DEU NO X

DEU NO JORNAL

PÉ-FRIO

Na caçada a culpados pela derrota do Brasil para a Noruega, um meme lembrou a reputação de pé-frio de Lula (PT).

Faz sentido: o Brasil nunca foi campeão do Mundo com o petista na presidência.

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O Brasil nunca foi campeão de coisa boa alguma na gestão petralha.

Já na área de coisas ruins, não tem nação que consiga derrotar o Descondenado!

Somos campeões imbatíveis no setor de tudo que não presta.

PROMOÇÕES E EVENTOS

ALEXANDRE GARCIA

NÃO TEREMOS DESCULPAS PARA DAR AOS AMERICANOS SOBRE A CORRUPÇÃO

corrupção mala de dinheiro

A mala de dinheiro é um clássico da corrupção brasileira

Nesta terça-feira, nos Estados Unidos, haverá uma discussão sobre as deslealdades possíveis no comércio Brasil-Estados Unidos, e uma delas é a corrupção no Brasil. Vai ser difícil alguém explicar isso aos americanos, explicar o quanto a corrupção está entranhada aqui. Em Brasília todos sabem quem paga com dinheiro vivo em mala; é gente que não manda Pix nem pede recibo, o dinheiro passa de mão em mão. Isso é sinal de corrupção, sem dúvida. E aí vemos de tudo, do Master até PCC e Comando Vermelho.

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Novo governador do Rio já está vendo o tamanho do problema

Falo da corrupção porque o desembargador, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu o governo do estado, já que não havia mais nem governador nem vice-governador. Autarquias todas envolvidas com o Master: Rioprevidência, Cedae… Couto tirou sete secretários, substituiu por gente da confiança dele, e descobriu, de cara, 2.538 funcionários sobrando, fazendo nada. Se todos comparecessem, não caberia tanta gente dentro das repartições.

Essa gente toda estava lá porque a cultura brasileira é de conseguir um “biquinho” no emprego público e se pendurar no dinheiro dos pagadores de impostos. Foi essa cultura que nos deu territórios “liberados” pelo PCC, pelo Comando Vermelho e pelas milícias. Isso é o caldo do Rio de Janeiro que começou lá atrás, com o jogo do bicho, e todo mundo foi tolerando. É contravenção, é ilegal? Mas faz parte, dá-se um jeitinho. É proibido estacionar em cima da calçada? Dá-se um jeitinho. Não respeitar o sinal, passar por cima da faixa de pedestre com o sinal fechado? Não tem problema, dá-se um jeitinho.

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Não é só no futebol que a Noruega nos deixa para trás

E de jeitinho em jeitinho temos a desordem, embora na nossa bandeira (pobre hipocrisia nacional!) esteja escrito “Ordem e Progresso”, porque o progresso é consequência da ordem. Da desordem não vem o progresso, como vemos. Estamos cada vez mais atrasados em relação ao mundo; o futebol é só um sinal. Se compararmos Brasil e Noruega, por exemplo, veremos que a Noruega está em outro mundo, um mundo que ainda não conhecemos.

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Rombo recorde das estatais, mais uma realização do governo Lula

Uma das consequências dessa desordem é o que estamos vendo nas estatais: até maio deste ano, segundo o Banco Central, o rombo das estatais federais é de R$ 7,4 bilhões, e já supera o déficit de todo o ano passado, que foi de R$ 5,9 bilhões. Não entram nessa conta a Petrobras, a Caixa Econômica, o BNDES e o Banco do Brasil, mas entram especialmente os Correios, além de Infraero, Serpro, Dataprev e Casa da Moeda.

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Não é no futebol que encontraremos a felicidade que merecemos

Qual é o nosso problema? Nós nos dedicamos ao futebol. Estávamos atentos à Copa, mas o futebol nos tapa os olhos e ouvidos para as mazelas do nosso país. Sem que nós corrijamos essas mazelas – e não adianta buscar fugas no futebol, na praia, no carnaval –, temos de encarar os fatos: ou nós nos organizamos cumprindo leis, princípios éticos e valores, ou continuamos caindo.

E, caindo, perdemos o direito à felicidade de que tanto se fala. A Declaração da Independência americana, de 250 anos atrás, já dizia que o direito à felicidade é um dom evidente, que não é preciso pedir ao governo. A liberdade e a vida são dons do Criador, segundo Thomas Jefferson. Não percebemos que isso está nas nossas mãos. Governos existem por concessão do povo, porque o povo permite; o povo é que dá a permissão para ser governado, para que haja uma ordem.

Em menos de três meses teremos a oportunidade de decidir sobre essas questões. Não adianta conhecer apenas o nome do candidato; é preciso conhecer o candidato a fundo, saber quais são as ideias dele para o país, quais são suas opiniões, ideias, princípios, doutrinas, objetivos e pretensões – desde que ele não seja mentiroso, claro.

DEU NO JORNAL

CURSOS E CURSOS

Servidores da Presidência da República deitam e rolam com “cursos” caríssimos bancados pelo pagador de impostos. No oba-oba, belos valores em diárias e até passagens aéreas entram na farra.

No mês passado, 11 servidores participaram de curso de “Gestal de Cerimonial” com mensalidade a R$ 3,9 mil cada.

Até curso de “Preparação para a Aposentadoria” entra na lista.

Cursos de idiomas, em uma das escolas mais tradicionais da capital, fazem sucesso: 522 alunos palacianos.

A Presidência ainda desembolsou mais de R$ 6,2 mil em curso sobre “Governança, Riscos e Compliance”.

Em maio, um congresso sobre zoológicos e aquários para um servidor custou R$ 1,2 mil. Soma R$ 843 de passagem e R$ 3,3 mil em diárias.

Em abril, uma servidora foi ao exterior para curso entre os dias 13 e 17. Só com passagens, lá se vão R$ 14,8 mil. Com diárias, mais R$ 16,1 mil.

Outra também escolheu a mesma instituição para cursinho na gringa. A viagem, tida como “urgente”, saiu por R$ 32,8 mil em passagens e diárias

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O bom mesmo seria o patrocínio de cursos para o chefão.

Curso de leitura, curso de falar a verdade, curso de sobriedade, curso de seriedade e curso de honradez.

Fora outros e outros.

Estes sim, valeriam a pena serem bancados com nosso suado dinheirinho.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DO AMOR TOTAL – Vinícius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes, Rio de Janeiro (1913-1980)

COMENTÁRIO DO LEITOR

BUMERANGUE

Comentário sobre a postagem COITADINHA… FAZ PENA…

Luci Oliva:

A lei do retorno é foda.

O mal é um bumerangue: jogou, volta.

A macumbinha que ela fez para o Trump fez o retorno e voltou para ela.

Desde que falou em fazer macumbinha para o Trump só vem se lascando.

Passou a maior vergonha cantando o hino e agora desaba feito um saco de…

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

LINCOLN (2012)

SÓ A INTERPRETAÇÃO DE DANIEL DAY-LEWIS TORNA O FILME UM CLÁSSICO

Imagem do filme LINCOLN (2012), dirigido magistralmente por Steven Spielberg

A abertura do clássico filme Lincoln do diretor Steven Spielberg traz uma poderosa e rápida cena de batalha na etapa final da histórica “Guerra Civil Americana”, muito semelhante às magistrais sequências de confronto nos filmes “O Resgate do Soldado Ryan.” (1998) e “Cavalo de Guerra.” (2011).

Na cena de abertura, soldados lutam em um grande campo de terra enlameado pela forte chuva, espadas e rifles, ceifando centenas de vida a cada segundo. De fato, Spielberg já demonstrou que sabe fazer filmes com temática de guerra como poucos diretores, porém, em Lincoln, após os primeiros minutos, o cineasta se supera a nos contar com maestria a história dos últimos meses de vida do mais popular presidente americano de todos os tempos, Abraham Lincoln, deixando, assim, os momentos de batalha de lado e apostando, seguramente, em desenvolver uma minuciosa cinebiografia do presidente acerca de uma forte temática política com base em fatos que mudaram o curso da história da humanidade.

Como já dito anteriormente, a superprodução desenvolve uma cinebiografia do 16.º presidente norte-americano que liderou o Norte dos Estados Unidos na vitória durante a Guerra Civil Americana (também conhecida como “Guerra da Secessão”). O longa enfatiza os tumultuados meses finais do presidente Lincoln no cargo do primeiro mandato. Em um país dividido pela guerra e varrido por fortes ventos de mudança, Lincoln (Daniel Day Lewis) segue estratégia para encerrar a guerra, unir o país e abolir a escravidão. Com coragem moral e determinação férrea de vencer, suas escolhas nesse momento crítico mudaram o destino das gerações futuras.

Logo que Lincoln aparece em cena (em um belíssimo momento, por sinal) já vislumbra a nítida impressão da tendência narrativa que o diretor Spielberg desenvolverá: endeusar a figura do herói americano (repare, por exemplo, no momento em que o quadro se abre aos poucos até que apareça o presidente – quase sempre em primeiríssimo plano ou em perfil, aliás). Além disso, o roteiro ainda faz questão de enfatizar os dramas familiares de Lincoln a fim de humanizá-lo e gerar maior familiaridade com o espectador, para que este, posteriormente, venha a se comover com a lamentável e histórica morte do presidente – e isso não é spoiler, obviamente. Porém, apesar de não ser um problema comprometedor, tal opção soa desnecessária no filme que traz, por si só, um herói que não precisa de nenhum excesso narrativo para carregar o filme do início ao fim – ainda mais quando interpretado por um dos melhores atores da atualidade, Daniel Day Lewis, ganhador do Oscar de melhor ator.

Roteirizado por Tony Kushner, John Logan e Paul Webb – baseado na obra de Doris Kearns Goodwin, “Lincoln” é um dos melhores filmes sobre a política americana já feitos. As cenas de debate entre políticos com opiniões gritantemente divergentes a respeito da 13.ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos da América (que, evidentemente, pôs fim a escravidão e justificou os direitos entre negros e brancos) são excepcionais.

E, mesmo que certos termos políticos possam causar estranheza, o trabalho de pesquisa da equipe de Spielberg é admirável desde simples nomes a grandes acontecimentos – muito deles envolvendo a corrupção de compra de votos de vários políticos. E é justamente nesses momentos – que são, sem dúvidas, os melhores e mais vibrantes do longa – que Tommy Lee Jones brilha em uma atuação excelente como ator coadjuvante (não precisa nem dizer que seria merecido caso ele viesse a receber o Oscar – apesar de que todos indicados sejam fortíssimos e igualmente merecedores).

O ator, facilmente, garante o êxito de todas as cenas onde Lincoln não aparece; porém quando Daniel Day Lewis está em cena não tem para ninguém. Chega a impressionar a facilidade com a qual o brilhante ator interpreta o presidente como já tivesse atuado no papel toda sua vida; Daniel, de fato, domina as características de Abraham Lincoln magistralmente, começando pelas pequenas expressões faciais, passando pelo jeito de andar e impressionando a todos com seu perfeito trabalho vocal (e, mesmo sendo admirador das atuações dos demais concorrentes ao prêmio de melhor ator ganhador do Oscar seria um pecado não contemplar o divino trabalho do sempre perfeccionista Daniel Day Lewis).

Contando com um desing de produção definitivamente impecável, “Lincoln” se torna um filme genuinamente exuberante. A direção de arte (de Curt Beech, David Crank e Leslie McDonald) é extraordinária, os figurinos são riquíssimos em detalhes, a maquiagem é formidável e a trilha musical – além de tocante – é quase sempre adicionada precisamente pela edição (mesmo que a composição de John Williams possa, em alguns momentos, soar insistente). Isso sem mencionar a primorosa fotografia de Janusz Kaminski, quase sempre azulada e nebulosa, transmitindo toda a tensão e tristeza daquela época (mas, mesmo em meio a tamanho temor, Spielberg faz questão de contrastar os escuros figurinos e os tristes cenários com a luz solar que constantemente resplandece através das janelas da Casa Branca remetendo diretamente à esperança que, em tempos sombrios, ainda persiste – sempre, claro, focalizando a figura do presidente de modo questionável).

Mas se, por um lado, Steven Spielberg, em trabalhos anteriores, esbanjava – em algumas vezes até mesmo exagerava – na dose de ação em marcantes cenas de batalhas; em “Lincoln”, por outro, o cineasta desenvolve uma narrativa lenta, com longos diálogos e monólogos e intermináveis cenas – o que, certamente, prejudica diretamente o ritmo do filme e exige maior paciência do espectador. E não é exagero algum dizer que em alguns momentos a narrativa se torne demasiada e excessiva, fazendo com que tenhamos certeza de que Spielberg cometeu alguns erros ao concluir tal versão final do longa que, certamente, poderia ser editada (deméritos para a montagem que, embora seja inegavelmente cuidadosa, possui explícitos problemas de envolvência e fluidez).

Então, mesmo que vagarosamente, o filme chega a seu ótimo clímax que – aí sim – Spielberg conduz muito bem (repare, por exemplo, no ágil corte no momento chave do terceiro ato quando o diretor opta, ao invés de manter o foco na câmera dos deputados, em focalizar em outro lugar a face aflita de Lincoln, que, assim como a maioria, recebe a tão esperada notícia de que a 13ª Emenda havia sido aprovada por meio de fervorosas badalas no sino da Casa Branca, que anunciam a “paz” que estava por vim).

Enfim, não há dúvidas de que “Lincoln” é um filme grandioso, uma obra-prima – justificando suas 12 indicações ao Oscar. Magistralmente produzido, com um roteiro ousado e seguramente colocado em prática por Steven Spielberg – no caso, adotando uma linguagem diferente de seu estilo habitual, que, sem dúvidas, dividiu e ainda dividirá opiniões. No mais, um longa que, apesar de seus problemas, nos conta convincentemente sua história baseada em fatos históricos que jamais serão esquecidos, e, sobretudo, presta uma homenagem mais do que merecida a um verdadeiro herói da humanidade – e não somente americano. Portanto, resta dizer que, sim, o filme cumpre seu papel como cinebiografia política magna, que será sempre lembrado mais pela poderosíssima atuação de Daniel Day-Lewis, personificando o presidente Abraham Lincoln, do que por ser uma obra-prima.

a) Lincoln – Trailer Oficial Legendado

b) Daniel Day-Lewis winning Best Actor for “Lincoln” (2013).

Clique aqui para ver.

DEU NO JORNAL

JUROS ALTOS TÊM TUDO A VER COM GASTO PÚBLICO DESENFREADO

Editorial Gazeta do Povo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não precisou nem de quatro meses no posto para aprender a repetir à risca o discurso petista sobre as contas públicas, que pode ser resumida ao famoso dito “a culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”. Em entrevista recente ao portal G1, o sucessor de Fernando Haddad afirmou que a pasta conduzida por ele é a que tem menos culpa pelos altos juros do país. A taxa básica, a Selic, é definida pelo Copom – atualmente formado apenas por indicados do presidente Lula –, e está em 14,25% ao ano, depois de ter permanecido em 15% por nove meses, como resultado de um ciclo de alta iniciado em setembro de 2024.

“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, afirmou o ministro. De fato, precisamos mesmo discutir com toda a franqueza os motivos pelos quais os juros brasileiros andam tão altos. E sim, apontar a política fiscal do governo como a principal culpada se tornou a “reposta fácil”, mas apenas porque o próprio governo tornou muito fácil apontar o dedo para o lugar certo.

Ao longo de todo o ciclo de alta da Selic, o Copom vinha alertando para os problemas da política fiscal expansionista e da falta de uma âncora fiscal crível. Não faltaram avisos, embora feitos em uma linguagem diplomática demais para os ouvidos daqueles que estavam por trás da ampliação indiscriminada da despesa pública e do incentivo desenfreado ao consumo. Apenas no comunicado mais recente – ironicamente, em que explicava uma decisão de redução da Selic – o colegiado foi mais enfático, incluindo entre os riscos de alta da inflação “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária”. Só antolhos ideológicos impediriam alguém de enxergar nessas palavras uma referência direta à gastança lulista.

Risível, também, a promessa do ministro de se esforçar para cumprir a meta fiscal nos próximos anos – quanto a este ano, melhor não comentar, obviamente. De nada adianta prometer atingir uma meta que só existe no papel; as metas fiscais previstas no arcabouço proposto pelo governo em 2023 já se tornaram ficção, tamanho o rol de despesas que não entram na conta oficial. Até mesmo neste ano, em que Lula gasta como nunca em busca da reeleição, é grande a chance de a meta oficial ser cumprida; mas o número que os economistas e o mercado financeiro usam, inclusive para determinar suas expectativas de inflação, é o resultado primário real, que será muito pior.

E que ajuste Durigan acha que um eventual quarto governo Lula fará, quando o petista escolhe como coordenador de seu programa de governo o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, que defende exatamente a manutenção da política atual de expansão do gasto público? Gabrielli, assim como Durigan, nega ou minimiza as consequências da política fiscal expansionista; se é assim, para que o governo haveria de fazer ajustes ou cortes? Com a condução da economia entregue a autênticos negacionistas, as perspectivas não têm como ser boas – e os juros não terão como cair até margens que deixem de sufocar a economia real, mas que hoje infelizmente são necessários como a única ferramenta capaz de segurar a inflação.