no bolso da população.

Ao mesmo tempo em que incentivou o endividamento, o governo mesmo se endividou. A trajetória explosiva das contas públicas inviabilizou qualquer corte drástico na taxa de juros, que deverá ficar ainda por um bom tempo bem acima dos dois dígitos. A precificação desse percentual foi parar na conta do trabalhador que, na ponta, foi induzido a tomar dinheiro emprestado do sistema bancário para, como disse Lula, “voltar ao consumo livremente, alegre, sorrindo”.

A crescente impopularidade do presidente e o aumento da competitividade de seus adversários mostra que ninguém parece estar “alegre, sorrindo”. Ao contrário. Com o boleto vem a frustração, e uma hora a conta chega, seja na caixa de correspondência, seja na urna eletrônica.

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