Quando a primeira vez, da minha terra Deixei as noites de amoroso encanto, A minha doce amante suspirando Volveu-me os olhos úmidos de pranto.
Um romance cantou de despedida, Mas a saudade amortecia o canto! Lágrimas enxugou nos olhos belos… E deu-me o lenço que molhava o pranto.
Quantos anos contudo já passaram! Não olvido porém amor tão santo! Guardo ainda num cofre perfumado O lenço dela que molhava o pranto…
Nunca mais a encontrei na minha vida, Eu contudo, meu Deus, amava-a tanto! Oh! quando eu morra estendam no meu rosto O lenço que eu banhei também de pranto!
Manuel Antônio Álvares de Azevedo, São Paulo (1831-1852)
Vocês que me ouvem sabem que há muito tempo eu falo da falácia que é a tentativa de assustar o mundo com o aquecimento global. Infelizmente, é uma falácia, porque, na verdade, o mundo está esfriando. E o frio é muito pior, porque diminui as colheitas. Se vocês olharem hoje, o Hemisfério Norte está com frio recordista na história. O Norte do Japão nunca viu nada igual. Montanhas de neve. Nos Estados Unidos, afetando 250 milhões de americanos. Nevascas nunca vistas. Muitas mortes, voos interrompidos. Até no Golfo do México, no Texas, na Flórida.
Meu sobrinho que mora lá mostrou, outro dia, 7 graus. Não é comum. Mas, no restante da costa leste e norte dos Estados Unidos, são temperaturas negativas. Pessoas pulando de cima de prédios para brincar em montanhas de neve. Trânsito interrompido, gasto de combustível muito mais para esquentar as casas – combustível e outros energéticos, eletricidade, por exemplo. Muita preocupação. Infelizmente, muito frio. Gelando a região do Ártico, dificultando e impedindo a navegação.
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Lula liga para Trump
Bom, a gente está falando de exterior e o presidente Lula, ontem, conversou 50 minutos no telefone com Trump e ficou de ir a Washington, à Casa Branca. Provavelmente irá em março, porque ele disse que em fevereiro vai à Coreia do Sul e à Índia. Enfim, conversaram, fica aquela coisa generalizada sobre relações bilaterais. Enquanto se conversa, é melhor.
Uma outra questão importante que eu queria mencionar com vocês: o presidente Lula faz muito discurso sobre segurança pública, só que o resultado que a gente vê é outro. Agora mesmo, na Suécia – vejam só, até a Suécia está preocupada com homicídio – a idade penal é a partir dos 15 anos. Seria o ideal aqui, se pelo menos aqueles que podem eleger Presidente da República com 16 anos, respondessem penalmente, no mínimo. Já foi assim aqui no Brasil, mudaram. Mas lá na Suécia querem baixar de 15 para 13, porque no ano passado houve 52 processos de homicídio ou tentativa de homicídio envolvendo menores, abaixo de 15 anos de idade. Até na Suécia!
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Propaganda climática
Vejam que essas questões são imensas. E muitas vezes vêm dos Estados Unidos. Essa história do aquecimento global começa nos Estados Unidos. Eu queria saber agora, esses propagandistas enganadores do aquecimento global vão dizer o quê? Já mudaram o nome, né? Agora diz que é não-sei-o-quê climático. Meu Deus do céu!
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Nikolas e o poder das redes
Bom, gente, conversando com mais pessoas que participaram lá da caminhada do Nikolas, disseram que impressionante como, das margens da estrada, chegou de tudo. Chegou comida, remédio, energético, água, água refrigerada, água gelada, helicópteros particulares em cima oferecendo ajuda, caminhonetes de fazendeiros, churrasco à disposição, almoço, jantar, cama, mesa, abrigo à noite.
Mais ou menos o que acontece naquele Caminho de Santiago, só que lá as pessoas têm que pagar, muitas vezes, a maior parte dos alojamentos, da comida, etc. Mas os peregrinos recebem isso. E mais, eu chamo a atenção, a grande mídia omitiu, não contou nada, só passou a falar, teve que falar, depois do raio, mas não adiantou nada. A gente está vendo aí, a caminhada foi a demonstração da força da rede social, em que o Nicolas no Instagram é um campeão, tem mais de 21 milhões de seguidores.
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Fachin extrapolando
E, por último, queria fazer uma menção ao ministro Fachin, que foi à Costa Rica, e que está insistindo em falar sobre democracia e coisas que são do assunto do Congresso Nacional. O Supremo deveria falar na defesa da Constituição, sim, que é a defesa da democracia, mas essa é a falha do Supremo, que se acha acima da Constituição e não é! Eles não são constituintes, não têm poder constituinte, nem poder legislativo.
Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo domo, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master.
E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$ 5,25 milhões como consultor do Master.
A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como “consultor” por R$ 1 milhão mensais.
O vazamento da reunião, “controlado”, incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela “área técnica” do governo.
Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,5 milhões em um contrato de serviço de “consultoria”, mediante pagamento de R$ 250 mil mensais.
Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.
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Num é preciso acrescentar mais nada.
Esta notícia é o retrato cagado e cuspido do atual desgunverno lulo-petralha.
E ainda tem gente que defende este bando asqueroso e o seu chefe…
Putz!!!
Que os céus se apiedem deste nosso devastado país!!!
Robert De Niro e Sergio Leone durante as filmagens de Era Uma Vez Na América
Os primeiros filmes dirigidos pelo homem que inventou o Spaghetti Westrn, subgênero de faroeste cunhado pelos críticos burros da época, foram Hanno Rubato un Tram (1954), história do roubo de um bonde, também conhecido como We Stole a Tram, filme de comédia italiano; Os Últimos Dias de Pompeia (1956), história do legionário romano Glaucus, voltando para casa, vindo de guerras distantes. Ao chegar descobre que seu pai fora assassinado por uma gangue de bandidos encapuzados, e jura vingança; e O Colosso de Rodes (1961), é um dos poucos filmes a retratar o período entre a morte de Alexandre e domínio do Império Romano da região.
Depois dessa iniciativa não fracassada, o diretor Sergio Leone, se dedica integralmente ao subgêro spaghetti western e, até Era Uma Vez Na América (1984), seu último clássico antes de se encantar, realiza verdadeiras obras-primas da Sétima Arte que só um gênio poderia fazê-lo.
Seus poucos filmes, especialmente os da Trilogia dos Dólares e seus dois “Era Uma Vez”, são obras-primas que os aficionados do gênero spaghetti não podem deixar de ver ou rever.
Sem dúvida alguma, Sergio Leone, é o grande nome do western mundial, ultrapassando as fronteiras do sub-gênero spaghetti western. Seus personagens são as formas usadas em um sem número de obras do mesmo gênero ou de vários outros completamente diferentes. Seus seguidores famosos são muitos, sendo o principal deles Quentin Tarantino…
Sua descoberta de atores hoje icônicos é inigualável e sua capacidade de fazer muito com quase nada, é imbatível. E, lógico, como não poderia deixar de citar que sua parceria com o genial Ennio Morriconne é uma das mais prolíficas da Sétima Arte, com grandes composições usadas, reusadas e abusadas.
Leone, o gênio do Spaghetti Western, que teve a capacidade de realizar obras magnas feito Por Um Punhado de Dólares (1964), Por Uns Dólares a Mais (1965), Três Homens Em Conflitos, ou O Bom, O Mal e o Feio (1966), Era Uma Vez No Oeste (1968) e Era Uma Vez Na América (1984), filme este que narra com maestria a vida de David “Noodles” Aaronson e Maximilian “Max” Bercovicz, dois amigos que lideram um grupo de jovens judeus do gueto no crime organizado da cidade de Nova Iorque. O filme explora temas de amizade de infância: amor, luxúria, ganância, traição, perda, relacionamentos quebrados, juntamente com o surgimento de gangsters na sociedade americana.
O filme é reconhecido por toda crítica especializada no tema como uma obra-prima e um dos maiores filmes de gangster já produzidos de todos os tempos.
Na semana passada, esta Gazeta defendeu abertamente o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. E a cada dia que passa a saída do ministro se torna mais imperativa. A permanência de Toffoli como relator do inquérito sobre o Banco Master é escandalosa. O ministro já abusou tanto da paciência do país que cabe perguntar, parodiando Cícero, Quo usque tandem abutere, Toffoli, patientia nostra? Até quando abusarás de nossa paciência, ministro Toffoli?
A atuação de Dias Toffoli não apenas destoa dos parâmetros mínimos de normalidade institucional. Ela os afronta. O que se observa é uma conduta sistemática de intervenção direta no curso da apuração, com o claro efeito – senão a intenção – de moldar o processo segundo conveniências específicas. Trata-se de um comportamento incompatível com a função constitucional de um ministro do Supremo.
O que deveria ser supervisão judicial converteu-se em ingerência. O que deveria ser cautela tornou-se dirigismo. E o que deveria ser imparcialidade foi substituído por uma sequência de atos que, considerados em conjunto, revelam um padrão de atuação incompatível com qualquer noção séria de devido processo legal. Agora, na fase de oitivas, o relator fixou prazo exíguo para ouvir múltiplos investigados – considerado insuficiente pela própria Polícia Federal – e determinou que os depoimentos fossem realizados no STF, sob sua supervisão direta, rompendo com a prática ordinária e ampliando ainda mais sua interferência sobre a dinâmica da apuração. Não é procedimento técnico. É controle.
O quadro já seria grave por si só, mas torna-se escandaloso diante das informações, amplamente divulgadas pela imprensa, sobre vínculos financeiros entre familiares do ministro Toffoli e pessoas ligadas aos investigados, envolvendo empreendimento imobiliário no Paraná. As regras de impedimento existem justamente para impedir que situações como essa contaminem a credibilidade do Judiciário. Ignorá-las não é tecnicalidade: é corrosão institucional deliberada.
Diante de fatos tão graves, seria razoável esperar do Supremo uma reação orientada à proteção de sua própria autoridade. Mas o que se viu foi o oposto. A nota divulgada pelo presidente da corte, Edson Fachin, não enfrentou os fatos. Limitou-se a uma defesa corporativa, genérica e previsível, embalando a blindagem sob a retórica já desgastada da “defesa da democracia”. A crítica legítima é tratada como ameaça institucional; o pedido de transparência é rotulado como ataque ao Estado de Direito. O Supremo, mais uma vez, preferiu proteger seus membros a proteger sua credibilidade.
Exigir que ministros cumpram as regras de impedimento, que respeitem o devido processo legal e que se submetam ao escrutínio público não enfraquece a democracia – fortalece-a. Cortes constitucionais não sobrevivem ao fechamento defensivo. Fortalecem-se quando respondem a questionamentos com transparência, não quando os desqualificam. A democracia não é atacada por quem exige explicações do Supremo. É atacada quando a corte se recusa a dá-las.
Também a Procuradoria-Geral da República, ao manifestar-se contra o afastamento do ministro Toffoli, reforça a percepção de alinhamento institucional e abdica de sua função constitucional de fiscalização. E o Senado, instância encarregada de exercer controle sobre ministros do Supremo, simplesmente tem desertado de suas responsabilidades. A omissão tornou-se política oficial.
Ministros do Supremo não são figuras sacralizadas. São servidores públicos investidos de poder precisamente porque se espera deles mais rigor, mais prudência e mais respeito às regras – não menos. Quando passam a agir sem constrangimento institucional, protegidos por seus pares e blindados pela omissão dos demais Poderes, o que está em risco não é apenas a imagem do STF. É a própria ideia de República. Se Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, prefere a covardia, os demais senadores, as instituições republicanas ainda comprometidas com a ordem institucional e a sociedade precisam exigir que o Senado cumpra seu papel. Não há outro caminho: Toffoli não pode continuar livre para abusar da paciência do país.