DEU NO JORNAL

SEGURANÇA: UM PLANO DE AÇÃO PARA ACABAR COM A MATANÇA

Roberto Motta

“O PCC nasceu, cresceu e se espalhou pelo país durante governos que negavam sua existência e, muitas vezes, foram coniventes. Nós não somos mais assim, vamos lutar todos os dias para afastar esse mal”, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

No final da década de 1980 o Brasil foi dominado pelo crime. Desde então o país vem caminhando para se tornar um Estado falido. Finalmente tomamos consciência disso. Insegurança é a reclamação número um do cidadão. Reclamar traz alívio, mas não produz nenhum resultado. Os resultados virão de ações. O único plano do próximo presidente deve ser um esforço nacional emergencial de combate ao crime:

O primeiro passo é colocar a polícia na rua para ações de tolerância zero. O novo presidente deve convocar os governadores e seus secretários de segurança para uma mobilização inédita, um mutirão para colocar bandidos na cadeia. Há dezenas de milhares de mandados de prisão em aberto no país; vamos cumpri-los. Durante 180 dias todo o efetivo policial nacional deverá ser mobilizado para zerar o índice de crimes como homicídios, assaltos, estupros e sequestros. O objetivo é recuperar o sentimento de segurança para a população.

Trata-se de uma ação emergencial, de contenção de crise, que deve ser seguida por um redesenho da atividade policial, incluindo a revisão da distribuição de responsabilidades entre as polícias e a extinção da burocracia que emperra a atividade policial. Há espaço para melhorias. A burocracia, que contamina desde o registro de um boletim de ocorrência até a investigação, transformou as delegacias em cartórios. Isso precisa acabar.

A polícia precisa ser colocada em local de destaque porque ela é a principal protagonista do sistema de justiça criminal. O projeto nacional contra o crime tem que ser coordenado diretamente com os policiais, e não através de entidades de classe que, inevitavelmente, têm preocupações corporativas que impedem a modernização do modelo de polícia centralizado e cartorário.

Esse é o passo número um, imediato e urgente.

O passo número dois é a retomada dos presídios. O controle de todos os estabelecimentos prisionais precisa sair das mãos das facções e retornar ao Estado. Ao mesmo tempo, deve ser iniciado um programa nacional de construção de presídios com o objetivo de criar, em um ano, um milhão de novas vagas. A estimativa de custo para um programa como esse é menor do que o dinheiro que foi gasto até agora na inacabada refinaria Abreu e Lima – que já custou mais de 20 bilhões de dólares.

O terceiro passo é a criação de uma frente legislativa para apresentar, na Câmara e no Senado, projetos de correção dos absurdos da legislação penal e de execução penal. É preciso acabar com a progressão de regime, a audiência de custódia, as visitas íntimas, a remição de pena por leitura e o “auxílio-reclusão”, e reduzir a maioridade penal.

Todas essas frentes vão enfrentar cerrada oposição do lobby pró-bandido que atua nas instituições. Esse lobby é formado por ativistas judiciais, escritórios criminalistas e ONGs de “direitos humanos” associadas a fundações internacionais. O lobby é movido a uma mistura de marxismo e muito dinheiro.

Aí entra a quarta parte do programa do novo presidente: realizar o enfrentamento desse lobby pró-bandido em todas as suas manifestações. É preciso desmascarar aqueles que usam as bandeiras de direitos humanos e de proteção da soberania como desculpa para proteger criminosos. É preciso limpar a mentalidade marxista do sistema de justiça criminal e das faculdades de Direito. Nossos futuros defensores, promotores e magistrados não podem mais ser obrigados a ler o livro Vigiar e Punir do marxista Michel Foucault no primeiro semestre de Direito.

Os defensores de bandidos precisam ser responsabilizados toda vez que cidadãos e policiais forem massacrados por criminosos. Os patronos intelectuais das facções merecem um lugar no banco dos réus, junto com os facínoras que agiram inspirados ou autorizados pelas ideias que eles promovem.

Não existe bandeira mais relevante para a direita do que o combate ao crime. Nunca a esquerda se posicionou de forma tão clara e radical na defesa institucional do crime, organizado ou não. Os políticos que se dizem de direita – os conservadores e liberais – precisam entender a urgência que essa pauta tem para o cidadão comum. Fazendo isso, assumirão a liderança do processo político e eleitoral de uma forma irreversível.

Todo o Brasil espera por isso. Meu amigo Antônio espera por isso – ele foi assaltado na última sexta-feira, ao meio-dia, por um motoqueiro que lhe apontou uma pistola, enquanto ele voltava com o filho da escola.

A redução dos níveis de criminalidade é a chave para um Brasil desenvolvido, próspero e seguro, e essencial para um verdadeiro Estado de Direito e para a proteção dos mais pobres – é o que disse o Relatório Mundial de Homicídios publicado pela ONU.

Ninguém aguenta mais a situação atual – nem os policiais que estão na linha de frente há décadas, sangrando sem qualquer esperança de socorro.

A iniciativa do governo americano de classificar as facções como terroristas abriu uma janela de oportunidade que em breve vai se fechar. Se a direita não aproveitar essa chance para mudar o jogo, mergulharemos na escuridão mais absoluta.

DEU NO JORNAL

O BRASIL NA RABEIRA DA CORRIDA TECNOLÓGICA

Editorial Gazeta do Povo

O Brasil já foi chamado de “anão diplomático” em 2014 pelo então diplomata israelense Yigal Palmor, em resposta a críticas do governo brasileiro a ações israelenses na Faixa de Gaza; e, tempos atrás, mostramos como, apesar de sua economia grande, uma das maiores do mundo em termos nominais, o Brasil se torna um “anão econômico” em função de seu baixo PIB per capita, de cerca de US$ 10,8 mil por ano, longe dos US$ 30 mil que constituem a menor renda per capita anual entre os países desenvolvidos. Agora, já na segunda metade da terceira década deste século 21, o Brasil corre o sério risco de chegar a 2030 como um anão tecnológico: apesar de algumas poucas áreas de excelência, como a tecnologia financeira e a agrotecnologia, em termos gerais o país está atrasado na corrida tecnológica e na inovação.

O problema do Brasil é não aprender com os próprios erros. Não é a primeira vez que a falta de abertura ao exterior deixa o país para trás na corrida tecnológica; o exemplo histórico mais simbólico é a Política Nacional de Informática, que condenou o país ao atraso e à estagnação no setor quando, a partir de 1979, foi criada a Secretaria Especial de Informática (SEI), dando início a uma política suicida de proibir a importação de computadores e a produção de equipamentos em território brasileiro por produtores estrangeiros; mesmo os produtores nacionais estavam proibidos de importar componentes eletrônicos e tecnologia estrangeira. Tudo isso foi feito sob um argumento absurdo, que uniu políticos de esquerda e militares nacionalistas e estatizantes: para eles, o Brasil deveria ter sua tecnologia genuinamente nacional na área de informática.

Essa política não era exceção, mas regra: até o início dos anos 1990, prevaleceu no país como crença e prática uma cultura de xenofobia e protecionismo, pela qual o país rejeitava a abertura ao mercado externo e mantinha setores industriais ineficientes protegidos por subsídios e impedimentos às importações. A reserva de mercado para a informática foi apenas o exemplo mais extremo de uma mentalidade bastante disseminada. Naquele período, raros eram os políticos e economistas que tinham a coragem de criticar publicamente a política de fechamento e defender a abertura da economia, a liberalização do comércio externo, a redução das tarifas de importação e a remoção das barreiras à entrada de tecnologias e capitais estrangeiros. Entre os poucos adversários do protecionismo estava Roberto Campos, justamente um economista que houvera sido ministro do Planejamento de Castello Branco, o primeiro presidente do regime militar.

Essa situação se manteve até 1991, quando o presidente Fernando Collor sepultou de vez uma política que provocou atraso de décadas e que, se tivesse durado mais alguns anos, teria transformado o Brasil em um país extremamente atrasado em matéria tecnológica. Os erros de Collor em termos de política econômica interna foram muitos, mas é preciso reconhecer seu mérito ao acabar com a Lei de Informática e dar início à abertura do país ao exterior, começando um lento processo de redução do atraso a que o Brasil se autoimpôs no campo do comércio e da tecnologia.

Dez anos depois do fim do governo Collor, o presidente Lula, em seu primeiro mandato, estabeleceu a meta de duplicar a taxa de abertura externa, incentivado pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ao constatar que o entulho ideológico havia isolado o Brasil do resto do mundo. Na época, a economia brasileira apresentava a menor taxa de abertura entre os países emergentes, que era de 75,7% no Chile; 59,2% na China; 47,5% na Rússia; 38,8% na Argentina; 42,4% na Índia; e apenas 23,6% no Brasil. Roberto Campos insistia que o círculo virtuoso se repetia em todos os países que o adotavam: à abertura comercial, segue-se o aumento do investimento e, ao aumento do investimento, segue-se a transferência de tecnologia.

O atraso tecnológico no Brasil não é um problema que nasceu nos anos 1970, nem é circunstancial. É, na verdade, o resultado de uma cultura nacionalista e xenófoba que vem desde os anos 1930, quando Getúlio Vargas deu início ao processo de industrialização acreditando que a rejeição ao capital estrangeiro seria a base para o país tornar-se uma grande nação industrial apenas pelos esforços do capital nacional privado e da profusão de empresas estatais. O Japão tornou-se um exemplo interessante: era um país atrasado e seus produtos não tinham credibilidade no mercado internacional – pelo contrário, produto japonês era sinônimo de má qualidade. No entanto, a abertura externa rápida imposta pela derrota na Segunda Guerra Mundial levou a uma enorme transformação industrial do país, fazendo do Japão um dos países mais tecnológicos e mais desenvolvidos a partir dos anos 1970.

O curioso é que, enquanto as elites políticas e parte do empresariado nacional louvavam e prestavam homenagem ao desenvolvimento japonês, o Brasil se recusava a seguir a receita que havia levado o Japão ao sucesso: seguíamos com baixa inserção internacional, rejeição à abertura comercial e fechados à entrada do produto, do produtor e da tecnologia estrangeira. Severo Gomes, empresário e político que foi ministro da Agricultura do governo Castello Branco, ministro da Indústria e Comércio do governo Ernesto Geisel e senador pelo MDB de São Paulo, foi um dos maiores defensores da política de reserva de mercado de informática e um dos grandes líderes, até sua morte, em 1992, do movimento contra a abertura econômica do Brasil. Portanto, o status de anão tecnológico do Brasil não é obra do acaso, mas resultado de décadas de política deliberada de isolamento econômico.

É sobre esse histórico que o Brasil construiu a situação em que vive hoje, longe da gigantesca revolução tecnológica que o mundo apresenta nos setores mais sofisticados da economia do futuro, especialmente o mundo digital e da inteligência artificial. Como lembramos mais acima, o Brasil tem, sim, áreas de excelência tecnológica em setores como agropecuária, aeronáutica, motores, energia renovável e fintechs, mas passa longe dos setores de tecnologia sofisticada de alto valor agregado. Recentemente noticiou-se a queda das universidades brasileiras nos dados do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), e a causa essencial desse desempenho é a perda de posições em pesquisa e desenvolvimento da ciência e tecnologia. O caminho do progresso é conhecido: o Brasil será capaz de percorrê-lo ou continuará eternamente deitado em seu histórico de atraso?

DEU NO JORNAL

A QUÍMICA CORROSIVA DE LULA

Luís Ernesto Lacombe

lula tarifaço trump pix

Lula faz demagogia com Pix e vai novamente comprar briga com os Estados Unidos

Lula acha mesmo que não tem nada a ver com a ameaça dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço ao Brasil? Claro que não. Ele sabe que tem culpa no cartório, mas, como sempre, não admite. Qualquer pessoa com dois neurônios e um mínimo de informação vai ler o relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos e saber exatamente para quem apontar como principal culpado, e ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva. O petista se apega apenas à questão do Pix, que distorce, e, estrategicamente, ignora os outros seis pontos abordados no documento americano, e cinco estão diretamente ligados a ele. É preciso mentir descaradamente para negar isso. E ressalte-se, aliás, que o estudo americano sobre as relações comerciais com o Brasil foi feito ao longo de um ano. Começou, portanto, muito antes de alguém imaginar que Flávio Bolsonaro seria pré-candidato a presidente.

O governo Trump reclama que o Brasil mantém acordos comerciais com Índia e México que prejudicam os Estados Unidos. E uma pesquisa simples indica o responsável pela assinatura desses acordos: Lula. Sobre a falta de combate ao desmatamento ilegal e à falsificação de produtos, quem é o maior culpado? Ora, o partido que ocupou a Presidência por 17 anos e meio nos últimos 23: o PT. E por que será que os americanos afirmam que “o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção”? Claro que há ligação com um condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro que voltou a ocupar a Presidência. Tem a ver com o desmonte da Lava Jato, promovido pelos “companheiros” de Lula no Supremo. A mesma turma que está ao lado do petista em movimentos para censurar as redes sociais, outro ponto citado no relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos.

O antiamericanismo de Lula é claro, latente. Não à toa, ele criou com Fidel Castro o Foro de São Paulo. Não à toa, ele sempre esteve ao lado do que há de pior no mundo: Cuba, Venezuela, Nicarágua, China, Irã… Não à toa, ele tenta impedir a mão pesada dos Estados Unidos contra grupos terroristas e facções criminosas brasileiras, tudo farinha do mesmo saco. E Lula fica revoltado porque o secretário de Estado dos Estados Unidos não incluiu o Brasil na lista de “amigos de Washington”? Queria o quê? E o petista chama Marco Rubio de “latino-americano frustrado”, diz que o americano de ascendência cubana “não gosta da América Latina”. E afirma que Rubio “demonstra preconceito e falta de conhecimento histórico sobre a realidade brasileira”. Lula, ele, sim, conhece a triste realidade brasileira, mas não reconhece sua culpa por situação tão grave. Lula, ele, sim, “conhece” a história brasileira, que o digam Floriano Peixoto e Joaquim Silvério dos Reis…

Lula quer briga, que é diferente de luta. Chama Flávio Bolsonaro de imbecil, e Donald Trump também, por tabela… Diante de um espelho, o petista poderia tratar-se assim, e chamar a si próprio de vendilhão da pátria, de traidor do Brasil. A única soberania que ele defende é a do sistema fétido que controla o nosso país há muito tempo. Tudo o que ele defende e comemora é o atraso. Será sempre dele a culpa pelo alinhamento do Brasil com o “lado negro da força”. E, perto de uma eleição, tudo piora. Em busca de votos, vale tudo, como Dilma confessou, em 2013: “Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. Lula concorda, claro, mas mente, omite, finge. Assim, a “química” dele com Trump realmente existe, mas é altamente corrosiva. E quem perde, mais uma vez, é o Brasil. Mas a culpa é do Flávio Bolsonaro…

DEU NO JORNAL

VACINA

Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga aproveitou o São João para uma nova campanha.

Diz que está na hora de vacinar o Brasil contra o PT.

“Protege contra a mentira e contra a corrupção”, garante.

* * *

Excelente sugestão, sinhô Marcelo.

Estamos mesmo precisando desta importante proteção.

Mentira e corrupção são duas coisas que estão afundando essa nossa republiqueta banânica na atualidade.

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AMIGO

Amigo de Lula e presidente da Colômbia, Gustavo Petro continua a rejeitar resultado da eleição que colocou seu candidato em segundo lugar.

Usou até provas falsas para acusar a suposta “fraude”.

* * *

Que estranho…

Amigo de Lula?

Uma figura escrota feito esse sujeito???

Não acredito.

Nosso descondenado não tem amigos desse porte.

DEU NO JORNAL

ACERTOU!

“Tem gente que levanta mentindo, almoça mentindo, vai no banheiro mentindo, vai dormir mentindo e passa a noite mentindo… achando que a sociedade é um bando de imbecil que acredita nas asneiras que ele fala”.

Discurso de Lula, durante comício de pré-campanha.

* * *

É verdade.

Acertou em cheio.

Tem mesmo esse tipo de gente.

Nós sabemos disso.

DEU NO JORNAL

O DESAFIO DO SETOR FERROVIÁRIO

Editorial Gazeta do Povo

editorial ferrovias

Malha ferroviária do Brasil é irrisória em comparação com outros países de extensão territorial semelhante

A deficiência brasileira na estrutura do sistema geral de transporte de cargas e de passageiros é grande, é conhecida e responde como uma das principais causas do atraso econômico e da baixa produtividade da economia nacional. O enorme atraso do setor ferroviário é constatado principalmente por seu pequeno tamanho frente ao enorme território nacional e o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nesse contexto, foi lançado pelo um plano para avançar pelo menos um pouco na expansão da rede ferroviária e redução de seus gargalos, que são muitos. Se executado – o que não será neste governo por falta de tempo –, esse plano contribuirá para reduzir um pouco as deficiências e diminuir o descaso histórico com que o setor vem sendo tratado.

Em setembro de 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que mais de um terço da extensão total das ferrovias brasileiras permaneceu sem qualquer tráfego em 2022, em função de vários problemas, incluindo deficiências na infraestrutura e na qualidade dos serviços prestados, causados por baixo investimento e manutenção inadequada das vias férreas; escassez de informações claras e acessíveis sobre o mercado doméstico de transporte de cargas; dificuldades enfrentadas por potenciais usuários na contratação de serviços ferroviários; e barreiras à entrada de novos operadores logísticos. A partir daí, foi elaborado um plano com quatro medidas: o novo Plano Nacional de Ferrovias; a Política Nacional de Outorgas Ferroviárias; as novas diretrizes para gestão e exploração de pátios ferroviários, terminais logísticos e instalações sob responsabilidade da Infra S.A.; e as novas regras sobre licitação pública para ferrovias.

Com 5 mil quilômetros de construção e a recuperação dos trechos atualmente inoperantes ou antieconômicos, o novo modelo pretende melhorar o marco regulatório do setor e projeta ampliar em mais de 10 mil quilômetros a malha ferroviária nacional em operação. Alguns projetos previstos para execução são a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico); a aumento da extensão da Ferrovia Norte-Sul até o porto de Vila do Conde (PA); uma nova linha entre Vitória (ES) e Itaboraí (RJ); a finalização de 600 km de trilhos da ferrovia Transnordestina para conectá-la à malha ferroviária nacional; e a Ferrogrão, com 933 km, entre Mato Grosso e Pará, para o escoamento de grãos pelo Arco Norte.

A dimensão do atraso da malha ferroviária brasileira fica evidente em comparação com o sistema ferroviário dos Estados Unidos, cuja extensão territorial é apenas um pouco maior que a brasileira: os EUA têm 295 mil quilômetros de ferrovias, enquanto o Brasil tem apenas 30 mil km, ou seja, apenas 10% do que é a malha norte-americana. Nos Estados Unidos, cerca 40% da carga é escoada por ferrovias, principalmente no transporte de longa distância de grãos, carvão e produtos industriais, cujo custo do frete é bem mais barato. Já no Brasil, em torno de apenas 20% do transporte de cargas se dá por ferrovias, e mesmo assim está concentrado no escoamento pelos portos de produtos como minérios e commodities agrícolas.

Embora as características geográficas não sejam as mesmas, o fato é que o custo de transporte no Brasil acaba sendo bem maior que nos Estados Unidos, e isso eleva o preço final dos produtos transportados, prejudicando o padrão de vida dos brasileiros sob o aspecto do poder de compra da renda do trabalho. A proposta nascida das áreas técnicas especializadas do governo federal junto com o setor privado prevê a modernização do setor ferroviário, sobretudo diante de seu potencial em reduzir custos sistêmicos e ampliar a eficiência da matriz brasileira de transportes.

A dúvida que fica é a de sempre: o governo anuncia um plano e o projeto se apresenta como sendo bom em termos de sua concepção, mas na hora da execução as metas não são atingidas por falta de dinheiro e de eficiência administrativa no cumprimento do que foi planejado. Somente o Plano Nacional de Ferrovias e a expansão de quase 5 mil quilômetros da malha ferroviária nacional por meio de concessões à iniciativa privada têm custo estimado de R$ 138,6 bilhões. Para um governo afundado em déficits e dívida pública crescentes, fica a dúvida quanto à obtenção desses recursos para o que é apenas parte do plano geral para o sistema ferroviário.

O governo afirma que todo esse conjunto de projetos e medidas representa oportunidades concretas para aprimorar a governança do setor, ampliar a segurança jurídica e viabilizar novos investimentos, especialmente em função do que se pretende venha a ser um novo ambiente regulatório eficiente e atrativo ao investidor privado nacional e estrangeiro para o setor ferroviário. O Brasil firmou acordos internacionais que totalizam mais de 40 tratados vinculados à infraestrutura, os quais poderiam significar um novo ciclo de expansão e modernização logística. Porém, infelizmente, o histórico de planos e projetos anunciados e nunca cumpridos, mesmo que bem planejados, é uma marca lamentável da cultura estatal brasileira. O país não está atrasado por falta de planos anunciados com euforia, mas pela silenciosa falta de execução dos planos divulgados, muitas vezes apenas com fins eleitoreiros.

DEU NO JORNAL

NO COMANDO

Não que precisasse de pesquisa, mas o PoderData fez o levantamento sobre a participação da primeira-dama Janja no governo do maridão Lula.

O resultado: 52% dos entrevistados reprovam.

* * *

A maioria reprova.

Mas ainda tem gente que aprova a participação dela na gunvernança do marido.

Eu mesmo dou a maior força!

Que ela assuma o comando de fato e dê expediente no palácio: de paletó, gravata e caneta na mão.

Aí a zorra vai ser histórica!!!

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O PREÇO DA PERCEPÇÃO DA LENIÊNCIA COM O CRIME

Luciano Trigo

A decisão de Donald Trump de classificar como organizações terroristas o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital produziu um debate que vai muito além da discussão jurídica. A reação do governo brasileiro (e do sistema que o apoia) expõe um problema que acompanha os governos do PT há décadas: a percepção de leniência, de excessiva tolerância diante do avanço do crime organizado no país. Em ano eleitoral, essa percepção pode ter um custo altíssimo.

Quem é contra a medida afirma que o CV e o PCC não se enquadram na definição legal de terrorismo por não terem motivação ideológica, religiosa ou política. Este pode até ser um argumento juridicamente defensável. O problema é que, para a imensa parcela dos brasileiros que mora em territórios dominados pelo crime, este é um detalhe sem a menor importância.

Para o cidadão que convive diariamente com tráfico armado, extorsão, execuções, domínio territorial de facções e medo constante, pouco importa se os criminosos agem em nome de uma causa política ou meramente em busca do lucro. O resultado é o mesmo: comunidades submetidas ao terror, autoridades intimidadas e o Estado perdendo espaço para organizações criminosas, que impõem suas próprias regras à população local.

O PCC e o CV já deixaram de ser simples quadrilhas. Hoje, são estruturas transnacionais que movimentam bilhões, operam rotas internacionais de drogas, participam de sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro e exercem forte influência política. Em muitas regiões do país, seu poder já rivaliza com a própria autoridade estatal.

É nesse contexto que a iniciativa americana deve ser vista. O crime organizado contemporâneo já não respeita fronteiras. Combatê-lo exige instrumentos igualmente globais. A classificação como organização terrorista não significa qualquer ameaça concreta à soberania brasileira ou a possibilidade realista de intervenção militar. Os precedentes internacionais mostram outra realidade. No caso dos cartéis mexicanos, por exemplo, a principal consequência foi o fortalecimento de mecanismos financeiros, investigativos e de cooperação internacional voltados ao combate às organizações criminosas.

O verdadeiro impacto da medida ocorre no sistema financeiro global: amplia sanções, facilita bloqueios de ativos, endurece punições e aumenta a capacidade de rastrear recursos utilizados pelas facções. Ou seja, atinge diretamente aquilo que sustenta o crime organizado moderno: o dinheiro.

Ainda assim, a reação do governo brasileiro foi predominantemente defensiva. Em vez de destacar as oportunidades de cooperação internacional no enfrentamento às facções, o foco recaiu sobre preocupações diplomáticas e questionamentos conceituais acerca do uso da palavra “terrorismo”. Politicamente, essa postura produz um efeito problemático, sobretudo em ano eleitoral. Ela reforça a percepção de que a esquerda sempre demonstra desconforto quando o tema é o endurecimento do combate ao crime.

Essa percepção não surgiu do nada. Ao longo das últimas décadas, narrativas que relativizam políticas de endurecimento penal, críticas frequentes à atuação policial, mesmo em cenários de violência extrema, e interpretações que parecem atribuir a criminalidade exclusivamente a fatores sociais e econômicos se tornaram rotineiras. Embora essas posições possam ter fundamentos humanitários legítimos, o desgaste político é inegável em um país no qual a maior parte da população vive com medo.

O fato é que a sociedade enxerga hoje uma desconexão entre a narrativa progressista e a realidade vivida por quem enfrenta diariamente a insegurança. A sensação amplamente disseminada é a de que a esquerda está mais preocupada com os direitos dos criminosos do que com os direitos das vítimas.

É evidente que pobreza, exclusão social e ausência de oportunidades influenciam os índices de criminalidade. Mas reduzir organizações como PCC e Comando Vermelho a meros produtos da desigualdade social significa ignorar sua natureza atual. Essas facções são conglomerados criminosos altamente organizados, movidos por interesses econômicos, dotados de capacidade logística sofisticada e responsáveis por níveis extremos de violência, que atingem principalmente a população mais pobre.

Em política, percepções costumam importar mais do que detalhes técnicos. A imagem que se consolida é simples e facilmente assimilável pelo eleitorado: de um lado, quem defende o endurecimento máximo contra as facções; de outro, um governo preocupado em discutir definições jurídicas e levantar objeções diplomáticas.

São duas visões distintas sobre segurança pública. Uma encara o crime organizado como consequência de fatores sociais e enfatiza as causas estruturais do problema. A outra reconhece que organizações criminosas alcançaram tamanho poder econômico, territorial e militar que passaram a representar ameaças estratégicas ao próprio Estado. A realidade aproxima cada vez mais o cidadão comum da segunda visão.

DEU NO JORNAL

TERROR

A resistência de Lula e petistas em reconhecer como terroristas grupos que boa parte do mundo declara como tal é antiga.

Até hoje, por exemplo, Lula e cia. não reconhecem como terrorista o Hamas, com registros de decapitações e violência sexual.

Militante do grupo, Sayid Tenório foi recebido no Palácio do Planalto por Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, à época nas Relações Institucionais de Lula.

Sem constrangimento, há até foto do sujeito com a ex-presidente Dilma.

Lula é reincidente. Chamou traficante de “vítima dos usuários” e, no caso PCC/CV, declarou estar “muito triste” pela classificação como terroristas.

* * *

Nada de espanto.

Tudo normal e dentro do regulamento lulo-petralha.

Se a coisa é ruim e não presta, o bando da istrêla vermêia aplaude e apoia.