PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

“Mas se o pai acordar!…” (Márcia dizia
A mim, que à meia-noite a trombicava)
“Hoje não…” (continua, mas deixava
Levantar o saiote, e não queria!)

Sempre em pé a dizer: “Então, avia…”
Sesso à parede, a porra me aguentava:
Uma coisa notei, que me arreitava,
Era o calçado pé, que então rangia:

Vim-me, e assentado num degrau da escada,
Dando alimpa ao caralho, e mais à greta
Nos preparamos para mais porrada:

Por variar, nas mãos meti-lhe a teta;
Tosse o pai, foge a filha… Oh vida errada!
Lá me ficou em meio uma punheta!

Colaboração de Pedro Malta

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