DEU NO JORNAL

INFLAÇÃO: SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO ROUBADO

Roberto Motta

O Estado não faria o que faz se a população entendesse o que acontece. O Estado rouba o valor do dinheiro das pessoas para conseguir pagar por seus gastos irresponsáveis

A inflação faz com que o dinheiro perca o poder de compra. Os preços sobem, ano após ano. Isso acontece em quase todos os países. Aqui, os preços já chegaram a subir mais de 80% em um único mês, em março de 1990.

O que nunca se diz é que a inflação é consequência dos gastos do governo.

Vamos explicar.

Primeiro, vamos lembrar que o sintoma da inflação é o aumento contínuo e generalizado de preços. O aumento temporário de preços – provocado, por exemplo, por escassez de um produto – não caracteriza inflação. Quando o produto volta ao mercado, os preços caem. O que caracteriza a inflação é o aumento contínuo e generalizado de preços.

O aumento dos preços é o sintoma da inflação. A causa do aumento dos preços é a desvalorização do dinheiro. E por que o dinheiro se desvaloriza? Porque o Estado aumenta a quantidade de dinheiro em circulação – o Estado “imprime” mais dinheiro – para pagar por seus gastos.

Vamos explicar esse mecanismo de forma objetiva.

O governo gasta mais do que arrecada. Isso gera um déficit – um buraco nas contas públicas. O governo então precisa pedir dinheiro emprestado para cobrir o déficit. Ele toma dinheiro emprestado vendendo títulos do tesouro.

Esses títulos são comprados principalmente por bancos. Os bancos podem, depois, vender os títulos para o Banco Central.

Nesse processo há um detalhe importante: o Banco Central compra os títulos com dinheiro que ele cria na hora. Como ele faz isso? Através de um lançamento contábil. Em termos práticos: o Banco Central digita valores em um computador e transfere esse dinheiro recém-criado para os bancos, em troca dos títulos.

Pronto: foi criado dinheiro. É a mesma coisa que imprimir um monte de cédulas.

Essa é uma operação triangular. Se abstrairmos a participação dos bancos, o resultado é que o déficit do governo foi financiado criando dinheiro do nada. Ou seja, o Estado imprimiu dinheiro (via Banco Central) para pagar por seus gastos.

Isso é gravíssimo, porque a criação de dinheiro faz com que a moeda perca o poder de compra. Esse efeito não é fácil de entender, mas ele funciona assim: quanto mais dinheiro o Estado imprime, menos o dinheiro vale. É como colocar água quente em uma xícara com café; a xícara fica mais cheia mas o café fica cada vez mais fraco.

Para o cidadão comum, esse processo de criação de dinheiro é invisível e difícil de entender. É preciso ler a explicação várias vezes, refletir, tirar dúvidas. Para piorar, há muitos “especialistas” em economia que usam termos complicados e adicionam detalhes desnecessários quando falam do assunto, tornando tudo muito difícil de entender – de propósito.

O Estado não faria o que faz se a população entendesse o que acontece. O Estado rouba o valor do dinheiro das pessoas para conseguir pagar por seus gastos irresponsáveis.

Como o Estado nunca para de imprimir dinheiro, os preços nunca param de aumentar. Por isso, uma dúzia de ovos custava R$ 1 em 1994, hoje custa R$ 12 e um dia vai custar R$ 500.

Como a criação de dinheiro é a causa da inflação, e o dinheiro é criado para cobrir os gastos do governo, basta o governo gastar menos e o dinheiro deixará de perder valor. Isso causará uma melhoria gigantesca na vida da população.

Percebam que, enquanto a maioria das pessoas perde com a inflação, ela beneficia extraordinariamente os políticos (que controlam o Estado e podem gastar o quanto quiserem) e os bancos (que lucram com as operações financeiras). As pessoas que têm investimentos e entendem do mercado financeiro conseguem proteger o seu dinheiro. O resto da população vê o seu poder de compra diminuir a cada dia.

Ao mesmo tempo em que rouba o valor do dinheiro, o Estado cria programas assistencialistas e aprova leis de reajuste salarial. Mas vejam a hipocrisia: de que adianta “reajustar” os salários se, em pouco tempo, esse reajuste é corroído pela inflação?

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

AH SE “SESSE”…

Comentário sobre a postagem RECONHECEU

Monteiro:

Autocrítica!?

Nem tanto.

Seria uma maravilha se, de fato, “sesse” autocrítica.

Mas, considerando o personagem, isso está mais distante de ser possível de que vermos o Flávio Dino levitar durante suas sentenças…

A declaração apenas demonstra que o mané se julga acima de tudo e de todos.

Está mais para caduquice, idiotia, ou loucura mesmo.

Agora, a frase expressa uma certa verdade… Ou meia verdade.

Mas aí fica com o eventual leitor a interpretação dessas considerações.

ALEXANDRE GARCIA

PREÇOS DE INGRESSOS DA COPA DO MUNDO TRANSFORMAM FUTEBOL EM ESPORTE DE MILIONÁRIOS

Preços para assistir às partidas vão de R$ 3 mil para um jogo comum até R$ 80 mil para a final.

Preços para assistir às partidas vão de R$ 3 mil para um jogo comum até R$ 80 mil para a final

Estive vendo os preços de ingressos nos estádios da Copa do Mundo. Os preços vão de R$ 3 mil para ver um jogo até R$ 80 mil a final. Mas os preços, em sua maioria, de R$ de 8 mil a R$ 15 mil cada jogo. Dizem que futebol é o esporte do povo, mas acho que é o esporte da elite somente para milionários assistirem, não é?

Agora pergunto o seguinte: estamos em ano eleitoral e você prefere pensar em Copa do Mundo ou no voto? A Copa do Mundo vai decidir o que na sua vida, na vida dos seus filhos e dos seus netos? Nada. Zero. Serão 90 minutos da sua atenção para, depois, festejar ou se entristecer. Mas o voto é decisivo. Então, vamos pensar no voto. A Copa do Mundo será um novo Coliseu, uma arena, um circo. Mas e o pão depois? Só para lembrarmos um pouquinho disso.

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Brasil é o único país em que medidas de transferência de renda aumentam a desigualdade, diz pesquisa

Bom, eu estava vendo uma pesquisa do Gini que afirma que o Brasil é o único país em que, quando o Estado se mete no quesito “transferência de renda”, a desigualdade aumenta. Em todos os países do mundo em que o Estado interferiu com medidas de transferência de renda, a desigualdade diminuiu. Mas no Brasil não. Aqui, a desigualdade sem governo é 53, e com governo é 56. O máximo de desigualdade seria 100, enquanto nenhuma desigualdade seria um. Aqui o resultado de desigualdade subiu, mostrando que o governo atrapalha.

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Enquadrar homofobia a racismo foi fácil, mas não querem enquadrar PCC e CV a terrorismo

E falando em governo, vocês lembram que o Supremo decidiu que homofobia pode ser punida e enquadrada como crime de racismo porque homofobia e racismo é a mesma coisa. E agora? Terrorismo é o mesmo que falar em domínio de cidades, bairros, da região amazônica e das fronteiras por parte do PCC e Comando Vermelho (CV)? Isso não é o mesmo que terrorismo? É muito fácil enquadrar.

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O secretário de Estado é um tal de Marco Rúbio, disse Lula

Eu vi aquela fala do Lula lá em lá em Alagoas, que chamou Estados Unidos de Estados Unidos da América do Norte. O secretário de Estado é “um tal de Marco Rúbio”. E ele disse outra palavra que eu não vou repetir aqui. Ele também disse que o Trump — que ele chama de “Trumpy”, com Y no fim — quer é um Osama Bin Laden. Será que não teve ninguém para dizer para ele que Osama Bin Laden foi em 2011, há 15 anos, e ele foi morto no governo Obama. Barack Obama é um democrata. Ele devia saber porque é o presidente da República.

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Dizem que vai ter 3.500 pessoas no “Gilmarpalooza”

Bom, aqui em Lisboa eu vi a chegada de muitos brasileiros. Do dia 1º até o dia 3 vai ter o que o pessoal está chamando de “Gilmarpalooza”, um dos encontros que Gilmar vai fazer. Dizem que vai ter 3.500 pessoas. Oficialmente tem 135 autoridades que vieram com autorização para se ausentar do país. E a gente pagando diária. Do Tribunal de Contas da União (TCU), que cuida das contas públicas, tem 13 que vão receber diária, e não sei se receberam passagem. Há 13 também do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), e os dois juntos já dá R$ 692 mil de diária que você vai pagar.

Da AGU virão 22 servidores para assistir aqui. De Tocantins, oito. Hoje eu vi um deputado lá no restaurante onde eu estava almoçando. Ele subiu, foi lá para o terraço, e depois a gente viu que no terraço tinha uma bela piscina com belas moças tomando banho de biquíni. Não entendi.

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Flávio Dino palestraria sobre “Constitucionalismo Transformador”

Entre os ministros do Supremo não virá mais o Flávio Dino porque ele caiu em casa, teve um uma fratura e um rompimento de ligamento. O tema que ele levaria é “Constitucionalismo Transformador”. Se é “transformador”, é um perigo porque nós estamos em decadência. Não está transformando para cima, está transformando para baixo (se é que isso existe). E fala em “constitucionalismo”. Em 1932, quando o ditador Getúlio Vargas não queria Constituição, teve o movimento constitucionalista com constitucionalismo. Mas agora? Que estranho. Como fazem coisas estranhas no país…

DEU NO JORNAL

QUE MEDO…

Para um presidente tão falante, chama atenção o medo, não a estratégia.

Medo quase infantil, incontrolável, de Lula (PT) diante de Donald Trump.

Relatos de pessoas próximas revelam um presidente que, há poucas semanas, fez de tudo para evitar o encontro na Casa Branca, após o Itamaraty adiar a visita da primeira semana de março.

Quando a agenda de 7 de maio virou incontornável, ele impôs veto à imprensa. Não queria testemunhas, tinha medo de ser humilhado por Trump, como Zelenski.

Meio sem querer, assumiu o monopólio da informação para confirmar, negar ou inventar, controlando a narrativa sobre fatos do Salão Oval.

Outro medo seria Trump usar o combate ao terror para reproduzir em Brasília o que fez a Maduro, levado pela orelha à prisão em Nova York.

A diplomacia brasileira, que já foi tão elogiada, hoje serve ao presidente que tem mais medo de Trump do que as facções criminosas têm da lei.

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O descondenado não quis a imprensa presente no encontro com Trumpão.

Uma pena: o JBF ia mandar a secretária Chupicleide pros Zisteites pra fazer a cobertura, mas teve que desistir diante desta imposição do falastrão que gunverna nossa republiqueta.

Já o medo de ser arrastado pela orelha, como aconteceu com Maduro, conforme diz a nota aí de cima, deixou nosso grande istadista com as calças obradas, segundo informaram fontes fuxicatórios do Planalto.

Um fedor insuportável tomou conta do ambiente.

XICO COM X, BIZERRA COM I

O PET E SEU TUTOR

O ‘tutor’ do Pet que mora no 23° Andar do meu prédio se indispôs comigo apenas por que reclamei que o seu animalzinho – um Pitbull de corpanzil aproximado ao de um jumento, fez seu ‘cocozinho’ bem na calçada em frente à entrada do Edifício e ele, seu guardião, o tal vizinho, deixou lá a titica produzida por seu tutorado, grave ameaça aos sapatos de algum desprevenido.

A propósito, me disseram – e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente – que um ‘influencer’ publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se deletadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspíração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, e alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog como forma de prevenção a eventual e feroz mordida. E passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.

Por falar em ‘influencers’, são tantos hoje em dia, tratando de banalidades diversas e com milhões de seguidores, que fico tonto. Eles influenciam o quê? No meu tempo, meu pai e meu avô eram meus fiéis influenciadores, estes sim, me ensinando o caminho do bem, de ser bom, do respeito e outras virtudes que guardo até hoje. Os atuais vão de propaganda de cosméticos à venda de imóveis ou automóveis. Alguns até ‘trabalham’ em lavanderias financeiras para ‘masterizar’ suas riquezas.

Como diz uma amiga querida, eles provocam profundas modificações no comportamento social, e se encarregam de reduzir a importância do que é importante, engordando suas contas bancárias ao tempo em que esvaziam a cabeça de nossas crianças e jovens ao ocupá-las mentalmente com assuntos sem nenhum conteúdo, quando não induzindo-os a processos viciantes como jogos e apostas.

Pois é: eu sou do tempo em que professoras eram mestras e não simplesmente ‘tias’; do tempo em que treinadores de futebol eram técnicos e não ‘professores’ ou ‘mister’. Do tempo em que cachorros e gatos eram apenas cachorros e gatos. Só existem ‘influencers’ porque existem ‘idioters’. E eu, que sei que nada sei – como pensava um ‘influencer’ grego, fico na minha escolhendo o que ler e o que ver. Talvez um dia eu me arrependa de não ter dado ouvidos ao Gil do Vigor ou a Virginia do Vini, sabedorias plenas a espalhar ao mundo um imenso saber …

Triste ter que reconhecer que meu tempo passou … Melhor cuidar da publicação do livro que estou pensando. Acho que um e-book. Os influenciadores, certamente, não o lerão. E não me farão nenhuma falta.

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DEU NO JORNAL

DESTINO DOS CORREIOS SOB O PETISMO É SANGRAR ATÉ MORRER

Editorial Gazeta do Povo

correios crise pdv

Correios devem lançar novo PDV, já que o anterior não atingiu nem um terço do objetivo

Como uma das principais apostas dos Correios para estancar a sangria que aflige a estatal desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto não funcionou, a empresa está planejando – quem poderia imaginar? – repetir a dose. O plano de demissão voluntária (PDV) lançado em 2026 só atingiu cerca de um terço da meta: eram 10 mil desligamentos esperados, mas quase 3,2 mil funcionários pediram as contas. Por isso, a empresa já planeja uma nova rodada de PDV, ainda sem data de lançamento e que pretende reduzir o inchadíssimo quadro da estatal em mais 5 mil empregados, dos quase 80 mil que estão hoje nos Correios. Não vai funcionar, garante o presidente do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida.

A situação da estatal é desesperadora. O prejuízo em 2025 foi de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do rombo do ano anterior – e o resultado de 2026 pode ser ainda pior, pois o Tesouro Nacional estima déficit de R$ 9,1 bilhões. A receita bruta caiu 11,35% em 2025 na comparação com 2024. Um consórcio formado por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Itaú e Santander aceitou emprestar R$ 12 bilhões à estatal em 2025, mas reluta em colocar mais R$ 8 bilhões na empresa; enquanto isso, o aporte governamental de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, parte do acordo que viabilizou o empréstimo, ficará para 2027, como parte da “herança maldita” que Lula deixará para seu sucessor – ainda que esse sucessor seja ele mesmo, a depender dos resultados de outubro.

E não há garantia nenhuma de que esse dinheiro todo de fato seja capaz de reverter a trajetória dos Correios. A empresa, cuja eficiência já fez dela motivo de orgulho nacional, mostrou-se incapaz de competir em uma nova realidade em que plataformas de e-commerce adquirem frotas próprias para suas entregas, com outras empresas de logística também capazes de realizar melhor o trabalho que os Correios parecem ter desaprendido a fazer. Reverter a decadência exige muito mais que o valor levantado pela estatal junto ao setor bancário – valor esse que, muito provavelmente, será drenado pelas despesas do dia a dia em vez de servir para quaisquer investimentos necessários a uma virada de chave.

A privatização apareceria como a melhor solução em um caso desses, mas a janela de oportunidade para os Correios já se fechou. Quando a estatal ainda tinha lucro, ou prejuízos inferiores a R$ 1 bilhão, atrativos como uma capilaridade única no Brasil ainda serviriam para atrair interessados, e o Brasil poderia ter se inspirado em casos bem-sucedidos de outros países que privatizaram seus serviços postais sem abandonar a chamada “universalização” do atendimento; Jair Bolsonaro até tentou, colocando os Correios no programa de desestatização, mas a venda, aprovada pela Câmara, emperrou no Senado. Com a troca de governo, à medida que o estatismo, o inchaço e a ineficiência foram se alastrando, à atratividade diminuía na mesma velocidade. Hoje, é impensável que um investidor privado aceite pagar até mesmo um valor simbólico para assumir os Correios, diante do gigantismo do rombo e dos desafios.

O estatismo jurássico, a teimosia petista e o aparelhamento político transformaram os Correios em uma empresa inviável, que o próprio governo se recusa a ajudar, adiando seu aporte bilionário para o fim do prazo acertado – quando talvez seja tarde demais. A estatal se tornou o paciente cuja hemorragia não cessa, independentemente de quantas bolsas de sangue ele receba, até que um dia elas não sejam mais suficientes diante da gravidade do quadro, ou até o estoque simplesmente termine. Uma empresa que ainda tinha salvação, mesmo quando seu declínio já havia começado, caminha para um fim que seria evitável, caso as decisões sobre seu futuro não estivessem nas mãos de gente tão obtusa.

PENINHA - DICA MUSICAL