Chegou fevereiro. Em Brasília, com o fim dos recessos parlamentar e judiciário, o Congresso Nacional e os tribunais superiores voltam às suas atividades normais. O ano vai começando “pra valer”.
Mas, não podemos esquecer que “logo alí” é o carnaval. Aliás, em vez de “logo ali”, poderíamos escrever “desde logo”, já que este ano o período momino vai do dia 14 ao dia 17 de fevereiro, oficialmente, mas em muitas partes do Brasil blocos de foliões já ocupam as ruas.
Isso não é uma crítica, mas uma constatação. O Brasil é assim. Nós somos assim. Moraes Moreira, que cantou o Brasil como poucos, já dizia:
Sabendo que a vida ensina
Sina, sina
Sabe do bem e do mal
E o ano só termina
Quando é carnaval!
Outro dia, conversando sobre o assunto com um amigo advogado, ele comentou comigo que uma das grandes surpresas que teve em sua vida profissional aconteceu em uma véspera de carnaval.
Segundo me narrou, naquela sexta-feira à tarde, quando ele já se preparava para deixar o escritório, um cliente chegou, sem avisar antes, querendo falar sobre um processo. Quando o cliente deixou o escritório, já era possível ouvir o som de tambores em algum lugar das redondezas.
Horas depois daquela conversa, em casa, fiquei imaginando a situação, e me veio a inspiração para contar a história aos meus leitores. Não a história verdadeira, narrada por meu amigo, mas aquela que imaginei que poderia ter acontecido.
Foi assim que nasceu o vídeo que compartilho agora, o qual dedico a todos os advogados do Brasil que já tenham ouvido de um cliente a seguinte pergunta: “E aí, doutor, dá pra ganhar a questão?”.




