Há várias formas de dizer as rezas, embora a forma não importe tanto. Quando pequeno, minha mãe rezava comigo uma oração para o Santo Anjo do Senhor. Toda noite. Depois, aprendi e sabia de cor o Credo e o Salve-Rainha. Hoje, mal lembro da Ave-Maria, a tradicional, a do ‘cheia de graça’. Rezo diferente. Rezo para meu santo amado, aquele que atende por Francisco de Assis, meu anjo protetor, meu zelozo guardador. Que me perdoem todos os Deuses, os Abraâmicos, os Orientais e os dos terreiros de Candomblé: rezo do jeito que acho correto, na linguagem da natureza, como fazem os passarinhos: com certeza eles conversam entre si sobre a natureza, de como preservá-la, de como torná-la o habitat ideal para si e para o bicho homem … eles, os passarinhos, se entendem, rezam por nós, diferentemente dos que promovem matanças e guerras. Francisco, meio mouco, talvez por isso não atenda ao meu clamor e deixe que os fuzis proliferem, inibindo os jardins. Ou, quem sabe?, ande muito atarefado com a quantidade de pedidos a ele dirigidos. Mas certamente o mundo seria melhor fôssemos todos passarinhos, se só existissem jardins, cantos e rezas ao modo deles, pela paz e preservação do lugar em que vivemos, nós e eles. Como são inteligentes os pássaros.
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Já eu preferiria rezar por um santo ainda maior, São Xico Bizerra. Esse tem poder. Abraços lisboetas.
Meu Doutor imortal, vê se encontra aí por um canto de Lisboa, algum Santo po(fu)deroso que consiga fazer os homens entenderem que a Paz é muito mais bonita que a guerra, que o abraço gera a alegria que não se encontra nos canhões militares. Abraço Capibareano.