Mote:
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
1
Namorei um Zé Mané
Porém não fiquei contente
Pois gostava de aguardente
Nele eu não botava fé
Fui com ele a Canindé
Numa moto romaria
Quando na moto eu subia
Da moto ele escorregava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
2
E naquela confusão
Para escapar do fuxico
Me apeguei com São Francisco
Fiz promessa e oração
Para não cair no chão
Eu gritava e me benzia
Enquanto eu me maldizia
Sua moto ele empinava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
3
Agarrada na cintura
Eu apertava o sujeito
Era sim daquele jeito
Que gostava a criatura
Eu já estava com gastura
E o cabra não reduzia
Minha bolsa escapulia
Nele meu corpo roçava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
4
Um vento forte bateu
Nessa viagem sofrida
Minha saia colorida
Para segurar não deu
Minha bunda apareceu
Enquanto a saia subia
Segurar eu não podia
E o vento não ajudava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
5
E sem nenhum arranhão
Nós chegamos a cidade
Ao parar em Caridade
Me livrei do beberrão
Deixei ele no balcão
E acabei com a agonia
Pois enquanto ele bebia
De fininho eu escapava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
6
Minha promessa paguei
Na matriz de Canindé
Depois daquele banzé
Minha graça eu alcancei
O Bebum eu despachei
Mas pra ter a regalia
Mas de mil Ave Maria
São Francisco me cobrava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.
Me apeguei com São Francisco
Fiz promessa e oração
Orei a todos os santos para que todos os dias se transformem em sexta-feira, para ter muito mais Dalinha em tão nobre jornal.
Beijão em vosso coração,
Obrigada, meu caro Sancho Pança, fico feliz com suas gentis palavras. Tenha um bom fim de semana. Bjs
🙂
Gostei da divertida prosopopeia.
Valeu, Dalinha!
E vamos tentando, fazer graça, Guido. Meu abraço.