Sabida posso não ser
Mas besta não sou mais não.
Mote desta colunista
Eu já fui muito parceira
Na rotina desta vida,
Hoje sou bem precavida,
Não estou dizendo asneira.
Cansei de levar rasteira,
Mas nunca fiquei no chão,
Aprendi cada lição,
E se você quer saber:
Sabida posso não ser
Mas besta não sou mais não.

Muito BB om. Besta é coco que tem três olhos e dá um pra furar
Muito obrigada pelo comentário. Gostei dos olhinhos do coco. Eu não sou coco e por isso fico com os dois olhos bem abertos e o terceiro bem fechado e encostado na parede.
Essa foi boa, mas, me perdoe, ainda precisa botar a mão na boca, pelo ensinamento popular.
Era só por ideal
Que na urna eu votava
Cada voto que eu dava
Somente me dava mal.
Um fato especial
Mudou minha opinião
Deixei de seguir ladrão
Para não me arrepender
Sabido posso não ser
Mas besta não sou mais não.
JRM.
*
Não preciso mais votar
Minha idade já chegou
O voto já me enganou
Mas não vai mais me enganar
Hoje tenho novo olhar
Tomei minha decisão
E nos tempos de eleição
Ninguém vai me convencer
Sabido posso não ser
Mas besta não sou mais não.
Lendo as glosas de Dalinha e de Jesus, a gente vê o tamanho do talento dessa gente. Eu sempre fiz escolhas erradas, porque nasci num berço da poesia, e me encantei com a matemática. Minha poesia tem outras rimas. Mas, a facilidade da matemática – eu já disse isso uma vez, e não fui compreendido – e que a gente se lembra mais rápido – do que aquele que não curte a disciplina – dos conceitos que resolvem um problema. O poeta é do mesmo jeito: lembra com muito mais facilidade da palavras que rimam e metrificam. Assim, com minha inveja saudável, escrevi
Eu votei num desgraçado
Que picanha prometeu
Mas tudo que aconteceu
Foi eu ficar engasgado
Com a promessa sacana
Do maldito “pé-de-cana”
Corno, fresco, boiolão
Minha vingança vai ter
Sabido posso não ser
Mas besta não sou mais não
*
Das promessas de campanha
Somente a lembrança fica
O eleitor entrou na pica
Quem prometeu nem se acanha
Nem o cheiro da picanha
Sentiu a população
Não votei nessa eleição
Para não me arrepender
Sabido posso não ser
Mas besta não sou mais não.
Dalinha Catunda