DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Sabida posso não ser
Mas besta não sou mais não.

Mote desta colunista

Eu já fui muito parceira
Na rotina desta vida,
Hoje sou bem precavida,
Não estou dizendo asneira.
Cansei de levar rasteira,
Mas nunca fiquei no chão,
Aprendi cada lição,
E se você quer saber:
Sabida posso não ser
Mas besta não sou mais não.

7 pensou em “UMA GLOSA

  1. Muito obrigada pelo comentário. Gostei dos olhinhos do coco. Eu não sou coco e por isso fico com os dois olhos bem abertos e o terceiro bem fechado e encostado na parede.

  2. Era só por ideal
    Que na urna eu votava
    Cada voto que eu dava
    Somente me dava mal.
    Um fato especial
    Mudou minha opinião
    Deixei de seguir ladrão
    Para não me arrepender
    Sabido posso não ser
    Mas besta não sou mais não
    .

    JRM.

    • *
      Não preciso mais votar
      Minha idade já chegou
      O voto já me enganou
      Mas não vai mais me enganar
      Hoje tenho novo olhar
      Tomei minha decisão
      E nos tempos de eleição
      Ninguém vai me convencer
      Sabido posso não ser
      Mas besta não sou mais não.

  3. Lendo as glosas de Dalinha e de Jesus, a gente vê o tamanho do talento dessa gente. Eu sempre fiz escolhas erradas, porque nasci num berço da poesia, e me encantei com a matemática. Minha poesia tem outras rimas. Mas, a facilidade da matemática – eu já disse isso uma vez, e não fui compreendido – e que a gente se lembra mais rápido – do que aquele que não curte a disciplina – dos conceitos que resolvem um problema. O poeta é do mesmo jeito: lembra com muito mais facilidade da palavras que rimam e metrificam. Assim, com minha inveja saudável, escrevi

    Eu votei num desgraçado
    Que picanha prometeu
    Mas tudo que aconteceu
    Foi eu ficar engasgado
    Com a promessa sacana
    Do maldito “pé-de-cana”
    Corno, fresco, boiolão
    Minha vingança vai ter
    Sabido posso não ser
    Mas besta não sou mais não

    • *
      Das promessas de campanha
      Somente a lembrança fica
      O eleitor entrou na pica
      Quem prometeu nem se acanha
      Nem o cheiro da picanha
      Sentiu a população
      Não votei nessa eleição
      Para não me arrepender
      Sabido posso não ser
      Mas besta não sou mais não.
      Dalinha Catunda

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