DEU NO JORNAL

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Atenção gente: não é brincadeira.

A notícia é verdadeira.

Um juiz do Rio de Janeiro, por solicitação de uma associação de baitolas, deu este prazo pra CBF se explicar.

E depois dizem que a nossa justiça é lenta.

É nada: ela é muito eficiente e age de imediato.

É vapt-vupt.

Por oportuno, informo aos distintos leitores desta gazeta escrota que 24 é o grupo do viado no jogo do bicho.

Um animal cujo nome é grafado de forma chique e dicionarizada como “Veado”.

O grupo do viado é 24

E as dezenas são 93, 94, 95 e 96.

Ainda hoje eu vou ao Bar Largura, aqui perto de casa e de propriedade do meu amigo Wilson, figura folclórica do Recife, pra fazer uma fezinha no jogo do bicho.

Vou apostar no grupo, 24, numa centena, 493, e numa milhar, 1996. Vinte reais em cada aposta.

Lá no Largura tem uma banca de jogo do bicho, onde dá expediente a minha querida amiga Elizama.

Era de lá do Bar Largura que saía o Bloco da Besta Fubana na semana pré-carnavalesca.

Clique aqui e veja uma postagem de fevereiro no ano passado sobre este bloco.

E, já que falei no Largura, se alembrei-se-me de que foi lá, nos anos 90 do século passado, que aconteceu o grande Concílio da ICAS, a Igreja Católica Apostólica Sertaneja, que me elevou à condição de Papa.

Estavam presentes inúmeros amigos e cardeais, como Xico Bizerra, Jessier Quirino e João Veiga, entre vários e vários outros.

A sacra reunião contou com uma magnífica apresentação da grande amiga Irah Caldeira, uma das maiores artistas da atualidade aqui da Nação Nordestina.

O nome do bar, Largura, é uma ironia do Wilson, pois o espaço é tão apertadinho que não dá pra passar dois fregueses ao mesmo tempo no corredor de acesso.

Wilson e seu Bar Largura

9 pensou em “BAITOLAGEM É TEMA JURÍDICO

  1. Se eu entendi bem, no futebol tem 11 jogadores e até 11 reservas (11 + 11 = 22) os demais números de camisas são escolhidos aleatoriamente. Agora a abutre togada quer obrigar alguém a escolher o 24? Falta do que fazer é que se chama?
    Adicionalmente, vejamos o que diz a FIFA: “De acordo com a FIFA, os clubes inscrevem apenas 23 jogadores incluindo goleiros, defensores, meias e atacantes.”
    Nem assim a conta fecha para chegar aos 24. A abutre togada deveria exigir da FIFA o aumento do número.

    • Perfeito.
      Tal grita só teria sentido se números significassem alguma coisa. Números em uniformes só servem para identificar na súmula cada atleta e para que narradores e comentaristas esportivos tenham facilitado seu trabalho para identificar quem é o protagonista de uma jogada, seja fazendo um gol, sofrendo uma falta ou conduzindo a pelota. Pela mesma lógica acabarão exigindo a inclusão dos números 93, 94, 95 e 96 e que sejam convocados jogadores de todos os segmentos não héteros, o que acarretaria necessária mudança no número de convocados para mais de 40.

    • Eu pensei logo nisso, caro Osnaldo.

      Se são convocados 23 jogadores, porque a CBF tem que obrigar alguém a usar a camisa 24?

      Esta Justiça deve estar muito sem serviço para se preocupar com estas coisas. Só pode.

  2. E por falar em Bar Largura, vou aproveitar a Seção dos Comentários, prá fazer uma denuncia “seríssima”. No último fim de semana, tive que ir a Recife resolver umas pendências. Depois disto, resolvi ar uma volta pela orla para conhecer melhor as praias da nossa querida Veneza Brasileira. Lá ia eu na minha Twister, quando me deparei com a seguinte cena: Bosticler e Chupicleide montados no lombo de Polodoro, que não estava gostando nada daquele excesso de peso no seu costado.
    Na qualidade de xereta antigo do Jornal, interpelei Bosticler:
    – Bonito, hein. Fazendo farra usando o veículo oficial do jornal, né seu cabra?
    – Cumequié, sê sabe cum quem tá falano? Respondeu Bosticler, com a voz empostada pelo efeito do goró.
    – Claro que sei. Sei quem são vocês e sei também quem é o seu patrão. Aí ele baixou a pancada:
    – É qui nois tamo a selviço, né não Chupi?
    -É sim. Respondeu Chupicleide, toda assanhada.
    – E essa garrafa aí? Perguntei apontando pro paletó do Bosticler.
    – Faz parte do selviço. Acabei de comprar lá no Bar Largura. É coisa do patrão.
    – Atá, então tá. Subi na minha Twister e segui viagem. Claro que não acreditei na conversa de Bosticler, mas fiquei matutando. Será que Seu Luiz tá batizando a garrafa de café, hein?

    • Belíssimo texto, Beni. E por mais que tentem disfarçar, ficou claro que estavam enchendo o esqueleto de goró e dando um rolé pela orla marítima para disfarçar o bafo de pinga e passar os efeitos da “cana” antes de se apresentarem diante de Berto.
      Dizem boas e más línguas que até Polodoro entra na manguaça nestes “passeios” pelos bares da vida, mesmo quando está na condição de veículo oficial do JBF.

  3. DUVIDO ESSA CAMBADA ACIONAR O JUDICIÁRIO PARA INTIMAR OS BICHEIROS PARA EM 48 HORAS EXPLICAREM POR QUE TEM VIADO NO JOGO DO BICHO.

  4. Os pederastas precisam processar o distribuidor do tempo, pois, não é que depois das 23,59 vem a zero hora .Se não tem a horas vinte e quatro, o juiz carioca deveria ser informado para tomar as providências que sua “excelência” refutar necessárias, né não ??

  5. Pingback: UM TRIO FUBÂNIO DA PESADA | JORNAL DA BESTA FUBANA

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