MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

Em meu pitaco de quinta-feira, eu defendi a liberdade de expressão. Incidentalmente, comentei sobre a ironia de termos hoje no Brasil dois grupos opostos que apoiam a liberdade de expressão mas também apoiam e elogiam governos e governantes que foram ou são contrários a essa liberdade.

Seguiu-se um debate na seção de comentários que deslocou-se da questão da liberdade de expressão para a questão das torturas e mortes que ocorreram durante a ditadura do período 1964-1984. Neste texto eu pretendo colocar de forma clara minha posição e dar por encerrada minha participação no assunto.

Acredito que devem existir princípios éticos que não são negociáveis, e portanto minha opinião a respeito de alguns assuntos é firme. Tortura é um desses assuntos.

Na minha ética, tortura é imoral. Não me importa se é feita pela polícia em nome da lei e da ordem, se é feita pelo governo em nome da segurança nacional ou se é feita pela Santa Inquisição em nome de Deus. Não é assunto a ser debatido. Não existem argumentos, motivos ou circunstâncias que a tornem aceitável. Para mim, é coisa de bandido, de marginal, de covarde, de mau-caráter, de canalha.

Por coerência, quem defende, apóia ou justifica torturas e torturadores é digno, em minha opinião, dos mesmos adjetivos. Mas defendo o direito dessas pessoas de expressarem livremente essa opinião, até mesmo para que todos fiquem cientes desse aspecto de seu caráter.

5 pensou em “ESCLARECIMENTO

  1. Quem entrar na coluna da quinta-feira, verá que houve um debate entre este comentarista e o Marcelo autor da coluna.

    Travei um debate de ideias e neste campo eu quis ficar. Jamais adjetivei o Marcelo, apenas o critiquei em aspectos onde nossos pensamentos divergem, como p. ex., o fato do mesmo nunca se posicionar politicamente, apesar de claramente, ao meu ver, ter um lado.

    Quem me conhece deste espaço democrático que é o JBF, o qual compareço já tem mais de 10 anos sabe que eu sou da linha conservadora, defendo a liberdade individual de pensamento, de crença, de expressão, de vida e de propriedade. A defesa destes valores é um valor muito caro a mim.

    O movimento de 64 foi feito em um momento extremamente crítico do país. Havia um movimento muito forte para transformar o Brasil em uma Cuba. Quase toda a sociedade Brasileira apoiou a retirada do Jango da PR, o que foi feito após o mesmo abandonar o país e uma votação do congresso declarar vaga a PR.

    Extremistas radicais de esquerda não aceitaram o ocorrido, se entrincheiraram com armas e fizeram uma luta de guerrilha, parte na área urbana e parte na área rural. Chamo isso de uma guerra assimétrica, pois um lado resolveu atacar com terror, usando bombas, sequestros e atentados contra civis inocentes. Quando é assim, a reação tem que vir de forma proporcional.

    Mesmo a convenção de Genebra, que trata de códigos de guerra, tem exceções no tratamento a quem envolve civis inocentes em atentados terroristas.

    Vou ser claro; suponhamos que tenha um sequestro de uma criança em andamento. Um sequestrador é preso. Ele sabe onde está a criança e só a informação dele a irá libertar, caso contrário ela morre. Há que se respeitar os direitos deste criminoso e deixar a vida da criança em risco? É só um exemplo, que já ocorreu muito.

    Com terroristas que não respeitam inocentes, sequestram, matam para implantar uma ditadura comunista, não há que ter código de ética, pois eles não merecem.

    Eu aqui não estou justificando nada. Houve excessos no pós 64 por parte do estado? Possivelmente. Talvez pessoas que não estavam diretamente envolvidas na guerrilha de esquerda tenham sofrido. Sem justificar nada também, no BR foi o país onde houve menos mortes nestas guerras que se travaram por toda a AL.

    Só que houve uma Anistia no BR, que permitiu a volta à normalidade sem traumas. A partir daí houve condições para que eleições gerais fossem feitas.

    Aqueles que perderam a guerra da guerrilha voltaram e por fim acabaram por tomar o poder via eleições. Daí, a anistia que deveria valer para todos passou a valer apenas para um lado. Tudo isso é história.

    Resultado, a guerra cultural ainda não acabou, ao contrário e, como escrevi na carta de ontem https://luizberto.com/category/correspondencia-recebida/, não vivemos em um estado de direito.

  2. Verdade João, sou conservador e sexagenário e sei o valor da família, liberdade de ir e vir, direito de propriedade, se temos leis para punir quem tenta desmoralizar sem provas; paga com danos morais. Só que no Brasil de hoje e que não foram de nossos pais, um lado pode tudo e o outro nada, vivemos uma democracia? Onde?

    • Caro Luiz, os que perderam em campo a luta terrorista de 64 hoje querem reescrever a história. Esta é a guerra em que estamos.

  3. Sou sexagenário também, conservador e TOTALMENTE LIBERTÁRIO.

    Meu lema é: VIVA SUA VIDA E NÃO ME ENCHA O SACO, PORRA!

    Como tal, sou frontalmente contra a tortura. Porem… Nos casos mais aberrantes de canalhas que, não satisfeitos em viver a s suas vidinhas medíocres, possuem o instinto assassino de querer empurrar goela abaixo de todos os demais as suas mentiras e canalhices hipócritas e vivem nababescamente disso, como é o caso da imensa corja que se apossou do nosso país, abro uma excepção.

    Só matar essa turma é muito pouco, pelo tanto que nos infernizaram a vida.

    TEM QUE MATAR DEVAGARINHO, ARRANCANDO PEDACINHO POR PEDACINHO.

    Não é tortura não! É apenas o preâmbulo da execução da pena de morte.

    1o – Arrancam-lhes as unhas
    2o – Quebram-lhes os ossos nas juntas
    3o – Desossam-lhes os membros (Vivos, se possível),
    e por aí segue…

    • Pois é, caro Adonis para esta imensa corja que se apossou do nosso país, vale a pena estabelecida por você, pois elles sequestraram nossa liberdade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *