DEU NO JORNAL

Alexandre Garcia

Os acontecimentos em Washington enviam uma forte mensagem ao Brasil: eleição precisa ser 100% confiável, sem restar dúvida de fraude. Aqui, na eleição presidencial de 2014, Dilma ganhou de Aécio por 3% – 54 milhões a 51 milhões. Isso fez com que o PSDB pedisse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) auditoria nas urnas eletrônicas, porque desconfiava de fraudes.

Ao cabo de um ano, o líder do PSDB dep. Carlos Sampaio, ao apresentar o resultado, reclamou: “O sistema não está projetado para permitir auditoria externa independente e efetiva de resultados.” O relatório fez sugestões para evitar desconfianças futuras. Entre elas, a do comprovante impresso.

Cinco meses antes, em junho de 2015, a Câmara já havia aprovado, por significativos 433 x 7 o comprovante impresso do voto digitado na urna eletrônica. E já era a terceira lei exigindo o comprovante. A primeira fora em 2001. O presidente FHC sancionou o projeto, de iniciativa do Senador Roberto Requião, do PMDB. Na época, Brizola e seu PDT desconfiavam da urna eletrônica. Na eleição seguinte, em 2002, o comprovante ficou só na experiência em 150 municípios.  Em 2003, a lei foi revogada por pressão da Justiça Eleitoral.

Em 2009, Flavio Dino(PC do B) e Brizola Neto(PDT) propuseram de novo e a segunda lei foi aprovada. Lula sancionou, mas foi revogada pelo Supremo e não vigorou na eleição de 2014, quando o PSDB perdeu e pediu auditoria. Impulsionado pela insatisfação dos tucanos e pelos movimentos de rua, o deputado Jair Bolsonaro conseguiu a aprovação da terceira tentativa, a dos 433 votos na Câmara e maioria no Senado. A presidente Dilma vetou alegando custo de 1,8 bilhão, mas o Congresso derrubou o veto com 368 deputados e 56 senadores. O comprovante impresso do voto eletrônico teria que estar nas eleições gerais de 2018.

Mas, contrariando a vontade reiterada dos representantes do povo no Congresso Nacional, o então presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e então a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiram que não haveria tempo para aplicar na eleição de 2018 e que o comprovante seria desnecessário.

Em junho passado, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar suspendendo o comprovante. Em setembro último, o plenário virtual do Supremo, por nove votos, considerou a lei inconstitucional por risco contra o sigilo do voto ou por necessidade de mais tempo para implantar. Ironia: no placar sobre respeitar a força do voto, 424 representantes do povo – 71% do Congresso – perderam. Primeiro para um; depois para nove ministros do Supremo.

3 pensou em “VOTO CONFIÁVEL

  1. O Garcia exagera, claro.

    Não ouso dizer que a segurança das urnas eletrônicas é 100%. Fato que elas não estão conectadas à Internet no dia das eleições, mas podem ter sido hackeadas antes.

    Mas isto seria detectado na auditoria que é feita normalmente às vésperas das eleições. E qualquer tipo de fraude ou tentativa de fraude seria denunciada pelos observadores internacionais que normalmente são convidados a acompanhar as eleições. Na adisso aconteceu desde que a urna eletrônica foi implantada. Ela é respeitadíssima no mundo inteiro.

    Agoa, sem juizo de valor, comparar numéricamente atos da Câmara com os do Supremo é uma bobagem sem tamanho.

    Veja só, o veto de um (presidente) a uma lei ou artigo, pode ser derrubado por 400 deputados, mas se o presidente (um) recorrer ao STF e ganhar (11), o veto está mantido. Neste caso, quem está representando a vontade do povo?

    PS 1: Sei que estou tecendo comentários apenas para os colegas do JBF, pois duvido que o Garcia os leia. Ele pode ser um grande jornalista, mas não lê o povão

    PS 2: E ele fica se achando (Puxa eu fiz um artigo estrondoso que foi replicado no JBF)

    PS 3: Filho de uma pisadela e de um beliscão, culpa tem quem te dá asas ( Manuel A. de Almeida – Memórias de um Sargento de Milícias)

    Saudações

  2. O Francisco deve ser o único cara, no Brasil inteiro, que confia cegamente na integridade dessas merdas de urnas bolivarianas.

    VÃ SER IMBECIL ASSIM NA PUTA QUE O PARIU!!!!!

    Merece 100% da pica de Polodoro enfiada no cu.

    • Rapaz, serão dois Adônis, o Lingua Ferina (ilustre) e o comentarista (boca suja), Jeckill e Hide?

      Prove que sou o único, cara. não acuse sem provas. Isso é ignorância troglodita pura.

      Mas já que você provocou com sua linguagem suja, sugiro que dê lembranças do Sunda à sua ilustre progenitora.

      E também do Locha, do Romário e do Ronha.

      Por favor não fique vermelho e solte fumaça pelo nariz e orelhas. Isso passa.

      😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈👌👌👌👌👌👌👌👌
      🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶🐶

      Au!Au!Au!
      Grr!Grr!Grr!
      Caim! Caim!

      Sausdações

      PS: conforme postei anteriormente, só reajo se provocado.

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