DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Amigos, estou na roça
Nem sei quando vou voltar
Estou desde fevereiro
E terminei por ficar
Essa vidinha no campo
É coisa pra me agradar.
Porém quando a chuva chega
Com vento forte a soprar
Eu fico sem internet
Aqui tudo sai do ar
Por isso minhas postagens
Eu fico sem comentar.
Fora isso eu acho bom
E estou a me renovar
Eu faço queijo de coalho
E de Minas por gostar
E faço doce de leite
Pra gente aqui merendar.
O feijão verde e maxixe,
Já tá dando pra apanhar,
Tem quiabo e berinjela,
Jerimum pra variar,
E tudo isso me agrada,
Pois gosto de cozinhar.
Tem um alpendre com redes
Quando quero descansar
Quando me bate a preguiça
Logo corro pra deitar
É de lá que vejo a lua
Com seu brilho a despontar.
A passarada faz festa
E passa o dia a cantar
Tem pitanga, tem groselha
Pra passarinho bicar
As mangueiras carregadas
Estão começando a dar.
Por aqui eu vou ficando
Porém volto a relatar
As novidades da roça
Desse meu mais novo lar
Um abraço para todos
Aqui eu quero deixar.

Cachoeiras de Macacu-RJ, 9/10/ 2020

8 pensou em “UM CARREIRÃO DE NOTÍCIAS

  1. Que pena que a modernidade não seja tão companheira tua quanto eu desejaria . Ela me deixa sem os teus deliciosos poemas .

    PS .diz para um cabra do Sudeste , o que é essa groselha que eu só conheço engarrafado e parece um xarope .

    • Olá, Airton, na medida do possível vou enviando meus poemas, além de uma internet que deixa a desejar, aqui minhas tarefas se multiplicaram.
      Quanto a groselha, eu tenho um pé de groselha, mas no meu sitio no Ceará, chamam groselha asiática ou tropical, é diferente da groselha vermelha que faz o xarope, mas as duas são frutas. Eu ia colocar amora, nos versos, e terminei pondo minha groselha. É isso.

    • Olá, Goiano, Cachoeiras de Macacu é um lugar muito bonito, o sitio aqui é bem afastado, frequento mais Guapimirim e Parada Modelo. Meu abraço.

  2. Ah dona Dalinha, quanta inveja desse seu bem estar!
    Suas bem traçadas linhas me trouxeram saudades do povo lá de nós, quando era possível visitar de vês em quando.
    Agora é só saudade.
    Mas tudo isso passará. Ah se passará!
    Então voltarei com maior saudade da água do pote, do aboio do vaqueiro, das conversas à toa ao entardecer sentados na latada, do acordar com o os pintos na piadeira e o mugido dos gados berrando, do cheiro do café torrado e pilado sendo preparado por dona Terezinha às quatro e meia da manhã, religiosamente!
    Ah saudade amargosa!

    • Com esse seu comentário, Lula Tavares, até eu fiquei com uma saudade maior. Eu não perco meus costumes nordestinos, seja nos versos ou em minha rotina de vida. Tudo isso vai passar sim, enquanto não passa vamos tentando levar a vida da melhor maneira possível.

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