MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

Que eu gosto de polêmica, todo mundo que costuma ler meus pitacos já sabe. Já sabe também que eu acho inútil nos dias de hoje a dicotomia “esquerda” versus “direita”, o que faz com que os da direita me acusem de ser de esquerda e os da esquerda me acusem de ser de direita. Ambos também me xingam, entre outros epítetos, de isentão, o que eu tomo como elogio; sempre achei a isenção uma boa e necessária qualidade.

Confesso que hesitei em contestar o artigo do Rodrigo Constantino que foi publicado ontem aqui no JBF, mas acabei decidindo que calar-me seria compactuar com muito daquilo que venho condenando.

Antes de mais nada: Constantino tem razão em sua crítica: a exclusão do vídeo e os motivos apresentados são ridículos, e eu compartilho de sua indignação. Mas os argumentos que ele usa o aproximam daqueles que ele critica, e argumentos ruins não se tornam melhores por serem usados em uma causa correta. Vamos aos pontos em que o Rodrigo, em minha opinião, escorregou:

“Fico aqui pensando por quem essa equipe é composta… […] Seriam eleitores do Doria?!”

E se forem? O Rodrigo permite?

Triste época essa, em que as pessoas enchem a boca e estufam o peito para falar de democracia, mas quando as outras pessoas, democraticamente, discordam de suas idéias, são consideradas indignas de ter opinião. Triste época em que as mesmas pessoas que se auto-elogiam de “democratas” usem “eleitor do Dória”, “eleitor do Bolsonaro” ou “eleitor do Lula” como xingamentos e achem que isso constitui um argumento.

“O YouTube é uma plataforma que deveria ser neutra.”

Quem disse? O YouTube, que pertence ao Google, é apenas um entre os milhões de sites que existem na Internet. Um dos maiores e mais conhecidos, sem dúvida, mas isso não anula o fato fundamental de que é um site privado, de uso voluntário, e que tem suas regras, como qualquer outro. Ninguém é obrigado a concordar com as regras do YouTube. Mas achar que um site não pode ter suas próprias regras em nome de uma suposta “neutralidade” significaria transformar a internet em terra de ninguém.

Para ser direto: a Gazeta do Povo, onde o Rodrigo escreve, também “deveria ser neutra”? Deveria, então, ser obrigada a publicar qualquer coisa que alguém queira? Deveria ser proibida de ter suas regras, sua opinião e suas diretrizes? Antes que alguém corra para responder “mas é diferente”, já replico: diferente em quê? A única diferença é a velha e humana incoerência de critérios: quem está comigo pode tudo; quem não está, têm a obrigação de ser “neutro”.

“Não cometendo um crime, o conteúdo deveria ser liberado.”

De novo, por quê? De onde surgiu essa idéia de que alguém deve ser obrigado a fazer algo apenas porque outra pessoa quer?

“Mas existe, pelo visto, o ´crime do pensamento´”

Não, o que existe é o direito legal do dono de um site, seja ele qual for, de decidir o que pode e o que não pode dentro do seu domínio. Quem não concorda com as regras do YouTube, tem a liberdade de postar o vídeo no Facebook, no Twitter, no Vimeo, no Crackle ou até mesmo de fazer seu próprio site. E quem não gosta disso deveria admitir que é a favor da liberdade apenas quando isso atende aos seus interesses.

“Estamos diante de uma censura globalista, uma ditadura do pensamento único…”

Estes xingamentos-clichês infelizmente escancaram uma realidade triste: os auto-intitulados “direitas” e “esquerdas”, “conservadores” e “progressistas”, “eleitores do Bolsonaro” e “eleitores do Lula” confirmam a Teoria da Ferradura atribuída a Jean-Pierre Faye: os extremos parecem se afastar, mas se aproximam. Se aproximam no autoritarismo. Se aproximam nos métodos e ações assimétricos (“Para os amigos, tudo; para os inimigos, os rigores da lei”). E se aproximam no relativismo e no uso do duplo-padrão.

Tanto para um lado como para o outro, a acusação de “ditadura do pensamento único” é no mínimo irônica: ambos defendem abertamente o pensamento único (o seu, naturalmente). Queixar-se de “censura” chega às raias do contraditório, já que ambos os lados a praticam abertamente, sempre com o mesmo método: o que eles querem censurado é “ofensivo”, “impróprio”, “perigoso”, “imoral”, “incita ao ódio”, enquanto a censura do lado adversário é chamada de “mi-mi-mi”. Para disfarçar, um lado chama de “censura globalista” o que o outro chama de “censura fascista”, mas o fato é que os mesmos que hoje reclamam da censura do YouTube amanhã exigirão a mesma censura para aquilo que eles não gostam, como já fizeram no passado.

A prática tem mostrado que este tipo de pessoa, quando exposta a fatos que desnudam seu caráter autoritário e fundamentalista, tende a se tornar ainda mais fanática e agressiva. Por isso, acredito que um futuro ainda mais sombrio nos aguarda.

25 pensou em “DATA VENIA, RODRIGO

  1. Concordo Marcelo. Eu já disse inúmeras vezes que se você está incomodado com a programação de um canal de tv, mude de canal. Eu fiz um comentário sobre o paradoxo de Popper e para mim quem tem boca diz o que quer. Se não quer ouvir saia de perto e se sentir ofendido procure a justiça, No final é isso que acontece mesmo: o cara acabando fazendo aquilo que critica.

    • Isso mesmo, Maurício. Lembrei que nos anos 70 o Raul Seixas fez uma música que dizia assim:

      “Se o rádio não toca
      A música que você quer ouvir
      É muito simples, é muito simples
      É só mudar a estação
      É só girar o botão”

      A música foi censurada……

  2. Acho que o Rodrigo deveria criticar também os jornais que o demitiram, numa violação flagrante da liberdade de expressão para dizer idiotices.

  3. Prezado Marcelo,
    Parabéns por mais este artigo lúcido, coerente, e extremamente necessário nesses tempos de absurda polarização.
    Você tem uma clareza de ideias e coerência de princípios extremamente rara, nos dias de hoje, e com uma capacidade excepcional de redação, de transposição das mesmas para o papel. Sou seu fã.
    É fundamental não cairmos na armadilha dos extremos.
    Como foi necessário, no Brasil recente, bater muito forte nos governos autoritários e criminosos dos autodenominados “esquerda”, seja lá o que esse termo ainda queira representar, ao iniciar esse novo ciclo, com o que passou a ser denominado, pela esquerda, como sendo de “direita”, não podemos correr o risco de repetir os mesmos erros. De uma defesa cega de um lado, contra o outro. Do fundamentalismo, do autoritarismo, da agressão, como você tão bem descreveu.
    Assim como você, também acredito, usando as suas palavras, “que um futuro ainda mais sombrio nos aguarda”. E fundamentalmente, porque, não consigo vislumbrar no cenário político nacional e mundial, nomes, personalidades, lideranças, que possam assumir postos e cargos, em instituições e governos, que possam apaziguar essa polarização.
    Continue nos brindando com suas análises, pois no trabalho de formiguinha, no compartilhamento e disseminação desses textos, quem sabe os mesmos possam alcançar os jovens, os formadores de opinião, na esperança de transformação e melhoria da sociedade.

    • Muito grato pelos elogios, Rômulo.

      Esquerda e direita para mim, hoje, são nomes de torcida organizada de político. Quem tem algo sério a dizer, evita estes rótulos justamente porque estão esvaziados de propostas, de idéias, de lógica. Só sobrou o ódio do “nós somos os certos, os outros são os errados”.

  4. Não devemos esquecer que esta atual polarização foi criada por petistas:”nos contra eles, gays versus héteros, preto versus brancos e o pior, o politicamento correto” e nós caímos nesta esparrela, acredito piamente na sua frase “que um futuro ainda mais sombrio nos aguarda”. Que Deus ilumine não só o Brasil, mas a humanidade!

    • Mas você não acha que deveríamos ter paz política no Brasil? O Jair manteve e até aumentou a polarização, demitindo inclusive ministros que achava “inimigos”, criando um Gabinete do Ódio em pleno palácio do planalto?

    • Marcos, não acho que se trate de uma briga de crianças, que quando vêem a mãe chegando com o chinelo na mão, se apressam em gritar “foi ele que começou”.

      Não importa “quem começou”, importa, como você diz, não “cair na esparrela”. Tentar “elevar o nível” o debate, não alegar que o outro “baixou o nível” como desculpa para baixar ainda mais.

  5. Caro Marcelo,

    Não é certo comparar o Youtube com um grupo de mídia de imprensa.

    O Youtube surgiu como uma plataforma onde qualquer pessoa poderia colocar seu vídeo, não importa qual fosse sua ideologia, desde que não incorresse em crimes previstos na legislação do país em que está inserido.

    O Youtube, por não ser um órgão de mídia não pode ter uma linha editorial e para isso obtém determinadas isenções fiscais que são dadas a este tipo de empresa.

    Como comparação é como uma empresa de Telefonia ou dos Correios, que podem intervir nas mensagens apenas em casos de crimes, o resto não.

    O que é evidente hoje é que o Youtube, o Face, o Twitter e demais Techs estão censurando opiniões conservadoras, como se fossem portadoras de discurso de ódio ou Fake News e isso não há como negar.

    O controle tende a chegar a um ponto onde somente um ponto de vista hegemônico poderá se manifestar e já sabemos onde isso vai chegar.

    Rodrigo Constantino fez a pouco tempo em seu canal particular do Youtube uma manifestação sobre comportamento de meninas jovens que saem à noite sem muita responsabilidade sobre o que acontece, paralelo ao que tinha acontecido e sem emitir juízo de valor sobre o caso específico e foi “cancelado” pela elite lacradora e o levou a perder espaço na Pan, na Record e outras mídias. Aí tudo bem, pois são empresas particulares e há um contrato, que pode ser rompido mediante cláusulas de encerramento.

    No youtube não há um contrato formal, apenas uma linha de comportamento e moderação que é muito vaga e deixa margem a cancelamentos sem maiores explicações, como foi o caso.

    Quanto à polarização, é preciso ser muito ingênuo para não perceber que está em curso uma guerra mundial cultural não declarada, onde uma parte deseja ter o controle total sobre as pessoas e a outra parte se opõe a isso. Não é difícil perceber quais são estas partes polarizadas.

      • Caro Adonis, não tenho a pretensão de ser o dono da verdade. Apenas gosto que questionar e levar as pessoas a raciocinar sobre o que realmente está a acontecer.

        Fico feliz que tenhamos pontos de concordância. Não ficarei triste se discordarmos em outros pontos. O debate é bom.

    • João, gostaria de ver as fontes para algumas afirmações suas, pois não as encontrei. Na falta delas, argumento com base no que sei e na documentação que conheço.

      Mais especificamente, acho completamente descabida sua afirmação de que o Youtube “não é um órgão de mídia”, “não tem contrato formal” e que é como uma empresa de telefonia ou correio.

      O contrato formal de uso do YouTube está bem claro no site, sob os títulos “Direitos Autorais”, “Termos de Privacidade” e “Política e Segurança” (o mais relevante neste caso). É verdade que muita gente não lê, mas um brocardo jurídico diz que “o direito não atende aos que dormem”.

      A lei brasileira é bem clara ao responsabilizar qualquer site pelo conteúdo que exibe, seja de produção própria ou não, inclusive quanto ao dever de indenizar eventuais danos financeiros ou morais.

      Nada a ver com o Correio, que não é responsável pelas correspondências que entrega simplesmente porque não sabe o conteúdo delas. Aliás, se soubesse, estaria (aí sim) cometendo um crime: o de violação de sigilo postal.

      Se o YouTube, assim como o Facebook, a Folha de São Paulo, a Gazeta do Povo e o Jornal da Besta Fubana, são responsáveis pelo que publicam, é óbvio que eles têm o direito de decidir o que publicar ou não. Quem não gosta, como frisou o Maurício em seu comentário, procure outro lugar.

      Quanto ao último parágrafo, eu concordo. A mim parece bem fácil perceber quem são as “partes polarizadas”.

      • Maurício, o Mark Zuca do Face já foi duas vezes ao Senado americano explicar o porquê que o face tem maior rigor em censurar conteúdos conservadores.

        Mark ciscou para cá, ciscou para lá e teve que admitir que seu filtro de conteúdos é composto por esquerdistas.

        Eu te digo, lá nos EUA interferir no conteúdo de plataformas que teoricamente seriam livres não é tão inocente assim, pois as 10 maiores empresas do setor (as big techs) têm praticamente monopólio da informação e eles podem e como ficará provado, têm o poder de interferir até nas eleições dos EUA, o que é grave demais para a democracia.

        Acima eu deixei a entender, mas agora eu afirmo, que as big techs estão do lado daqueles que querem controlar a liberdade das pessoas.

        Ahinn, mas isso não é teoria da conspiração? Não, no Fórum Econômico Mundial (WEF – World Economic Forum), os formuladores de políticas globais estão abertamente defendendo um plano intitulado “O Grande Reinício” (The Great Reset), com a explícita intenção de criar uma tecnocracia global. Eufemismo para controle da liberdade das pessoas.

        • – Continuo aguardando alguma citação ou fato que demonstre que um site, seja o Facebook ou o YouTube, é ou deve ser “teoricamente livre”. Até lá, continuo afirmando que isso é uma falácia.

          – Eu conhecia monopólio como o domínio de um só e duopólio como o domínio de dois. Monopólio de dez para mim é novidade. Não seria “decipólio”?

          – Falando sério: Em primeiro lugar, o número de “grandes órgãos de imprensa” sempre foi pequeno. Os EUA ou o Brasil nunca tiveram mais de quatro ou cinco redes de TV relevantes, nem mais de quatro ou cinco grandes jornais com influência nacional. Se hoje existem dez grandes empresas, é mais do que sempre houve.

          – Em segundo lugar, e mais importante: ao contrário da TV, rádio e jornal, que exigem investimentos vultosos (e licença do governo!!!!), a internet permite que qualquer um coloque sua opinião e seja visto em todo o mundo. Três décadas atrás, se a Globo, a Folha de São Paulo e a Veja ignorassem um fato, ninguém ficaria sequer sabendo que existiu um fato que foi ignorado. Hoje, estamos aqui discutindo o vídeo que o Constantino postou e o YouTube retirou. Difícil ser mais democrático que isso, a não ser que você ache “errado” que o YouTube tenha mais audiência do que o Jornal da Besta Fubana e queira que alguém (seria o governo???) “regulamente” isso.

          – Volto a dizer: ninguém obriga ninguém a publicar ou a assistir vídeos no YouTube e eles tem o mesmo direito de decidir o que publicam que o conservadores.org ou o vermelho.org têm. Se você acha isso errado, sou obrigado a concluir que você é desse que acha que o povo não sabe escolher e que alguém deve dizer a ele o que fazer. Eu chamo isso de autoritarismo.

          – Se você acha que hoje existe um problema porque as “big techs” decidem o que mostrar e o que não mostrar em seus sites, eu sou obrigado a perguntar: você acha que décadas atrás o New York Times, o Washington Post, a Time, a CBS e a NBC não faziam isso ou acha que neste caso tudo bem?

          – Você parece acreditar que as regras devem ser mudadas conforme a conveniência. Todo órgão de imprensa tem “o poder de interferir nas eleições”. Conversar com o vizinho também pode “interferir nas eleições”. Escutar comício pode “interferir nas eleições”. O seu raciocínio parece sugerir que o eleitor é livre para votar mas não deve ser livre para decidir em que se basear para decidir seu voto. Para deixar bem claro: se o eleitor escolher seu candidato baseado no que viu no Facebook, ou no YouTube, ou na Veja, ou em um site conservador, ou em um site comunista, ele pode? Ou ele deveria ser obrigado a decidir seu voto com base nos sites que alguém (quem ???) definiu como sendo “corretos”.

          – Você afirma que “as big techs estão do lado daqueles que querem controlar a liberdade das pessoas.” Posso até concordar. Mas seria bom explicar quem são “aqueles que querem”. De minha parte, como minha centena e meia de pitacos já mostrou, eu afirmo que quem quer controlar a liberdade das pessoas é o governo. E, infelizmente, muita gente está implorando para ser controlada.

          • Marcelo, segue a informação de que o Face e o Youtube erraram nas eleições dos EUA

            https://www.epochtimes.com.br/ceo-do-twitter-admitimos-que-nos-erramos/

            As Big Techs agem em conjunto em suas políticas contra o conservadorismo. Um conjunto, um monopólio. Entendeu ou quer que desenhe?

            Não, não é o governo ou os governos que querem controlar as pessoas. Leia sobre quem faz parte da WEF que eu citei acima. São eles que querem um governo só. Leia sobre o Grande Reinício. Não é invenção de teórico da conspiração.

            • Na verdade a reportagem fala de Facebook e Twitter, não do YouTube, mas deixa pra lá.

              A questão é: o Facebook e o Twitter são os únicos órgãos de imprensa no mundo até hoje que tomaram decisões sobre o que publicar? Ou são os únicos que erraram ao fazer isso? O New York Times nunca errou? A Globo nunca errou? E o fato de admitirem (politicamente) que erraram muda o quê no caso do vídeo do Constantino? Ou você nem lembra mais do Constantino e está querendo provar que YouTube e Facebook são do mal” porque a orientação política e ideológica deles não é a que você quer? Isso todos já perceberam.

              A alegação de que o YouTube é “um caso especial” e tem uma suposta obrigação de “ser neutro”, vou dar como caso encerrado por falta de provas.

              Sobre o monopólio, não precisa desenhar nada. Quando alguém interpreta literalmente uma ironia e ainda tenta mostrar superioridade com um clichê batido, já ficou tudo extremamente claro.

              Vou dar um outro exemplo de ironia para explicar melhor: Sabe o que há em comum em todas as pessoas que acreditam em teorias da conspiração? Todas elas afirmam que quem acredita em teoria da conspiração são só os outros, mas no caso delas é pura verdade.

              Resumo: o YouTube não pode excluir um vídeo que o Rodrigo Constantino postou porque a Nova Ordem Mundial quer controlar as pessoas (mas os governos não).

              • Marcelo. vou parar por aqui, porque temos um ponto intransponível;.

                Para mim o Face e o Twitter não são órgãos de imprensa, pois não possuem repórteres, redatores, editores são só meios para que pessoas coloquem seus vídeos, opiniões para uma comunidade.

                As duas empresas não podem interferir no conteúdo dos usuários sem que estes agridam uma lei.

  6. Há método na loucura?
    Li e reli seu texto dez vezes e o final é de lascar esperanças: A prática tem mostrado que este tipo de pessoa, quando exposta a fatos que desnudam seu caráter autoritário e fundamentalista, tende a se tornar ainda mais fanática e agressiva. Por isso, acredito que um futuro ainda mais sombrio nos aguarda.

    O cenário, infelizmente, é o que se texto descortina ante nossos olhos. Foi assim desde o primeiro dia do atual governo. As nuvens escuras e espessas que vemos no céu só trará tempestade.

    • Marcelo chamou para o debate Adônis, João, Assuero e Rômulo. Local onde esses “caras” param para pensar costumam ser enriquecidos em gênero, número e grau. E isso, senhores, só é possível no jbf. A concorrência pira!!!!!!

  7. Confirmam a Teoria da Ferradura atribuída a Jean-Pierre Faye: os extremos parecem se afastar, mas se aproximam. Se aproximam no autoritarismo. Se aproximam nos métodos e ações assimétricos (“Para os amigos, tudo; para os inimigos, os rigores da lei”). E se aproximam no relativismo e no uso do duplo-padrão.

    Leiam o acima escrito e constatem, como Sancho, que o ÚNICO lugar neste planeta onde tudo e todos possuem REAL liberdade de expressão é o jbf.

    Por essas e outras abandonei (sem sentir mínima falta) a mídia tradicional e me informe e me divirto neste maravilhoso espaço.

  8. Relativismo é coisa de canalha e covarde ,se “tiver lado” são coisas iguais aos seus olhos você deve está “enxergando” com o olho do Cú , supostamente aos seus olhos um pilantra que rouba um celular e sai ocorrendo, tem a mesma gravidade /proporção de um que aponta a arma rouba e apenas por maldade atira na cabeça da vítima? Na dúvida de quem está em cima do muro ,o diabo já ganhou.(Se és ateu serve esta ) se o bem se ausenta o mal se alastra ,é se você discorda disso o Mal está há frente.p

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