
NO PUEDO MÁS pic.twitter.com/INVPTc34Nz
— Willy Tolerdo (@WillyTolerdoo) January 6, 2026
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) registrou indignação após negativa de atendimento hospitalar a Jair Bolsonaro:
“O que se vê aqui é cerco, humilhação, intimidação e asfixia física e psicológica”.
* * *
Vamos deixar de lado o posicionamento político.
Fiquemos nos fatos, na pessoa, no ser humano:
“Negativa de atendimento hospitalar”.
“Asfixia física e psicológica”.
Um absurdo inacreditável.
Dispensa comentários.

Banco Master, em São Paulo
O Estadão é um dos principais jornais deste país e está acompanhando bem o escândalo gigantesco que está se tornando essa liquidação do Banco Master. Eu já falei aqui que eu não vi nenhum tipo de interferência quando liquidaram o Econômico, que tinha Antônio Carlos Magalhães e Ângelo Calmon de Sá, que era ministro; o Nacional, que tinha Magalhães Pinto, ex-governador, ex-presidente do Senado, ex-ministro; ou o Bamerindus, que tinha Andrade Vieira, ex-ministro da Indústria e Comércio. Ninguém fez nada.
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, no Estadão, conta essa mesma história sobre a liquidação de outros bancos, com políticos de muito peso; ninguém tentou blindar ou atrapalhar a liquidação, nem se meter no Banco Central, que hoje tem autonomia, mas na época daquelas liquidações ainda não tinha – e, mesmo assim, ninguém se meteu. O governo Fernando Henrique, por exemplo, respeitou a ação do Banco Central, que é muito criteriosa. Por que, então, toda essa história com o Master?
Um vereador em Erechim (RS), influenciador com 1,7 milhão de seguidores, contou ao Estadão que foi procurado para ganhar dinheiro dizendo que o Master é vítima de perseguição do Banco Central. Isso foi no dia 20 de dezembro, mais ou menos um mês depois de o Master ter sido liquidado pelo BC. Isso é Daniel Vorcaro com seus tentáculos, seus amigos, e aqueles que ele tem no bolso. No dia em que ele falar, decerto vai atrapalhar a vida de muita gente. Tem aquele contrato com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, de R$ 3,6 milhões por mês, que ninguém consegue explicar transparentemente. Tem Dias Toffoli levando para o Supremo um caso que estava na primeira instância, e botar um sigilo absoluto por cima.
E agora vem o Tribunal de Contas da União, como se houvesse dinheiro da União no Master, quando é exatamente o oposto: o Master é que certamente deve ter comprado muito papel do Tesouro Nacional. O TCU não tinha nenhum motivo pra se meter nisso. É um órgão do Legislativo, que já está tomando providências, já tem assinaturas suficientes para fazer uma CPI e investigar essa história. E a Polícia Federal vai ouvir outra vez o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, diretores do Master e do BRB, para apurar por que o BRB queria tanto comprar o Master. Que motivação havia, a ponto de a bancada governista ter sido mobilizada para aprovar no Legislativo do Distrito Federal a compra do Master, considerada um grande negócio.
* * *
Lewandowski e Haddad estão de saída
O presidente Lula vai ter de achar um ministro da Justiça e um ministro da Fazenda, porque Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad vão cair fora. Lewandowski era ministro do Supremo; ele não viu que a Constituição diz “República Federativa do Brasil”, e fez um projeto de segurança pública que esquece a Constituição. Segurança pública é com os estados, mas Lewandowski estava praticamente transformando a Federação em república unitária. Claro que os governadores não quiseram saber. Esse protesto vem desde sempre no Brasil: o governo central se metendo demais nos estados.
Haddad deve estar dando graças a Deus que vai embora. Não conseguiu resolver os problemas, inventou aquele arcabouço, uma espécie de camuflagem para acabar com o teto de gastos estabelecido no governo Temer – uma das melhores coisas que foram feitas naquela época. E o resultado está aí, um déficit imenso. Se Lula tivesse juízo, seria até divertido: chamaria Paulo Guedes, que botou tudo em ordem com pandemia em metade do mandato; ainda assim, fechou com superávit. É possível fazer; basta aplicar o “mais Brasil e menos Brasília”.
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História do passaporte de Eliza Samudio é coisa de mistério policial
É enredo para um filme ou livro de mistério policial essa história da descoberta, em uma pensão em Portugal, do passaporte de Eliza Samudio. O ex-goleiro Bruno, do Flamengo, foi condenado a 22 anos pela morte dela; não se achou o cadáver até hoje. Isso faz 15 anos, e agora aparece um passaporte em Portugal. Não é para a gente imaginar mil coisas ou fazer um enredo de ficção, de mistério?
Pesquisas para consumo interno do Palácio do Planalto concluíram que Lula (PT) errou novamente e agora a sua equipe corre para consertar dizendo que o tirano venezuelano Nicolás Maduro era de fato ditador e que o governo petista não reconheceu sua suposta vitória na eleição fraudada.
Lula foi fortemente aconselhado a se distanciar da pecha de grande avalista da ditadura no país vizinho. A ordem é que o primeiro escalão não fale da Venezuela. Defesa de Maduro, nem pensar.
O medo na Praça dos Três Poderes deixou de ser de notas ou falas críticas e passou a ser de marines desembarcando no pátio do Alvorada.
O problema é que o recesso de Lula terminou e o petista voltou a Brasília. Com Lula e Janja, voltou o medo do “excesso” nas falas.
Língua solta, Lula no improviso já aliviou para traficantes, ofendeu mulheres e judeus e passou pano para corintiano agressor de mulheres.
* * *
Estão com medo de Marines desembarcando no pátio do Alvorada???
Êita peste!!!
Esse medo é mesmo de lascar.
Marines são os fuzileiros navais dos Zistados Zunidos.
Danô-se!!!
Coitado! que em um tempo choro e rio
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du’a cousa confio e desconfio.
Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.
Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;
Queria que visto fosse e invisível;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!

Luís Vaz de Camões, Portugal, (1524-1580)
Mote desta colunista:
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Quando sinto que a tristeza
Se avizinha do meu peito
Na danada dou meu jeito
Pra isso tenho destreza
Busco no canto a leveza
Para os males espantar
Quem quiser pode chegar
Que esse canto é de união
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Dalinha Catunda
Eu voltei a ser criança
Brincando pela varanda
Numa roda de ciranda
Gostei daquela festança
Entrei de cara na dança
Comecei rodopiar
Formamos um belo par
Dando volta no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Araquém Vasconcelos
Peguei na mão de Ritinha
Que pegou na de Alcinete
Lindicassia, bem coquete,
Segurou a de Dalinha
Enxerida entrou Bastinha
Seguiram a requebrar
Sempre a rodar,a rodar
No ritmo da emoção:
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Bastinha Job
Na ciranda desta vida
Volta e meia sempre dou
Se as amigas vêm, eu vou
Se não vêm, fico sentida
Se Maria Aparecida
Ou de Lourdes me chamar
Largo tudo e vou dançar
Pra tristeza eu digo não
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Creusa Meira
O zabumba toma a guia
Dá balanço o chocalho
Já se ouve um farfalho
Vai subindo uma agonia
O salão se contagia
Todos querem rebolar
E o desejo de dançar
Tem a força de um vulcão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Giovanni Arruda
Vou brincar nesta ciranda
Abra a roda por favor
Vou girando como for
Meus passos só Deus comanda
Pus nos cabelos lavanda
Quando o vento arrepiar
Cirandeiros vêm cheirar
Com grande satisfação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Dulce Esteves
Deixe a rotina de lado
Saia de dentro de casa
Se divirta, extravasa,
Vá prum forró arrochado
Requebre bem apertado
Dance a noite sem parar
Com molejo a peneirar
Dando voltas no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Joabnascimento
Nas noites alvissareiras
Nas festas de São João,
Eu fazia agitação
Dançava nas brincadeiras
Salão cheio de bandeiras
O sanfoneiro a tocar
Fazendo casais rodar
Em geral a animação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Jairo Vasconcelos
Agradecer cada dia
A alegria de viver
E fazer por merecer
Saúde, paz e harmonia
Bom mesmo é a euforia
Rime se quiser rimar
Cante se quiser cantar
Diga não a solidão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Francisco De Assis Sousa
Pesquisei nossa Ciranda.
É na Cantiga de Roda,
Que ela nunca cai de moda.
É cantiga que sempre anda
Nos festejos de varanda.
Em rodas para dançar,
Em festejo popular.
Na roda, uns vêm outros vão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Rosário Pinto
Pra quem gosta de ciranda
E dançar na luz da lua
Vem ser meu e serei tua
No toque de qualquer banda
Pois é a gente quem manda
A poeira levantar
Vamos ver o sol raiar
No batuque do coração
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Vânia Freitas
Em tempos de pandemia,
Só mesmo fazendo festa.
A jogada agora é esta:
Em casa, ter alegria,
Cantar e fazer poesia,
Um Studio improvisar,
Uma live organizar,
Numa bela animação,
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Chica Emídio
A ciranda move a vida
a vida gera cultura,
é alegria segura
é brincadeira aguerrida.
A cadência é divertida
quem tá fora quer entrar,
com garra pisotear
com desmedida paixão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.
Fátima Correia
Editorial Gazeta do Povo
Quando examinaram a documentação do Banco Master, perceberam as bilionárias irregularidades do banco de Daniel Vorcaro e decidiram vetar a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), em setembro do ano passado, e liquidar extrajudicialmente o Master, dois meses depois, os técnicos do Banco Central certamente sabiam que estavam mexendo em um enorme vespeiro. Mas teriam eles esperado uma ofensiva tão brutal e uma tentativa tão escancarada de minar sua credibilidade, como a que vem sendo levada adiante por algumas das principais instituições da República? Depois do Supremo Tribunal Federal, é a vez de o Tribunal de Contas da União ameaçar a autonomia do Banco Central, conquistada a duras penas.
O ministro do TCU Jhonatan de Jesus, médico e ex-deputado federal ligado ao Centrão, iniciou sua campanha de ataque à credibilidade do Banco Central pouco antes do Natal, quando deu 72 horas para o BC se explicar sobre a liquidação do Master – no despacho inicial (ou seja, antes mesmo que houvesse qualquer resposta do BC), o ministro já manifestava juízo de valor ao falar em “precipitação na adoção da medida extrema de liquidação”, já deixando subentendido para onde gostaria de conduzir o caso todo. As explicações, assinadas pelos diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução; seu mandato terminou em 31 de dezembro), foram enviadas logo depois do recesso natalino, e nelas o BC explicava em detalhes o tamanho e as circunstâncias da crise de liquidez do Master.
Não bastou. Como o Banco Central alegou que certos documentos embasando a liquidação do Master não constavam da resposta por serem sigilosos, com acesso restrito e consulta presencial apenas dentro da sede do BC, Jhonatan de Jesus reagiu. Em vez de simplesmente pedir, então, permissão para que os técnicos do TCU pudessem ir ao prédio do BC consultar a papelada, o ministro ordenou algo inédito: uma inspeção urgente no Banco Central, e cujo resultado poderia levar até mesmo a uma reversão da decisão que liquidou o Master, ou ao menos impedir a venda de ativos do banco de Vorcaro, providência comum em casos de liquidação.
Os bancos liquidados pelo BC se contam às dezenas: foram 40 nas últimas três décadas, e alguns deles ligados a figuras poderosas, como ex-ministros e ex-governadores. Mesmo assim, jamais ocorreu algo parecido com o que Jhonatan de Jesus resolveu fazer no caso da liquidação do Master, mesmo antes de o Congresso aprovar a autonomia do Banco Central, em 2021. E a razão é muito simples: o Tribunal de Contas da União não tem competência para investigar o Banco Central desta forma. Não há absolutamente nada nos artigos 70 a 75 da Constituição que dê ao TCU o poder de realizar esse tipo de inspeção, muito menos de anular uma decisão como a que o Banco Central tomou de forma técnica, tamanhas as encrencas em que Vorcaro meteu o Master com suas práticas. Em outras palavras, não há nenhuma explicação decente que justifique a decisão do ministro – o que há são outros tipos de explicação, que remetem ao ótimo relacionamento que Vorcaro mantinha com os altos círculos do poder em Brasília.
A ilegalidade da inspeção do TCU é tão flagrante que, em um país normal, bastaria ao Banco Central procurar a Justiça, que protegeria a autonomia do BC desse tipo de ingerência. Mas o Brasil não é um país normal. O Brasil é o país onde um ministro do Supremo Tribunal Federal lança sigilo quase absoluto sobre as investigações do Master e ordena uma acareação ilógica, com a presença de um diretor do BC (que o ministro tenha recuado disso na véspera é o de menos, pois só o fez diante da enorme repercussão negativa), tudo isso depois de pegar uma carona em um jatinho com o advogado de um dos sócios de Vorcaro. O Brasil é o país onde o escritório da mulher de outro ministro do STF tem um contrato multimilionário para defender o Master, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões que eram considerados prioridade absoluta pelo banqueiro. Nessas circunstâncias, como confiar que o Supremo faria valer a lei e colocaria Jhonatan de Jesus em seu lugar? O BC recorreu primeiro ao próprio TCU, mas uma corte de contas que já demonstrou seu pendor político no passado, ao perseguir Deltan Dallagnol, desperta tanta confiança quanto o STF de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Por motivos que podemos considerar, sem medo, como inconfessáveis, muita gente em Brasília está bastante empenhada em salvar o Banco Master e Daniel Vorcaro, nem que para isso tenha de desferir um golpe mortal na autonomia do Banco Central, minando a credibilidade do setor técnico da autarquia. As duas principais instituições que avaliam a solidez dos sistemas bancários nacionais, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, estão em alerta, e as pressões sobre o BC podem aparecer em um relatório que embasa a percepção de investidores estrangeiros sobre o Brasil e sobre os riscos de investir no país. É esse tipo de estrago que pessoas como Jonathan de Jesus estão dispostas a fazer, sabe-se lá por que obscuras razões.