O olhar dela, tão singelo,
terno e belo, é tudo de bom.
Eu, vate inventado,
tudo a dizer-lhe, nada a falar,
calo, foge-me o som:
sou muito menor que qualquer Drumond …
Atrevo-me a fazer verso,
inspiração passageira …
Tão ambicioso,
tudo a dizer-lhe, nada a falar,
bobageio asneira:
distante de todo e qualquer Bandeira …
E há tão pouca rima
em minha não-poesia
que ao pretenso esteta
que há em mim
resta a certeza, aí sim,
de ser nenhum poeta,
tudo a dizer-lhe, nada a falar.
Meu grito preso não ecoa,
é voz calada em cena muda,
muito apartado de qualquer Neruda,
sou falso Bardo, um nunca Pessoa,
fingidor poeta de versos à toa …

Um bom time. Drummond, Bandeira, Neruda e Xico Bizerra. Todos portas grandes, enormes. Viva a poesia.
Esqueceu de citar logo o amigo dele, de
Portugal, um tal de Pessoa, um certo Fernando … kkkkkkk
Verdade. Esqueci do amigo Português. Pessoa entra no time do Xico Bizerra. Para todos os fins de Direito. E viva Xico!!!
O único perna-de-pau desse time é esse tal de Xico, enxerido que só ele. No mais, só tem Pelés …