Durante evento em São Carlos, o Descondenado disse 2 vezes que o Brasil faz fronteira com todos os países da América do Sul.
Avisem o asno que o Brasil não faz fronteira com Chile e Equador. pic.twitter.com/gHkqP8k6E3
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) March 26, 2026
Vorcaro trocou mensagens com telefone funcional do STF no dia em que foi preso; CPMI do INSS quer saber quem era o ministro que respondeu
No dia da primeira prisão de Daniel Vorcaro, ele mandou mensagens para um telefone do Supremo – é certo que o número era do STF, isso já foi esclarecido pela CPMI do INSS. E quem estava com aquele telefone do Supremo respondeu com um formato de mensagem típico de quem precisa esconder algo: mensagens de visualização única, que se apagam depois de serem lidas. Vorcaro perguntou se o dono do outro telefone “conseguiu bloquear”. O banqueiro ligou para esse número do STF desde cedo, quando soube pelo serviço de espionagem digital dele que seria preso. Passou o dia inteiro ligando, esperando que alguém bloqueasse sei lá o quê, e depois pegaria o jatinho para o Oriente Médio.
O presidente da CPMI fez um ofício, que eu vi, datado de 19 de março, para Desdêmona Arruda, diretora-geral do Supremo, perguntando quem está com esse telefone funcional do Supremo. O prazo dado pela CPMI já terminou, mas até agora não se tem notícia da resposta. Talvez ela tenha respondido e a informação está mantida em sigilo absoluto. Sempre lembro que no artigo 2.º da Constituição é o Legislativo que aparece como o mais importante dos três poderes, enquanto o Supremo vem em terceiro, porque não tem voto. É o Legislativo que representa o povo, e o povo é a origem do poder.
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Escritório de advocacia de esposa de ministro do STJ entra na lista das movimentações “atípicas”
Falando de tribunais superiores, vocês se lembram do ministro do STJ Marco Buzzi, afastado depois de uma denúncia de assédio contra uma moça de 18 anos, no mar, em Balneário Camboriú. O Estadão publicou que o escritório da mulher dele, a advogada Katcha Buzzi, é reincidente em “movimentações atípicas” segundo o Coaf. A movimentação média normal do escritório – ela diz que já se desligou, mas a movimentação é de 2024 – era de R$ 58 mil por mês, mas em dezembro de 2024 foi de R$ 2,625 milhões. É mais um caso que nos faz pensar que essas tais “movimentações atípicas” (que eufemismo!) estão bem espalhadas no Judiciário.
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Ex-presidente do BRB pegou R$ 1,8 milhão em empréstimos do banco que comandava
Quem também tem movimentação bancária estranha é Paulo Henrique Costa, que era o presidente do BRB quando o banco estatal do Distrito Federal iria comprar o Master. O governador Ibaneis Rocha mobilizou toda a bancada governista e conseguiu aprovar a compra, mas agora diz que a culpa da situação atual do BRB é da oposição; é claro que a oposição não tem nada com isso, ela estava contra a compra – mas vale tudo para tentar enganar as pessoas.
Agora ficamos sabendo que o então presidente do BRB, nomeado pelo governador, tinha tomado empréstimos pessoais no próprio banco que ele presidia, e está devendo R$ 1,78 milhão. Se fosse um banqueiro privado, dono do banco, ele poderia pegar dinheiro do seu banco e ninguém teria nada com isso. Mas o Banco de Brasília não é do seu presidente, embora ele tenha agido como se fosse o dono. Ele que tomasse dinheiro na Caixa Econômica Federal, ou em outra instituição; o único banco onde ele não poderia pegar dinheiro é o que ele está presidindo. É um banco público, e o presidente do banco é servidor do público.
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Multa de R$ 500 mil a família mostra que ditadura sanitária segue firme
Uma família no Paraná foi condenada a pagar uma multa de meio milhão de reais por não ter vacinado os filhos contra a Covid. Vai passar fome se tiver de pagar isso tudo; já entraram na casa deles procurando bens para penhorar. O casal tem dois filhos, de 10 e 12 anos, que não tomaram aquela injeção que supostamente serve para evitar Covid, mas não evita o contágio e ainda tem efeitos colaterais graves, como está avisado na bula da Pfizer. Os pais preocupados devem ter lido a bula e pensado “não, meu filho não vai tomar”. E foram multados em R$ 300 por dia, mas, como a tal recusa vem de longe isso, a multa já está em R$ 500 mil. O Brasil é o único país do mundo que faz isso.
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Lula foi batizar caça e conferir o que a Embraer anda criando
Lula batizou o primeiro caça Gripen produzido no Brasil. “Gripen” é grifo, são aquelas aves de rapina que estão, por exemplo, na Notre Dame de Paris. A negociação com a sueca Saab é para 36 caças, e 15 deles serão feitos aqui, em uma joint venture entre Saab e Embraer para fabricar esses aviões em Gavião Peixoto. O primeiro ficou pronto, Lula foi batizá-lo e também teve a chance de ver um carro voador feito no Brasil pela Embraer. Tem dez motores elétricos: oito para manter o veículo sustentado no ar, e dois para fazer a propulsão, ou a tração. Não sei quantos lugares tem, imagino que ele pode ser adaptado à necessidade. E já tem muitas encomendas
A subsidiária da Embraer que está fazendo esse veículo voador é a Eve Air Mobility. Tem nome estrangeiro para atingir o mundo todo. A Embraer, inclusive, botou um X no fim do nome da sua divisão de inovação: ficou EmbraerX, como já se quis fazer com a Petrobras, transformando em Petrobrax, mas não deu certo. Perderam a oportunidade de pegar o primeiro nome registrado do Brasil, “Braxil” com X, que aparece em uma carta náutica de 1424. Só para sabermos que Portugal apenas mandou Cabral para chantar os marcos, como aqueles em Touros e em Cananeia, para dizer “isso aqui é nosso, já descobrimos isso há muito tempo, está lá registrado no mapa”.
Segundo relatório do V-Dem Institute, o Brasil é um caso exemplar de “reversão” democrática. Já os EUA, sob Trump, viraram uma autocracia
A imprensa continua achando que pode fazer o público de bobo. Vários veículos considerados relevantes no panorama da mídia brasileira publicaram um ranking de democracia divertidíssimo, segundo o qual o Brasil superou os EUA como sociedade democrática.
“Brasil supera EUA em ranking mundial de democracia pela 1ª vez”, noticiou o UOL. TV Globo e outros grandes veículos repetiram a “notícia” — assim mesmo, como verdade. O “estudo” do Instituto V-Dem, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, é apresentado nas manchetes como uma conclusão matemática.
Seria interessante um outro estudo (sério) para aferir que percentual do público embarca numa coreografia dessas. Claro que o jogo é aquele de investir na desumanização de Trump e no embelezamento de Lula. Mas quanta gente ainda embarca nessa dramaturgia criativa? Quantos ainda acham que sociologia é uma tirada do Wagner Moura no tapete vermelho?
“Qualidade democrática brasileira supera a americana em movimento inédito na história do V-Dem”, escreveu a “Folha de S. Paulo”. Em lugar de “americana”, deveria ter escrito “estadunidense”, para ficar mais de acordo com os manuais da propaganda revolucionária de grêmio estudantil. “Qualidade democrática” provavelmente se mede pela quantidade de ditaduras que o governo apoia. Ou pela cumplicidade com eleição fraudada por vizinho carniceiro. Ou pelo acordo com regime de partido único para regulação das redes.
Esse negócio de transformar democracia em alegoria já foi longe demais. E ainda não se desmanchou de vez graças a muitos colaboradores na grande imprensa que cultivam a demonização de Donald Trump. É quase uma teimosia de um setor até bastante categorizado da mídia — os jornalistas com experiência em coberturas internacionais — essa marcação de posição sistemática: apareceu Trump no noticiário, eles tiram da gaveta seu verbete embolorado do xenófobo, autocrático, beligerante, produtor de fake news, pós-verdades etc.
É mais ou menos o contrário. Com todos os seus defeitos, Trump hoje representa o contraponto a uma imprensa degenerada, que atenta contra o senso comum. Basta o exemplo da BBC fraudando um discurso do próprio Trump para tentar manipular a eleição presidencial dos EUA. E diversas outras ações, em anos recentes, regidas pelas big techs, em articulação com o “deep state”, para espalhar premissas falsas — como a história fantasiosa do conluio de Trump com a Rússia. Onde estão esses atentados “soft” nos rankings mundiais de democracia?
As entidades multilaterais falharam flagrantemente no enfrentamento ao Eixo do Mal — ou, no mínimo, no repúdio ao crescimento do poder obscuro cultivado em regimes como a ditadura iraniana. A Casa Branca é hoje o único polo real de contraposição a essa degeneração civilizatória — embalada, nos dias de hoje, com fantasias “progressistas”, “woke” e todo o humanismo de butique que passou a ser usado para fermentar poderes paralelos e artificiais.
“Estados Unidos perdem status de ‘democracia liberal’ pela primeira vez em 50 anos, indica relatório global”. Faça você mesmo a sua manchete para responder a essa notícia — lembrando que o Brasil de Lula agora é modelo de democracia para os EUA. Mas pense antes de postar.
Gabriel Galípolo, presidente do BC, e todos os outros diretores atuais da autoridade monetária foram indicados por Lula
Após cada reunião do Copom, o mercado financeiro e os analistas aguardam a divulgação da ata da reunião, que ocorre sempre na terça-feira da semana seguinte. O documento aprofunda os motivos brevemente descritos nos comunicados publicados imediatamente após cada reunião, e que explicam a decisão relativa à taxa Selic. O comunicado da semana passada já antecipava que a crescente incerteza derivada da guerra em curso no Oriente Médio havia influenciado a redução de 0,25% na Selic, em vez do 0,50% esperado antes do início dos ataques ao Irã; mas a ata mostrou que há outros motivos tão relevantes quanto o conflito para que os juros tenham sofrido a redução mínima.
Que o ataque norte-americano e israelense ao Irã, com todos os seus efeitos sobre a cadeia de produção e distribuição de petróleo, foi um gatilho poderoso é algo incontestável. O comunicado o afirma, quando relata que “as expectativas de inflação (…), que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes”. Ninguém sabe por quanto tempo a guerra durará, se o Estreito de Ormuz será desbloqueado (e se isso ocorrerá por negociação ou pela força), e por quanto tempo e com que intensidade os preços do petróleo continuarão oscilando; assim como é impossível prever se, uma vez encerrada a guerra, a commodity retornará aos valores antigos, ou se os patamares atuais serão o “novo normal”.
A ata, no entanto, dedica mais espaço a um outro problema, este bem brasileiro, que à guerra em si: a gastança desenfreada do governo petista. Os diretores do Banco Central introduzem o assunto dizendo que “a política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”, e que “uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta”, ou seja, que responsabilidade fiscal ajuda a puxar os juros para baixo. Mas é o que tem ocorrido?
Nem de longe, respondem os membros do Copom. “O esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, afirma o comunicado. Em outras palavras, se Lula não estivesse pressionando tanto as contas públicas e forçando um aquecimento da economia pelo estímulo ao consumo, talvez uma redução maior na Selic fosse possível mesmo em meio à guerra. Ou, melhor dizendo, com um governo fiscalmente responsável os juros nem sequer teriam subido até 15%; estariam em um patamar mais baixo e menos proibitivo para investimentos. E o Copom ainda diz que é preciso “calibrar e refinar os impactos da medida de ampliação da isenção do Imposto de Renda”.
Uma outra observação do Copom chama a atenção. Ao tratar do mercado de trabalho, o comitê afirmou na ata que “a taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho”, e fala de uma “avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”. Este trecho evoca um episódio passado em que Lula distorceu uma fala do então presidente do BC Roberto Campos Neto.
Em abril de 2024, Campos Neto havia dito praticamente o mesmo que estão dizendo agora os membros do Copom – todos eles indicados por Lula –, mas foi um tanto mais direto: “quando as empresas não conseguem contratar e têm de começar a subir o salário para o mesmo nível de produção, significa que você está iniciando um processo inflacionário”. Na ocasião, Lula acusou Campos Neto de querer que o brasileiro não ganhasse mais, omitindo malandramente a condicional sobre o aumento de produtividade: se a demanda cresce (pois as pessoas estão recebendo mais e têm mais dinheiro para gastar), mas a oferta não (porque a produtividade não acompanha a elevação dos salários), os preços sobem; é lei básica da economia, que não é revogada só porque um presidente afirma que “os livros estão superados”.
O terraplanismo econômico petista já demonstrou ser mais devastador que uma pandemia de dimensões planetárias – a recessão de 2015-2016, consequência da “Nova Matriz Econômica” lulodilmista, foi mais severa que a retração causada pelo “fecha tudo” da Covid-19. Ainda que os efeitos da guerra entre americanos, israelenses e iranianos sejam mais intensos neste momento, no médio e longo prazos a repetição da estratégia do passado, com estímulo ao consumo para sustentar um aquecimento da economia, trará prejuízos ainda maiores para o país e exige mais preocupação que o conflito. E desta vez Lula não pode culpar mensageiros “nomeados por Bolsonaro” para descartar o alerta.