DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Mote desta colunista

Dalinha Catunda:

Eu posso dizer que há anos
A vacina salva vidas.
Eu que sou das precavidas
Pra não sofrer desenganos,
E evitar maiores danos,
Também vou me vacinar.
Tô vendo a hora chegar!
Mas a dúvida é profunda:
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Em minha última coluna, este meu mote foi glosado por mulheres. Hoje ele será glosado por homens.

* * *

Gevanildo Almeida

Dalinha e Bastinha estão
Com uma dúvida danada
Mais confesso essa picada
Não tá na minha intenção
Não sei se vou tomar não
Decidi, não vou tomar
Ela pode me agravar
Mas vou se seguir a Catunda
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Rivamoura Teixeira

Vou usar a consciência
Fazer avaliação
Não digo não tomo não
Vou pensar fazer prudência
Vou saber da tal ciência
Pra melhor avaliar
Essa dúvida é de lascar
Vou optar pela segunda
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Assis Mendes

Quando chegar a vacina,
Quero tomar sem demora,
Mandar o corona embora,
Pra ver se esse mal termina,
Seja daqui ou da china,
Eu quero é me vacinar,
E hora da agulha entrar,
Que a dor não seja profunda,
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Francisco Jairo Vasconcelos

Vou tomar é qualquer uma
Tô esperando liberar
Vou ver no que, isto vai dar
Quero que o corona suma
Pare de morrer de ruma
Eu tomo em qualquer lugar
Pois importante é curar
Esta dúvida profunda,
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Joab Nascimento

Já que não tem mais remédio
Tomei todo tipo de chá
De marmeleiro ao juá
Não acabei com meu tédio
Comecei a ter assédio
Para picada enfrentar
Deu trabalho pra relaxar
Foi concentração profunda
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Giovanni Arruda

Qualquer um laboratório
Não fará a diferença
Eu só vou pedir licença
Pra não ser supositório
Pois já fui repositório
Hoje nem deixo triscar.
Na bochecha inda vá lá
Que a mão não se aprofunda
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

Pedro Sampaio

A tal vacina chinesa
Garantia questionada
Com tanta gente assustada
Deixa minha mente acesa
Com medo de virar presa
Também do bicho pegar
Logo começo a chorar
A lágrima já me inunda
Não sei se tomo na bunda
Ou no braço vou tomar.

7 pensou em “UMA RODA DE GLOSAS

  1. Parabéns pela oportuna e hilária postagem, ” UMA RODA DE GLOSAS”, grande poetisa Dalinha Catunda!

    O Mote está impagável e os autores das glosas, poetas Gevanildo Almeida, Rivamoura Teixeira, Assis Mendes, Francisco Jairo Vasconcelos, Joab Nascimento, Giovanni Arruda e Pedro Sampaio
    são excelentes!

    Destaco a glosa do poeta Pedro Sampaio:

    A tal vacina chinesa
    Garantia questionada
    Com tanta gente assustada
    Deixa minha mente acesa
    Com medo de virar presa
    Também do bicho pegar
    Logo começo a chorar
    A lágrima já me inunda
    Não sei se tomo na bunda
    Ou no braço vou tomar.

    Um abraço, e um ótimo domingo!

  2. Minha querida poeta Dalinha.. Tô voltando devagarinho, que nem gato escaldado, mas feito bicho curioso, que volta pra beliscar alpiste na boca do alçapão, vou chegando de fininho. E não poderia deixar de comparecer aqui, porque EU ACHO É POUCO mesmo. Então lá vai a minha, pra não perder a mania.. Já que a dona do alçapão é mina amiga querida, vou beliscar esse alpiste gourmet que vc deixou por aqui,kkkkk. Um bjo saudoso das excelentes tr5ocas de rima de anos atrás…

    Eu não quero essa vacina
    nem que a porca torça a “raba”
    a dúvida não se acaba
    pois “Coronga” vem da China
    eu fico aqui na surdina
    Assuntando até cansar
    Será que vai me matar ?
    pois matou gente “rotunda”
    Não sei se tomo na bunda
    No braço não vou tomar

    • Fred,meu querido, amigo, que bom reencontrá-lo. Será muito bom ter você de volta e recomeçarmos as rodas de glosas com nossos colunistas poetas do JBF. Obrigada pela interação, meu abraço carinhoso.

      • Menina, eu tô tão atrasado de compromisso que não me toquei que vc tinha respondido ao meu comentário. Desculpe, querida.. falta de educação não faz meu gênero. Tem hora em que penso que o dia devia ter umas 48 horas, pelo menos. Tem sido bom demais voltar por aqui e reler tanta coisa bacana que essa nossa turma de cronistas e poetas sabe tão bem dizer. E eu de enxerido, por aqui de novo! Vamos dar umas cutucadas nessa poetada de primeira novamente? Saudade daqueles dias em que a nossa liberdade ainda existia, sem essa presepada de pandemia e isolamento social que consome a gente por dentro e nos tira até inspiração pra essas pelejas maravilhosas em que as idéias voam feito borboletas querendo querendo ser alcançadas pelas nossas redes incansáveis de procurar ajeitar em quadras, sextilhas e décimas tanta beleza que esse Brasil fantástico nos proporciona, Abraço fraterno e saudoso.

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