PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Que importa que foguetes cruzem Marte
E bombas de hidrogênio acabem tudo,
Se aos meus dedos, teus dedos de veludo
Ensinam que o amor é também arte?

Não desejo mais nada além de amar-te
E em êxtase viver, absorto e mudo,
Sorvendo da ternura o conteúdo
Que antes te buscava em toda parte!

Esses dedos que afago entre meus dedos,
Que acaricio a desvendar segredos
De amor nestes momentos que nos prendem,

Têm qualquer coisa que escraviza e doma,
Porque teus dedos falam num idioma
Que só mesmo meus dedos compreendem!

ORLANDO TEJO – Brasil – POESIA DOS BRASIS – PARAIBA - www.antoniomiranda.com.br

Orlando Tejo, Campina Grande-PB (1935-2018)

2 pensou em “SONETO DOS DEDOS QUE FALAM – Orlando Tejo

  1. Lindo poema, provavelmente feito na década de 60, onde só se falava de foguetes e bombas.

    Ah, os dedos. Agora me dei conta que para quem se ama, é a parte do corpo que mais entram em contato e que mais conhecemos.

    Um movimento dos dedos, por mais sutil, diz muito.

  2. Pingback: OS DEDOS | JORNAL DA BESTA FUBANA

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